Casados Por Ações.
4 Jantar de família I.
- Chris — Eu gritava deitada no sofá.
— Lanna , você ... — o interrompi .
— Eu vim pra cá, estou sem sono! Quero assistir algum filme, mas não sozinha. — Eu falei colocando uma almofada na cabeça, e apoiando nela.
— Certo. — Christian pôs o filme e assistimos juntos. Horas depois, peguei no sono.
Era ruim dormi ali, mas algo bom havia ali! Eu estava feliz por fazer um programa com Christian, nos último 1 ano, nada de paz ou ajuda ao próximo. E fiquei grata, por ele me ajudar a sair do banheiro. Quando acordei, eu estava deitada no sofá, e Christian ao meu lado! O sofá era grande, dava para duas pessoas deitar, mas estranhei, eu me lembrava perfeitamente da noite .. ou melhor, madrugada anterior. O que eu me irritei, foi o fato de que ele com certeza me virá deitada e não fez o mínimo para me colocar na cama, sei que a tensão é grande e o desejo também mas não custava nada.
— Seu gaaay chupadoor , sai do meu lado — Acordei CC aos gritos. Adoro fazer isso.
— Que foi , Alanna? E não me chama de gay . — Falou ele irritado.
— Gay , gay , gay , gay e aí ? – Christian veio para cima de mim, mais logo o detive com uma tapa na cara.
- Aii Lanna ! — Disse ele com as mãos no rosto.
— Ai nada, seu cafageste. Você mereceu! — Eu disse saindo do sofá. — Ai meu deus — Eu gritava.
— Shiiu, Alanna! Temos vizinhos. — Ele disse se sentando no sofa.
— Christian, hoje temos um jantar na casa de seus pais. — Eu disse, com a mão na cabeça
— Eu sei disso, eu não bebi para poder esquecer. — Disse .
— Mas não vou poder ir — Eu sentei no sofá ao seu lado.
— Porque não, Lanna ?- Ele me olhou sério.
— Tenho ensaio fotografo de duas noivas hoje a noite! Ontem eu não fui, por causa daquele incidente. — Eu o olhei, encarando-o
— Pra faltar seu trabalho pra ir para balada se drogar e me trair você pode, mais pra ir a um jantar na casa dos meus pais você não vai. Ótimo! — Ele se levantou e foi para a cozinha.
— Ah Christian, me poupe! Nunca gostei de seus pais, odeio eles você sabe disso. Não medirei esforços para ir, mas se der eu vou.
— É , eu sei que você os odeia, mas um pouco de consideração não faz mal.
— Eu disse Christian, eu verei se posso ir. — Eu disse pegando um copo de água e bebendo.
- Você já pensou em parar de me chamar de gay, ou melhor, parar de brigarmos, os dois e sermos amigos, já que sabemos que não à amor entre agente ? — Disse Christian , me olhando sério. Eu me engasguei.
— Tá brincando? — Eu o olhei .
— Não, apenas tô cansado de ficar brigando com você, Lanna. Eu quero paz! — Disse ele com uma cara de dar dó. — Eu passo o dia tocando bateria e vendo como está a empresa dos seus pais , e quando chego em casa agente só briga. Não aguento mais isso.
— Também me cansei disso, é chato! As vezes me pergunto se te magoei com algumas palavras, mas tenho tanto ódio de você que não quero parar de brigar. — Eu sorri.
— Nossa, você tá viciada mesmo! Mas aê, cantora de Hip Hop estamos amigos ? — Perguntou .
— Cantora de Hip Hop ? Atá , saquei. Certo amigos! — Me aproximei dele, para o abraça, o mesmo retribuiu. Nos abraçamos, e senti seu cheiro, doce e muito agradável. — Você cheira bem , Coma. — Ele riu.
— E você nem imagina o quanto você cheira. Por favor, Coma não!
Hoje era um dia de Sábado, e passamos a tarde juntos. Passeamos pela praça, formos ao shopping , abusamos as pessoas. Enfim, depois de alguns minutos no shopping, Christian encontrou uma velha amiga. Loira — seu loiro era de farmácia — alta e bonita, eu não podia negar. Ela comia o Christian com os olhos o que me aborreceu muito.
Eles conversaram enquanto passeávamos, e esquecendo totalmente de mim. Não queria interromper aquele momento dos dois, porque eu iria começar a brigar com ele no meio do shopping. Eles estavam bem entretidos, quando avistei alguém não muito agradável e cochichei com Christian. Ele se despediu de sua amiga Britany e entrou em uma loja comigo.
Arrastei Christian para mais longe de todos ali, ficamos em uma parte , fingindo escolher alguma coisa.
— Tem certeza de que você o viu ? — Disse Christian irritado.
— Tenho, Christian! — Hesitei — Você acha que eu não reconheceria aquela maquiagem do animal do Ash? Estou com medo, ele não pode me vê aqui. Eu não te contei mas ... — Não falei o resto, e sabia que ele iria insistir pra eu falar.
— Mas o que Lanna? — Pergunto, com um pouco de preocupação em suas palavras.
— Um dia me deparei com ele, e então pedi para que não fizesse mal a mim. Então formos conversando pelo caminho, e tipo ele disse que tinha uma forte atração por mim. — Parei suspirando — Inventei uma desculpa para sair dali correndo, e depois concluí que ele era um total louco, ou quem sabe maníaco. — Eu não notará mais eu estava sussurrando. Estava em meus olhos, o medo que ele me fazia, e as palavras que eu pronunciava em relação a ele.
— O que .. — Ele parou, depois respondeu num jato. — Lanna, você é doida de ficar a sós com o Ashley ? — Ele estava irritado, seus olhos castanhos e penetrantes dominavam o meu. De repente eu me esquecerá como respirar, desviei os olhos rapidamente, tentando puxar minha respiração.
— Christian , não quero ficar mais nem um minuto aqui! Vamos embora. — Tentei fugir do assunto, e de seus olhos.
O caminho para casa foi silencioso, eu não queria quebrar aquele silencio por nada. Talvez estivesse me fazendo bem, para pensar no que me fez me sentir tão louca por aqueles olhos dele. Era estranho aquela reação. De vez em quando meus olhos rolavam a direção de Christian, do canto do olho para ele não percebe. E notava algumas vezes seus olhos vagando em meu rosto. Ao chegarmos, fui me arrumar o mais rápido possível ainda tinha que ir para o hospital.
— Lanna, você não vai mesmo para casa dos meus pais ? — Ele falava triste.
— E você se importaria se eu fosse ? — Eu disse, depois de minutos tentei corrigir — Desculpe, não queria ser grossa... Mas farei o possível para ir.
— Ah , então esperarei por você lá, e por favor , ligue se não conseguir ir.
- Não, nem vou ligar ! Te deixarei lá, com cara de taxo. — Eu o olhei séria, ele de repente estava com a expressão confusa. — Claro que vou ligar, ou você acha que vou te deixar sozinho lá ? — Eu ri.
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