Notas iniciais
Pessoal, perdoa pelos errinhos. Mesmo revisando as vezes passa um ou outro. É difícil perceber eles no celular.

– Tem certeza de que se arrumou? Ainda parece que está com conjuntivite. Você está com conjuntivite?

Melanie deu um tapa no braço de Bruno para que ele calasse a boca mas riu das perguntas apressadas do amigo.

– Sim, eu me arrumei, só não passei maquiagem. O que acha de uma parada no BK pra almoçar?

Bruno lambeu os lábios adorando a ideia.

– Claro. Você paga — ele sorriu enquanto levava outro tapa — Mas enfim... Por que estava chorando?

Melanie se manteve calada andando até o ponto de ônibus com o rapaz. Ainda doía pensar que havia dado um tempo com Vítor mas achou aquilo necessário. Mesmo que doesse, doía menos que não suportar o toque do namorado.

– Eu e Vítor estamos dando um tempo — ela viu os punhos de Bruno se fecharem.

– Não acredito que ele te machucou desse jeito, Mel...

– Na verdade foi uma escolha minha. Aconteceram algumas coisas... — ela engoliu em seco.

Bruno sorriu abraçando a menina enquanto esperavam o ônibus.

– Que tal passarmos no parque? — ele perguntou a apertando.

– Ah, não! Da última vez você ficou gritando na montanha russa e ela era minúscula!

O garoto começou a rir, aquela gargalhada gostosa que somente ele conseguia fazer, que fazia com que Melanie risse também.

– Gritei bem fininho ainda para pensarem que era você! — ele disse entre risos.

Ela fez cara feia para ele que lhe mostrou a língua.

– Nossa carruagem chegou, madame — ele disse fazendo sinal para o ônibus.

* * *

Eles estavam terminando de comer e Melanie sentia o estômago embrulhar. Ela tomou o refrigerante esperando que as coisas se acalmassem dentro de si mas não adiantou tanto quanto ela pensou que iria adiantar.

– Tudo o.k? — Bruno perguntou com um quê de preocupação.

– Eu tô legal — ela respondeu com um sorriso fraco enquanto colocava uma batata frita na boca.

Bruno continuou a olhando mas ela evitou os olhos dele. Estava mais preocupada em manter o almoço dentro da barriga.

– Sinceramente acho que os hambúrgueres do BK são os melhores — ele disse colocando o resto do lanche na boca o que fez Melanie rir pois o fazia ficar parecido com um esquilo.

– Eu acho que o Mc'Donalds é um ótimo concorrente — ela deu mais um gole no refrigerante esperando que seu estômago parasse de dar cambalhotas e mortais quando não aguentou mais.

Se levantou da mesa sem avisos prévios e correu pelo shopping a procura de um banheiro.

Quando achou um pôs logo todo o almoço para fora do estômago. Odiava a sensação mas pelo menos seu estômago se aquietara.

O celular começou a vibrar em seu bolso. Pegou para ver o que ou quem era. Era Bruno ligando.

– Já estou voltando — disse ainda um pouco ofegante — Fique ai na praça de alimentação.

Ela desligou a chamada e largou o celular no chão tendo outro acesso de náusea.

* * *

Melanie voltou caminhando lentamente pelo shopping. Ver os casais de mãos dadas era uma tortura enorme e várias vezes sentiu os olhos arderem mas não se deixou ser consumida pela tristeza e lagrimas.

Bruno continuava sentado na mesa. Ele olhava ao redor, a expressão preocupada legível em seu rosto, o celular não mão pronto para ligar para ela mais uma vez.

Foi até a mesa e se sentou como se nunca houvesse saído dali.

– Desculpa. Me senti um pouco enjoada. Deve ser alguma virose, não sei. Passou — ela sorriu mas ele continuou olhando para ela preocupado.

– Se sentindo enjoada? — a mão dele foi de encontro a dela que estava sobre a mesa.

Ela olhou para a cena. Deveria afastar a mão, tinha acabado dar um tempo em seu relacionamento e ali estava ela com seu melhor amigo pegando sua mão.

– É... — ela desviou o olhar da mesa enquanto puxava a mão discretamente para longe da de Bruno.

– Mel, você e Vitor se protegeram devidamente? — Melanie franziu o cenho. Obviamente o tinham feito. A não ser por...

– Claro, Bruno! — o coração dela começou a bater forte contra a sua caixa torácica. Ela ouvia cada batida mais alta do que a anterior.

Ela se levantou puxando a bandeja do lanche para a ponta da mesa.

– Vamos ao parque ou não? — perguntou pondo a mão na cintura.

Bruno revirou os olhos se levantando da cadeira logo após ela.

– Eu deveria te bater. Não, não vamos ao parque. Vamos à farmácia.

* * *

– Eu não acredito que você me arrastou aqui pra isso, Bruno? — ele procurava pelos testes de gravidez na farmácia enquanto puxava ela pelo braço — Aí meu Deus, que vergonha!

Ela colocou a mão sobre o rosto abrindo apenas uma fresta para os olhos a fim de não tropeçar.

– Você pode ter uma miniatura de universitário dentro da barriga. Shiu — Ela riu daquilo embora não devesse.

Ele pegou a caixinha e entregou para ela.

– Por que eu?! — ela olhou para ele com os olhos arregalados e a caixa na mão.

– Porque não sou nem se quer o pai dessa possível criança. Agora vai — ele empurrou ela levemente até o caixa.

– Bruno, eu não. Estou. Grávida! — ela se virou para ele com certa raiva.

– Então faz o teste — o rapaz a olhou desafiador fazendo ela pegar o teste e ir até o banheiro da farmácia.

É só um testes, Melanie. Não vai se quer dar positivo. É só fazer xixi nessa coisa, ela pensou consigo.

Ela deixou o teste na pia e esperou os 3 minutos como a caixinha mandava. Fechou os olhos e respirou fundo antes de pegar novamente e ver o resultado.

Positivo.

Notas finais
Kisses!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.