Casa da mãe Joana
4 Mariana Silva
Notas iniciais
As cinco vão até a máquina de algodão doce.
–Como se faz isso? — Laura perguntou olhando estranhamente para a máquina.
–Você joga essa coisa rosa aqui dentro — Bruna disse pegando um saquinho cheio de açucar cristal colorido e jogou o açúcar dentro da máquina. — E depois você pega o palito e segura perto da máquina e o algodão vai grudar nele.
–Entendi! — Jéssica disse puxando o saquinho rosa da mão de Bruna e despejou tudo dentro da máquina.
–SUA IDIOTA! — Bruna gritou tentando pará-la
–AI DROGA, TA VOANDO TUDO! — Camila gritou irritada com o algodão que voava em sua blusa.
–Para isso!! — Mellanie gritou batendo na máquina, o que fez ela girar mais rápido.
–MELLANIESUABURRADOZINFERNO — Camila gritou quase chorando, pois estava toda melada de algodão doce.
Bruna deu um suspiro desapontado e levou o dedo indicador até um botão e a máquina parou.
–... Acabou — Bruna disse se abaixando. — Acabou todo o algodão, até o último saquinho. — Ela colocou a mão no rosto e chorou.
–C-calma Bruna. — Laura disse com pesar e colocou a mão no ombro da amiga.
–Calma?! Calma?! Meu irmão está com câncer e a única chance que eu tinha de ajudá-lo vocês destruíram completamente!!!! — Bruna gritou ainda chorando.
Na verdade – Jéssica disse calmamente fazendo todas olharem para ela – Eu venho de uma cidade famosa no Brasil chamada Manaus, onde meu pai é governador, digamos que dinheiro não é problema, posso pagar o tratamento de seu irmão – ela disse sorrindo levemente.
Bruna a olhou confusa, mas sorriu ao ouvir a última frase.
–Sério? Muito obrigada! – Exclamou, pulando em cima da amiga.
–Isso se eu sobreviver depois dessa – riu.
As outras amigas sorriram, em seguida Jéssica fez um cheque e deu para Bruna, disse que ia pagar o conserto da máquina de algodão doce, mas Bruna insistiu para que não pagasse.
Conversaram por mais algum tempo, se despediram de Bruna e continuaram seu caminho.
Andavam calmamente pela cidade, até que uma mulher apareceu a milhão pilotando uma moto que estava rente à calçada e puxou a bolsa de Laura.
–EI SUA VADIA! – Laura gritou puxando o cabelo longo da outra, fazendo com que ela caísse da moto.
–ME DA AQUI ESSA PORRA. – Disse arrancando a bolsa das mãos da ladra e em seguida chutou seu estômago.
–Ai caralho. – ela sussurrou segurando a barriga.
–Mas que bosta hein – Cami comentou rindo da cena bizarra.
–Se for assaltar assalta direito – Jéssica debochou da coitada.
–Agora sai daqui ou eu chamo a polícia! – Laura disse autoritária.
–Suas bostas, sou eu, a Mary – choramingou tirando o capacete.
–Mary! – As quatro irritantemente disseram em uníssono.
–Sim, e antes que perguntem eu queria fazer uma surpresa pra vocês, oque foi uma péssima ideia – Disse irritada fazendo uma careta de dor.
–Como você sabia que a gente estava aqui? – Mellanie perguntou.
–A Bruna Moesa disse que vocês já tinham chegado e eu vim correndo pra ver.
–Você me assustou sua infeliz – Laura disse sorrindo e indo abraçar a amiga.
–Também te amo – Mary disse rindo.
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