Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo, espero que gostem e boa leitura =D

Jack se viu desesperado, já havia 2 horas que estava parado em frente aquela casa que lhe dava arrepios esperando qualquer sinal sobre sua irmã, estava nervoso demais para sair procurando, então deixou que Michael e Nicolas fizessem isso.

Liza ficou com ele para não deixar que ele fizesse alguma loucura, ela não trocou nenhuma palavra com ele, ainda mais que Jack ficou atento aos dois lados da rua esperando que sua irmã aparece-se.

Michael e Nicolas passaram umas 4 ou 5 vezes por lá para ter certeza que a menina não havia aparecido e para avisar que não tinham encontrado nada. Quanto mais as horas passavam, mais Jack ficava aflito, começava a achar que nunca mas veria a irmã, até chegou a falar baixo as palavras “ tudo culpa deles, tudo culpa dela”, Liza tentou perguntar o que ele tinha falado, que não havia entendido, porém ele não repetiu, apenas ficou olhando para o nada.

Então, foi quando coisas estranhas começaram a acontecer vindas da casa, primeiro se ouviu algo arranhando alguma madeira, depois uma porta batendo e depois de vários acontecimentos como estes as grades gigantescas da entrada se abriram.

Mal dava pra enxergar a casa de tão escuro que estava à vastidão negra era de arrepiar, mas como Jack não estava, mas se importando com nada, levantou-se rápido e entrou na casa, Liza o seguiu:

–Jack, vai entrar? — Perguntou a menina, mas não teve resposta.

Jack, seguido por Liza, passou pelo caminho de pedras que levava a entrada principal da casa, assim que se aproximaram a porta se abriu como mágica.

Relutando um pouco para entrar e com frio na espinha eles acabaram entrando, a casa por dentro conseguia ser mais escura do que estava lá fora, só se podia ver as curvas dos móveis por causa da pouquíssima luz que vinha da porta, o piso de madeira fazia que o barulho dos passos deles ficasse bem mais alto.

Eles pararam em frente uma escada meio sem saber para onde ir, há poucos metros da porta, alguns minutos de silêncio se passaram, a angústia tomava conta daquela sala, então com a pouca luz que havia ele achou um lampião e uma caixa de fósforos do lado, acendeu e a casa ficou um pouco mais iluminada, então foi aí que eles se depararam com um quadro gigante posto na parede, nele se encontrava uma criança acorrentada sangrando, depois de um tempo observando a foto, Jack virou-se para Liza para falar algo:

–Liza, é melhor a gente sair daqui.

–Tá bom – Falou a menina com poucas expressões no rosto.

Mas naquele momento em que ia sair e se viraram para a porta, um vento forte e gelado bateu, a porta foi fechada com rapidez que fez um eco enorme e repetitivo pela casa, o lampião foi apagado e a casa virou um breu. Um grito agudo foi ouvido.

Jack se viu deitado no chão procurando a vela de dentro do lampião e a caixa de fósforos que também caira com o vento, quando encontrou, logo acendeu e viu que Liza não estava mais lá.

Correu em direção à porta que não abria por nada, procurou uma janela, mas não encontrou nenhuma.

Jack se virou e começou a notar a casa, ela conseguia ser mais pavorosa ainda por dentro, cheia de quadros de crianças chorando e sangrando, acorrentadas em um lugar escuro, um lugar pequeno de madeira e elas ficavam acorrentadas em uma gaiola de ferro bem grande presa no teto, depois de um tempo olhando aquelas imagens ele percebeu que todas mostravam o mesmo lugar.

Jack seguiu o corredor que ficava ao lado da escada, o local era cheio de poeira e móveis velhos com panos em cima, o chão era manchado de algo vermelho, qual ele se recusava a pensar que era sangue.

O primeiro cômodo qual ele encontrou foi uma salinha pequena com uma pequena mesa no meio que se sentavam quatro pessoas, todos os pratos estavam postos com talheres e copos. Três velas estavam apagadas no centro da mesa, ele se aproximou devagar e as acendeu, fazendo o lugar ficar bem mais iluminado.

A sala até era bem bonita e não tinha poeira, como se alguém tivesse acabado de arruma-la para visitantes. Ele também logo percebeu que só três lugares na mesa estavam com pratos e talheres, o outro estava sem nada.

Ela não tinha mais nada de realmente importante, quer dizer, também tinha uma porta que Jack só reaparou depois de 5 minutos dentro daquela pequena sala, a porta era bem pequena e sua cor era muito parecida com a cor da parede, ele tentou abri-la, mas estava muito bem trancada.

Ignorando aquela sala, que também não tinha o que ele precisava janelas, ele saiu por onde entrou voltando a seguir o corredor.

Passou por duas portas trancadas e a terceira, que na verdade era só uma abertura já que não tinha porta, ele entrou, logo identificou que era a cozinha. Procurou alguma vela que pudessem deixar o lugar mais iluminado, depois de um tempo procurando achou três velas no chão encostadas na parede. Ele as acendeu e botou em cima de uma pequena mesinha perto da porta. Começou a observar a cozinha, tinha uma pia bem grande, na verdade, a cozinha toda era bem grande, tinha também vários pratos empilhados em cima da pia e alguns talheres do lado dos pratos, quando ele chegou perto para ver mais os pratos percebeu que estavam todos molhados como se acabassem de ter sido lavados.

Jack até ficou assustado, mas ficou mais assustado ainda quando viu a janela, ela era grande, mas estava com madeira pregada nas pontas qual ele não teria como passar, e também tinha pregos virados para dentro, pois se você tentasse quebrar o vidro e sair por lá, sairia todo ensanguentado e cheio de cortes.

Jack começou a pensar que todas as janelas da casa deveriam ser assim, mas não pode pensar nisso por muito tempo, ouviu passos que se aproximavam pelo corredor, os passos estavam cada vez mais perto.

Ele começou a procurar algo para se defender, então encontrou uma faca enorme, pegou e depois se escondeu debaixo da mesa, apagou o lampião e guardou a caixa de fósforos no bolso.

Ficou ouvindo os passos se aproximarem e olhava por baixo do pano para a cozinha iluminada pelas outras velas que acendera, começou a imaginar que poderia ser a Liza o procurando, mas essa ideia fugiu de sua cabeça quando ele reparou na faca que estava segurando, ela estava repleta de sangue, sangue fresco, e nela se encontrava um fio de cabelo, castanho, da cor dos cabelos de Liza.


Notas finais
Logo postarei mais capítulos! Reviews please!