Casa

1 Capítulo único


Notas iniciais
se vc n gosta de incesto, ainda mais entre pai e filho, passa reto. para os outros, tenham uma boa leitura ♡

A geladeira cheia de garrafas de água e latas de cerveja denunciava bem a questão econômica de quem vivia ali. Megumi pegou uma garrafa, voltando para o pequeno cantinho o qual dividia — como cama com seu pai. Nada mais era do que um colchão velho de solteiro, que dificilmente cabia dois ali, mas se apertando aos poucos, tornava-se um lugar confortável para dormir.

Toji tinha voltado de seu trabalho — o segundo que estava trabalhando — há algumas horas, chegando aparentemente estressado. Uma pequena refeição, uma cerveja e alguns beijos de seu filho foi o que precisou para se sentir em casa e relaxado outra vez.

O homem mais velho estava olhando algo em seu celular quando sentiu Megumi voltar para a cama, com a coberta se mexendo para abrigá-lo junto a si embaixo dela. O silêncio durou pouco, ainda mais da parte de Toji ao ver que seu filho tocou suas pernas com os pés, seu jeitinho único de chamar a atenção como se ele não fizesse propositalmente. Ele fingia que não, tampando a garrafa d'água após dar um gole generoso, deixando-a ali perto do cafofo deles; tudo sem olhar sequer uma vez para seu pai.

“Sempre tão carente.” Não era uma reclamação, nunca era. Ah, ele jamais poderia achar ruim nada que Megumi fizesse. Ele era sua joia preciosa. Seu garoto, seu lindo e mimado filho.

“Daqui a pouco tenho que ir para a faculdade”, Megumi disse como se não quisesse nada. “Você pode mexer nisso depois.” Referia-se ao celular nas mãos de seu pai.

E Toji não era idiota. Largou o aparelho e o deixou de lado sem nem mesmo se lembrar o que estava fazendo de fato nele, voltando-se para Megumi ao trazê-lo para seu colo em um simples puxão. Foi bem recebido, apesar dos lábios do outro homem formarem um leve bico. Este que Toji fez questão de beijar até que se desmanchasse em uma boca aberta e língua estendida para ser chupada, levada pela sua própria em um ósculo lento e proveitoso.

Não tinha como os dois Fushiguro se sentirem bem lá fora, com ninguém. O que tinham era corrupto à alma para muitos, uma condenação e até mesmo doentio. Mas, nos braços e beijos um do outro, naquela casa de um único cômodo — que era quarto e cozinha juntos, pequeno, simples, sem decorações e disfarces —, eles se sentiam bem.

Estavam em casa, no carinho um do outro, e não poderiam querer mais do que isso.

Notas finais
obg a quem leu ♡ see'ya ~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!