Carus Niger Resurrexit
1 Ad vos, mei rosam.
Notas iniciais
Você morreu.
Não consigo sentir seu corpo frio em minhas mãos.
Nem mesmo a cor de sua pele se perdeu.
Sei que ainda respira, mesmo não sentindo sua respiração.
Então por que não posso te ver?
Onde está minha querida?
A flor delicada que admirei, murchou.
A lembrança de seu perfume me atormenta.
Sou um louco preso ao inexistente.
Minhas lágrimas inúteis molham meu rosto.
Meus lábios trémulos ao sussurrar teu nome.
Vejo teu sorriso, mas não o reconheço.
Seus olhos ainda veem um mundo no qual não participo.
Por que não posso te ver?
Onde está minha querida?
A flor delicada que admirei, murchou.
O espinho de um amor inacabado crava em meu coração.
Seu espinho, minha querida flor.
Eu não posso aguentar.
Se ao menos eu pudesse lhe tirar o último suspiro.
Seu corpo frio em minhas mãos, eu realmente desejo isso.
O que eu amei será destruído por vermes.
A flor amada massacrada em minhas mãos.
Se ao menos eu não visse seus espinhos.
Venenosa e putrefata, meu amor, é você.
Onde está minha querida?
A flor delicada que eu admirei, murchou.
Ao toque indelicado de um mundo corrompido, você se foi.
Se ao menos eu pudesse queimar-te e soprar suas cinzas ao vento.
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