Cartas para ninguém

1 Nunca acaba bem (Justamente por acabar)


14 de abril de 2015

Cá estou eu fazendo o que nunca me foi de costume, escrevendo para alguém ou por alguém, não sei ao certo. Por que estou escrevendo? Apenas porque sei que não vai ler e preciso tirar isso do meu peito.

Então garota, como foi que chegamos até aqui? Como foi que tudo começou e por que foi que acabou? Éramos "extremamente compatíveis" não éramos? Parecia muito bom pra ser real e realmente foi tanto a parte boa quanto a surreal.

Jamais imaginei que chegaríamos a nos envolver, nunca tive segundas intenções, nem sequer pensava que seríamos amigas. Na minha mente eu e você no máximo trocaríamos palavras, aqueles diálogos sem graça como os que descobri que tem com suas tias;

-Como estão as coisas?

- Bem e por aí?

-Também!

Sabe o que é mais irônico? Na minha mente nossos diálogos nunca passariam disso o problema é que passaram, foram muito, muito, muito além, mas agora são o que inicialmente pensei, na verdade são bem piores, não conseguimos nem manter um diálogo estável no qual perguntamos como vão as coisas, sabe por quê?

Porque se você disser que está bem apesar de te querer bem eu ficarei mal por teres conseguido isso sem mim, se disser que está mal por não me ter contigo; ambas ficaremos mal por não ser possível estarmos juntas.

Na verdade boa parte da afirmação acima é hipotética, a realidade é um pouquinho mais cruel, é o seguinte.

Você está bem sem mim, está ótima, nem lembra que existo, e, isso dói, arde cada veia do meu corpo, aperta o peito até faltar o ar. Sou eu quem não consegue agir bem num diálogo porque a cada “Oi” “Tudo bem?” que leio me sobe uma raiva, uma mágoa, uma dor tão grande que sou obrigada a ser seca ou acabar a conversa, e me sinto assim devido as lembranças, as desgraçadas das lembranças, nossas conversas antigas fazem esses cumprimentos serem enojados e é por isso que não consigo conversar mais, sério, não sei lidar com o que nos tornamos.

Eu queria ser capaz de te olhar sem sentir um único arrepio e acontece o contrário disso, basta te ver ou mencionarem seu nome para o meu coração quase pular do peito e a mente girar com turbilhões de lembranças e planos antigos.

É difícil falar sobre a gente, ou melhor, sobre eu amando você, sempre foi muito confuso, então estou o tempo todo perdendo a linha de raciocínio.

Demorei a perceber que amei sozinha e agora que percebi já é tarde demais pra reverter.

Sabe, se pudesse eu te esqueceria ou voltaria para a época em que éramos apenas amigas (porque cara, nossa amizade sempre fora especial) e jamais, jamais teria me envolvido passionalmente. O complicado de se apaixonar por um amigo é que se der errado você fica sem o namoro e sem a amizade. A verdade é que quase sempre da errado, então se algum dia alguém chegar a ler esta carta (não corra o risco de perder uma amizade por ter infelizmente se apaixonado por um amigo). O que me fez tentar?

Obviamente foi a tal da esperança, sempre soube dessa coisa de chances pequenas de namoro entre amigos dar certo, mas “ah, somos tão perfeitas uma pra outra, vai ser diferente, vou arriscar”. Arrisquei e perdi tudo, perdi até o que não tinha para perder.

Resultado?

Você está se apaixonando por um cara e eu estou assistindo de camarote isso acontecer, leio suas indiretas, ouço comentários e tudo que consigo pensar é: “Eu poderia ser melhor que ele.” Como dói te ver apaixonada, não é a primeira vez, não é mesmo? Afinal foi isso que acabou comigo, com a chance de existir um “nós”. Garota, não podia ter mentido pra mim, não podia ter fingido me amar enquanto amava outra, não podia, mas fez.

Vamos a parte interessante, ao foco de tudo, vou contar como tudo aconteceu, tudo mesmo, desde o dia em que nos conhecemos até a merda que é agora.

Novembro de 2013,

Fomos apresentadas por uma amiga em comum, você estava enrolada com uma garota e eu namorava. Apenas ficamos lá em grupo conversando com todos menos uma com a outra, faltava afinidade, aquela coisa toda meio “sei lá, não quero puxar papo”. Uma semana depois você me mandou um Snap dizendo “Oi” (já estou chorando ouvindo a droga da música que lembra essa droga de sentimento) e eu respondi numa boa, perguntei se estava tudo bem como alguém educado faria, porém não como costuma acontecer sua resposta foi “Não, não estou bem” perguntei o motivo, você desabafou e eu tentei mesmo a distância ajudar, dei conselhos ou pelo menos tentei, era tarde então fui dormir. Depois disso voltamos a conversar quatro dias depois falando sobre psicologia (curso que quero e matéria que você gosta), entramos num debate sobre psicopatia infantil, aí a amizade começou, sempre gostei de debates e sempre quis uma amiga pra debater comigo. Nossas conversas não eram frequentes até então, mas lembro-me perfeitamente dos assuntos seguintes até se tornarem frequentes, na terceira vez conversamos sobre meu namoro e sobre suas paixões, disse que eu e minha namorada fazíamos um casal lindo (o que realmente era verdade), já na quarta conversa houve um desabafo da minha parte e da sua, descobri que tinha depressão e era algo em comum comigo. Na quinta contou-me que estava começando a se apaixonar por minha amiga e eu resolvi dar uma mãozinha. E esse foi o “estopim” da amizade, sua paixão por minha amiga fez com que nós começássemos a conversar com mais frequência ainda que até então não fosse tanta. Eu desabafava e contava do meu namoro e você falava sobre sua paixão. Até que você começou a ter um envolvimento com minha amiga e aí foram várias vezes em que contávamos de como era bom namorar e às vezes das brigas e problemas gigantes no namoro. Puxávamos assuntos aleatórios, debatíamos assuntos polêmicos, ríamos e era uma coisa muito idiota. Nunca havíamos nos visto já que morava em outra cidade e ficamos sem nos ver durante todo o tempo de amizade, o que nas minhas contas foram um ano e quatro meses.

No final de novembro de 2014 meu namoro terminou (essa história fica para um outro dia numa outra carta para que eu esteja recuperada podendo chorar mais), você me ajudou a não me sentir culpada pelo término, me ajudou a ver que o mundo não iria acabar, disse que um amor se cura com outro e ficou mais frequente nas conversas, me fazia rir muito e assim o contrário, estava feliz apesar de viver no vai e volta com a tal amiga minha. No final de dezembro comentei do meu interesse naquela amiga que havia nos apresentado, era recíproco, você disse que faríamos um casal lindo e disse também que não faria mal tentar, acabou rolando, eu e ela, não por muito tempo, mas tempo o suficiente para com que me ferrasse horrivelmente.

Você mudou para a cidade onde moro e duas semanas depois disso nos vimos pela primeira vez, foi engraçado. Tinha saído com uma amiga e pedi o telefone dela pra te ligar, estava morando perto da minha casa e lá tem uma praça, perguntei se poderia ir até lá e respondeu-me que sim, a afobação por nunca ter te visto foi hilária, quando chegou me abraçou e nossa fiquei muito feliz, reparei que era tão despojada quanto imaginei, piadista da mesma forma que a distância, super excedia expectativas...

Entramos numa comunhão de desgraças se é que isso faz sentido, estava tudo dando certo pra você e pra sua namorada, estava tudo dando certo pra mim e pro meu “rolo” (apesar dos problemas com superação de ex amor), mas de repente a casa caiu, minha amiga (chamarei de “R”) fez merda contigo e meu rolo (vou chamar de “C”) me traiu, coincidência demoníaca. E lá estávamos chorando por áudio no whatsapp uma para a outra, contando como era injusto essas merdas acontecerem. Você se resolveu com a R no mesmo dia; já eu; não exatamente, mas acabei voltando com a C, não foi a mesma coisa, meu receio era gigantesco e comentava muito sobre contigo.

Sem razão, sem explicação, sem tudo; nós começamos a conversar com uma frequência absurda, dia e noite, noite e dia, os assuntos de sempre C e R, junto das piadas nossas, filmes, séries, músicas, passado, lembranças de infância, planos para futuro, viagens, medos, loucuras. Comecei a te ligar toda madrugada, era férias, então tudo bem, ficávamos 3, 4, 5 horas no telefone, as pessoas levantando 7 da manhã e nós duas indo dormir, assim que uma das duas acordava já chamava a outra. Ficou habitual conversar contigo 24h por dia, não reparei que pudesse levar a algo a mais, eu gostava de conversar, me fazia bem e era só isso.

Duas semanas depois; na véspera da minha viagem você me bloqueou no whatsapp, twitter e não atendia ligações, fiquei louca de raiva, não sabia o que tinha acontecido. Pedi pra uma amiga te mandar mensagem perguntando o que tinha acontecido e tudo que disse a ela foi “Preciso me afastar, fala que não é nada errado, nada que tenha feito.” Fiquei mal, mas não podia pensar nisso; tinha que arrumar malas, o fiz e fui viajar sem ao menos um “boa viagem” seu. Queria até ter contado que a C fizera bosta de novo, não tive oportunidade. Já em Goiânia (pra onde fui) fiquei três dias sem notícias suas e foi horrível, fazia uma falta do caramba, foram duas porradas de uma vez só, C me deixando e você também. No terceiro dia sem notícia não pude aguentar, pedi pra que outra amiga te chamasse por mim e mandei um “textinho” pela mesma o qual dizia pra voltar porque fazia uma falta gigantesca e não era justo se tornar importante pra ir embora. Você voltou, não ficou a mesma coisa inicialmente, mas me esforcei muito pra que voltasse a ser e consegui. Reparei que talvez estivesse sentindo algo a mais, porém nem dei tanta moral, começamos a trocar indiretas descrevendo nossos atuais “crushes” e minha descrição era você e bom, pelo que parecia a sua era eu. Nunca tocamos diretamente no assunto, uma semana depois voltei para a cidadezinha pacata em que moro, na mesma noite te liguei e colocamos o papo em dia, jogando indiretas por telefone sobre crush. Conversávamos sobre amores perfeitos, quais foram os erros de relacionamentos anteriores, o que queríamos num amor, o que queríamos na vida, falávamos até das constelações. Sempre tivera a mania de dizer “me beija” e um dia você disse “beijo”, então começaram as “alfinetadas” mais diretas. Indiretas no twitter, uma falar que a outra daria um amor perfeito. Numa bela noite estava cantarolando a música Unbreakable do J. Scott e você disse: “Sério que conhece essa música?” Eu: “você conhece?” E aí foi outra coincidência, uma música mega desconhecida era conhecida por nós duas, comentei que a música descrevia o amor que eu sonhava ter e tu disse que sentia da mesma forma. Posteriormente começamos a falar sobre crush como “A garota de unbreakable” nos referindo uma a outra, jamais tocando diretamente no assunto. Então num de nossos telefonemas eu disse que havia achado a garota de unbreakable, tu disse que havia acontecido o mesmo... Ficamos nessa de conversar indiretamente sobre interesse uma sobre a outra e sobre tudo que há de assunto na face da Terra. Outrora me disse que estava confusa com sentimentos por duas pessoas, me lembrei que namorava... E que a conhecia bem para saber que amava a R. Soube aí que estava como segunda opção, mas não pareceu tão importante na hora.

Numa noite qualquer a R me chamou pra conversar como de costume falou da namorada (vou chamar de U), disse que tinham ido pra cama e, cara, naquele momento reparei que o sentimento estava mais sério do que pensei estar, meu coração parou por alguns momentos, travei a respiração e meu estômago revirou, quis morrer ali mesmo. Liguei para a U e fui conversar sobre isso, foi um péssimo dia, acabou que contamos coisas que não sabíamos uma sobre a outra. Da parte dela foi a transa e da minha um beijo com uma amiga, depois que falamos ficamos em silêncio e acabou com ela dizendo que iria dormir, fiz o mesmo... No twitter postou sobre ciúmes e depois disso não podia ouvir o nome da garota que eu havia beijado que estressava. Ficamos nessa de ciúmes e chumbo trocado, porém em um dia normalizou.

Seis dias depois disso; decidi alargar minha orelha e fui comprar o alargador junto com a H (outra amiga em comum), nos encontramos na rua e a H te chamou pra ir lá pra casa, milagrosamente você foi. H tinha dito que ouvira comentários vindos de ti sobre sentir algo por mim, ignorei por ser bom demais pra acreditar. Enfim. Fiquei me cagando de medo na hora de alargar, tu meio que deitou do meu lado pra colocar gelo na orelha e eu sempre cheia das graças fiquei mexendo contigo. Depois me levantei e estávamos perto uma da outra, me aproximei pra ver o que faria e você me empurrou... Baqueei ali mesmo e jurei que não tentaria nada mais.

Quando foi embora pedi um abraço, mas você negou porque teria que deitar por cima de mim já que eu estava deitada, achei engraçada a cara que fez, foi muito “ta louca?” como se fosse difícil lidar com contato corporal (sempre fico apenas de sutiã em casa) precisei me levantar e te acompanhar até a porta, então ganhei o tal abraço junto de um arranhão nas costas cuja cicatriz permanece até os dias de hoje, acabei sem querer respirando forte perto do seu pescoço, tu me apertou forte e como quem adora fazer graça, sussurrei em seu ouvido “me beija”; respondeu com “beijo” e me puxou pra perto de ti, ficou prensada na parede, nós corpo a corpo, boca a boca, minha respiração audível, meu coração a mil, minha cabeça girando, lembrei-me que namorava e acabou clima pra te beijar, nessa hora a coisa de ser segunda opção baqueou, acabamos com um selinho e fiquei me sentindo meio “sei lá”, misturada por arrependimento de não ter beijado e grata por não ter beijado também, a namorada é minha amiga... Já estou sendo bosta demais com ela.

Pós esse acontecimento continuamos a conversar por telefone sem tocar no assunto, exceto na tarde em que ocorreu, falamos sobre o que sentimos na hora... E contei o motivo de não ter beijado, não recebi como resposta algo que ajudasse, só um: “Não to com ela.” Eu sabia que estava.

Uma semana depois você viajou e tinha uma festa pra ir, na noite da festa meio que ficamos nos alfinetando com a ajuda da vadia da H (sim é vadia) que só sabia pilhar, apesar de tudo foi a ÚNICA, ÚNICA VEZ em que você pediu pra eu não ir, que veio atrás de mim sem estar tecnicamente errada, porém brigamos e puf nada de conversa. No dia seguinte eu saí com a amiga que havia beijado já, bebi muito, transei com ela, perdi o celular então não houve maneiras de me contatar contigo... Lembraria o quanto me odiou se pudesse ler isto.

Te contei que fiquei com a garota de novo, mas não sobre a transa, não que não quisesse e sim porque você comentaria com a H e ela não poderia saber. Apesar do ciúmes que aparentou ter não poderia cobrar nada já que ficara com um cara na festa. Como sempre acabava acontecendo voltamos a conversar de boa...

E então, 10 de fevereiro de 2015, O dia.

Chamei você pra ir pra minha casa, sempre fugia, mas dessa vez disseste sim, estranhei, horas depois chegou lá com a H e entendi porque não tinha fugido, levara proteção. H ficou falando para ficarmos. Você tentou várias vezes me beijar, mas meu bom senso com traição não deixou, estava com a minha amiga e era isso.

Acabei precisando fugir de ti a tarde toda e uma hora fui para o banheiro me olhar no espelho, você entrou comigo, fechou a porta e tentou me beijar, meu coração foi a mil (está a mil só de lembrar), meio que enganchamos um beijo e eu te empurrei dizendo que isso não poderia acontecer. Então você começou a falar sobre estar gostando de mim, sobre querer algo sério, sobre não estar com a R e querer me fazer feliz, não acreditei, mas acabamos meio que nos beijando mesmo...

À noite nesse mesmo dia tu trocou o nome no twitter para 10.02 e cara fiquei me sentindo especial por isso... Comentamos sobre o dia e seu beijo não saía da minha cabeça, você não saía da minha cabeça. Entramos num Love por conversa depois disso... Até a quinta feira da outra semana, tu passou em minha casa e tentou me beijar, mas não deixei, não deixei porque naquela manhã tinha conversado com a R e ela me dissera que vocês tinham voltado e que você iria vê-la a tarde. Não quero falar sobre o que aconteceu nesse dia, sobre você ter mentido que estava ocupada quando se encontrava na sorveteria com a R...

Na noite da quinta feira a R me chamou e disse que estavam de boa, que haviam se beijado muito e etc.

Meu chão desmoronou, a angustia que senti ninguém é capaz de entender, o quanto chorei só Deus e minha mãe podem dizer.

Nessa noite saí com minha prima, você me mandou mensagens e ignorei, me ligou e ignorei, ignorei, ignorei, sofrendo muito, mas ignorei.

Fiz isso por 3 dias até responder e te contar o porque de ter ficado dessa forma, você ficou com raiva e foi arrogante dizendo “é você sempre ta certa.” Então paramos de conversar e definitivamente tu continuou com a R. Eu sofri pra caralho, muito mesmo.

Depois de mais uma semana tentamos conversar numa boa, a R pediu pra te ver aqui em casa e eu deixei achando que tu teria bom senso de não beijá-la na minha frente. A você não teve esse bom senso, você a beijou comigo do lado, na minha casa, a beijou quando “nossa” música tocou e não ficou no beijo, foram pro meu quarto, CARA, VOCÊS FORAM PRO MEU QUARTO FECHARAM A PORTA E PRONTO. O RESTO DO MEU MUNDO DESMORONOU ALI.

Quarenta minutos depois você saiu do quarto sentou do meu lado e começou a chorar dizendo que se odiava... Tentei ajudar e perguntei o que tinha acontecido, disse que era por ter beijado a R e etc quando na verdade gostava de mim. AH LÓGICO QUE ACREDITEI QUE GOSTAVA DE MIM, LÓGICO!

Enfim, vou tentar resumir o resto porque essas partes me cansam.

Não nos falamos direito mais, começou uma relação meio de ódio até então, agora dia 12 de abril; meu aniversário tentamos conversar numa boa e você foi grossa, me mandou sumir disse que já tinha esquecido que me conheceu... Chorei muito, muito mesmo...mas tudo bem.

23:57 do dia 12 de abril tu me mandou mensagem pedindo desculpa por ter sido grossa, mas acabou sendo de novo. Falou que eu não conseguia manter uma conversa com ela por causa que havíamos nos beijado dia 10 de fevereiro e não não era, então liguei para explicar a situação. Chorei muito no telefone, contei tudo que senti e quando comecei a sentir, contei da dor de ter sido trocada de novo, contei que pensei que seria diferente, contei que esperei que tu me desse feliz aniversário e você não deu. Então você começou a chorar e pediu perdão, disse que se odiava por ter perdido a pessoa que era perfeita pra ela, disse que queria que Deus te desse outra chance de me ter em sua vida e de me fazer sua de novo. Final das contas? Conversamos de boa até o fim da noite, como amigas, amigas mesmo. Na manhã do dia 13 foi tão fofo, conversamos muito o dia todo e tu disse que talvez viria me ver, porém eu dormi a tarde toda, é.

Já hoje dia 14 a desgraça foi diferente, descobri que está se apaixonando por um cara, estou vendo as indiretas e tudo que consigo pensar é que quero te odiar muito, só não consigo. Te vi e meu coração pulsou forte... Pra ti não fez diferença alguma, mandei áudio falando isso e tu só disse “Meu Deus.”... Sabe, só estou me perguntando o motivo de ter dito todas aquelas coisas no celular... São 3:23 do dia 15 e estou me desgraçando em lágrimas escrevendo pra desabafar a merda que você fez na minha vida.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.