Notas iniciais
Gente, por favor, cade os comentários? Assim vou desistir :/

Depois de ler e reler a carta de Leo enquanto ouvia as ondas baterem na costa, decidi voltar para a Casa grande.

Não tive sonhos, na verdade, nem pensei muito antes de dormir. Tudo que vinha em minha mente, é como eu tinha sido infantil não assumindo a Leo que o amava, antes de tudo acabar do pior jeito possível.

Acordei ás 8:00, fiz minha higiene matinal e segui para refeitório. Antes de chegar lá, Piper me barra, em frente ao chalé de Afrodite.

– Rey! – chamou a morena.

– Oi Pipes.

– Quero lhe apresentar alguém. – disse animada. – Reyna, esse é Luccas, filho de Hermes. Luccas possuía cabelos de um castanho claro, que eram ocultos por um gorro preto. Olhos negros intensos, e um sorriso lindo.

– Oi. – Respondeu o menino.

– Olá, prazer. Sou Reyna, filha de Belona.

– Sim, sim. Piper me falou muito bem sobre você. – disse, dando um sorriso “eu tenho dentes lindos e perfeitos”.

– Oh. – ri, envergonhada.

– Sabe, quando as pessoas ficam coradas, normalmente elas gostam dos elogios. – disse Luccas, caçoando.

– Então. – interrompeu Piper. – Rey, pode por favor mostrar o acampamento a ele?

– Claro.

– Obrigada! Vou tomar café. Nos vemos depois, tentem não se matar! – Disse se afastando.

Depois de vermos os chalés, o anfiteatro e a floresta, demos uma parada na Praia.

– Eu amo vir aqui. – Comentei, fitando ao longe, onde o mar parecia tocar o céu. E me perguntei se os domínios de Zeus e Poseidon se odiavam, assim como os dois irmãos.

– Eu não sei nadar, então não gosto muito. – Disse, sorrindo.

Fitei seus olhos, tão negros que era quase impossível distinguir a Iris do núcleo. – Sério?

– Sim... – disse, parecendo envergonhado.

Depois de alguns minutos de silencio ele senta na areia, me puxando junto, e passa seu braço por sobre meus ombros. Corei instantaneamente. Ele que parece não perceber meu desconforto, da um sorrisinho tímido, e deposita um beijinho em minha bochecha.

– Gostei muito de conhecer você, Rey... Posso te chamar assim?

– Não. – Respondi percebendo a sua proximidade. Retirei seu braço de meus ombros e limpei a garganta.

– Ok, desculpe. Só achei que...

– Achou completamente errado! – interrompi.

– Desculpe, senhorita Ávilla! – disse, com um tom brincalhão.

Paralisei. Ele me chamava assim. Ele usava esse tom brincalhão. Eu não estava pronta para acabar nossa história.

O encarei, em seguida, sem dizer nada, levantei e segui para a casa grande.

Chegando em meu quarto, reparo um envelope branco sobre minha cama, ladeado por um bilhete.

“Ia te entregar, mas não te achei.

Desculpe ter que deixa-lo aqui. É que eu tinha aula de Arco e Flecha.

Ele pediu pra te entregar, uma semanas depois que Leo morreu. Espero que esteja tudo bem. Ele não quer te magoar, achou que assim, poderia te ajudar a superar. Leia com calma, devagar. Pense muito enquanto estiver lendo. Te amo, Rey!

–Percy.”

Dizia o bilhete, com uma caligrafia desajeitada e quase ilegível. Abri a carta, curiosa.

“Bom, eu decidi te escrever tudo o que estou com vergonha de dizer.

Você deve estar se perguntando quem é, mas eu só vou dizer no fim da carta. Talvez, você descubra antes quem seja.

Eu vou te dar conselhos, RA-RA. Por favor, tente os seguir.

Leo sempre me disse que a vida deve ser vivida. E esse é o meu conselho pra você. Viva ao máximo, sem ele. Eu sei que dói ler isso, também sei que você o amava demais para o esquecer assim, mas, Reyna, viva! Ele gostaria que você fizesse isso, tenho certeza. Reyna, o tempo está passando, a vida está ficando mais curta, as missões estão ficando mais perigosas... Se a vida acabará cedo demais, ou tarde demais, não importa, oque realmente importa é que não tem maneira melhor de viver. Aproveite ao máximo, pois o amanhã é tão incerto quanto uma batalha.

A vida pode parecer difícil, mas na verdade, você só precisa descobrir o melhor jeito de viver. E você escolheu viver com o Leo, mas Reyna, ele foi como um capitulo em sua vida, essencial para o decorrer da história... Mas esse é o ponto! Uma historia é composta por vários capítulos, e ele foi um deles. Haverá sempre uma continuação.

Rey, o nosso mundo é difícil não é mesmo? Mas o mundo do amor é ainda mais. Não temos um manual, não temos uma estratégia. Não escolhemos por quem nos apaixonar.

Mesmo se escolhêssemos, acho que as coisas não melhorariam muito.

A graça do amor é ele ser assim, inevitável. Até você foi atingida, Rey. Pra você ver, ninguém é intocável.

Viva Rey, recomece, e se necessário, esqueça.

Você merece ser feliz.

Eu adoro você, garota!

– Dakota.”

Depois de pensar um pouco, lembrei de como Dakota sempre cuidou de mim.

Flashback on

– REYNA! – Gritou uma voz grossa.

Girei a maçaneta e me deparei com Dakota.

Revirei os olhos. – O que você quer, Kota?

– Queria conversar com alguém. – Seus olhos antes cor de âmbar, agora estavam quase negros. Ele havia chorado.

– O que foi?

Ele respirou fundo, vacilando. – Gwen. – respondeu, com a voz embargada.

– Oh.

– Ela terminou comigo.

– Ela disse porque?

– Disse que me amava, mas assim era melhor. – Respondeu, chorando.

– Kota... – murmurei, sem saber o que dizer. – Sinto muito. – o abracei fortemente.

– Obrigada por me ouvir, Ra-ra.

Ficamos o resto da noite conversando e rindo. Depois da 01:00 ele foi embora.

Acordei com alguns raios solares batendo em meu rosto. Fiz minha higiene matinal e segui para o refeitório.

Depois de tomar café, Dakota me chama.

– Rey, pode vir aqui um segundo?

– Claro.

Ele me levou até a floresta, em um canto mais afastado. Sentamos sobre uma grande árvore, e ele começou.

– Leo está louco por você! – disse, pausadamente.

– Meus deuses, me chamou aqui pra dizer isso?

– Eu sei que vocês já ficaram umas 5 vezes! – Riu.

– Verdade. – disse uma voz que parecia vir de trás da árvore.

Leo.

– Obrigada por trazê-la, cara. – Disse Leo á Dakota.

– Por nada. – disse rindo. – Vou deixar vocês sozinhos. – o lancei um olhar mortal. E ele saiu andando, quase correndo.

– Vou indo também. – disse, mas ele segurou meu braço.

– Espera, por favor.

– Ok.

– Posso falar o que eu ensaiei?

– Tá.

– Ok, ahn... Olha, as coisas começaram a mudar quando... – Ele limpou a garganta em um som agudo. – Quando nos beijamos. Foi o dia... o melhor dia, pra mim. Eu beijei a garota que eu gosto e ela realmente retribuiu. Não quero que se sinta forçada, Rey. Mas eu te amo, e tenho sérias duvidas de que alguém ame outra pessoa nessa mesma intensidade. Eu quero você. Eu escolho lutar ao seu lado todas as batalhas. Eu escolho você para abraçar em frente a fogueira, nas noites frias de inverno. Eu escolho você, independentemente se você me escolhe. Espero que me escolha. Porque eu quero namorar você.

– Isso é um pedido?

– Claro, mas... Vou fazer uma coisa antes de você responder.

Ele me beijou.

– Acha que isso poderia mudar minha escolha?

– Talvez. – respondeu rindo.

Depois de pensar alguns segundos, respondi, enfim.

– Eu escolho escolher você.

Flashback of

Namoramos dois meses antes de ele morrer.

Foram os melhores meses da minha vida.

Olho no meu relógio. É quase 12:00. Uma lembrança invade meus pensamentos.

Flashback on

Chego em meu quarto, depois de um dia... “Fofo” com Leo. Avisto um papel em minha cabeceira. O desdobro.

“ Dear Ice Queen,

Seria tão fácil se nós decidíssemos que o amor não era pra nós.

Mas escolhemos ficar juntos. Porque você se tornou tudo pra mim.

Reyna, a vida é dura, ás vezes complicada, mas o amor... Ah, o amor é dez vezes pior! Quando brigamos, vou correndo pedir desculpas, pois não estou pronto pra te perder, não estou preparado para te ver chorar, ainda mais por mim. Alias, se um dia isso acontecer, eu mesmo me mato por fazer a garota que eu amo chorar.

To aqui, na casa grande e decidi escrever um bilhete (ou uma carta) pra você.

Eu te amo.

Sabe o que é o amor?

É você põe as necessidades de alguém na frente das suas, é você se importar com alguém mais do que qualquer coisa, é você sentir algo que jamais sentiu, numa intensidade que não sabia que existia, é quando sua felicidade, se resume em um nome, é quando você deixa de viver por você e passa a viver pra fazer aquela pessoa feliz, pois a felicidade dela, significa a sua felicidade.

Eu sinto tudo isso por você, e agora... Eu sei o que é o amor.

Você me mostrou a verdadeira razão da vida.

Amar.

– Leo Valdez.

Seu Valdelicia.

Seu BadBoy supremo.

Seu garoto dos reparos.”

O papel permanecia no meu criado-mudo. A saudade invade meu peito, e não consigo evitar algumas lágrimas.

Ele também me ensinou algo.

Me ensinou que até mesmo o gelo mais duro, ou gelado... Pode derreter.

Que ninguém é intocável.

Que ninguém escapa do amor.

Ele me ensinou a amar.

Notas finais
Comentários por favor? Obrigada ;)