Cartas para Reyna.
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Quando as pessoas dizem “O tempo passa e a vida muda” elas estão certas.
Depois da carta de Dakota, decidi dar uma chance para Luccas, afinal, uma amizade não fará mal a ninguém.
Flashback on
Eu estava andando pelo acampamento, pensando na carta de Dakota, quando avisto um certo garoto de cabelos castanhos claros cobertos pelo mesmo gorro. Luccas.
– Hey! – o chamo.
Ele vira de costas e começa a andar.
– Luccas! – chamo novamente, correndo em sua direção. Seguro em seu ombro e o viro para ficar de frente pra mim.
– Olá. – diz, seco.
– O que há com você?
– Nada.
– Luccas!
– O que? Você quem disse que não queria minha amizade, e depois, foi embora!
– Eu nunca disse que não queria ser sua amiga!
– Nem precisava, do jeito que me tratou, ficou subentendido. – falou, quase gritando.
– Desculpe. – ele disse depois de um tempo.
– Tudo bem. Desculpe-me por ter sido...
– Grossa? – completou ele, divertido.
– Não. Desculpe-me por ter saído, sem explicar.
– Pode explicar agora.
– É complicado.
– Eu acho que sou capaz de entender.
Contei a ele tudo. Sobre Leo, e como me sentia em relação a ele (Luccas).
– Você é igual a ele! O seu jeito brincalhão, seu jeito divertido de falar. Tudo!
– Oh. – disse, surpreso.
– Não que isso seja ruim.
– Sim, eu sei.
– Aaaaaah, desculpe-me! Eu aprecei as coisas entre a gente. – completou ele, depois de um tempo.
– Tudo bem.
– Se eu entendi tudo certo... Você quer ser minha amiga. – disse convencido. – Isso significa que posso lhe chamar de Rey!
– Sim. – respondi contrariada.
Ele passou os braços sobre meus ombros.
– Viu? As coisas mudam.
Flashback of
Acordo com alguns raios solarem batendo em meus olhos.
Levanto-me e me deparo com um envelope sobre a cômoda. Sobre ele, um bilhete balança com o vento que entra pela janela.
“As coisas mudam!
– Jason”
A face do envelope dizia destacava a seguinte frase:
“Siga em frente”.
Quando abro o envelope, fico surpresa pela linda caligrafia.
“Oi, Rey!
Passei aqui pra te falar algumas coisas importantes.
Você provavelmente já sabe porque eu me sacrifiquei. Mas não quero que você entre em depressão por sentir falta do ilustre Valdelicia.
Reyna, andei conversando com Dakota, e... ele abriu meus olhos .
Você foi minha vida.
Mas eu só fui um lindo capitulo na sua.
A vida é dividida em seus altos e baixos. Algumas vezes, recheados por defeitos e imperfeições, mais isso não quer dizer que devemos desistir. Eu sempre viverei no seu coração. Agora é a hora de seguir em frente, de esquecer o que ficou no passado, para fazer de seu futuro mais bonito.
Não viva no passado Reyna. Eu sei que você me amou. Mas por favor... Por mim, recomece. Comece a olhar a vida com novos olhos,viva-a da melhor maneira possível. Se apaixone!
Vale tentar, não é? Se não der certo, tente novamente. Como disse anteriormente, a vida é composta por altos e baixos.
Quando a vida é depressiva, é nosso dever deixá-la bonita ao nosso ver, aos nossos olhos. Reyna, siga em frente, se apaixone, namore. Eu te amo, mas... A sua felicidade significa a minha.
Afinal, isso significa amar.
– Leo, ou Valdelicia
Como preferir, amor.”
As lagrimas teimaram em cair.
Um de nossos lindos momentos veio á mente, e elas jorraram mais ainda.
Flashback on
– EU TE AMOOOOOOOO, REYNA ÁVILLA RAMIREZ ARELANO! – Gritou Leo, que estava sobre uma pedra.
– LEO! Desce daí, idiota! – disse o puxando. Ele cai em cima de mim, rindo que nem um otário problemático.
Ele coloca cada braço de um lado da minha cabeça e me beija.
– Mas é verdade! – diz divertido.
– Não precisa sair por ai gritando feito um louco, Valdez! – disse sorrindo.
– Eu amo seu sorriso, senhorita Ávilla!
– É?
–Sim, você deveria sorrir mais! É um crime esconde-lo das pessoas!
Fico séria instantaneamente. – Preciso manter a pose.
– Aé. Pretora durona.
– Mas, ás vezes, a máscara cai.
– É... Não consigo... sabe, ficar muito com a aparência dura. Quer dizer, eu também sinto medo. Eu também fico insegura!
– É complicado não é? – disse, deitando ao meu lado e colocando o braço sob meu pescoço.
– Sim. As vezes... tenho vontade de deixar tudo como está, e... Sei lá, viver da maneira que me parece ser certa.
– Ninguém nunca me fez sentir isso. – disparou, do nada.
– Isso o que? – perguntei confusa.
– Amor.
– Isso é bom, certo?
– É ótimo. – respondeu, me dando um beijo apaixonado em seguida.
– Eu nunca achei que me apaixonaria por você.
– Nada acontece como a gente acha que vai acontecer.
– Eu não tinha certeza do que sentia por você... Acho que o problema no inicio foi a incerteza.
– Deve ser por isso que foi difícil te conquistar. – ri ele.
– Foi difícil me conquistar?
– Achei que você iria me matar se eu tentasse.
– Conquistas sem riscos são sonhos sem méritos!
Ele ri. – Alguns dias o silêncio parecia ser mais seguro! – caçoa ele.
– Cada vez que você tentava me beijar, eu queria te matar!
– Quer dizer, que você queria me matar todos os dias... – ri ele.
– Mas é claro que se controlou pela imensa paixão platônica que sente por mim. – continuou.
– Na verdade, me controlei porque matar ainda é ilegal.
– Me ama mesmo.
– Quem disse tamanha mentira? – pergunto com um falso espanto.
– O seu Valdelicia! – diz ele, me dando um beijinho.
Continuamos conversando baboseiras até o fim da tarde, quando ele me levou até a casa grande.
No caminho avistamos Jason e Piper.
– Ele nunca me pediu desculpas por ter me deixado...
Leo parece incomodado. – Às vezes precisamos desculpar quem nunca foi capaz de nos pedir desculpas.
– Perdoe-me, é só que...
– Tudo bem. – interrompe ele. – Só queria ser capaz de fazer você esquecê-lo.
– Já o esqueci, Leo. É só que... Ele sumiu, me deixou aqui, louca, preocupada, sem ter certeza se ele estava bem, ou vivo! Ai, ele volta, namorando. Ele não teve a capacidade de esperar para ver se tinha alguém esperando-o, e tinha, EU! Eu o esperei, mas ele não teve a decência de me esperar!
– Rey...
– Eu só queria que ele... A, você não entenderia. – disse, quando terminei, lágrimas teimavam em cair.
– Não chore por alguém que não merece nem seu sorriso. – disse, limpando minhas lágrimas.
– Eu... Gosto de você. De mais ninguém! Só que... Ainda está tudo muito sensível. Mas já o superei. – disse, tentando sorrir.
– Foi difícil dizer isso, não é? – perguntou, abrindo um sorriso de orelha a orelha.
– Não tanto quanto achei que seria. – confessei, rindo.
– Vai ficar ainda mais fácil!
Me beijou, como se quisesse provar todo seu amor.
Flashback off
– Reyna!
Luccas me chama, me tirando de meus devaneios.
– Desculpe.
– Tudo bem.
– O que ia dizendo?
– Quer... Ahn, passear? – disse, o medo da rejeição invadindo sua voz.
– Claro.
Uma linda amizade estava pra nascer.
Assim espero.
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