Cartas para Reyna.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Naquela noite, foi o meu primeiro sonho com o Valdez, um flashback, do melhor dia que já passamos juntos.
Flashback on
Ás 16:00 Leo apareceu na minha porta, me convidando para um piquenique.
– Reyna... Doce como limão, e calma como um furacão, aceita sair comigo para um piquenique? — disse, um tanto dramático.
– Serio? É poesia?
– Ah... Eu tenho meus momentos, sabe? — disse rindo, um riso tão puro, tão contagiante.
Ri involuntariamente
– Oque foi? — questionou ele, curioso pela minha risada histérica.
– Nada... E sim, eu aceito sair com você.
– Serio?
– Sim.
– Então, te pego ás 19:00?
– Seja original, por favor. — disse rindo
– Te pego ás 18:59
– Melhorou.
– Te vejo 18:59 — dando uma piscadela e mandando um beijo.
As 18:59 em ponto, ele bateu na minha porta. Com uma camisa pólo, verde-agua, uma calça preta e cabelos lambidos pra trás.
– Leo? — disse, prendendo o riso.
– Oque é tão engraçado? — respondeu, sorrindo.
– Oh, nada. Posso fazer só uma pequena mudancinha?
– Ah... Claro. — disse, confuso
Cheguei perto dele, e baguncei o cabelo. — Bem melhor.
Ele me roubou um beijo. — Com certeza. — sorrindo. — Vamos, dulzura?
– Vamos.
Ele me levou até a praia, onde tinha uma toalha de mesa estendida sobre a grama verde e fofinha. Rodeada por velas, com a maré quase tocando a comida.
– Uau. — foi só oque consegui dizer.
– Um oferecimento, Irmãos Stoll's! Contrabandeando comida para o acampamento desde 2009! — disse rindo.
– Está perfeito, Leo. — disse, me inclinando e lhe dando um beijo na bochecha esquerda.
– Meus deuses... Você me chamou de Leo! O mundo vai acabar! — disse surpreso.
– Não! Te chamei de Valdez, como sempre.
– Não foi isso que minhas lindas orelhas pontudinhas ouviram! — cantarolou.
– Valdez... Você ouve com o ouvido não com as orelhas. — disse tentando fugir do assunto.
– Não importa. — riu
– Sabe... As vezes, eu fico meio confuso com a gente.
– Como assim? — perguntei
– Eu quero muito te beijar agora. — disse ignorando minha pergunta.
– É errado. — murmurei. Já podia sentir sua respiração... Tão perto.
– Porque? — disse sussurrando.
– Não parece certo... Nós dois, juntos. — respondi me afastando.
Ele pareceu meio frustrado.
– Eu te amo... — sussurrou ele.
– Eu sei, mas...
– Sabe? Reyna, você não sabe de nada! Todo esse tempo eu tentei ao maximo conquistar você, tentei esperar o seu tempo, mas você quer me afastar de você. Eu acho que você não entendeu... Eu não vou me afastar de você. Não importa oque aconteça. — ele disse a ultima parte... Como um sussurro, se aproximando de mim. — Sempre vou tentar ficar com você... Não importa quantos foras eu leve — disse, dando um leve sorriso. — Eu... — disse se aproximando — Amo... — mais um pouco, já podia sentir sua respiração. — Você. — murmurou encarando minha boca. — Posso te beijar agora, senhora Valdez? — sussurrou, encostando sua boca na minha, sem realmente me beijar.
– Pode... — murmurei com os olhos fechados. Ele me beijou. Suas mãos seguraram minha cintura firmemente, como se o medo de me perder tomasse conta. Meu braços abraçaram seu pescoço, o trazendo para mais perto. Rompi o beijo por falta de ar. Ele colou nossas testas, ainda de olhos fechados.
– Eu adoro beijar você — disse rindo.
– É? — ri também.
– É — murmurou ele, colando nossos lábios outra vez.
Flashback off
Acordei com um sorriso bobo, tocando os lábios. Lembrando de seus abraços quentes, sempre me consolando. Abri os olhos, e me deparei com Jason e Piper escorados no batente da porta.
– Sabe... Percy baba enquanto dorme... E eu achava isso estranho. Mas ai eu vi você beijando sua mão, e descobri que o Percy é o mais normal... — disse Jason, segurando o riso.
– Calado Grace! — respondi de mal humor.
Piper deu um tapa no braço do namorado e caminhou até mim, me dando um braço apertado e longo.
– Você ta bem, Rey? — sussurrou no meu ouvido.
– Melhor do que ontem — disse, dando um leve sorriso.
– Reyna... Ele nos pediu pra lhe entregar uma carta. Disse que era importante, nos fez prometer que cuidaríamos de você. — disse Jason, depois de me dar um beijo estalado na testa.
– Ele... Ele sabia? — questionei, quase gritando.
– Ele lutou, Reyna. Você, mais do que qualquer um sabe que isso gera consequências, ás vezes terríveis! — disse Jason, no mesmo tom de voz.
– Acalmem-se! — gritou Piper. — Sim, ele sabia, mas ele não queria te contar! — num tom mais controlado.
– Mas porque? Eu tinha o direito de saber! — gritei.
– Controle-se. — disse Jason, segurando meus ombros.
– Ele não queria te perder... — murmurou Piper, com os olhos marejados. Fiquei em silêncio por alguns segundos. — Ele te amava muito, não queria te magoar... Achou que fosse um jeito de, em tese, te poupar.
– Ele fez por amor, você sabe disso. — disse Jason.
– Ele praticamente me deixou, Jay! — sussurrei, já sem forças.
Alguns minutos depois, Piper colocou um envelope no meu criado-mudo, e saiu.
– Leia, depois tire as suas próprias conclusões sobre seu namorado. — disse Jason, friamente, para depois se retirar do comodo, me deixando sozinha.
Encaro o envelope negro sobre meu criado-mudo. Penso em abri-la, mas alguem lá fora me chama.
– Reyna! — grita uma voz masculina.
– Jackson, fale baixo. — sussurra uma voz feminina não tão suave.
Abro a porta e me deparo com Percy Jackson. Ao seu lado esquerdo, estava uma garota, um tanto baixinha, com cabelos negros cortados de maneira irregular, os olhos penetrantes, de um azul elétrico eram delineados por uma maquiagem carregada. Thalia Grace.
Eles me levaram para assistir um filme na caverna de Rachel. Percy dormiu com meia hora de filme. Mas... Eu não parava de pensar na carta. Dei uma desculpa qualquer a Rachel e fui para a Casa Grande, onde ficava o alojamento temporário dos pretores. Assim que comecei a ler, tudo de bom que ouve entre nos, veio a tona.
"O que torna a vida valiosa é não durar pra sempre. O que a torna preciosa é que ela termina. Sei disso agora mais que nunca... Eu estou aqui na praia lhe escrevendo essa carta. E pensei em como é simples ter esperança em um dia lindo como esse. Mas dias obscuros virão. Dias em que você se sentirá sozinha, e é nesses dias que precisamos de esperança. Não importa o quão ruim fique ou o quão perdida você se sente, me prometa que você terá esperanças. Tente que achar um motivo, uma ferramenta, para manter a esperança viva.
Eu tomei essa decisão, não por mim, mas por todos. E acredito que foi melhor assim, amor. Eu não aguentaria ver Annabeth chorando por ter perdido o Percy, ou Jason em depressão pela Piper. Eu fiz isso porque o humor é o melhor remédio. Sabe Rey, eu queria muito estar com você. Mas é melhor assim. Espero que se lembre de como eu te amo. Estarei te esperando nos campos elíseos. Eu te amo, senhorita Ávilla."
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