Cartas aos mortos
17 De: Thomas
Notas iniciais
Newt,
Eu não sei por onde começar. Você realmente quis dizer aquilo? Provavelmente não, mas aquelas palavras jamais sairão da minha cabeça. Eu me lembro, Newt. Eu me lembro de ter ido para o Labirinto para proteger você, Alby, Teresa, Minho e Chuck. É tudo que eu me lembro. Parece que eu falhei, não é mesmo? (Sempre tentando bancar o maldito herói, eu sei). Todos me chamam de Thomas, o que soa estranho. Eu estava tão acostumado a ter você e Teresa por perto... Tom me lembrava de casa. Algo confortável, calmo, mas Tommy me lembrava de adrenalina. Principalmente porque você era 100% adrenalina.
Eu queria que você estivesse aqui. Mértila, como eu queria! Eu sei, eu sei, eu estou soando bem gay no momento, mas eu não posso resistir. Minho não fala muito sobre Alby, mas você é o assunto favorito dele. Ele costuma exagerar e modificar um pouco as histórias, mas continua sendo divertido. Quando eu perguntei o porquê dele modificar as histórias, ele disse que era porque você era um maldito trolho de mértila, mas que não mereceu o final que teve.
Ah, como eu concordo. Você não faz ideia de quanto tempo eu passo pensando na Clareira. Você odiava aquele lugar, eu sei, eu também, porém era uma das poucas coisas que estavam na minha memória. Talvez tudo tivesse sido melhor se não tivéssemos saído de lá. Você estaria vivo. Ou não, nunca saberemos. Enfim, nada é o mesmo sem você. Eu teria passado minha imunidade para você, loirinho. Todos sabem que sim, mas eu não me importo. A pergunta essencial é: você sabe?
Brenda me convenceu a me despedir e parar de escrever cartas para vocês. Ela diz que não é saudável, mas eu sei que ela está com inveja. Eu dedico a maior parte do tempo à vocês. Você. Brenda nunca foi sua fã número um. Não achei que fosse tão difícil me despedir de alguém que já foi embora. Essa é minha última carta, Newt. Droga, eu te amo muito.
Com amor,
Thomas.
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