Cartas Pra Mikey

1 Chapter 1 - I will love till my dying... Day.


Notas iniciais
Olá estrelinhas a terra diz ola, antes de tudo gostaria de pedir um favorzinho a vocês. Bom como essa é uma songfic então não pode faltar música certo? Pedirei para que vocês encarecidamente para que vão lá na pagina da kboing da Lana Del rey, é essa história toda eu fiz inspirada nela raraarara rsrsrrs tá bem... ~~ calma ~~ so faltou drama, mas n gosto disso. nem de morte, chato pra ca. Enfim! Colocarei os links do youtube aqui caso for de mais fácil acesso, mas garanto que ir na pag dela é melhor, as músicas são: born to die - http://www.youtube.com/watch?v=Bag1gUxuU0g
video games - http://www.youtube.com/watch?v=cE6wxDqdOV0
summertime sadness - http://www.youtube.com/watch?v=nVjsGKrE6E8 (a principal se de escutem mais de uma vez)
i love paris - http://www.youtube.com/watch?v=r8P9bMvT-40 (Maysa, amo essa música essa vcs vão ter que ver no youtube mesmo, pq é indisponível no site)
blue jeans - http://www.youtube.com/watch?v=JRWox-i6aAk
Tipo se não quiserem escutar tudo bem, mas a história vai ficar mais completa e mais complementada, e mais mágica com a música, como um bolo que vc faz, fica mais bonito enfeitado né? Com calda de chocolate... etc. Então?!
Bom é isso.
Ah e quem está escrevendo a carta é o Gerard blz? ;)

A H.....

– Nasceu! – Gritou uma das.

– Oh meu deus! – Exclamei. Fui com lágrimas nos olhos segurar o bebê que tinha acabado de nascer. Se eu fosse mais dedicado, com certeza ela teria um pai presente.

Só para você não se perder minha cara H, eu era um jovem de apenas 17 anos, inteligente, e por um descuido mínimo deixei o preservativo estourar na hora máxima, dai veio a grande notícia que eu iria ser papai. Se fiquei feliz? Minha cara H, um aperto enorme de culpa tomou conta do meu coração, mas eu iria dar todo apoio que a criança precisasse.

Como à senhora já deve saber, minha parceira era a Lindsey, poderíamos cogitar a ideia de morarmos juntos, mas não… Sou jovem demais pra perder a vida, irei assumir a responsabilidade de pai, mas ainda tenho muito que desfrutar da minha adolescência.

Olhei para o bebê em meus braços, e pedi desculpas por tudo no mundo por eu ser uma decepção e fazer de minha futura filha se magoar. Mas não irei abandona-la.

– Desculpe-me – sussurrei perto ao ouvido dela; Devolvi o bebê para a mamãe e me encostei à cama.

– Não fique assim… – Ela passou a mão em meus cabelos. Chorei baixinho e depositei um beijo em seus lábios.

– Sou o culpado…

– Basta! Não é o fim do mundo, é a coisa mais fofa do mundo ter um bebê… eu sempre quis ser mãe…

Então minha cara H, as coisas daí em diante mudaram. Eu me mudei para um apartamento pra morar sozinho, que ficava mais perto da universidade. Comecei a estudar mais, pois prometi para a minha própria filha que não seria um desgosto pra ela. Todos os dias Michael vinha me visitar, sim o amor de meu irmão só cresceu; ás vezes nos dias que ele vinha se dava de encontro com a visita de Frank e da Lindsey.

– Quantas vezes já falei pra você que não é pra ficar andando com ela pra cima e pra baixo? – reclamei em desgosto, eu sempre gostava de ir visita-la, mas não queria que ela desse essa viajem expondo nossa filha. Lindsey apenas ria, entrava no apartamento, elogiava a decoração, o ambiente… E por assim ficamos horas brincando… E olhe que nossa pequena criação nem era tão grande assim.

Ah quando ela ficar maior… sim pretendo sair muito com ela.

E então ás vezes que Lindsey vinha se encontrava com Mikey, que por vezes também se encontrava com Frank, então ficávamos os 5 brincando na sala até tarde…

Sim minha querida H, velhos tempos.

Mas então quando todo mundo ia embora e só ficava eu e Mikey, ele tinha 14 anos na época, era bem grandinho e maturo. Sempre perguntava o porquê de ele querer passar tanto tempo comigo, mas ele não respondia, mudava o rumo e procurava se distrair em alguma coisa.

Até que…

Um dia aconteceu um fato que mudou tudo, todo o rumo da minha história, e todos os meus desejos que se podia ter com uma pessoa.

– Vai Gerard! Oh! YES!… – Ia eu acordado perambulando pela casa quando escuto isso vindo da porta de Mikey; Ele se tocava livremente e com vontade.

Espio pela fechadura, onde dá pra se ver tudo, ele devia ao menos trancar a porta, por obséquio.

Gelei ali, que tipo que imagem erótica eu estava presenciando?

– Meu deus… – Minhas pernas não me obedeciam, e a forma como Mikey estava distribuído pela cama e se contorcendo… Estava começando a me afetar.

Sai dali e imediatamente me tranquei no quarto, tomei ainda o café tremendo e tentei me acalmar.

Sim minha cara H, não é todo dia que seu irmão faz uma imagem erótica sobre você… Isso só mostra o quanto de desejo ele tinha por mim.

Dormi inquieto e tentei relaxar.

Dia seguinte, Mikey continuava normal, se eu dissesse a ele o que tinha visto com certeza o momento seria outro… Mas não disse cara H, iria descobrir o que estava acontecendo, oh se ia.

– Dormiu bem? — perguntei sorrindo, um sorriso que sabia de tudo.

– Melhor impossível… E você?

– Bem também, não se preocupe — hesitei estralando os lábios.

Ele bebericou o café perdido em pensamentos. Assim colocou a xícara na mesa e pegou a mochila.

– Tchau Gee, mais tarde vejo você — dizendo isso, ele veio até mim, depositando um beijo na minha bochecha, me assustei um pouco com o ato repentino, mas aceitei. E lá se foi ele porta afora. Pensei mais um pouco e balancei a cabeça a fim de dissipar os pensamentos, crianças, peguei os livros e comecei a estudar.

Mas quem disse que eu consegui estudar? A imagem da noite anterior não saia da minha cabeça, sim minha cara H, meu irmão estava morto de desejos por mim.

Fiquei divagando sobre isso até da à hora de ir pra universidade, tomei banho e sai, só chegaria em casa ás 11 horas. E sempre que chegava lá estava Mikey espalhado pelo sofá em frente a Tv.

Como sempre eu deitava no sofá junto dele, mas dessa vez fiquei receoso... Ignorei a sensação e passei as pernas dele em cima do meu colo.

– Diga adeus... NUNCA MAIS TE ESQUECEREI, MEU GRANDE AMOR... – Ele encenava cada parte do filme, como a assistir um filme diversas vezes e já saber as falas. Ele se ajoelhou e sorriu pra mim.

– Você é louco, louco, louquinho, pirado.

Balancei a cabeça e sai dali em direção ao quarto; Horas depois tratei de preparar alguma coisa na cozinha, fiz sorvete e chamei Mikey pra me ajudar, ele comprou uma barra de chocolate e derreteu-a, iriamos comer sorvete com chocolate derretido, acredite H, é uma das melhores coisas do mundo.

Enquanto comíamos o sorvete, não pude deixar de fazer uma coisa bem amalucada.

– Se tu me amas, como teu amado, deve ao menos me conceder um beijo – falei sorrindo.

– O quê?

– Me beija! – Segurei a cabeça dele com força e selei nossos lábios. – Hum, beijo com sorvete, legal isso. Primeira vez que fiz... Já tinha feito?

Ele se desatou a rir.

– Que horror! Faça isso comigo de novo e leva pau – Ele sorriu deixando a cabeça de lado, em uma falsa ameaça. Provoquei-o, mas meu irmão não deixa os sentimentos transparecerem fácil...

– Irmão, o que acha de eu pintar meu cabelo? – perguntei as escuras da sala com a Tv ligada.

– Hum, eu não sei. Faz o que você quiser... Vai pintar de que cor?

– Que acha se eu colocar vermelho... em cima...?

– Vai ficar horrível.

– Não todo... Só a parte de cima.

– Horrível.

– Eu e você nascemos pra morrer.

– Horrível.

Bati em seu rosto pra voltar a prestar atenção em mim.

– JÁ disse minha opinião, e vou manter – Ele fez cara de tédio. Sorri e voltei minha atenção a Tv.

– O que, quer fazer amanhã? – perguntei.

– Não sei, vamos a um museu de arte?

–Prefiro as antigas, odeio as modernas.

– Feito.

Amávamos artes, e exposições, eu ficava bestificado a cada quadro que olhava. A medida certa de relevância em tantas pinceladas... Ah, me trazia paz.

– O que pretende fazer?

Lá estávamos nós de novo na sala escura, só com a luz da tv.

– Ser cantor...

– Aposto um álbum da Lana Del Rey que você não vai conseguir.

– Você sabe que ela é minha inspiração! Mas... Talvez possa cogitar a ideia de ser escritor. Vou à casa da Lindsey, quer ir junto?

Concordando com a cabeça, puxei-o pela mão.

Ah minha cara H, minha filha é o ser mais puro e belo que existe, o ser humano mais lindo que deus já me presenteou, ela é um anjo.

– My Dear small petunia of the galaxy.

– Ela poderia ser nossa filha sabia? – fala Mikey.

– O quê?

Coloquei-a de volta no berço, e sentei na poltrona branca com detalhes rosa.

– Nossa filha.

– Está bem, papai.

Este sorriu e se sentou na caminha que ficava como apoio, caso alguém dormisse no quarto do bebê.

– Está triste? Por quê? – perguntei. Mikey estava deitado, mexendo nos cabelos, distraído.

– Não... É que tenho prova amanhã... E tal.

– Baby, você sabe que é o melhor então, por que a preocupação?

Sorrindo juntos e nessa hora Lindsey adentra o quarto, fechando a porta com silêncio pra não acordar minha pequena estrela.

– E então? – falou ela.

Ela apressou o passo se sentando no meu colo, e beijando minha testa.

Pude ver o sorriso de Mikey desaparecer e ele olhar para os lados.

– Preciso falar uma coisa... Já que está todo mundo aqui – falei.

– O quê, querido?

– Precisarei partir para Paris, estudar fora... Eu... Espero que entendam, vocês sãos as únicas pessoas que escrevei de lá.

– Oh meu bem, já decidiu a viajem, vai ser advocatício, vai ser em prol de um beneficio. – Lindsey acariciou meus cabelos.

– Não se esqueça de Frank também, ele é seu amigo – falou Mikey. Ele estava controlado toda a raiva.

– Claro... O Frank.

Então minha H, depois daquela noite fui para o meu apartamento, pude perceber que Mikey estava triste. Eu não tinha escolha, era viajar ou não conseguiria nada. Essa viajem poderia me ajudar a decidir mais minha vida.

Eu iria partir, teriam ainda 20 dias. Aproveitei pra sair com todo mundo, Lindsey parecia feliz, Frank satisfeito e Mikey mais triste, mas não deixava isso transparecer.

A cada tarde ele ficava acariciando meu rosto, ouvindo o som alto do vento bater a minha janela.

Até que chegou o dia da viajem, minha H, ele pediu uma coisa que eu nunca me esquecerei.

– Me beije forte, antes de você ir.

Tristeza de verão.

Beijei–o na bochecha, mas ele puxou minha cabeça fazendo encontrar aqueles lábios.

– M-mikey! – Separei assustado.

– Quê?

– Tchau irmão – falei.

Sorri e entrei no avião, escolhi meu assento e fiquei vendo da janela, ele de braços cruzados.

Partir foi difícil, a chegada foi mais complicada. Eu já tinha reservado tudo antes, a casa que eu iria ficar, comprei-a com uma boa oferta. Então minha cara H, quando a vi pela primeira vez sorri por ser aconchegante.

Ela era pequena com uma cama que se dava para a janela, a cabeceira ficava ao lado era de uma cor de creme que fazia combinar com todo o quarto, da janela se via à pequena rua do outro lado, que era pouco movimentada e um café bem ao lado da minha casa de dois andares.

Entrava um vento celestial por ela, fazendo o lugar entrar em perfeita harmonia.

Coloquei minhas coisas nos seus devidos lugares e assim se foi...

Se foram os dias...

As semanas...

Meses...

Teria de ficar três anos lá, aquilo não estava me fazendo bem. Estava começando a ter uma tristeza crônica.

Mexi em minha bagagem e peguei todas as fotos que tirei com minha família antes de vir, eu e Lindsey, Frank, Mikey, estávamos em vários lugares e todos sorrindo felizes, separei as fotos e colei-as em cima da minha cama. A foto de eu e Mikey separei-a das demais e coloquei na cabeceira, assim toda vez que acordasse poderia vê-lo, a foto era linda, ele estava sorrindo...

Aí minha cara H, a melancolia caia a cada dia.

Eu andava pelas ruas apertadinhas de Paris e sentava-se em uma das mesas do café, ficava sentindo o vento todo agasalhado, aquelas ruas estreitas de casas pequenas e arrumadinhas era uma bela imagem cinematográfica... Mas não glorificava meu ser por completo.

Nem a arte estava me ajudando muito, acho que pensando por esse lado... Nós nascemos mesmo pra morrer, tirares o amor, a vida, a felicidade... É nos nascemos mesmo pra morrer. Caso estiver insatisfeito, aproveitar a vida e morrer.

Mas não podia me auto prejudicar, tive que pagar um psicólogo e depender de atenção médica, ou o caso iria se agravar e eu não obteria sucesso nas aulas, nem nos estudos. E assim prosseguia-se minha cara H.

Eu tinha a tristeza, tristeza de verão, aquela velha tristeza.

Mas... Ah minha cara H, depois de tantos meses na cidade da tristeza de invernos e verões, eu entro no meu querido apartamento e encontro alguém sentado, calmo na minha cama e admirando todas as fotos. Ele percebe minha presença e se volta. Não aguentei as lágrimas, ele olhou para o retrato que ficava sozinho na cabeceira.

– Era pra eu não me esquecer de como era seu rosto – falei.

Mikey comovido me dá um forte abraçao, seguido de muitos suspiros, ah meu querido irmãozinho de pedra não chorara.

– De saudades não aguentei, precisava te ver. Eu te amo – ele falou.

– Ah meu irmão, era do que eu precisava... Mas como você chegou até aqui? Você é louco, louquinho, maluco pirado.

Ele riu e balançou os braços, devia ter guardado muito dinheiro pra realizar essa viajem.

– Ficarei com você – ele falou.

– O quê?

Ah minha cara H, minha tristeza de verão estava agora acompanhada de um sol mais quente e uma respiração junto ao meu pescoço.

Ele passou a dormir na mesma cama que a minha, ficávamos até tarde conversando sobre coisas, entrelaçávamos nossas pernas, e quando o sono chegava desabávamos.

Eu acordava toda vez bem cedo, ia pra varanda sentir o vento frio da manhã com o meu café, então eu sentia Mikey me abraçando por trás, me fazia me sentir melhor, ele beijava minha bochecha e trocávamos bom dia.

Ele só me fez lembrar-se da minha antiga e habitual vida, como eu sentia saudades da minha filha.

Todos os dias ao acordar eu olhava pra foto de nos dois, e depois para todas as fotos em cima da cama, e beijava toda elas.

Como estaria ela agora?

Eu escrevia cartas ao som de La Traviata, tomando um delicioso café e apreciando a vista das ruas de Paris, escrevia a todos, antes eu escrevia para Mikey, no entanto quando ele chegou me mostrou todas as cartas que eu mandei, e dizia que não tinha retornado com respostas porque estava aguardando pra o final.

Estava aguardando a me ver.

– Acho que tem algo a mais pra me dizer – falou Mikey. Ele chegou por trás e me abraçou, eu amava isso.

– Eu? O que é?

– Diga que me ama.

– Irmão, tem alguma que queira me contar? Algo que guardas há muito tempo?

– O quê? Não!

Eu sabia que um dia ele não iria aguentar e iria dizer. Então H, mais dias felizes se passavam, e eu e Mikey dividíamos o mesmo hotel de decoração de creme, na mesma cama, os mesmos risos, ah vida poderia correr assim pra sempre.

Então mais um ano novo chegou, e mais um ano velho se foi.

Ele não sentia saudades de casa, ele sempre me dizia a cada manhã quando acordávamos que a razão das saudades dele já fora preenchida. Depois ele me dava um beijo na bochecha e se aconchegava a mim.

– Eu amo Paris, eu amo essa cidade... Porque meu amor está lá!

Ás vezes escutava-o cantarolar baixinho, na soleira da varanda, quando ele pensava que eu dormia, mas na verdade já estava desperto.

Os dias se passam...

– Irmão, não vai ficar com raiva se eu te contar algo? – pergunta-me Mikey. Ele andava ansioso demais, esses dias.

– O que é?

– Eu... Quero ficar com você pra sempre.

– Como pra sempre? – Me fazia de ingênuo, segurava o sorriso. Ele estava começando a ficar nervoso por ter que dizer tanto.

– As coisas estão melhores que nunca com você... – Ele deu um pequeno afago – E sinto que gosto muito, de você muito mesmo. Eu... Fica comigo pra sempre Gerard? Eu prometo te fazer o homem mais feliz da galáxia. Aceita ficar comigo pra sempre?

– Bem isso é um voto digno de um irmão, não é? – sorri.

– Bom...

Sorri mais forte dessa vez.

– Eu entendi – falei. Ele olhou pra mim com os olhos brilhando. – Eu aceito. Não fala mais nada.

Juntei nossos lábios e fiquei por cima dele. Esse foi o beijo mais feliz de toda a minha tristeza de verão, como as estrelas que perdem o sol amanhecer, eu não perderia mais nada: tinha ele.

Este começou a caminhar pelas minhas costas, acariciando-as, eu pedi passagem parar entrar em sua boca, oh sensação prazerosa sentir o néctar da boca dele, nos lábios dele eu me deliciava. Chupava-a com todo fervor, enterrei meus dedos em seus cabelos e ficava a senti-lo, mais feliz que nunca.

Ele me segurava de uma força inacreditável.

Ao terminar do beijo encostei nossos rostos.

– Eu te amo – ele falou.

– Eu amo também, como as estrelas.

E assim se foi minha tristeza de verão.

Ah minha cara H, daí em diante tive noites e mais noites de núpcias com meu mais novo amado.

Ficava acordado até tarde vendo-o dormir e vendo cada parte daquele corpo nu, daquele tão perfeito corpo, ele ficava incomodado, mas apenas sorriamos e eu me deitava junto.

– Lindsey não pode saber disso – falou Mikey. Depois de uma longa e cansada noite agitada de prazer minha H, ele dizia que queria que eu transasse com ele como fazia com as minhas garotas, e deixava-as insana. Ele descansava a cabeça em meu peito e eu acariciava seus cabelos.

– Não, só nossa filha...

– O quê?

– É isso mesmo... Papai – sorri. Ele olhou pra mim.

– Oh Gerard! – Me beijou na testa.

Ele abandonara a escola pra ficar junto comigo, então passei a me esforçar mais e garantir uma vida a dois, ele dizia que ia arranjar um emprego temporário, mas eu apenas calava-o com um beijo demorado, afinal com um parceiro se pode pensar em uma casa a dois, certo?

Passávamos tardes vendo o sol se por da minha varanda... Tão terno, ele encostava a cabeça em meu peito e eu beijava seus cabelos, depois a noite caia e tratávamos de logo fazer mais alguma coisa.

Eu amo paris no tempo da primavera

Eu amo paris no outono

No final de semana minha vida saia do fio, acordávamos a hora que quiséssemos, comíamos qualquer coisa, mas sempre ficávamos juntos sentindo o calor do outro.

Eu amo paris no inverno quando chuvisca

Eu amo paris no verão quando esquenta

Aquela tristeza (que já não existia) de verão durou três certos anos, decidi abrir meu próprio negocio e comprar uma nova casa em Veneza para eu e meu amado.

Mas antes tínhamos que voltar a minha cidade.

Desejei nunca ter feito isso.

– Como está tão crescida! – exclamei.

Via minha pequena andar pela sala e espalhar brinquedos, voltei para a casa da minha antiga noiva.

Ela sorria e se orgulhava de como nossa filha era perfeita, eu também.

Mikey sorriu de canto e sussurrou em meu ouvido para que ninguém ouvisse “Você é o melhor pai do mundo. O melhor pai, o melhor marido...”.

Não pude evitar deixar uma lágrima cair, eu tinha finalmente conseguido um bom dinheiro e minha vida estava um mar de rosas, iria partir com todos os meus bens a Itália, Veneza, pois gostei da cidade, pedi permissão e essa concedida a minha mãe a deixar Mikey comigo. Ela disse para coloca-lo numa escola.

É claro que menti. Mikey viveria a vida toda comigo, sem precisar fazer nada, eu iria dar a ele uma das melhores vidas.

– Te amo filhota, escreverei com mais frequências, e quero o mesmo de você Lynz. Diga pelas cartas como nossa filha está indo, as primeiras palavras... Sobre você. Seria bom se viesse comigo.

– Tenho uma vida aqui, já te falei. Não quero me meter na sua vida de novo. Você sobreviverá.

Sorri a ela e sai da casa olhando pra trás. Segurei a mão de Mikey e lá vamos nós de novo.

Muitos anos depois.

.

.

Ele entrelaçou nossos dedos e ficamos a olhar o horizonte, o sol se esconder atrás do mar. Veneza a cidade perfeita; Tinham razão quando falavam que Veneza era a cidade do amor.

Tinha tingido meu cabelo pra vermelho, tinha vestido a melhor roupa, o cabelo de Mikey estava maior, mas continuava preto.

– Eu só queria que você soubesse... Eu te amarei até o dia da minha morte – falou Mikey.

Ah minha cara H, cartas vermelhas ao baralho, porque era paixão infinita.

Olhava-o entrar pelo quarto vazio que antes ficávamos por três anos, jeans azul, camisa branca, meus olhos queimam ao olha-lo.

Entrelaçou nossos dedos e fomos à nova casa, mais bonita, mais aberta e espaçosa. E levamos dias para colocar a decoração em ordem, depois disso todas as tardes quando as estrelas surgiam e ficávamos dançando ao luar empalidecido.

E assim passavam-se os anos.

– Papai amo você – disse Bandit.

Mikey sorriu pra mim e eu soube que estava em paz pelo resto da vida.

Então minha cara H, essa foi a nossa história, nossa vida, eu levarei esse amor até o leito da minha morte, eu tinha o voto dele e ele o meu. Fiquei apaixonado e até os dias de hoje, estou me sentindo mais vivo que nunca.

Mas agora terei de ir cara H, há muitas horas escrevo-lhe e Mikey se impacienta. As flores de primavera nos aguardam.



Adeus... Elena Lee Rush.



15 de setembro.



Notas finais
Fim! (:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!