Cartas Perdidas
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Harry e Luisa voltaram para a floresta onde estavam. A garota se sentiu fraca e Harry a abraçou. Ela estava quente e respirando rápido.
– Harry, preciso voltar para casa.
– Tudo bem. Vou te levar.
– Harry, obrigada. – Luisa disse, tocando o rosto do homem. Ela sentiu a barba por fazer pinicando sua mão e gostou da sensação. Harry ficou ruborizado com o gesto de Luisa e sentiu uma atração por ela. Os dois se encararam por um tempo e suas respirações eram sentidas um pelo outro. Apesar de Luisa ser baixinha e sua cabeça bater no peito de Harry, ela estava mais próxima a ele, por ficar na ponta dos pés.
– Luisa, vamos voltar. – Harry soltou o abraço e ambos ficaram sem jeito pela conexão que tiveram.
– Claro. Bem, acho que consigo ir sozinha.
– Está tarde e pode ser perigoso. Eu te levo. E ainda está fraca pela viagem. Vamos. – Harry a segurou e aparatou na frente da casinha.
– Amanha conversaremos sobre isso com todos. Boa noite.- Harry disse, sério.
– Boa noite, encrenqueiro.- Luisa sorriu e entrou. Harry sorriu de volta. Se lembrando da ultima carta de Luisa.
Harry voltou para o hotel, mas não conseguia parar de pensar no que houve. Se sentou no bar do hotel e bebeu algumas doses de Wisky de Fogo. Ele havia voltado no tempo 18 anos. Não se sabe se no mundo dele ou em outro, mas conheceu os pais de Luisa. Aquele poder que a garote tem é incrível. Não só poder voltar no tempo quando quisesse e presenciar acontecimentos históricos, mas poder mudar todo o mundo. Ele sabia que aquilo era errado, mas Harry desejava poder voltar no tempo, conhecer seus pais e evitar a morte deles.
Harry bebeu mais um pouco. Marpheis. Como será que se escreve? Pensou Harry. Então, pediu o garçon, um homem gordinho com os cabelos brancos e a testa careça, que ele emprestasse uma caneta. Pegou um guardanapo e escreveu varias formas possíveis de como poderia ser escrito aquele nome. Marfeis. Marpheis. Marpheys, Marfeys. Mah Pheys. Rabiscou mais algumas vezes o nome e olhava para o guardanapo.
– Eu sei que algo não está certo com esse nome. Será que é estrangeiro? – Harry tirou os óculos, apoiou seus cotovelos na bancada e pôs as mãos no rosto, suspirando. Sabia que não conseguiria dormir até descobrir a origem desse nome, ou o que tinha de errado nele. Até que sentiu sua cicatriz em forma de raio. Ele passou os dedos sob a cicatriz, desenhando-a. Lord Voldemort. Era o anagrama para Tom Servolo Riddle.
Harry voltou sua atenção para o guardanapo. Com sua miopia ele enxergou algo que não tinha visto anteriormente. Morpheus. O bruxo que havia descoberto os segredos da viagem do tempo, criador do Vira-Tempo. Aquele que possuía Tempore Magicis e conhecido no mundo trouxa como criador da teoria de Marfhail. Ele era o pai de Luisa.
– Mas como é possível? Ele viveu há muitos anos atrás. – Harry pegou seu celular e ligou para Rony. Sabia que o ruivo estaria dormindo mas ele precisava conversar com alguém sobre aquilo.
– Aô.
– Rony, você tá dormindo?
– Tô cara. Que é?
– Preciso conversar com você urgente. Desce aqui pro bar do hotel.
Algum tempo depois, Harry e Rony estavam sentados. Rony havia escutado tudo o que acontecera naquela noite e depois que Harry contou da descoberta do nome Morfheus, o ruivo disse:
– Caraca, então você e a Luisa deram uns amassos quando voltaram da viagem?
– Depois de tudo o que eu disse, é nisso que você pensa?
– Não Harry, é só que... bem... não devo negar que ela é gatinha.
– Cala a boca Rony. – Harry havia pensado o mesmo, mas ele não trairia Gina por nada. — Mas eu não entendo como Morfheus viveu tantos anos. Ele viveu no século 17? Por ai?
– Acho que sim. Mas ele viaja no tempo. Eu se tivesse esses poderes, não ficaria muito tempo vivendo no meu próprio tempo.
– Claro Rony. Por isso não existem registros de que ele tenha se casado nem que tenha tido filhos. Ele deve viver apenas alguns anos em cada época.
– E ai ele estupra mulheres para terem filhos dele, e continuar passando o Tempore Magicis. Me lembro que a Hermione disse que de tempos em tempos aparece um bruxo com esse poder. Podem ser filhos dele.
– Mas por que os filhos dos filhos dele não desenvolveram essa magia?
– Vai ver a geração seguinte não adquire o poder e por isso o Morfheus continua a fazer essa maldade com as mulheres.
– Ele é um doente. Não acredito que estive cara a cara com ele.
– Amanha voce precisa contar isso para todos. – Rony sugeriu – Mas acho bom pular a parte que você ficou agarrada com a loirinha. Pra evitar um assassinato.
– Assassinato?
– Gina pode estar mais velha, mas eu sei que minha irmã ainda é muito ciumenta.
No dia seguinte, todos estavam na casa dos Henrickh. Claro que Rony havia contado tudo para Hermione. Gina e a senhora Gwen ficaram sabendo naquela manha e estavam espantadas com as revelações.
– Entao quer dizer que meu pai... é Morfheus? O maior bruxo adivinho do mundo? Que é conhecido no mundo trouxa pela teoria de Morfhail, e praticamente o primeiro bruxo que desenvolveu o Tempore Magicis? – Luisa perguntou, incrédula.
– Sim. Não tem outra explicação pra esse tal Marfheis não ser Morfheus. – Harry afirmou sua descoberta.
– Concordo com o Harry, não tem como não ser ele. – Hermione disse, se levantando – Primeiro não há registros de que Morfheus tenha sido casado nem tido filhos. Os livros dizem isso. Segundo que ele desenvolveu o Tempore Magicis e nos livros diz que de tempos em tempos aparecem bruxos com esse poder. E, pela historia que Luisa nos disse nas suas cartas podemos concluir que o Morfheus viajava no tempo para dar continuidade a sua linhagem sanguínea.
– Por que provavelmente o Tempore Magicis não se devenvolve com outros bruxos e trouxas. Não sei muito sobre linhagem sanguínea mas, ao que tudo indica, esse poder só permanece no sangue de seus filhos.- Gina disse, concluindo o raciocínio de Hermione.
– Então ele vai continuar fazendo isso? – Luisa estava indignada. Ela sonhava que seu pai fora um homem que tivesse morrido ou alguma tragédia o tivesse feito se separar dela. Mas nunca imaginou que seu pai fosse um homem egoísta que estuprava mulheres para continuar uma linhagem e um poder. A loira se encolheu no sofá, se sentindo tonta.- Esse homem não pode ser meu pai.
– Sinto muito Luisa. – Harry disse, consolando-a.
– Bem, senhora Gwen, Luisa. Precisamos voltar a Londres. – Rony quem mudou o assunto. – Temos trabalho, sabe.
– Claro. Claro. – Concordava a senhora.
– E quanto a mim? O que eu faço? Não posso ficar nesse mundo e nem nesse tempo. – Luisa perguntou, voltando á realidade.
– Bem, não podemos fazer nada. Voce precisa apenas se cuidar e tentar voltar para seu mundo. – Gina respondeu, um pouco incomodada.
– Eu espero conseguir. Mas... se eu ainda estiver aqui até o final da semana, vocês poderiam voltar? Ao menos para me despedir.- a garota pediu, encabulada.
– Voltaremos para nos despedir. Enquanto isso se cuide e tome seus remédios.- Hermione falou, abraçando a garota. Todos fizeram o mesmo e quando Harry de despediu, Luisa ficou ruborizada, e aspirou o cheiro do homem pelo qual estava sentindo mais que amizade.
– Minha neta, não vale sonhar com um futuro que não pode ter. Até mesmo para você que viaja no tempo. — Gwen disse para a garota, assim que Harry, Gina, Rony e Hermione aparataram.
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