Notas iniciais
Oi!! Essa história foi mais ou menos inspirada em mim hehe... Espero que gostem!!

Era uma vez em um reino chamado Amestrys uma princesa de quase 16 anos. Ela era animada e destemida, fazia de tudo para atrair as atenções de seus pais para si, já que eram muito ocupados com seus cargos. A jovem se mexia como uma verdadeira criança, pulando janelas e dando piruetas, correndo e por muitas vezes se arranhando nos cantos afiados dos móveis do castelo. Seu irmão, Augustus, primogênito da rainha Suzane e do rei Francis amava caçoar da pobrezinha, por muitas vezes magoando o coração gentil daquela que somente ansiava ser feliz e espontânea. A inquietação da princesa surpreendia a todos, e seu anseio por liberdade misturado a sua língua ferina espantava por demais seus parentes do Sul e do Leste. Mas a princesa, apesar de não demonstrar, se sentia solitária, brincando sozinha e tendo de conversar com seus botões, pois suas únicas amigas a ignoravam e respondiam rispidamente a suas cartas, deixando seu coração ainda mais triste. Alguns a chamavam de louca, estabanada, sem feminilidade, sem graça e sem doçura naturais de uma princesa, outros a acusavam de ser pretenciosa, audaciosa e de boba da corte. Mas para a pobre criança era impossível que todos esses acusadores a vissem de outra forma, ela nunca demonstrara desprezo por nenhum ser sequer, nunca reprendera quando seus parentes mais próximos a denominavam com um alguém tão rude: Ela sabia que todas essas infâmias eram passageiras, e não vinham do ódio e sim do medo de a filha do rei soberano de Amestrys se tornasse uma rebelde, uma incorrigível, uma fulana, uma selvagem, que mancharia a honra da família real. Ela tinha tudo em sua mente, mas seu jeito único e diferente de ser era a única coisa que a jovem tinha de si para se sentir especial. A princesa Lettice (esse era seu nome) ainda tinha consigo algumas esperanças para ser feliz, um dom secreto que era do conhecimento somente de Deus e dela própria e uma grande amiga, que apesar de ser como as outras e parecer muito ignorante por meio das cartas era um doce pessoalmente, e também muito engraçada, fazendo dos encontros das duas prazerosos para a princesa. O único inconveniente era que a princesa Luna de Helga estava prometida a um príncipe chamado Willian, que por sua vez era um homem protetor e ciumento, que buscava estar o tempo todo agarrado a garganta da pobre Luna, que por sua vez era mandona e exigente. Mas apesar de todos os defeitos dos dois e das varias brigas o amor os unia até a morte. Um amor que nasceu lindamente, de ambas as partes. E com esse infortúnio (ou fortuno, pensem como quiserem) as princesas tinham de passar pouquíssimo tempo juntas, fazendo Lettice se sentir ainda mais só e esquecida. A pesar de tudo e de todos, nossa querida princesa ainda se mantinha firme em seus ideais e em seus sonhos, ainda mantinha o sorriso no rosto e só chorava quando estava sozinha em seus aposentos.

Um dia, quando saíra para visitar os jardins em torno do palácio a princesa teve a sorte de encontrar sua amiga princesa Luna de passagem para o castelo do príncipe Willian, que também estava na carruagem. O príncipe era muito conservador com desconhecidos, a ponto de parecer rude e grosseiro, mas tinha um coração muito bom, e era muito educado. Tão educado a ponto de não negar um pedido de sua amada na frente de uma de suas amigas:

– Querida, que tal passar uma tarde conosco no castelo de meu amado Willian? Poderíamos tomar um chá com biscoitos e por a conversa em dia. O que acha? – Disse a princesa sorrindo para seu príncipe, que olhou para ela com um rosto inexpressivo, depois olhou para Lettice, e novamente para Luna.

– Entre, será uma honra receber a princesa de Amestrys em minha casa. – O príncipe disse ainda com o rosto nebuloso, virando para frente. O cocheiro ajudou a princesa a subir na carruagem e seguiram caminho.

A conversa foi agradável, sem muitos exageros de parte das senhoritas, e sem exagero algum da parte do príncipe, que não disse uma palavra sequer até a entrada do lindo castelo da família do Vjovem nobre. Todos entraram com pompa e se sentaram no solário, que era deslumbrante. Ficaram ali até às seis da tarde, e após o chá a princesa Lettice foi convidada a fazer um tour pelas salas reais. Assim que ficaram sozinhos, os enamorados se abraçaram se beijaram e se alisaram de todas as formas sem pudor algum. Logo se separam para respirar.

– Me desculpe querido, eu sei que este tempo foi reservado justamente para nós dois e nada mais, porém ando deixando minha amiga de lado, e ela já é suficientemente perturbada sem que eu a deixa sozinha.

– Não escolha entre seu futuro esposo e uma de suas comadres. Seja minha e nada mais. Tenho um jeito de fazê-la largar de nossos pescoços. Todos ficarão felizes.

– Ora, pois diga! Todos felizes é o que mais desejo!

– Escute bem: Há, nas terras do Sul, um príncipe amigo meu que gostaria muito de encontrar uma dama e desposa-la. O problema não é as moças, que chovem para ele como o dinheiro chove para o rei de Amestrys, e sim o próprio príncipe, que coloca defeito em todas as senhoritas que lhe são apresentadas. Então eis que surge a minha proposta, conte sobre o príncipe para a princesa, e eu conto sobre a princesa para o príncipe. Os dois ficarão entretidos juntos, e nós poderemos ser felizes sem intromissões.

– Ah, mas será que meu futuro esposo é um gênio! Como tenho sorte! Então está combinado. Enfeitarei a cabeça da princesa Lettice sobre o príncipe... Príncipe...?

– Príncipe Alexandre, das terras do Sul.

–Oh, que maravilha. Como será divertido assistir a tudo! Talvez os dois possam até...

– Hahaha! Assim me faz rir senhorita Luna! Meu amigo não se casaria com uma moça de tão má fama. Ele precisa de uma rainha, assim como você, para quando for ser coroado rei. Essa princesa leviana se casara no máximo com um Duque, ou com muito menos. Sua fama de atrevida já é conhecida por toda Amestrys. Mas confesso que me deleitarei ao assistir junto a ti a esta comédia.

– Pois sim meu belo noivo. Hoje mesmo direi a ela sobre os encantos do jovem Alexandre.

E os dois enamorados soltaram uma risada de zombaria.

Notas finais
Obrigadinha :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.