Cartas Para Um Invisível

5 Capítulo 5: Uma menina sem respeito


Notas iniciais
Hello
Mais um capitulo para vocês, espero que gostem
Beijos ^^

Seth

Chegara a casa quando eu vi meu pai, este estava bebendo, como sempre, revirei os olhos, e disse para mim mesmo que não tinha visto nada, fui ao meu quarto.

Respirei fundo, e a voz de Nathan na minha cabeça, “fale com ele”, suspirei novamente e retornei a sala.

– Pai! Precisamos conversar!

– An? – Ele me perguntou um pouco desorientado.

– Talvez mais tarde!

Tomei um banho frio, pois o chuveiro elétrico quebrou, novamente. Vesti meu pijama, e me enrolei no cobertor, comecei a rezar. Quando eu terminei, adormeci.

Segundo dia de aula, este sempre é mais chato, é a prova concreta que você tem mesmo que começar a ir para a escola.

Tomei um banho rápido, vesti uma calça jeans qualquer e uma blusa branca, calcei meu tênis, arrumei a mala e me direcionei para a cozinha. Tomei meu café da manhã rápido, peguei meu skate e sai.

Chegando a escola, fui logo para a minha sala de aula, física era a primeira matéria do dia, e mal podia esperar para começar a estudar. Pois, mesmo estando com um pouco de raiva em voltar paras aulas, eu passei um ano fora, e todo mundo sente falta daquele sentimento bom e ruim da escola.

O professor entrou depois do toque, disse o nome, ele era careca, com alguns cabelos grisalhos nas laterais, com um sorriso enorme, era velhinho, aparentemente 65 anos e com olhos azuis.

Ele não explicou nada, só ficou falando da sua vida, disse que detestava apresentações, mas queria que nós soubéssemos quem ele era, comentou que não importava quantas vezes a gente falasse o nosso nome para ele, pois ele nunca iria decorar o nome.

Descobrimos muita coisa sobre ele, tinha 67 anos, casado, com cinco filhas, seu nome era Jonh, não combina muito com a idade, mas ninguém muda de nome depois de velho, tocava guitarra, antigamente tinha um cabelo enorme, tinha viajado para vários países.

As outras duas aulas passaram tão depressa, que mal notei quando tocou para o almoço. Na cantina, eu não tinha com quem sentar, se eu fosse ficar com o meu único amigo, teria que sentar com os colegas dele, e eu os odeio.

Resolvi sentar em uma mesa obscura, na ponta da praça de alimentação, não era o lugar mais adequado para lanchar, mas eu não tinha uma alternativa.

Senti que eu era um espectador de tudo que estava acontecendo, quatro meninas passaram pela a minha mesa e ficaram rindo, o time de futebol começou a fazer uma bagunça enorme na cantina, e eu continue olhando para todos, como se eu não estivesse participando apenas observando-os viver.

A hora da saída chegou tão rápido quanto o almoço. Peguei meu skate e fui para casa o mais rápido possível.

Talvez veloz demais, esbarrei em uma menina linda: tinha cabelos castanhos com algumas mechas loiras, altura mediana, olhos em uma harmonia com o castanho e verde. Ela usava uma roupa que destacava seu corpo bem desenvolvido, era uma regata branca, saia de cintura alta, esta era rosa chiclete, um cinto preto envolvia essa peça, e nos pés ela calçava um salto enorme, fino e preto. Eu estava correndo enquanto ela conversava animadamente com uma moça um pouco mais baixa que ela, esta era bronzeada de cabelos pretos. Esbarrei na moça de cabelos castanhos com mechas loiras levando até o chão.

– Sinto muito! Eu não tinha te visto ai! – falei e me ajoelhei para recolher seu material e lhe ajudar a subir.

Corei ao ver que sua calçinha estava a mostra, como ela não era uma menina de respeito, notando que eu olhei. Invés de cobrir, ela abriu mais ainda as pernas, deixando em uma visão ótima uma langerie preta de renda, quase transparente. Confesso que senti um pouco de excitação.

– Não sabe olhar por onde anda? Eu podia ter torcido o pé, ou ter quebrado o salto! Seu idiota!

Balancei a cabeça para voltar para o mundo real e a respondi:

– Você não precisa usar isso na escola, você podia vir de tênis!

– SE TOCA MENINO, EU NÃO USO NADA SEM UM SALTO!

A menina de cabelos pretos a ajudou a subir

Não dei mais atenção a ela e fui seguindo caminho. Cheguei a casa, meu pai estava dormindo no sofá, este era vermelho com listras e bastante empoeirando já que não tinha ninguém para limpar totalmente a casa, e com uma garrafa de vodca na mão.

– PAI! – Gritei para lhe acordar.

– Oi filho... – ele falou de um modo sonolento como se estivesse quase adormecendo.

– Precisamos conversar! É sobre esse seu vicio sobre o álcool! Você tem que parar de tomar Comeaux, essa vodca faz mal!

– De novo essa história?

– Pai você sabe muito bem o meu trauma com o álcool, e você também devia ter um!

– Filho depois a gente conversa!

– NÃO! Eu estou cansado de “depois”, você não é meu pai!

– Eu sou sim! – Ele falou levantando a mão quase para me bater.

– O meu pai morreu há quatro anos! Essa coisa aqui na minha frente é só um corpo! O senhor não tem sentimento nenhum! É um ser sem emoções! O meu pai que cuidava de mim, me alegrava sempre, sabia me confortar, ele morreu há muito tempo!

Bati o pé e fui para o meu quarto, era tão injusto eu ter que viver com aquele homem desprezível, a culpa foi toda dele! Se ele não tivesse bebido naquela noite...

Eu chequei a caixa de correio, e tinha uma carta lá! A Amanda me respondeu! Corri para o meu quarto, eu estava ansioso para escrever uma resposta!

“Amada,

Não você não foi vulgar! Eu não tenho a mesma felicidade que você, eu posso dizer que é mais fácil eu falar das coisas que me alegram das coisas que eu não gosto, mas...

Eu não gosto do meu pai! Ele é um idiota! Eu odeio ele tanto! É chato e se eu quero me aproximar dele, ele fica sendo grosso! Um repugnante! Um alcoólatra sem sentindo nenhum da vida!

Eu odeio matemática também, nunca gostei! Eu adoro biologia

Bem, como da última vez eu que fiz a pergunta, dessa vez eu vou deixar você fazê-la.

Abraços,

Edward

P.S”: Peço desculpas pelo desabafo, eu estava meio triste com o meu pai.”

Fui ao correio, depositei a carta, esta só iria chegar amanhã de manha.

Voltei a casa, troquei de roupa, me joguei na cama e adormeci, em um sono profundo, sonhei com a Amanda, uma loira de olhos azuis, com lábios bem rosados, ela era linda, mas eu realmente não acho que ela seja assim.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem! Eu não quero nenhum leitor fantasma aqui kkkkk
Beijos ^^