Cartas Para Lilly

1 Cartas no Fundo do Malão


Notas iniciais
Espero que gostem!! :3

Que droga Lilly!!!

Não acredito que você está fazendo isso!

Simplesmente quero que a Marlene MORRA!

Suspirei e finalmente entrei no dormitório masculino do sétimo ano.Lá era exatamente como eu imaginei.Uma cama afastada, cheia de fotos da Alice, que, obviamente, era a cama de Franco Longbottom, mais conhecido como Frank.Então haviam quatro camas, duas de um lado, duas de outro, de modo que elas ficavam frente a frente.

Uma delas era extremamente arrumada, com o malão na frente, nos pés da cama, cheio de livros em cima.Estava claro que era a cama de Remus.

As outras três estavam em uma estado deplorável.Uma delas tinha vários adesivos colados, as cortinas estavam rasgadas, com remendos de blusas de bandas trouxas, a cama estava desarrumada, e em cima dela havia milhares de blusas e jaquetas de couro.Obviamente era a cama de Sirius.

A outra era toda desarrumada, como se constantemente alguém dormisse nela.Havia também migalhas e embalagens de comida, como se nas horas vagas, a pessoa que dormisse ali passasse o tempo livre jogando caixas de sapo de chocolate em cima de sua cama.Claro que era a cama de Peter.

E finalmente a outra.Eu a olhei, e é claro que tinha várias fotos minhas.Eu rindo, eu com Severo, eu batendo em Sirius, eu dormindo, eu conversando com Lene e Dorcas, eu falando com Remus, eu batendo em Peter, e até eu tentando arrancar a câmera das mãos do fotógrafo, James Potter.A cama não era lá essas coisas, mas ao menos estava arrumada, quer dizer, o edredom fora jogado de qualquer jeito por cima da cama, mas ao menos estava melhor que a cama de Peter e Sirius.

No quarto, aqui e ali, se viam caixas de cerveja amanteigada, contrabandeadas de Hogsmeade, assim como as caixas de doces e de Whisky de Fogo.

A cada segundo que eu passava ali eu me arrependia de ter concordado em jogar verdade ou desafio com as meninas do dormitório, que incluíam Alice, Dorcas, Marlene, eu e Anne Cristinne, a goleira do time de quadribol.A cada segundo que eu sentia aquele fedor de suor masculino eu me lembrava da “brincadeira”, que consistiu no seguinte.

Flashback on

“-Hey, Lil’s que tal vir brincar com a gente de verdade ou desafio?-Perguntou Alice sorridente.

–É ruiva, relaxa um pouco, esquece o Potter e suas babaquices e vem jogar com a gente!-Falou Lene.Eu ia abrir a boca para protestar mas...

–A Lil’s, vamos, com você vai ser bem mais legal!-Disse Anne.Suspirei e concordei, mal sabendo do plano maligno que aquelas maquiavélicas haviam bolado.

O ponto foi que a garrafa girava, e toda vez caia em mim, por causa do feitiço daquela Lene maldita.Eu ficava escolhendo verdade, tendo que responder a perguntas básicas do tipo “Você é virgem?” ou “Você gosta do James?” sabe, perguntas bestas, até que eu resolvo escolher desafio para trocar a fita.E adivinha o que aquelas coisas asquerosas me disseram pra fazer?

–Você vai entrar no dormitório masculino, e vai achar algo que prove o amor do James por você.-Elas disseram ao mesmo tempo, sem relutar, como se estivessem planejando aquilo, o que realmente estavam.”

Flashback off

E lá estava eu, procurando provas do amor de James por mim.É claro que aquilo era besteira, porque eu sabia a verdade, James não me ama!Ele simplesmente me quer como um troféu, mais uma para a coleção de garotas que ele “pegou”.

Mas desafio era desafio, e eu teria que cumprir a minha pena!

Encaminhei-me até o malão de James e revirei lá dentro.Acabei descobrindo um fundo falso no malão, e o abri.Lá estava uma caixinha de ouro(Exibido!), e um grande e grosso envelope.

Abri a caixinha primeiro, ao abrir eu vi duas fotos, e um anel.Uma das fotos era de um casal, um homem de olhos verdes brilhantes, mais claros que os meus.Ele tinha cabelos negros e desgrenhados, como os de James.Concluí que aquele era Charlus Potter, o pai de James.Ao lado de Charlus, estava uma mulher sorridente, com cabelos tão ruivos que eram mais vermelhos que os meus.Os olhos da mulher eram de um castanho tão claro, que era até meio avermelhado.Aquela era Dorea Potter, mãe de James.

Os dois pareciam muito felizes, sorrindo e se abraçando, piscando para mim de vez em quando.Eles deviam ter a minha idade naquela foto, já que os dois ainda eram jovens, e a foto era muito gasta.

A outra foto, eu quase me espantei ao vê-la, já que eu nem me lembrava daquela época.Era eu James, Sirius, Peter e Remus, no terceiro ano, na época em que eu ainda era meio que amiga deles.Lembrei-me daquele dia na hora, era o meu primeiro passeio em Hogsmeade, e Severo estava de detenção, e eu ainda não era amiga de Lene e Dorcas, então os Marotos se ofereceram para passear em Hogsmeade comigo.Foi naquele dia que James me pediu para sair pela primeira vez.

Na foto Sirius ria e bagunçava meus cabelos, enquanto Remus passava a mão por meus ombros.Peter fazia careta e James contava piadas, fazendo todos nós rirem.Todos éramos baixinhos e fofinhos, com o nariz vermelho por causa do frio, estávamos muito fofos naquela foto.

O anel era muito bonito.Era prateado, com algumas inscrições em uma caligrafia inclinada e bonita.Havia também uma pedra, muito bonita,tão verde quanto meus olhos.Ele parecia meio velho, mas mesmo assim era incrivelmente lindo.

Eu sorri, e voltei minha atenção para o envelope.O abri e encontrei vários papéis dentro dele, peguei o mais velho e sujo e comecei a ler.

“Querida Lilly,

Uau ,quero dizer, nossa, quer dizer, ah quem se importa, eu nunca vou mandar essa carta mesmo, quer dizer, o “Querida” está riscado, e obviamente você vai perceber isso, mas é que, sei lá, eu acho que realmente eu estava precisando escrever essa carta, mesmo que eu nunca a mande, e que se Sirius a achar ele vai rir eternamente de mim.

Mas sei lá, se algum dia realmente ficarmos juntos eu posso te mostrar essa carta, e você vai me achar fofinho, ou muito gay, sei lá.

Só queria te dizer, que mesmo você tendo dito “não” todas as vezes que eu pedi para sair com você, eu ainda fico com calafrios quando te olho.Sério, isso me assusta.

Eu cheguei a perguntar para Remus oque isso significa, e ele disse que normalmente ele chamaria isso de “amor”, mas acho que somos muito novos para esse tipo de coisa.

Enfim, só quero que você saiba, que valerá a pena Sirius rir de mim, se você aceitar sair comigo, eu aguentaria até o peso do céu, sem um pio.

Hã, tchau?,

James.”

Franzi a testa olhando para a carta.Tinha a data de quando tínhamos treze anos, quando James começou me chamar para sair.Sacudi a cabeça e parti para a outra carta.

“Querida Lilly,

Sim, agora eu não tenho mais medo de te chamar de querida, quero dizer, eu te chamo de “minha” sempre, então acho que um “Querida” não vai matar ninguém, principalmente meu leão ruivo.

Enfim, eu não sei por que estou escrevendo essa carta, está mais que óbvio que eu não vou manda-la, e também está muito óbvio que você nunca vai ficar comigo.Mas sei lá, essas cartas me ajudam a desabafar, e até hoje Sirius não achou a carta do ano passado, o que quer dizer que o fundo falso do malão é um ótimo esconderijo.

Enfim, acho que Remus estava certo, aquilo que eu sentia era realmente amor, porque cara, não é possível que até quando eu estou beijando outra garota você apareça na minha mente, toda nervosinha com as mãos na cintura, muito bonita, se quer saber.

Quer dizer, eu pensava que aquela “coisa” que eu sentia, era só fixação, mas acho que não, porque eu não paro de pensar em você.E com “Não paro de pensar em você” eu quero dizer que você não sai da minha cabeça na hora do banho, a noite, no café da manhã, quando eu tento te esquecer beijando uma corvina bonita, uma lufana ou até mesmo uma sonserina(E cá entre nós, não te esquecer até quando eu beijo uma sonserina gostosa, já é muita coisa!).

Sei lá mas acho que não vai mais funcionar eu procurar outra garota para beijar, sendo que toda vez que eu tento me aproximar de uma menina, você aparece na minha mente gritando “Viu Potter, é por isso que eu não quero sair com você!Você não presta!”.

Só acho que, ou você precisa virar minha namorada, ou ir para China, porque tá difícil te esquecer.

Com carinho,

James.”

Eu não estava acreditando no que eu estava lendo.James nunca seria tão fofo assim.Suspirei e comecei a ler a outra carta.

“Lilly,

Que droga!Acho que só você poderia me ajudar, me explicar o que está acontecendo, embora se eu te falasse o que eu fiz, você me mataria.Mas tanto faz, eu não vou te mandar essa carta mesmo.

Enfim, não acho que deu muito certo aquele negócio de se tornar um Animago, eu estou sentindo uma dor excruciante faz umas três semanas, e nada de eu me transformar no tal cervo.Sirius vive xingando Remus, falando que ele fez alguma coisa errada, mas Aluado garante que é normal isso acontecer.Do mesmo modo, ainda dói pra caramba.

Enfim, tomara que dê certo, assim Remus não ficará sozinho nas noites de lua cheia.Ajudar ele vai ser uma beleza, além de que eu devo ficar muito gato de cervo.

Mas tem outra coisa.Ultimamente aquele amor que eu sinto por você fica mais forte, me fazendo duvidar da minha própria masculinidade, já que você me faz chorar de noite, me faz passar as tardes olhando suas fotos, você é a inspiração para eu jogar quadribol, estudar, eu só me levanto todas as manhãs para te ver sorrindo de novo, mesmo que você esteja sorrindo por causa das piadas sem graças do Ranhoso.

Enfim, acho que não tenho mais o que te falar, além de que você é minha inspiração.

Beijos,

James.”

James era um animago?Um cervo?Remus por algum acaso seria um lobisomem para ter problemas na lua cheia?Eram dúvidas demais para a minha cabeça.Sacudi a cabeça e tentei ler a outra carta

“Lilly,

Seja minha, por favor!

Com todo o amor do mundo,

James.”

Essa última estava meio tremida, como se James estivesse tremendo ao escrevê-la.Eu estava com vontade de chorar.Eu nunca havia pensado em James como “fofo”, mas ele abalou todas as minhas expectativas com aquelas cartas.

Ouvi um barulho vindo perto da porta.Enfiei as cartas de qualquer jeito no fundo do malão, apenas segurando a última, dobrando-a e enfiando-a de qualquer jeito no meu bolso, a tempo de ver James entrando no quarto.Ele estava com as vestes de quadribol, e nem pareceu me notar.Ele andou pelo quarto, colocando a vassoura em um canto e indo em direção a sua cama, então ele me viu.

–Ãh, o que você está fazendo aqui?-Perguntou ele nervoso.Eu fiquei vermelha.

–Hm, cumprindo um desafio. -Eu falei. -Ahn, sabe, verdade ou desafio...

–E qual era o desafio?-Perguntou ele.Eu mordi o lábio.

–Acho que eu não posso falar.-Eu disse sorrindo.Ele riu.

–Tudo bem então.-E se pôs a caminho de sua cama, mas eu me interpus em seu caminho.

–Hã, James?-Perguntei.Ele sorriu.

–Sou James agora?-Falou ele, um sorrisinho todo fofo em seu rosto.-Pode falar.

–Digamos, que, hipoteticamente, um garoto goste de uma garota.-Ele assentiu.-Mas essa garota odeie ele.Mas daí, essa garota lê umas cartas, que ela não devia ler, e daí ela percebe que na verdade esse garoto é um fofo, não um horrível ser, então ela começa a gostar dele, oque a garota deveria fazer?-James riu, percebendo que não se tratava de uma situação hipotética.

–Hm, talvez a garota poderia dizer oque achou dessas cartas para o garoto?-Sugeriu James se aproximando de mim.Eu ri baixinho.

–Bem, quando ela leu, ela percebeu que o garoto tem coração, e que ele pode ser um menino namorável.-Eu disse, com um sorriso.

–Hm, talvez a garota poderia beijar o garoto...-Falou James.Eu sorri.

–Você acha?-Perguntei.

–Acho.-Respondeu ele.

–Mas você acha que o garoto poderia perdoar a menina, porque ela deu um monte de foras nele, tipo, foras que doeram até em mim!-Eu falei com um sorriso.James fez uma careta fofa pensativa.

–Você disse que o garoto hipotético tem um coração, então acho que com um beijo ele perdoaria até maldições imperdoáveis da garota...-Falou ele.Eu sorri.

–Sério você me perdoa?-Perguntei com um sorriso no rosto.James se inclinou na minha direção.

–Claro.-E nos beijamos, foi muito fofo, até Sirius aparecer na porta com Marlene, e os dois começarem a rir.Nos separamos rindo.

Depois de um tempo só sobrou eu e James no quarto, já que Sirius e Marlene resolveram sair para nos dar privacidade.Eu e James ficamos deitados na cama, nos beijando, e falando aos sussurros.Até que eu me lembrei de algo, e tirei um pergaminho no bolso.James o leu e riu.

–Então?-Ele disse.Eu franzi a testa.

–Então oque?-Perguntei.James riu.

–Você quer ser só minha e de mais ninguém?-Perguntou ele.Eu sorri.

–Esse é o pedido de namoro mais fofo que eu já ouvi!-Eu falei beijando a bochecha de James.Ele riu.-Sim, eu quero ser só sua.

Então eu beijei James, e ficamos ali até de noite, quando eu dei um beijinho de boa noite em James e fui para meu dormitório, onde todas estavam dormindo, eu sorri.Fui até a cama, e me sentei nela, cruzei as pernas e peguei a carta de James, colando-a na cabeceira na cama, e completando-a, então a carta ficou assim, para eu sempre me lembrar da fofura de James.

“Lilly,

Seja minha, por favor!

Com todo o amor do mundo,

James.

James,

Sim, eu quero ser só sua!

Com muito amor,

Lilly.”

Notas finais
Reviews!!! Beijinhos pra quem leu!! ;D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!