Notas iniciais
Não demorei dessa vez, me beijem IAIOWDXMWEWDIUAWHDUAHSDWHAU Enfim, me perdoem qualquer erro. Eu escrevi, e queria muito postar, por isso não revisei direito UAHHAHUHAHAH Boa leitura!

Algumas horas antes:

“Ela segurou o aparelho, e ficou de costas para mim. Não consegui ouvir a conversa, já que Brittany quase não falava nada, mas pude entender de que se tratava de Lorenzo ligando.

Ao desligar, Brittany estava pálida e suas mãos tremiam.

–Brittany, o que aconteceu? –perguntei, mas ela não conseguia responder. –O que houve?

–Minha avó... –sussurrou com a voz trêmula. –Claire teve uma parada cardíaca e está no hospital.”

Não houve chance para resposta, pois a loira já estava fora do banheiro. Suspirei, tentando acreditar no que tinha acabado de ouvir. Claire sempre me pareceu uma senhora tão forte, cheia de saúde... Isso não deveria estar acontecendo com ela.

Ao sair do banheiro, olhei para todos que, anteriormente, estavam à mesa, e agora se encontravam de pé, em roda da loira. Patrícia tentava, de qualquer maneira, acalmar Brittany, mas a mesma estava irredutível; queria ir ao aeroporto em busca do primeiro voo que encontrasse, que pudesse a levar à sua avó.

–Eu quero ir também. –disse, ao me aproximar. –Eu preciso vê-la.

–Você não precisa ir, Santana. –respondeu Brittany friamente, secando algumas lágrimas que insistiam em cair sobre seu rosto claro. –Você nunca se importou em voltar, nunca se importou com nenhuma de nós!

–Eu não vou lhe responder isso, porque é, simplesmente, um absurdo. –falei calmamente. –Você não sabe o que está dizendo. Eu nunca teria deixado aquele lugar, se você não tivesse ido embora e sumido por tanto tempo.

–Não jogue a culpa para cima de mim! –vociferou, me lançando um olhar de ódio. –Se você não tivesse me deixado da primeira vez, aquilo nunca teria acontecido! Eu só... Eu preciso ir embora, Patrícia, me leva para o aeroporto.

–Eu já disse que vou com você! –exclamei, segurando em seu braço. –Por favor, eu preciso muito vê-la...

Brittany me encarou e, depois de alguns eternos segundos, assentiu. Larguei seu braço, e nos direcionamos à saída do estabelecimento.

–Eu não estou entendendo nada... –sussurrou Patrícia.

–Muito menos eu. –mentiu Rachel. –San, eu vou com você ao apartamento. Eu deixei meu carro lá, para que pudéssemos vir juntas.

–Você vai ao apartamento? Vai demorar muito tempo! –choramingava Brittany. –O combinado era direto ao aeroporto!

Suspirei por alguns segundos, fechando os olhos.

–Ficar aqui discutindo só nos faz perder mais tempo. –aproximei-me dela calmamente. –Você vai para casa, arruma suas coisas. Enquanto isso, eu vou para a minha, compro as passagens pela internet e arrumo minhas coisas. É o mais sensato a se fazer.

–Tudo bem... –ela respondeu vencida.

–Eu ligo para a Patrícia quando estiver tudo certo, então nos encontramos no aeroporto. –respondi, me encaminhando em direção ao carro, porém, antes de alcançar meu objetivo, uma mão segurou meu braço direito, fazendo-me virar novamente.

–Não compre uma passagem para mim, eu não vou poder ir. –disse Patrícia, um pouco constrangida.

–Como assim? –perguntei.

–Eu tenho uma competição de dança com a minha turma e, infelizmente, não posso faltar. –explicou. –Isso seria contra as regras, e desclassificaria todo o grupo. Eu não posso fazer isso com as meninas. Sinto muito, Britt. –terminou olhando para a loira que parecia decepcionada.

–Tudo bem. Vamos embora. –Brittany respondeu seca, se afastando em seguida. Patrícia deu um sorriso triste, afastando-se também e murmurando um “até logo, San”.

Por um lado eu estava contente que Patrícia não estaria junto. Assim, Brittany e eu teríamos a companhia, apenas, uma da outra por mais tempo. Mas, por outro lado, eu estava muito triste pelas circunstâncias na qual passaríamos esse tempo juntas.

Entrei no carro, e Rachel e Sam estavam a minha espera. Sam! Deus, eu havia esquecido completamente de sua existência. Sua cara estava fechada. Ele segurava o volante com força e, quando ligou o carro, partiu em uma alta velocidade. Acho que foi a primeira vez em minha vida que tive algum resquício de medo dele.

Ao chegarmos ao prédio, antes que pudéssemos sair do carro, Sam virou seu rosto para o banco de trás e disse:

–Rachel, você poderia buscar a Manoela na casa da amiga? –perguntou educadamente. –Santana e eu precisamos conversar.

–Achei que Manu fosse dormir lá. –ela disse, me olhando desconfiada.

–Ela iria, mas acho melhor que volte para casa. –ele respondeu impaciente, voltando sua atenção para frente, retirando o cinto de segurança.

–Pode ir, Rach. Está tudo bem. –assegurei.

–Ok. Qualquer coisa me liga. –respondeu saindo do carro.

Sam e eu estávamos no elevador que, para o meu azar (ou sorte), parecia estar mais lento que o normal. O homem ao meu lado que, com sua postura impecável, a barba rala, o cabelo muito bem cuidado e arrumado, seu terno caro de ótima costura e sapatos de extremamente bom gosto, estava estranhamente calmo e em absoluto silêncio. Porém, eu o conhecia há muito tempo e sabia que tinha algo por trás de seu rosto sem expressão. Por algum motivo, até então desconhecido, ele estava com raiva.

Adentramos ao apartamento, e ele trancou a porta. Eu deixei minha bolsa no sofá e me encaminhei ao quarto, onde estava meu notebook, tirando os saltos no caminho.

Sentei em minha cama, abrindo o aparelho, e ouvi Sam fechando a porta do quarto.

–Você não vai. –disse ele.

–Como disse? –o encarei.

–Eu disse que não vai. E se eu estou dizendo, é porque não vai. –reafirmou, cruzando os braços na altura do peito. –Eu tenho uma palestra em Paris, e você tem que ficar cuidando da nossa filha.

–Com quem você acha que está falando?! Com uma daquelas suas vadias que você come escondido, seu babaca?! –gritei, perdendo, finalmente, minha paciência e levantando da cama. –Palestra é o caralho, eu sei que você vai atrás de mulher, seu desgraçado!

–Olha como você fala comigo, sua cadela! –gritou, se aproximando de mim. Seus olhos estavam arregalados, e seus cabelos perfeitos já despenteados. Ele segurou em meus braços, apertando com força; eu juro que podia ver faíscas de raiva saindo de seus olhos. –Você é uma vadia ingrata! Eu fiz de tudo por você! Eu me humilhei, corri atrás, e você me troca por uma mulher?! Você acha que eu sou idiota?!

Eu gelei. Meus olhos se arregalaram ainda mais, e minha garganta secou.

–Me responda, sua puta! –cuspiu as palavras sobre mim, apertando ainda mais as mãos em meus braços.

Suspirei, levantando meu olhar depois de alguns segundos.

–Troquei! –respondi friamente. –Ela me comeu e me fez gozar de uma maneira que você nunca foi capaz de fazer.

Tudo o que se pode ouvir no segundo seguinte foi um estrondo, e eu estava no chão com a mão direita em minha face. Minha bochecha ardendo imensamente, e o rastro de sangue escorrendo até meu pescoço, por causa da aliança que ele usava.

Todos os anos que passamos juntos, todos os momentos que compartilhamos, todos os planos que traçamos, todo o carinho que sempre tivemos um pelo outro... Tudo se esvaiu no momento em que sua mão pesada tocou meu rosto. As lembranças de um homem exemplar, carinhoso e sorridente que jurou me proteger deram lugar à imagem de uma pessoa cruel, que acabara de me machucar muito além de fisicamente.

Direcionei meu olhar à ele, e seu rosto já não estava mais contorcido em raiva, mas sim em arrependimento.

–San... –ele se ajoelhou em minha frente, as lágrimas escorrendo copiosamente por sua face corada. –San, eu sinto muito. –disse, fungando e tentando afastar as lágrimas com as costas da mão direita. –San, eu nunca quis te machucar, eu perdi o controle... Por favor, me perdoa!

Eu apenas continuei o encarando, com minha mão no rosto. Ele tentou se aproximar, mas eu o repeli, me afastando.

–Não toque em mim. –sussurrei.

–San... –ele balbuciou. –Vamos esquecer tudo isso, por favor. Eu te amo, meu amor! Nós temos uma filha juntos! –se aproximou, de modo que suas mãos nojentas seguraram as minhas a força.

Levantei com dificuldade, repelindo qualquer contato com ele, e me escorando na cama. Minha cabeça latejava, e minha mão direita estava coberta de sangue. Meu sangue.

A óbvia constatação daquele fato me fez ferver de raiva. Quem aquele filho da puta acha que é para encostar a mão imunda em mim?!

–Você vai pegar suas coisas, e sumir da minha frente. –disse baixo e de maneira extremamente calma. –Eu não quero mais ter que trocar uma palavra sequer com você, ou olhar na sua cara.

–San... –ele se levantou, seu choro se intensificando. –Não faça isso... Não faça isso conosco. Nós nos amamos, juramos passar a vida toda juntos. Juntos... –falou. –VOCÊ JUROU! –gritou, se aproximando novamente.

–CALA A BOCA!- gritei de volta. –Não ouse levantar a porra da sua voz para mim novamente, ou eu juro que castro você. –continuei. –Acabou, Samuel. Acabou há muito tempo, mas eu fui idiota em não perceber isso. Eu fui idiota em temer te deixar.

Ficamos em silêncio por um tempo, apenas nossas respirações pesadas e descontroladas se fazendo presente naquele momento.

–Há quanto tempo? –ele sussurrou de cabeça baixa. –Há quanto tempo você mantém um caso com a loira? Por favor, me responda. Eu sei que fiz muita merda também, mas eu mereço respostas.

Respirei fundo antes de responder.

–Eu nunca mantive um caso com ela. –Não menti, afinal, não mantemos nada. –Só tivemos algo. Como você ficou sabendo?

–Eu escutei e vi. No banheiro... Vocês se beijando. –respondeu. –E há quanto tempo você a ama? -perguntou com a cabeça baixa.

–Há muito tempo. –sussurrei.

Ele assentiu com a cabeça, passando a mão na nuca nervosamente e molhando seus lábios com a língua.

Suspirou pesadamente e se afastou, caminhando até a porta.

–Eu volto aqui pegar minhas coisas quando você já tiver partido. –respondeu, parando no arco da porta e voltando seu olhar para mim. –Eu sinto muito, San.

Dito aquilo, ele abaixou a cabeça, novamente, e saiu. Logo ouvi o barulho da porta se batendo, marcando a saída definitiva dele da minha vida.

É claro que eu ainda o veria, afinal, ele é o pai da minha filha, ele tem seus direitos. Entretanto, as coisas não seriam mais as mesmas.

Se eu estou triste? Sinto-me devastada. Sam me machucou de uma maneira profunda, jogou fora o pingo de respeito e carinho que eu ainda mantinha por ele.

Mas talvez isso tenha sido o melhor. Talvez nosso fim tenha chegado para que eu pudesse recomeçar a minha história, ter uma segunda chance.

Talvez eu pudesse, finalmente, começar a ser completamente feliz.

Notas finais
E aí? Tava demorando né, plmdds Santana --' HUAHHAHUA Me amem, a San está solteira! Que tudo ahuauhpuawhu Comentem, porque agora eu não estou mais demorando *-* huahuahuahua Beijos no core! P.s.: Vocês lembram que eu dei meu número de celular aqui, certo? Pois então, eu mudei. Então quem quiser, é só me pedir por MP! =*