Cartas Para Hermione

1 Chantagem para o bem


Notas iniciais
Espero que gostem!

Era cedo em Londres e o sol banhava os jardins das casas.

Não parecia ser cedo o bastante para a terceira guerra mundial começar na casa dos Granger, tudo isso por causa de um livro e a teimosia de dois jovens.

Hermione vinha descendo correndo as escadas com o rosto vermelho, roupas de dormir e cabelos presos em um coque mal feito. Odiava quando ele a chantageava com as suas coisas favoritas, mas dessa vez não ia se deixar levar pelo sorriso sedutor e palavras meigas, iria resistir. Pelo menos era o que pretendia.

– Me devolva agora! – ela disse com firmeza quando chegou à sala. Ficou de frente para um homem alto de cabeleira ruiva, que podia ser vista a metros de distancia, sentado no sofá de seus pais.

– Devolver o que? – retrucou o outro, sentado no sofá tentando fazer cara de inocente, o que parecia não estar funcionando. Estava quase estampado em sua testa que era culpado.

– Não estou brincando Ronald. Foi só eu ir ao banheiro lavar meu rosto que você pegou o meu livro! Eu não sou idiota. Vamos, me devolva já! –Hermione estava seria, com uma mão na cintura.

Geralmente isso significava serios perigos, mas Rony parecia não ligar para isso, continuou a encarando como se não soubesse do que ela estava falando. Hermione estendeu a mão, ainda com um olhar duro que poderia ultrapassa-lo, esperando receber o livro que, supostamente, ele havia escondido.

– Eu também não estou brincando, ora essa! – Disse em tom de indignação e tentando não ri da situação, embora, não estivesse obtendo muito sucesso. – Eu continuei onde estava desde que você desceu e dizendo que só iria lavar o rosto e voltava.

– Então cadê o meu livro, seu ruivo duas caras? – ela continuou com as duas mãos na cintura, e uma cara de poucos amigos, o encarando. Era impossível não ri, por isso Rony não reprimiu uma sonora gargalhada.

– Quem sabe você não descobre indo a praia com seus amigos? – piscou para ela piorando e muito sua situação.

– Não seja tão descarado! Eu já disse que não posso, tenho que terminar esse livro. – suspirou – já expliquei que é muito importante para meu trabalho da faculdade. Quero acabar ele esse final de semana, assim terei tempo de relê-lo e fazer uma analise mais completa.

– Mas Hermione, não vai ter a mesma graça sem você! Com quem eu vou implicar? – ele sorriu e, mesmo se praguejando, ela sorriu de volta. Era impossível não sorrir.

– Com a Gina, Astoria, ate com a chata da Lilá! Não me interessa! Agora me devolve, porque eu preciso desse livro!

– Primeiro: a Lilá não vai. Vocês não vão com a cara dela e é um encontro de amigos, não de casais de namorados. Exceção de Harry e Gina, é claro, porque eles também são nossos amigos. Segundo: é uma pena porque eu terei de leva-lo comigo, já que não concorda com as exigências mínimas para tê-lo de volta. – ele se levantou do sofá, sem deixar Hermione perceber que o livro estava atrás de algumas almofadas, andou pela sala em direção à saída com ele na mão, mas parou se virando para ela com um olhar desafiador.

– Eu sabia que você tinha pegado! Eu sabia! Vamos, me devolva! – disse em tom mandão. Ele a ignorou e ensaiou sair pela porta, quando de repente sentiu um peso em suas cotas e o livro ser quase arrancado de suas mãos.

– Mas o que...? – virou o pescoço a tempo de ver Hermione pendurada nele com as pernas enlaçada na sua cintura, tentando pegar o objeto de volta.

– Me devolva esse livro agora Ronald Weasley! Me devolva agora! – mas ele não a deixou encostar no livro. – Já que não quer devolver por bem, devolverá por mal! – ela disse tentando a todo custo alcançar o alto braço direito de Ron, ele havia esticado ao máximo.

Rony começou a tentar tira-la e como consequência andar pela sala, ate conseguir colocar o livro em um lugar seguro, em uma estante alta da sala dos Granger. Virou a cabeça para falar com ela.

– Foi você quem pediu isso! – avisou e então puxou uma de suas pernas que estavam em volta da sua cintura, o movimento faz com que a outra também se desprendesse, girando Hermione e colocando em seu colo, para depois solta-la no sofá grande e espaçoso de couro, com as mãos segurando os braços dela no alto da cabeça, e uma perna a cada lado de sua cintura fina.

– Só te devolvo ele se topar ir à praia com a gente! – disse ofegando junto com ela. – vamos Hermione, não estamos te obrigando a ir a um funeral, estamos querendo que você vá a praia se divertir. – rebateu contra a careta que ela fez, birrenta. – Você precisa disso tanto quanto ler livros! – ela tentou levantar, mas ele era mais forte.

– Tudo bem, eu vou! – anunciou dando-se por vencida – Passe aqui em uma hora e meia que estarei arrumada. Mas não pense que sempre vai conseguir tudo o que quer assim, seu ruivo cretino! – esbravejou.

Ele sorriu radiante, enquanto saia de cima dela, lhe estendendo a mão para ajuda-la se levantar.

Já de pé, Hermione não esperou nem mais um segundo para dar um belo tapa no braço, ganhando uma careta dele.

– Aí! Isso doí, sabia? – resmungou massageando o local.

– Isso é pra você aprender a não mexer nas minhas coisas, muito menos nos meus livros! Agora dê o fora daqui para eu me arrumar em paz! – o empurrou porta a fora.

– Foi ótimo negociar com você morena! – ele disse enlaçando um braço em volta da sua cintura e lhe dando um beijo estalado na bochecha.

Ele não percebeu, mas Hermione se arrepiou toda e quase que seus joelhos cederam com o movimento dele.

– Cínico! – disse saindo do seu abraço assim havia se recuperado.

– Ah, antes que meu esqueça – pegou o livro em cima da estante, Hermione lhe fuzilava com os olhos – ate daqui a pouco Mione. – e lhe deu um sorriso lindo e um beijo na testa, saindo logo em seguida pela porta já aberta.

Hermione fechou a porta ainda mal humorada, mas a cara emburrada despareceu assim que se viu sozinha na sala. Onde por fim, se permitiu sorrir feito boba e logo em seguida ir as pressas se arruma para o passeio.