Notas iniciais
Oi pessoal, recebi comentários e SÓ por isso estou postando hoje de novo. Bom, quando eu comecei a fic, não tinha um final pensado, muito menos um meio. As cartas apareceram do nada no Word, hahaha. Bom, o fato é que agora pensei no final e as chances de eu terminar a fic são imensas!! Beijos E COMENTEM MAIS!!

O primeiro dia de Harry como Chefe dos Aurores começou depois do momento mais triste que tivera depois da Batalha: quase 3 meses depois, as garotas estavam embarcando para Hogwarts, e Harry tinha a sensação de que nada daquilo era certo. Voltar para uma escola em que seus familiares e amigos morreram? Como Gina conseguiria viver lá?

– Olha, é o Harry — Rony, que assim como Harry, começaria no ministério hoje estava lá para despedir-se de Hermione.

Harry se aproximou-se, sem jeito. Sr e Sra Weasley abraçavam Gina, implorando para que nada lhe acontecesse durante o ano, tentaram convencê-la de não ir a Hogwarts, mas Gina era decidida e Hermione realmente queria voltar a estudar, mas ambas prometeram que voltariam para o Natal.

Abraçando Hermione, e tomando cuidado para que apenas ela pudesse ouvi-lo, Harry murmurou:

– Por favor, cuide de Gina por mim.

Soltou sua melhor amiga e olhou para Gina, sua ex namorada, irmã de seu melhor amigo e filha de seus pais adotivos. Abriu os braços, meio sem jeito, pedindo permissão para um abraço, o rosto da ruiva se iluminou no sorriso mais lindo que Harry já vira, tirando seu folego, e o abraçando.

A garota era baixa, de modo com que sua cabeça alcançava o peito de Harry, seus cabelos tapavam boa parte de seu rosto, o que impedia todos de ver o quanto estava vermelha. Harry segurou seu rosto entre as mãos, fazendo-a olhar para ele e beijou o topo de sua cabeça carinhosamente.

– Vou sentir sua falta — falou e a largou, abaixando os olhos para os próprios pés, para que não chorasse.

– Eu voltarei logo — ela prometeu, segurando em sua mão.

Faltavam 3 minutos para o trem partir. As garotas se despediram novamente do Sr e Sra Weasley e entraram no trem.

– Bom, meninos, sobramos apenas nós — disse o Sr Weasley — acho que temos de ir.

Os garotos, ambos com lágrimas nos olhos, beijaram a Sra Weasley no rosto e aparataram para o Ministério da Magia. Ambos foram chamados a sala do Ministro para que recebessem seus crachás, chaves do Quartel General e dicas.

– Harry, aqui está a chave, ninguém duvidou que você deveria ser o chefe, Rony é o Sub Chefe… Vocês precisam organizar o Quartel General, está tudo uma bagunça desde… faz muito tempo.

Os garotos foram para o QG onde trabalhavam apenas os melhores aurores, o restante não trabalhava em missões pelo MM, mas poderiam fazer trabalhos por si próprios, que estava vazio, e realmente, muito bagunçado. O QG era formado por 20 cubiculos sem portas, com mesas pequenas, arquivos, cadeiras, mapas, pistas, computadores, uma sala fechada, com 2 mesas, livros, mapas… que pertencia aos dois garotos e uma sala de reuniões, que tinha uma mesa comprida com 23 cadeiras em volta.

Harry sentou-se em sua mesa, não se sentia capaz de ministrar 20 aurores formados em escolas de magia, universidades e altas experiencias. Contou isso a Rony, ao que o amigo respondeu:

– Cara, você derrotou Voldemort, você pode fazer qualquer coisa.

Harry, enquanto mexia em papeis que estavam espalhados por cima de sua mesa, encontrou uma reportagem da revista Auror’s Mission

“Ao que parece, a Batalha de Hogwarts é realmente muitíssimo importante, nosso Chefe do Quartel General mandou seus 20 aurores largarem seus casos para acudir nossa Escola. 3 pessoas envolvidas nos antigos casos morreram e até hoje o QG não voltou a funcionar, como ficará a segurança no mundo Bruxo?”

3 pessoas haviam morrido há 3 meses atrás, se isso seguisse uma lógica, hoje quase uma dezena de seres vivos já estão mortos.

Harry, que viu que todos os seus Aurores já estavam no trabalho, convocou-os para uma reunião de emergencia.

– Olá, pessoal, hm, bom, sou Harry Potter e sou o novo Chefe do QG, esse é Rony Weasley, meu melhor amigo, e sub chefe do QG. Eu preciso que todos vocês voltem para os casos em que estavam antes da Batalha. — Harry não sabia de onde tirara tanta coragem para enfrentar tantos homens mais velhos e experientes — Os que, por ventura, não estavam em caso nenhum, chequei esta informação nos arquivos, são 10, serão divididos em dois grupos, um grupo me trará, até semana que vem, um relatório objetivo sobre cada um dos detentos em Azkaban e o outro, irá atrás dos antigos Comensais da Morte entrevistá-los, revistá-los, checar se havia Imperius ou estavam por livre e espontânea vontade do lado Dele, este relatório terá duas semanas para ser feito. Eu e Rony passaremos a próxima semana analisando o que estava sendo feito aqui até hoje. Alguma pergunta?

– Tudo entendido, Sr Potter.

– Ah, me chamem de Harry.

Ninguém pareceu questionar suas ordens, Harry ficou se perguntando como isso podia acontecer, homens de 50 anos vendo a ele como seu maior líder.

– Ah, e, me desculpem — Harry emendou — por fazer vocês terem de me ouvir, eu terei que aprender muito com a maioria de vocês, não hesitem antes de me darem dicas. Estou todo ouvidos.

– Ah, Potter, não se sinta culpado, todos te admiramos, você fez o que nenhum de nós fez. Você merece — um senhor de uns 60 anos falou a ele, os olhos brilhando admiração.

Harry voltou para sua sala, agora que encaminhara as coisas, voltara a pensar na caixa de Sírius.

Quando fechou o QG, Harry sentia fome, sede e muito cansaço. Acima de tudo, sabia que sentiria falta de Gina durante esse ano. Murmurou um “até amanhã” a Rony e aparatou direto na cozinha de casa.

Preparou um macarrão instantâneo com refogado de cenouras baby e couve flor. Jantou e se dirigiu à biblioteca, onde estava guardado A Caixa.

A coisa toda tinha uma beleza oculta. Meio dramática a caixa, as fotos. Harry não queria ler as cartas inteiras, leu apenas para descobrir que eram cartas escritas para nunca serem entregues. Ele achou que isso era o presente para si mesmo que precisava: escrever para Gina sem que Gina lesse o que fora escrito.

Por mais que estivesse muito cansado, teve muita energia ainda aquela noite, ao contrário de Sirius, ele queria tornar aquilo muito oficial. Pegou uma caixa bonita, não daquelas de sapato e jogou para dentro algumas coisas que o faziam lembrar de Gina. Uma goles minúscula que ele havia comprado para lhe presentear, uma pulseira que eles mandaram fazer enquanto ainda estavam juntos que dizia “G&H”, várias fotos deles juntos e puxou o primeiro pergaminho.

“1º de Setembro

Querida Gina,

Estou escrevendo coisas que sei que você nunca lerá, não enviarei para você nada do que estiver dentro desta caixa: aqui está o caixão de minhas lembranças suas. Hoje você embarcou para Hogwarts novamente, e, bom, está quase passando da meia noite, e fará 3 meses de que tudo aconteceu ai… então… é estranho estudar ai depois de tudo que aconteceu?

Não gostei que você foi, apesar de não poder impedi-la, mas não penso mais em Hogwarts como um lugar seguro, infelizmente, Hogwarts não é mais meu lar nem o lar de meu coração, mas o lar de meus pesadelos, dos fantasmas que ficaram por aí há meses.

Escrevi para falar de você, para falar de nós. Talvez exista um nós em um futuro próximo. Talvez não. Faz uns 8, 9 anos que nos conhecemos, e eu diria que o destino não foi bom conosco. Não sei o que narrar, qual momento escolher para esta primeira carta. Sei que você nunca lerá isso e soa estúpido para burro escrever coisas que ninguém nunca lerá. Porém, é preciso, preciso me esquecer de você, fazer você virar minha ex namorada e não a mulher da minha vida.

Vi que estava apaixonado por você no meu sexto ano. (Porque diabos você tinha de ser tão linda?) Aos 16 anos, seus cabelos eram a coisa mais linda que eu já tinha visto e seu sorriso, nem milhões de estrelas fariam um brilho tão perfeito. O amor é irracional, fazer com que eu me apaixone por uma garota que é irmã de meu melhor amigo, filha dos meus pais adotivos. Que espécie de homem sou eu, afinal?

Espero que ao longo das cartas eu descubra essas e outras perguntas sobre você que rondam minha mente, temos muito do que falar ainda, querida.

Com todo o amor que eu tinha aos 16, e ainda tenho por você.

Harry Potter”

Harry dobrou o pergaminho e o colocou na caixa, guardando-a dentro da gaveta.

Notas finais
Por favor, comentem!!!