Cartas

4 Capítulo 4 - Pensando bolinhas


Notas iniciais
Oi oi! Gente eu quero saber o quê vocês estão achando oras! Comentem. Pra quer ser um eterno fantasminha?

Peguei minhas bagagens e entrei no primeiro táxi que eu vi. O aeroporto de lá não tão grande (porque já vi outros maiores), mas isso não impediu de me perder. Barrei umas sete pessoas para pedir informação. Sou poligrota, falo português, inglês, alemão e francês. Isso me ajudou muito, apesar de eu achar que só o inglês era o suficiente. Meu pai pagou professores para me dar aula de línguas, aprendi rápido. Mas era desgastante.

Achei interessante os táxis serem pretos e brancos com as placas azuis. Eu gosto de azul.

Carlos Drummond uma vez falou, Há livros escritos para evitar espaços na estante. E acho que essa carta segue o exemplo. Minha vida está tão vazia como minha estante (sim, eu fiz meu pai pagar um absurdo na alfandega para eu levar todos os meus livros). Ou pelos menos a estante que está no lugar que costumava ser minha casa.

Meu pai disse que vou gostar do apartamento. Ele contratou uma arquiteta para decorar, para eu me sentir mais em casa. Mas isso é justamente o quê eu não quero! Em casa era um lugar confinado. Nunca pude levar amigos nem nada disso pra casa, se eu tivesse algum. Na verdade tive. Mas foi mais que uma amizade pra mim. Mas pra ele... nem tanto.

Gosto de ser profunda, mas sou irônica. Muito irônica. Não gostaria de mim ter na mesma classe que você. NUNCA.

Você já pensou no dia da sua morte?

Se a resposta é não, sugiro que comece a pensar. Não fica intricado ao saber que existe uma cidade perfeita à sua espera? Ops. Desculpe, não sei se você é cristão ou o que. Eu sou e acredito cegamente. O fato de eu ser uma boa estudante, faz as pessoas ficarem indignadas com eu ser cristã. Acho que não tem nada haver. Mas, não quero entrar em um tema mais profundo aqui. Você acredita nos Deuses que quer, mas só existe um.... opção. Estou sendo dominadora de novo.

Voltando para a parte do profundo. Também gosto de dizer que sou observadora. Não por opção, mas por falta mesmo. Não tenho amigos na escola isso me dá muito tempo para observar sobre o comportamento das pessoas. Mas isso pretendo debater mais adiante.

Primeiro momento:

Minha manhã foi normal, do jeito que eu suportava e gostava.

Na escola nem tanto. Eu estava na quarta série na época. Tinha nove anos eu acho.

Já estava acostumada com as garotas fazerem festinhas ou festas no pijama e não me convidarem. Eu sempre fui a estranha. A garota que era a mais inteligentes, mas a mais rejeitada também. Não os culpo por não gostarem de mim.

Mas apesar de tudo isso, nunca nenhum dos meus coleguinhas de turma havia me ofendido. Mas isso mudou quando um garoto novo foi transferido para a nossa turma.

Ele se enturmou logo no primeiro dia.

Foi a pior coisa que já aconteceu comigo.

Eu sabia que tudo iria mudar. Desde o momento que pisei em Amsterdam. Mas, eu esperava que mudasse pra pior.

Como eu estava encanada.

Notas finais
Se gostaram, tenho certeza que iriam gostar das minhas outras fics ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.