Cartas

2 Capítulo 2 - Segunda Carta


Notas iniciais
haha Publiquei antes o capítulo. O próximo apenas próxima semana! Espero que gostem. E digam o quê acham. Isso é muito importante.

Procurei a minha poltrona no avião, a classe econômica não é muito confortável. Pelo menos meu pai providenciou que eu sentasse ao lado da janela.

A primeira vez que eu entrei em um avião eu estava ansiosa. Muito ansiosa. Sonhava em ver as nuvens lá do alto. Mas vomitei muito. E quase o meu ouvido estoura. Eu tinha oito anos na época.

Mas agora é diferente. Não estava ansiosa quando entrei no embarque e não estava triste quando me despedi dos meus pais.

Ele não apareceu. Fiquei feliz por isso. Com certeza foi mais fácil. Acho que se ele tivesse ido, eu teria desistido dessa loucura. Mas ele não veio.

Agradeci a Deus por ele não ter ido.

Quando meu pai me abraçou ele disse “Está fazendo a coisa certa, filha”

Eu apenas concordei com um “Sei disso, pai”

Como eu sou fraca.

Você deve estar pensando: que garota mais fraca. E não o julgo por achar isso porque é verdade. Sou fraca e manipulada.

Mas estou orgulhosa de mim. Consegui ser aprovada em uma universidade muito concorrida. Vai ser fácil conseguir um boa emprego. Vou fazer meu estágio.

Como falei, tudo já está planejado. Pelo menos vou poder criar um gato no apartamento que meu pai alugou para eu morar. Ele não permitiu que eu morasse no Campus. Acho que ele tem medo de que algo aconteça.

Caro leitor, se você estivesse na minha situação aposto que faria diferente. Você diria: “Vou seguir o meu coração e farei o quê eu quiser”. Invejo lhe por ter essa coragem. Mas como falei, essa história é triste e sem cor. Sinto muito por ser está protagonista sem graça e sem coragem. Se isso fosse um livro ou filme, a capa seria preta e branca. Não tenho sigo meus sentimentos, eu cumpro ordens.

Incrível como conseguir desfaçar esse meu gene na escola. Todos acreditavam que eu era uma garota forte e inteligente. Acho que pelo fato de eu ser a primeira da classe e nunca permitir que me colocassem pra baixo. Mas bastava eu chegar em casa que a minha verdadeira face se mostrasse.

Olhei pela janela, ainda estávamos no chão.

Lembro do dia que eu voei sem sair do chão. Com apenas um beijo, que ele roubou dos meus lábios. Quando senti um calor ao me envolver em seus braços.

Não posso escrever isso aqui.... Não por sua causa, mas por causa do meu pai. Se ele souber que eu tive esse momento...

Um senhor de bigode senta ao meu lado.

E acho que você gostaria de saber que não estou usando minha máquina.... dã.

Uso uma folha e uma caneta.

Estou tentando esquecer tudo que aconteceu. Então porque escrevo sobre isso?

Para arrumar meus pensamentos e reestruturar meus sentimentos? Talvez, ainda não tenho certeza.

Estou tentando lembrar do ponto exato que eu o conheci.

Aliás já que vamos ter um diálogo deve ser prudente nos apresentarmos.

Meu nome é Melinda Peterson. Tenho dezoito anos. E acho que isso é tudo.

Não consigo lembrar. Por mais que eu esforce não lembro do ponto. Mas sei que o conheci na escola, não lembro a ocasião.

Mas isso não importa. Agora quero apenas olha para a janela e misturar meus pensamentos com as nuvens. Acho que isso vai melhorar.

Olho uma última vez para o meu celular, eu ainda não o desliguei. Não quero admitir, mas, estou com a esperança que ele toque. Que ele ligue pra mim agora e implore que eu não vá. Uma lágrima foge do meu olho e cai na tela do meu celular.

Uma aeromoça pede mais uma vez para eu deligar o celular. Eu obedeço.

Acho que é isso. Tudo foi uma ilusão. Alguns doces momentos, mas agora amargo momento.

Eu o odiava. Eu o odiava por ele ter deixado eu ir.

Tenho quase certeza que estou odiando ele para não me odiar.

Você tem todo o direito de parar essa leitura e se ocupar com algo mais útil.

Mas essa é a minha história. Não posso muda-la. E mesmo se pudesse, não mudaria. Acho que como você eu tenho um gene pessimista.

Afirmo isso porque ninguém em sua consciência perfeita estaria lendo algo triste e sem graça como isso.

Ainda não sei se conto tudo aqui. Alguém de má fé pode ler e espalhar mentiras. Eu não me importaria, mas meu pai sim.

Desculpe por está falando essas coisas. Mas Agora tudo está cinza. Eu queria que tudo mudasse. Eu queria poder lhe contar histórias engraçadas e felizes, mas eu não tenho nenhuma.

Me peguei ontem pensando se toda essa minha vida valeu a pena.

Já vi a vida com tanta tristeza que nunca achei um sentido pra ela.

Sinto muito. Apenas pare de ler.

É a melhor decisão que você vai tomar no seu dia.

Sinto muito, mesmo.

O Senhor de bigode pergunta se estou bem, porque comecei a chorar.

Enxugo as lágrimas e digo que está. Para ele não se preocupar. Sorriu. Com um sorriso tão triste que não seria mais expressivo que um choro.

Como sempre faço o máximo pelas pessoas e o mínimo por mim. Viro para a janela, mas não controlo o choro.

Mordo minha bochecha para me reprender. Não ajuda muito. Sinto o gosto metálico de sangue.

“ Eu te amo”

Foi o quê ele disse. Foi a sua mentira.

Continua....

Notas finais
Dá uma olhadinha nas minha outras fic as minhas favoritas é Obrigada pelas rosas e Estrelas Cadentes ;D http://fanfiction.com.br/historia/582907/Obrigada_pelas_rosas/ http://fanfiction.com.br/historia/577492/Estrelas_cadentes/