Carta escrita pelo destino

3 I never fall in love... -By : Thália


Nos viramos, e sentamos com as costas nas paredes geladas do vagão do trem. Com a respiração ofegante, virei apenas a cabeça para observar Calleb, que fez o mesmo, mas estava quase morrendo. Começei a rir como doida, o que eu realmente acho que sou mesmo.

– Do. Que. Está. rindo? — Ele disse, pausadamente, por causa da falta de ar, que parecia não ir embora.

– Você está quase morrendo.

E a respiração dele não voltava, começei a ficar preocupada. Olhei para fora do trem, estavamos perto de casa. O peguei, e o fiz me abraçar, aguarrei a cintura dele, e pulei. Senti meu corpo colidir com o chão, e então começamos a rolar pela grama da calçada. E de repente, estava em cima dele, mergulhando naquele olhar novamente. Então lembrei-me que ele não estava conseguindo respirar. Saltei de cima dele, e o puxei, sentando-o no chão, coloquei a mão no peito dele, tentando ver os batimentos, estavam acelerados.

– Inspire pelo nariz, respire pela boca. — Disse demonstrando.

Ele o fez muitas vezes, e recuperou o fôlego de pouco.

– Ah graças a Deus! — Disse me sentindo aliviada.

Ele chegou muito perto, e de repente, estavamos nos beijando. Um beijo bom, apaixonado, desesperado, e sincero.

– O que foi isso? — Perguntei quando nossos rostos já não estavam mais juntos, quando nossas bocas já não estavam mais entrelaçadas.

– Uma forma de te mostrar o que estou sentindo a 3 dias, enão consigo te dizer com palavras.

– Então resolvel dizer com um gesto?

– Sim, me desculpe. — Ele disse, e se virou indo embora.

Fiquei parada, o observando andar, andar para o fim da rua, andar para o fim do dia, andar para o nosso fim. Não podia deixar aquilo acontecer. Corri atrás dele, segurei na mão dele, e quando ele se virou para ver quem era, o beijei de novo.

E de novo. De novo. Mais uma vez. Então ele segurou minha mão.

– Vou te levar para um lugar especial. Disse bem baixinho em seu ouvido.

– Onde?

– Venha comigo. Disse o puxando.

Quando chegamos, cobri os olhos dele com as mãos até chegarmos ao lago, com as árvores pelos lados, e uma ponte linda que passava por cima do lago. Tirei as mãos dos olhos dele, e vi aquele sorriso lindo em seu rosto.

Nós corremos, brincamos, pulamos no lago, passeamos pela ponte, e eu podia sentir que o que eu via em Calleb, era a outra metade que faltava em mim, ele era o meu oposto, ele era sorridente, altruísta, bom, e sempre procurava o melhor das pessoas, mesmo quando nem ela mesma sabe que tem um lado melhor, ele descobre, ele era incrivel, e sentia que realmente não o merecia, mas eu já não conseguia não pensar nele. Nunca tinha me apaixado, nunca havia caído no amor dessa maneira, e esse sentimento começou a tomar conta de mim, já não tenho mais o controle.

Deitamos juntinhos na grama.

– Sabe, quando eu estava nervosa, ou triste, meus pais costumavam me trazer aqui.

– Onde eles estão agora? Ele me perguntou com toda aquela inocência no olhar, então levantei e fiz um gesto com a mão, pedindo para ele me seguir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.