Pobre de mim,

Que morreu largado ali.

Sem direito a flores e a velas.

Pobre de mim,

Que ficou sozinho chorando.

Sem direito a um ombro amigo.

Pobre de mim,

Que um dia amou.

Deu tudo e em troca nada recebi.

Pobre carta,

Incoerente em suas palavras.

Manchada pela dor.

Pobre carta,

Rasgada, jogada como lixo.

Tingida pelo sofrimento.

Escrevo-te maldita,

Meus momentos.

Queridos momentos que passou de repente.

Pobre carta,

A qual contia pequenos trechos.

Sem merecer uma lápide.

Pobre de mim,

Que morri a tempos.

E ninguém nunca percebeu.

Solução não tinha.

Amarrei o lençol, subi no banco.

Me joguei.

Portas batem.

Quem seria?

Não importa.

Um grito tenebroso invade minha mente.

Já será as miragens do inferno?

Um vulto se aproxima,

Eu caio.

Pobre de mim,

Que um dia achou ser sozinho.

Notas finais
yey
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