Carta de Convocação

2 Capítulo 2 - Capitão Gancho


Notas iniciais
Mudei a categoria só por sua causa Sheilinha, mentira, você foi um isentivo para eu continuar mesmo que eu tivesse que escrever minha primeira fanfic de Once Upon A Time, não muda muita coisa, para quem não viu a serie. Continua sendo uma fanfic de fantasia, só muda o Capitão Gancho, ele é muito mais bonito que os que vocês lembram das histórias.

Nos dias que seguiram foi um tormento para Dorothy, todos na vila souberam que seu irmão tinha fugido e conversavam o tempo todo sobre isso, sem se importar se ela ouvia ou não. No seu trabalho foi pior, seu irmão estava na maioria das conversas, dado como traidor ou covarde. Um dia quando teve que ficar depois do seu expediente começou a ouvir outro comentário sobre a fuga do seu irmão mas dessa vez não era só ele.

– Soube que não foi só o menino daqui que fugiu, e dois garotos da vila Ross fugiram também, quando todos de sua casa tinham dormido, só de manhã descobriram a fuga deles. – disse um homem por volta dos quarenta anos, ele estava passando pela vila, havia alguns boatos sobre ele, de como depois da ultima guerra ele não ficou bem da cabeça, parece que todo mundo tinha se esquecido de que ele era um maluco e falava bobagens o tempo todo.

Depois do comentário do homem ouve várias especulações sobre os garotos que tinham fugido da vila vizinha. Seu trabalho estava sendo um inferno, quando finalmente pode voltar para casa se sentiu aliviada, mas ainda teria que ouvir os cochichos das vizinhas, por isso andou rapidamente até a sua casa.

Quando atravessou a porta de casa, finalmente ficou em paz, colocou as sobras do almoço no fogo em quanto olhava sua mãe.

Antes de o seu irmão ir embora costumava conversar bastante com ela, mesmo sabendo que talvez ela não ouvisse depois do que aconteceu nem conseguia encara-la direito. Tinha prometido a si mesma que cuidaria do seu irmão mais novo e não deixaria que nada acontece-se com ele, até o ensinou a usar a espada do pai, graças as lições que recebeu quando era mais nova. Mas não podia ensinar a ter coragem, isso era algo que vinha dentro de você.

Voltou à cozinha e ficou mexendo no ensopado por um tempo.

Do lado de fora da casa começou a chover, começou com pequenos pingos até a chuva ficar bem forte. Dorothy teve que correr dentro de casa, tinha acabado de dar comida a sua mãe e já preparava uma tigela para si, quando teve que correr para pegar algumas panelas para colocar em cima das goteiras, odiava chuvas por isso. Depois de comer colocou a louça suja dentro da pia e foi se preparar para dormir, amanhã teria o dia de folga e esperava visitar o senhor Morrigan e sua neta, quando ouviu uma batida apressada na porta. Desconfiada pegou uma faca e colocou atrás das costas e foi atender.

– Quem é? – perguntou sem abrir a porta

– Olá, sou Zyll, um viajante, estava passando pela vila quando esse temporal começou, poderia me abrigar? Vou embora assim que a chuva passar – explicou o homem atrás da porta.

Abriu uma fresta da porta e encarou o homem, seu cabelo era repicado, escuro como a noite, usava roupas pretas pesadas, tinha uma espada presa na cintura.

– Você é um pirata! – disse fechando a porta – Vai embora pirata! – trancou a porta de todas as maneiras possíveis.

– Bela observação – disse Zyll atrás da porta – Esta correta, eu sou um pirata. – confirmou – Sou um pirata que esta tentando achar um lugar para ficar nessa tempestade, mas infelizmente as pousadas estão cheias.

Correu até o quarto de sua mãe e pegou um embrulho de baixo da cama, o desenrolou e olhou para a espada de seu pai. Escutou um estrondo no outro cômodo, o pirata tinha entrado.

– O que aconteceu com a minha sorte? – resmungou em quanto empunhava a espada e protegia sua mãe, poucos segundos depois o pirata parou em frente a porta do quarto, ele a olhava surpreso.

Dorothy observou melhor o homem, ele estava encharcado pela chuva, suas roupas pingavam, seu cabelo dava certo charme molhado, tinha uma pequena barba, até que ele era bonito para um pirata.

– Acha mesmo que consegue me derrotar com essa espada? – perguntou o pirata com desdenho – Nem afiada ela esta.

Sabia que não tinha chances contra ele, mas tinha que tentar, sua vida estava em jogo, e a de sua mãe, a única família que tinha lhe restado.

– Não custa tentar – disse avançando, colocou todo seu conhecimento em uma única investida, mas foi parada pelo gancho do Zyll.

Os olhos de Dorothy estavam arregalados, varias histórias contadas pelo seu pai passaram pela sua cabeça, o homem com um gancho no lugar de sua mão.

– Pelos deuses você é o Capitão Gancho! – disse Dorothy em mistura de medo e admiração

– É assim que andam me chamando? – comentou em voz alta – Gostei.

Em um movimento rápido, usando seu gancho afastou a espada que estava próxima ao seu rosto e com a outra mão deu uma pancada na nuca de Dorothy. Antes que Dorothy caísse no chão o capitão a pegou.

– Não gosto de machucar garotas, mas você estava ficando muito chata – disse o Capitão Gancho – Ah! E o meu nome na verdade é Killian – disse colocando ela no chão com cuidado e pegando uma pequena garrafa do bolço do seu casaco.

Quando Dorothy acordou já era de manhã, sentia uma dor na sua nuca, estava deitada na cama do seu irmão, não se lembrava de como tinha ido parar lá, até que lembrou por que sentia dor. Tirou o cobertor de cima de seu corpo deu uma pequena verificada para ver se aquele pirata não tinha feito nada, afinal não podia confiar em piratas mas para sua surpresa, só sentia a dor na nuca, seu corpo não parecia ter sido violado, suas roupas estavam do jeito que tinha colocado no dia anterior. Levantou-se da cama e correu até a cozinha, que ficava no centro da casa, encontrou o pirata comendo o ensopado de ontem.

– Fiquei com fome, espero que não se importe – disse o Capitão tranquilamente.

– O que você ainda esta fazendo aqui? – perguntou Dorothy estupefata

– Pensei em dormir um pouco antes de voltar para o meu barco – disse depois de terminar de comer – Ah! Você cozinha muito bem, estou precisando de alguém que cozinhe tão bem na Jolly Roger. – disse dando um olhar significativo

– Eu não vou cozinhar pra você! – gritou exasperada

– Você não tem nada a perder, parece ser uma pessoa independente e a única pessoa que você mora esta morta – disse o pirata tentando convencer Dorothy.

– O que? – toda sua indignação foi embora com a revelação do pirata e foi substituída por raiva, correu até o Capitão e agarrou seu casaco, com lagrimas nos olhos começou a gritar. – VOCÊ MATOU MINHA MÃE! – começou a estapear desesperada.

Killian ficou surpreso, segurou os braços da mulher e tentou falar com mais calma possível.

– Eu sinto muito, mas depois que você desmaiou, fui ver sua mãe, ela não respirava – explicou o pirata.

Precisou tomar um chá para se acalmar. Foi até o quarto da sua mãe e ficou observando-a, ela estava exatamente como tinha deixado, o pirata tinha falado a verdade.

Killian observou Dorothy pegar a mão de sua mãe e começar a chorar novamente, começou a se sentir desconfortável com aquela cena, já estava se virando para ir embora quando escutou a voz feminina atrás de si.

– Ainda precisa de uma cozinheira na sua tripulação?

Notas finais
Espero que tenham gostado, esse foi o segundo e ultimo capitulo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!