POV Carmem

–-Ai minha filha você tá linda.—minha mãe me elogiou me fazendo dar uma rodadinha.

Eu estava usando um vestido azul escuro com alcinhas de renda, ele não era muito comprido indo, no máximo, até acima do meu joelho. Eu também usava tons leves de maquiagem.

–-Você tá tão bonita.—Dudu suspirou e eu ri.

Ouvi alguém batendo na porta e imaginei ser Daniel. Peguei minha bolsa e meu celular, beijei minha mãe e Dudu já que meu pai ainda não estava em casa. Fui até a porta e vi Daniel que estava lindo.

Ele vestia uma calça social preta, uma camisa polo branca, um blazer cinza por cima e com All Star pretos. No dedo tinha o seu habitual anel. Seu cabelo estava inclinado para trás de seu topete.

–-Você está linda.—ele gaguejou dando uma leve corada.

Fechei a porta atrás de mim e sorri.

–-Então como vamos ir para a festa?—perguntei.

–-Olha eu sabia que não ia ser nada educado te levar na garupa da bicicleta então vamos de táxi.—Daniel fez graça e eu ri.—Vamos?

Acenei com a cabeça. Enquanto andávamos até o ponto de taxi ficamos em silencio.

–-Oi tem algum taxi vago?—Daniel perguntou para um cara que estava quase dormindo.

–-Podem pegar esse ai. O cliente atrasou.—ele respondeu ainda de olhos fechados.

Entramos no carro e demos o endereço. Enquanto fazíamos nossa rota Daniel pegou minha mão e nos ficamos mais próximos.

POV Marcelina

–-Eu já falei para não entrar aqui!—Paulo gritou para mim e eu sorri.

–-Calma, eu só vim pedir sua opinião sobre a minha roupa.—expliquei.

Minhas amigas tinham me ajudado a escolher uma roupa mais leve a minha cara. Era um vestido, cor de creme, meio justo no busto e com uma saia solta.

–-Até que não tá mau para uma pirralha.—Paulo pareceu surpreso.—Posso saber com quem você vai por acaso? Ou vai dizer que não arrumou par?

–-Arrumei sim, para o seu governo. O Cirilo me chamou. —respondi e Paulo desatou a rir.

–-Você deve estar desesperada mesmo. Para aceitar um convite do Cirilo.

–-Pois saiba que ele e um bom amigo e um cara legal. Pelo menos eu não vou ficar igual a você estragando a alegria dos outros e segurando vela.

Paulo parou de rir e foi na minha direção. Ele estava com uma pistola d’água no bolso da calça.

–-Repete o que você falou?—desafiou apontando a pistola para meu vestido.

–-Você tem par?—perguntei mudando de assunto enquanto saia da mira da pistola.

–-Não preciso dessas frescuras.—Paulo afirmou mesmo com um olhar distante.

–-Quem é?

–-Quem é o que pirralha?

–-A garota que você tá afim.—expliquei e ele empalideceu.

–-Como você sabia?—Paulo perguntou me empurrando para sentar na cama.

–-Não sabia até você confirmar. Agora fala quem é.—pedi enquanto puxava ele para se deitar no meu colo.

–-Você acha que eu sou menininha para ficar me abrindo e falando essas coisas de sentimento? Sai fora Marcelina.—Paulo me empurrou.

Resolvi não testar a paciência dele e fui embora. Quando cheguei à sala vi Cirilo conversando com meu pai.

–-Oi Cirilo, por que não avisou que tinha chegado?—perguntei.

–-Ah desculpa, eu me distrai conversando com seu pai acabei perdendo a noção do tempo. Nossa você tá muito bonita, Marcelina. Já ta pronta?—Cirilo perguntou.

–-Sim.—respondi.

–-O Paulo não vai com vocês minha filha?—minha mãe apareceu na porta da cozinha.

–-Quando eu passei no quarto dele nem arrumado ele tava.—dei ombros enquanto puxava Cirilo pela mão.—Eu vejo vocês depois, tchau.

POV Maria Joaquina

–-Ai Joana.—reclamei enquanto ela escovava meu cabelo.

–-Desculpa Maria Joaquina, seu cabelo está cheio de nós.—Joana explicou e eu virei para ela.

–-Chamou meu cabelo de duro?—perguntei.

–-Não foi isso que eu quis di...

–-Quer saber, deixa que eu escovo o meu cabelo. Vai lá terminar alguma coisa.—mandei.

–-Calma.—Joana me deu a escova e saiu do quarto.

Penteei meu cabelo em um coque no alto da cabeça. Levantei e me analisei no espelho.

–-Maria Joaquina—Joana entrou sem nem bater no quarto.

–-Não se bate mais na porta não?—questionei irritada.

–-E que eu estava tão afoita quando vi a surpresa que o Jorge fez para você que vim aqui correndo avisar.—Joana explicou.—Olhe pela janela.

Corri até a janela e olhei para baixo. Estacionada ao lado da calçada estava uma limusine preta e Jorge estava na frente dela com um buquê de rosas vermelhas.

–-Ai ele é tão fofo.—suspirei.—Avise que eu já vou descer.

–-Sim, sim.—Joana assentiu me fazendo revirar os olhos antes de sair.

Alisei meu vestido. Tirei uma selfie na frente do espelho, para postar no friendbook. Desci as escadas, meus pais tinham saído para jantar.

–-Tchau Joana.—me despedi e sai da casa.

Quando sai Jorge abriu um sorriso enorme ao me ver.

–-Você está linda.—falou quando eu me aproximei enquanto abria a porta para eu entrar, como um perfeito cavalheiro.—Espero que tenha gostado da surpresa, foi bem difícil de achar.

–-Eu amei Jorge.—disse enquanto entrava na limusine.

Dentro dela me impressionou. Os bancos eram de couro branco e tinha um teto solar que abria.

–-Vamos tirar uma foto?—Jorge ofereceu enquanto pegava o celular.

Nos dois colamos o rosto e tiramos a foto, abraçados.

–-Se importa se eu postar no friendbook?—Jorge perguntou.

–-Não, só não se esquece de me marcar.—sorri.

–-Você está realmente linda.

Olhei bem para ele. Ele vestia um smoking preto com uma gravata vermelha não muito chamativa.

–-Você também.—comentei.

Passamos o resto do caminho conversando banalidades.

POV Alicia

Eu estava jogada no sofá vendo uma partida de futebol bem disputada quando ele chegou aqui. Corri direto para a porta. Alisei meu vestido e meu cabelo. Eu estava vestindo um vestido verde água que ia até antes do meu joelho. Abri a porta.

–-Oi Mario—cumprimentei e Rabito latiu.—Oi para você também Rabito.

–-V...você tá linda.—Mario gaguejou e eu ri. Analisei bem ele. Ele estava com uma camisa branca com estrelas no bolso e um casaco cinza por cima, vestia calças compridas escuras.

–-Você também está bonito—elogiei.—Vamos, meus pais não estão ai.

–-Vamos de skate?—ele ofereceu meio constrangido.

–-Claro—peguei meu skate e saímos do prédio.

POV Valeria

–-Assim está ótimo mãe.—falei para minha mãe que penteava meu cabelo. Em vez do meu habitual arco eu coloquei uma espécie de diadema prateado, como uma coroa.

–-Eu vou ver se o Davi chegou.—ela saiu me deixando sozinha.

Levantei da cadeira e peguei Tintim, meu ursinho de estimação, no colo. E o abracei fortemente.

–-Ai Tintim.—suspirei.

Olhei meu vestido. Era um vermelho pouco justo na cintura com uma saia meio cheia. Eu estava linda. Uma batida na porta me tirou dos meus devaneios. Abri e vi Davi lá em pé com uma camisa social branca, gravata preta e blazer preto.

–-Uou, estou sem palavras.—Davi falou.

–-Entra—chamei.

Ele obedeceu. Quando entrou me deu um abraço. Davi cheirava a limão.

–-Você tá realmente muito linda—ele beijou minha testa.—Seu pai se ofereceu para levar a gente, vamos?

–-Claro—respondi pegando minha bolsa.

Essa noite ia ser demais.