Carrossel continuação

24 Feliz aniversário part2


Feliz aniversário part2

POV Valeria

—-Ela não gosta mesmo de tomar banho.—comentei enquanto Davi e eu tentávamos dar banho em Moly, nossa coelha.

—-A gente tá fazendo isso certo?—Davi perguntou. Na verdade eu nem sabia.

—-Acredito eu que sim.

—-Então amanhã é a festa da Maria Joaquina—Davi comentou.—Vai vestir o que?

—-Amanhã a noite você vai saber—na verdade eu nem tinha escolhido ainda.—Fica parada Moly.

—-Quem fica com ela amanhã a noite?—Davi perguntou enquanto envolvia Molly numa manta como se fosse um bebê.—Minha avó adora ela, mas minha mãe e um pouco alérgica a pelos.

—-Eu deixo com os meus pais.—respondi enquanto colocava Moly na minha cama.—Desculpa Tintim.—coloquei ele de lado e sequei Moly em cima do travesseiro.—Coisa mais linda do mundo. Você é sim, é sim.—Davi abafou a risada.

Não sei por que falamos com voz diferente quando falamos com bebês e animais fofos.

POV CJ

—-Uou—Paulo entrou quando Marcelina abriu a porta. Eu estava vestindo um vestido azul claro que realçava meus olhos, e minha nova mecha de cabelo azul. Eu pintei de outra cor porque tinha enjoado de verde.—Não vão deixar você entrar na festa.

Não entendi, olhei para Marcelina que deu ombros. Olhamos para Paulo esperando que ele explicasse.

—-Se você entrar assim vai tirar toda a atenção da aniversariante. Achei que ser linda assim fosse crime Cat—Paulo sorriu quando eu corei.

—-Então eu acho que é esse—Marcelina riu.—Sai, pra ela trocar de roupa.

Paulo revirou os olhos e saiu.

Depois que acabei de vestir minha roupa habitual. Saímos do quarto dela, Marcelina ficou na sala e Paulo foi me mostrar seu quarto. Ele estava dez vezes mais bagunçado que o meu.

—-Desculpa pela bagunça—ele reparou meu olhar, mas eu sorri.

—-Uou, vamos jogar?—perguntei apontando para o PS3 que estava conectado na TV.

—-Claro. Eu tenho esses jogos—ele apontou para o único lugar organizado do quarto uma prateleira com jogos.

—-Mortal Kombat.—peguei e entreguei para Paulo. Ele pegou os joysticks e me entregou um.

—-Vamos fazer uma aposta?—Paulo sugeriu.—Quem perder tem que cumprir algo que o vencedor escolher.

Ele não devia ter dito isso eu era ótima nesse jogo. Depois de duas partidas, Paulo percebeu seu erro, pois tinha perdido.

—-Como?—ele estava boquiaberto.

—-Você vai ter de trocar de skate comigo—sorri e ele quase desmaiou.—E só por uma semana.

—-Se for assim—Paulo pegou o skate e me entregou.

—-Está ficando tarde, melhor eu ir.—avisei. Levantei da cama. Quando saímos do quarto eu encontrei dois adultos sentados no sofá eles me fitaram.

—-Já vai Cat?—graças a Deus Marcelina estava lá.

—-Já está tarde—respondi.

—-Olá, quem é você?—o homem, quem eu imagino pai de Paulo, perguntou.

—-Minha namorada—Paulo me abraçou pelos ombros.

—-Ai que fofo—ouvi Marcelina suspirar e revirei os olhos, me segurando para não corar.

—-Melhor mesmo eu ir, tenho horário.—Paulo me levou até a porta e me deu um selinho antes de eu sair.

POV Mirian

A noite tinha chegado. Eu estava em um vestido preto que realçavam meus cabelos negros, uma maquiagem bem leve. Eu ia sair com o Daniel. Ele daqui a pouco chegaria para me buscar. Eu estava sentada no sofá esperando por ele.

Quando a porta abriu eu fui logo atender. Daniel estava com seu topete típico, um terno um tanto maior que ele e segurava uma margarida. Por que não uma rosa?

—-Vamos?—ele parecia meio seco.

—-Claro—sorri. Ele deve ter contratado uma limusine, mas quando cheguei lá embaixo vi um táxi parado. Daniel abriu a porta para mim e eu entrei com cuidado para não sujar o vestido. Sentamos lado a lado, Daniel um pouco distante.

—-O destino?—o taxista perguntou.

—-A casa da família Madison.—Daniel nem desviou os olhos do celular. Com quem será que ele estava falando?

—-É um baile de debutante?—perguntei.

--Um o que?—ele não sabia o que era debutante? ( N/A: Nem eu sabia o que era, tive que procurar na internet.)

—-Uma festa de quinze anos—simplifiquei e ele assentiu.

Passamos o resto do caminho em silencio.

POV Kokimoto

Por que será que a Carmem tinha me chamado? Essa pergunta não parava de ressoar na minha cabeça como um mantra. Eu estava com uma calça social cinza, para combinar com o blazer.

—-Oi Koki—olhei para Carmem que estava linda. Um vestido rosa claro e justo no busto.

—-Ei Carmem—sorri e estendi o braço. Eu era um tanto mais alta que eu, mas aceitou meu braço. Fomos caminhando em silencio até a casa da Maria Joaquina, no caminho encontramos Marcelina com Cirilo e Paulo com uma menina que eu não conhecia.

—-Quem é essa?—Carmem perguntou.

—-Minha namorada Catherine—Paulo sorriu. A quanto tempo eles namoravam?

—-Prazer, Catherine Johnson, só Cat—Cat sorriu carismática.

—-Vamos?—olhei Marcelina de cima abaixo. Ela estava até que bem bonita.

—-Claro—respondi.

O resto do caminho passamos em silencio.

POV Davi

—-Caramba Valeria, você está mais linda que o normal—sorri para minha namorada. Ela usava um vestido rosa comprido. Eu usava um terno branco, que era do meu pai na verdade.

Ela sorriu e entramos no táxi com os presentes de Maria Joaquina. A abracei enquanto ela divagava sobre a festa. Ela ficava tão linda assim, suas sobrancelhas ficavam franzidas e unidas.

—-Você tá prestando atenção—na verdade, não estava.

—-Desculpa, sua beleza me distraiu—expliquei e sorri ao ver ela corar.

--Será que vamos estar muito atrasados? Temos que nos preparar com a Majô.(N/A: acabei de inventar isso)—Valeria perguntou.

—-Não, eventos assim sempre dão uma atrasada.—falei ainda olhando para Valeria.—Você vai tirar toda atenção da aniversariante linda desse jeito.(N/A: Eu sei que já usei isso, mas é fofo e eu gostei.)

Fiz Valeria corar de novo.

—-Mas nos não podemos nos atrasar, vamos dançar a valsa com a Maria Joaquina e o Jorge, junto com os outros casais.(N/A: Eu vi isso na reportagem sobre a festa da Larissa Manoela e resolvi roubar a ideia, tá eu vou parar de opinar.)—Valeria lembrou.

—-Quais são os outros casais?

—-As primas da Maria Joaquina, a Marcelina com quem eu não sei, Margarida eu também não sei com quem vai, Carmem que vai provavelmente com o Daniel e o resto e da antiga escola dela, pessoas que mal conheço.

Assenti levemente e um pouco nervoso. Afinal dançaríamos a valsa junto com a aniversariante e seu “príncipe”. Mas tudo ia dar certo, eu esperava intensamente que tudo desse certo, pois eu detestaria pagar mico para uma porção de granfinos.

POV Maria Joaquina

—-Você está linda.—meu pai sorriu para mim junto ao estilista. Eu usava um vestido ao estilo armado, branco, e uma sapatilha cor de ouro. Ele só me veria na hora da valsa.

—-Os casais já chegaram?—perguntei enquanto ajeitava minha tiara.

—-A maioria, sim—papai me abraçou com cuidado para não amassar meu vestido, eu planejava essa festa desde meus dez anos.—Acho que só falta a Carmem com seu par e a Valeria com o Davi.

Sorri. Tudo seria perfeito.

—-E o Jorge?—lembrei.

—-Está suando frio lá fora—minha mãe entrou no quarto, fechando a porta rapidamente e sem dar chances para Jorge ver nada.—Minha princesa está linda.

—-Grata—sorri e dei uma pequena rodadinha.

—-Tudo já está perfeito, a maior parte dos convidados chegaram e estão lá em baixo. Suas primas também querem te ver, só que eu não as deixei entrar—mamãe sorriu.

Assenti. Se Ana e Luiza entrassem acabariam me deixando mais nervosa do que eu estou.

—-Vamos?—papai me perguntou. Eu e ele desceríamos pelos fundos, entraríamos na limusine, daríamos uma volta pelo bairro e chegaríamos ao tapete vermelho. A entrada da festa, e meu pai entraria comigo.

—-Vou tirar Jorge lá de fora—mamãe me falou sorrindo levemente quando eu assenti devagar para não desarrumar o cabelo.

Depois de quinze minutos eu estava saindo pelos fundos da casa junto com meu pai. A limusine era branca com as letras MJ em rosa na porta. Meu pai abriu e eu sentei com cuidado para não amassar o vestido. Eu ia chegar à festa com esse e trocaria duas vezes, um vestido com calda para a valsa e um mais curto para a festa.

Quando chegamos ao tapete vermelho, fotógrafos e outras pessoas estavam lá. Meu pai saiu na frente e estendeu a mão para me ajudar. Começamos a andar de braços dados. Quando chegamos a entrada tiramos as fotos. Era um cenário de castelo com árvores e uma carruagem. Quando entramos na festa fomos ovacionados.

Ficamos nessa de tirar fotos durante uma meia-hora. Depois eu fui trocar de vestido para a valsa. Era um vestido branco com detalhes em ouro e tinha uma calda enorme e branca. Todos os casais estavam lá. Minhas primas, uns amigos meus, Valeria com Davi e Carmem com Kokimoto? E o Daniel? Jorge também estava lá. De terno branco e o topete típico. Primeiro eu dançaria com meu pai, depois dançaria com Jorge e os outros casais.

—-Parabéns, Majô.—Jaqueline me cumprimentou. Ela estava com Wallace que sorriu pra mim em cumprimento.

Jorge se aproximou e pegou minha mão. Ciúmes?

—-Meu namorado Jorge.—apresentei e Jorge sorriu para eles.

—-Maria—papai me chamou.—Vamos?

Respirei fundo e assenti. Descemos as escadas juntos, meu pai sorria pra mim me passando segurança. As pessoas se separaram e deram espaço para que chegássemos até o centro da pista de dança. A valsa começou. Meu pai com as mãos na minha cintura e as minhas nos ombros dela. Ficamos lá, como se existisse nos dois na pista. Quando a música parou, trouxeram um trono e eu sentei. Meu pai ficou de joelhos e tirou minha sapatilha, pegou um salto agulha que me deixava da altura de Jorge. Ele segurou minhas mãos e eu levantei, todos aplaudiram.

As cortinas se abriram e Jorge apareceu junto com os outros casais. Ele veio até mim se curvou pegou minha mão é a beijou. Meu pai sorriu e saiu da pista. Começamos a dançar com os outros casais em volta, foi lindo, maravilhoso, perfeito. O que pareceu horas foram somente poucos minutos.

A valsa acabou e todos aplaudiram novamente. A música começou a tocar e todos foram dançar. Subi correndo para trocar de roupa, um vestido curto. E desci para curtir a festa.

POV Daniel

Vi de longe Kokimoto e Carmem rindo de alguma coisa. Mirian estava só sorrisos ao meu lado não sei por que? Uma dança lenta começou e ela me puxou para a pista contra a minha vontade. Suas mãos foram para o meu pescoço e as minhas para sua cintura.

—-O que está achando da festa?—ela perguntou e eu dei ombros.

—-Está sendo legal.—confessei, mas ficaria melhor se eu estivesse com Carmem. Quem sabe eu não a tirasse para dançar depois, Koki não se incomodaria aposto, um sorriso se formou com a ideia repentina.

—-Pra que se dirige esse sorriso lindo, posso saber?—Mirian perguntou com os olhos brilhando.

—-Nada demais.—fiquei vermelho por ela ter percebido. De repente sem eu nem perceber Mirian me puxa para um beijo doce. Ela me puxou para mais perto e quase me sufocou com o beijo.

Quando nos soltamos ela sorria lindamente e eu provavelmente estava sujo de batom, quando olhei para ver Carmem ela estava aos beijos com...Kokimoto?

POV Carmem

Quando vi Daniel beijando aquela garota perdi a cabeça. Puxei Koki pelo blazer e selei nossos lábios. Koki envolveu as mãos na minha cintura. Até que não foi tão ruim. Quando o soltei me senti mal, mal por ter o usado de tal maneira.

—-Uou, Carmem...—ele arfou antes de dar um leve sorriso.

—-Koki...—antes que eu pudesse falar ele me interrompeu.

—-Relaxa, eu sei que você só fez isso para por ciúmes no Daniel.—ele tinha reparado.—E eu não me importo, sinceramente. Posso até te ajudar com isso.

Olhei de novo para Daniel que já estava em outro beijo com a menina. Até que não seria má ideia ter a ajuda do Kokimoto. Ele era meu amigo, eu podia contar com ele.

—-E vai ser só fingimento.—ele falou quando minha atenção se voltou pra ele.—Nós nos conhecemos a anos não vamos nos apaixonar ou sei lá o que. Só até o Daniel se tocar.

—-Fechado.—sorri.

POV Margarida

Jaime até que dançava bem. Não pisou no meu pé uma única vez. Tínhamos boas conversas que eram bem construtivas. Ele era engraçado e não tão bruto, comia com moderação e alegava ter que ir para a academia no dia seguinte.

—-Sabe amanhã de tarde vai ter um jogo e eu vou ser o goleiro...—Jaime perguntou enquanto estávamos sentados.—Você gostaria de...

Ele foi interrompido por alguém que eu não esperava ver por ali. Tobias.

—-Ei.—ele parecia meio tímido com seu terno negro.—Eu queria pedir desculpas Jaime.

—-Pra que?—Jaime foi meio grosso.

—-Eu fui meio que...obrigado a fazer o que fiz. Eu realmente achei que você era um bom goleiro, mas eles, os caras do time, não quiseram aceitar alguém do primeiro ano. Desculpa mesmo.—Tobias pareceu sincero.—Por favor, me desculpa.

—-Não sei, ainda tenho minhas desconfianças.

—-Eu faço qualquer coisa para provar que eu não tive nada haver com aquilo.

Jaime ergueu a sobrancelha antes de dizer:

—-Cara, eu vou pensar. Na segunda eu falo com você, tranquilo?—perguntou.

—-Beleza, só espero que não fique ressentido.—Tobias se afastou e Jaime bufou.

—-Você não acreditou?—perguntei.

—-Não acredito que cobras mudem do dia pra noite.—resmungou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.