Carrossel continuação
22 Quinze anos
Notas iniciais
POV Jorge
Maria Joaquina e eu estávamos deitados na cama dela conversando enquanto víamos televisão, depois de termos acabado a lição de casa. Maria Joaquina falava sem parar sobre sua festa de aniversario de quinze anos.
—-Estou com fome—comentei de repente e ela me deu um tapa no braço.
—-Você não tava nem escutando—Maria reclamou e eu dei ombros.—Também to com fome, vou buscar algo para comermos.
Ela saiu do meu abraço e me deixou na cama vendo o filme enquanto saia para pegar um lanche. Depois de quinze minutos ela voltou com uma tigela de morangos mergulhados em chocolate. Maria se sentou ao meu lado e começamos a comer vorazmente os morangos.
—-Sabe com tanto doce vou ficar doente—comentei e Maria me olhou confusa.—Com esses morangos maravilhosos e você juntos não há organismo que aguente. E você e o mais doce dos doces.
Selamos nossos lábios num beijo doce. Deus, eu estou falando muito a palavra doce hoje. O que houve comigo?
—-Você é um fofo—Maria bagunçou meu cabelo. Detesto que baguncem meu cabelo, mas... Sentamos comendo e voltamos a ver o programa até sermos interrompidos por dois mini furacões entrarem correndo no quarto.
As duas primas gêmeas da Maria Joaquina. Ana Vitoria e Luiza Maria. (N/A: Eu não sei o nome delas, quem souber ponha nos comentários) As duas olharam para mim e Maria.
—-Maria Joaquina, temos que conversar urgentemente—Ana falou.
—-Melhor eu não me meter, a gente se vê depois Majô—levantei do lado dele e dei lhe um beijo na testa antes de sair do quarto.—Tchau garotas.
POV Maria Joaquina
Assim que o Jorge sumiu minhas primas me encararam boquiaberta e eu só sorri.
—-Você está namorando?—as duas perguntaram juntos.
Assenti e elas me empurraram na cama. Meu pé ainda não estava 100%, mas já dava para eu não me desequilibrar tão facilmente. Sentei e elas começaram a falar rapidamente e eu não entendia nada, toda perdida no meio das duas doidas loiras.
—-Calma—avisei, mas elas não pararam.
—-Primeiro a quanto tempo estão namorando?
—-Ele vai ser seu príncipe?
—-Ele já te deu anel de compromisso?
—-A quanto tempo se conhecem?
—-Calma—dei outro basta.—Estamos namorando a bem poucos tempo, coisa de dias. Ele não me deu anel de compromisso, ainda—frisei o ainda.—A gente se conhece desde o terceiro ano e que história é essa de príncipe?
—-Seu aniversario de quinze anos, querida. Toda festa desse tipo precisa de um príncipe.—Luiza me explicou revirando os olhos e eu assenti. Era isso que elas estavam fazendo aqui, organizando minha festa de aniversário.
—-Então Jorge vai ser seu príncipe?—Ana perguntou.
—-Provavelmente—dei ombros. Claro que Jorge ia ser meu príncipe, mas eu queria parecer um pouco indiferente quanto a isso.
—-A festa terá um tema? Tipo medieval, fantasia ou algo assim?—Luiza estava com um caderno para anotar tudo.
—-Formal—decidi. Queria todos vestidos com vestes elegantes e finas.
—-Qual desses estilos de convite?—Ana me mostrou três convites. Um todo rosa com alguns desenhos de rosas, outro amarelo com alguns sois com minha foto e o último um azul com nuvens e dentro escrito “MJ”.
—-O rosa—todos eram lindos, mas eu tinha uma certa afinidade por rosa.
—-Qual será o texto impresso?
—-Ainda não decidi, só sei que quero algo diferente em cada convite.—disse.—E cada convidado deve ter um par para entrar. O salão estará decorados com rosas brancas, as mesas terão quatro cadeiras cada e rosas vermelhas.
—-Música?
Tive uma ideia súbita. Eu sabia que alguns dos meus colegas sabiam tocar bem. Davi tocava violão e cantava, Jaime sabia cantar também, mas não músicas internacionais ele era péssimo em inglês, e o irmão dele tinha uma banda Paulo até que tinha sido um bom DJ na festa. Será que minhas primas concordariam?
Sugeri a ideia e elas me olharam boquiabertas.
—-Você não pode estar falando serio.—disseram ambas.
—-Estou. Paulo poderia organizar as músicas ou até mesmo o Mario e se precisássemos de música ao vivo teremos Davi e Jaime.—expliquei resolvi não falar de Jonas e sua banda.
—-Por que seus pais te pediram para fazer isso?—serio mesmo que elas achavam que meus pais que tinham me mandado fazer isso?
—-Foi opção minha, meus pais não tem nada haver com isso—disse.—Se eles não concordarem eu posso arrumar algum outro DJ e música ao vivo.
—-Se é assim que você quer—Ana disse secamente e passamos para o próximo assunto da pauta.—Você vai mandar convite eletrônico, pelo e-mail?
—-Sim. Para alguns parentes e amigos que eu não tenho muito contato.—falei com um leve sorriso enquanto lembrava de meus antigos colegas.
Passamos o resto da tarde discutindo os preparativos.
POV Alicia
Eu estava sentada na pista de skate a quase meia hora esperando o tal do CJ.
—-Licia?—ouvi uma voz atrás de mim. Virei e dei de cara com Kokimoto e seu skate. Ele se sentou ao meu lado.—O que está fazendo aqui?
—-Eu posso te perguntar o mesmo?—repliquei.
—-Eu liguei para a casa do Paulo e o pai dele me explicou que ele tá suspenso, então eu vim aqui espairecer.—Koki me explicou. Caramba, o que será que o Paulo aprontou para ficar suspenso?—E você?
—-Vim relaxar—menti.—Quer dar uma volta?
—-Claro.
Pegamos os skates e descemos a rampa juntos. Demos algumas voltas até pararmos para tomar folego. No tempo de sairmos da rampa CJ entrou, saindo sabe se lá de onde.
—-De onde? Cadê? Oi?—tartamudeei.
—-Então esse é o tal CJ?—Koki estava tão boquiaberto quanto eu.
O pessoal se aglomerou rapidamente. O cara era muito bom, bom ele era é ótimo. As roupas não eram tão intensas quanto da última vez que eu o vi. Deu um salto para fora da pista e seguiu cortando caminho pelos bancos.
—-Uou!—Kokimoto verbalizou meus pensamentos.—Ele anda bem para caramba. Pena que ninguém sabe quem ele é.
Ah, mas eu iria descobrir guardem minhas palavras.
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