Carrossel - Aventura Jovem
32 Capítulo 2 : 2º Temp. - O novo colégio.
Notas iniciais
O novo colégio.

– Alícia On -
A manhã de Terça-Feira, surgiu. Me levantei trombando em todas as coisas que aparecia pela frente. Parecia uma bêbada. Segui até o banheiro, e fiz minhas higienes matinais; Vesti um short jeans, junto de uma regata verde escuro.
Marce ainda dormia. Parecia que ficaria assim por muito tempo. Como todos sabem, eu adoro ir até o lago. Lá existe um balanço feito de pneu, e ele fez parte da minha infância.
Caminhei até o lago. Sentei-me no balanço, e fiquei pensando na vida: "Como seria esse ano, na nova escola ? Será que irá entrar novos alunos ? Será que me apaixonarei por outra pessoa ?"
Acontece, que esses pensamentos foi por água a baixo, quando virei meu olhar para minha direita, e vi uma árvore, com a seguinte frase: " Paulo e Alícia = Paulícia ♥ "
Lembro muito bem... Paulo registrou aquilo em 2015, quando tínhamos 14/15 Anos. Ele parecia ser tão fiel e fofo. Mas, também lembro que ano passado, uma coisa nada agradável aconteceu. Ele me traiu!
[Flashback On]
Amanheceu, e logo fui tomar meu café da manhã. Fiz minhas higienes, e vesti o uniforme. Sempre caminhava até à escola, com minha amiga, Marcelina. Porém, nesse dia, ela comunicou que iria com seu irmão.
Segui até a escola, com meu velho companheiro, o skate. Não demorou muito, e cheguei ao meu destino.
Enquanto entrava no pátio, vejo uma cena, que eu preferia mil vezes, não ter visto: Paulo Guerra, meu namorado, beijando uma loira aguada. Meus olhos encheram de lágrimas, e ódio. Passei correndo entre os dois, mas Paulo, veio atrás de mim.
– Alícia. Alícia! Espera. — Ele ao agarrar meu braço.
– Esperar ? Esperar o que ? — Disse grossa.
– Eu posso explicar. — Ele começa, mas logo dou um tapa em sua cara.
– Como você é sínico. Eu nunca devia ter acreditado em você. Agora, o que vão dizer de mim ? Ah, claro. Que sou uma corna, né. — Termino, e saio correndo dali.
[Flashback Of]
– Você é um Galinha, Paulo Guerra. EU TE ODEIO! — Falo comigo mesma, cheia de ódio, e desabando em lágrimas.
– Alícia Of -
– Marcelina On -
Acordei, e percebi que minha amiga não estava ali. Acho que deve ter saído para o café da manhã, ou sei lá... Dar um mergulho.
– O Que houve ? — Pergunto assustada, quando ela abre a porta nervosa, e chorando.
– Nada. — Ela diz grossa.
– Me conta... Eu sou sua melhor amiga. Não vou sair contando para ninguém. — Digo enquanto sento ao seu lado.
– Olha bem para minha cara. — Ela faz eu encará-la. — Me diz. Eu não tenho cara de trouxa, burra e idiota ? Fala.
– A-ah, Alícia. — Falo indignada. — Você não é nada disso. Você sabe.
– Sou sim, Marce. Dês de que confiei no seu irmão.
– Por que lembrou dele, agora ? Você veio aqui para esfriar a cabeça.
– Acontece, que perto do lago, tem uma árvore...
– E o que tem, nessa árvore ?
– Paulo e Alícia = Paulícia ♥.
– Ai, não. — Abaixo a cabeça. — Esquece ele, Lícia. Sei que ele te magoou.
Acontece, que apesar da Alícia ser minha melhor amiga, Paulo era meu irmão. E eu sei que ele disse a verdade. Aquela garota, chamava April. April, era uma das mais pegadoras da escola, conhecida também, como: Puta.
Aquele dia, passou-se triste. Quando vejo alguém sofrendo por amor... Bom, eu lembro do Mário. Eu ainda o amava muito. Mas, precisávamos conversar direito sobre aquilo tudo.
– Marcelina Of -
6 Dias se passaram, e a Segunda-Feira, dia 9, Chegou.
– Adriano On -
Acordei 6:13 na manhã de Segunda-Feira. Era hoje, o tão esperado dia. Nova escola, nos aguarde.
– Filho, quer que eu te leve ? — Minha mãe pergunta quando chego à cozinha.
– Não precisa, mãe. Vou pegar um táxi. — Respondo enquanto pego uma maçã.
– Sozinho ?
– Não, né. Vou com a Laura.
– Fico feliz por estar com ela.
– Eu também.
Me despedi dos meus pais com um abraço e um beijo. Disse que sempre ligaria para eles. Entrei no táxi com minhas malas, e fui rumo à casa da minha namorada.
– Oi, lindo. — Ela diz enquanto se senta, ao meu lado.
– Oi. — Dou um beijo nela. — Preparada ?
– Mais do que nunca. — Ela sorri.
[Wpp On]
Davi: Alguém a caminho ?
Eu: Laurinha e eu, estamos no táxi.
Majô: Meu motorista está levando, eu, Cirilo e Bibi.
Valéria: Também estou a caminho.
Davi: Mais alguém, responde ?
Clementina: EM 10 MINUTOS EU JÁ CHEGO! [Emoji rindo]
Jorge: Daqui 15 minutos, sou eu.
Eu: Beleza. Se encontramos lá.
[Wpp Of]
– Adriano Of -
– Clementina On -
E Então, cheguei a E.P.M. , que alegria! Por fora é muito lindo. Acho que por dentro, então, deve parecer um castelo... Ok, foi exagero.
– Uau! Que lindo. — Falo sozinha de boca aberta.
– Concordo. — Alguém chega por trás, fazendo eu me virar.
– Ah, é você. — Falo já voltando a caminhar.
– Sim, sou eu. Precisamos conversar. — Ele caminha comigo.
– Não quero conversar.
– Mas eu quero. — Paramos, e se encaramos. Nesse momento, estávamos na área de natação. — Não precisa falar nada. Eu falo.
– Então, fala logo. — Cruzo os braços.
– Eu sei que tá bolada comigo... Não te liguei, não mandei mensagem, e não atendi... Mas eu pensava em você todos os dias.
– Jorge, por favor, né. — Iria continuar, mas ele me interrompe.
– O Hotel que fiquei, era na beira de uma praia. Acontece, que essa praia, é DESERTA! — Arregalo os olhos com sua fala. — Se não acredita em mim, olha essas fotos. — Ele entrega seu celular.
– A-ah... Não sei o que dizer. — Digo olhando as fotos.
– Que você foi uma tonta. — Ele termina, fazendo com que eu encarasse de baixo. Sim, sou bem mais baixa que ele.
– E então, não me traiu ?
– Não. Eu amo você. Para de ficar pensando essas coisas!
Quando fui para abrir a boca, ele larga nossas malas ao lado, e me pega no colo. Ele correu comigo, e pulou na piscina com tudo.
– Tá, maluco ? E Se pagarem nós aqui ? — Pergunto desesperada.
– Ué. Pra quê uma piscina, se não pode usar ?
– É Para aulas de educação física, e festas.
– Ah, mas não dá nada, não. — Ele me puxa para um beijo, de baixo d'água.
– Clementina Of -
– Mário On -
Acho que já devem saber, que de todas as garotas, Alícia é minha melhor amiga, e do Jorge. Por isso, combinamos de chegar no novo colégio, juntos.
Pegamos um táxi, e seguimos a pista até o local determinado. Sabe aqueles filmes, que o colégio é distante da cidade ? Pois é, o nosso também era.
Quando descemos do táxi, fiquei com medo e feliz ao mesmo tempo. Já Alícia... É, Ela ficou nervosa.
– Bom dia, ALÍCIA. — Marcelina dá ênfase em "Alícia".
– Bom dia, MARCE. — Alícia faz o mesmo.
– Também, existimos. — Paulo.
– Pra mim, você ? Não. — Alícia ignora, e caminha para dentro do colégio.
– Espero cair no mesmo dormitório, que você. — Falo.
– Aham... — Ele fica olhando Alícia, até que desaparece quando entra. — Depois se vemos. — O Mesmo saí.
– Aqui eu não fico. — Marce de braços cruzados.
– Espera. — Puxo ela de volta — Me escuta.
– Outra hora, agora tenho que arrumar minhas coisas. — Ela se retira.
– Mário Of -
– Kokimoto On -
– E ai, Mário Bross. — Falo descendo do carro.
– Ayala. — Ele corrige brincando.
– Quem chegou ?
– Não sei. Só vi os Guerra, e a Alícia veio comigo.
– Isso vai dar tanta briga...
– Vai, mesmo.
– Vamos entrar ? Quero ver em que dormitório, fiquei.
– Claro. — Ele responde.
Caminhamos até o quadro de recados, lá obtinha as listas. Procurei, procurei e nada...
– Ué, mas aqui não mostra os primeiros colegiais. — Mário.
– Pior. — Digo me virando para o lado. — Ah, está ali. — Aponto para outro quadro.
Corremos até ele.
– Que top. Vou ficar com meus melhores amigos. — Falo.
– Acho que a diretora ta liberando muito, para nós, em. — Ele sorri maliciosamente.
– Crescemos, mas mesmo assim... E.P.M. , Que nos aguarde.
– Kokimoto Of -
– Paulo On -
– Alícia, espera. — Falo me colocando ao seu lado.
– O Que faz aqui ?
– Queria ficar mais perto de você.
– Mesmo ? — Ela sorri irônica. — Porque eu prefiro distância.
– Lílicia, sei que me ama ainda.
– Primeiro: Não me chama assim, é escroto. Segundo: Você me magoou muito. Terceiro: Tchau, que agora tenho que arrumar minhas coisas. — Ela diz saindo dali.
– NUNCA VOU DESISTIR DE VOCÊ! — Grito fazendo com que ela olhe para trás, mas logo ignora.
Isso era a verdade: NUNCA VOU DESISTIR DA ALÍCIA. Ela foi, e é meu primeiro amor. Sei, que tudo isso vai ser bem difícil, afinal, é a Alícia.
– Paulo Of -
– Bibi On -
Majô e eu, já estávamos em nosso dormitório arrumando nossas coisas. O lugar era lindo. Para cada aluno, um guarda-roupa.
– Oi, meninas. — Carmen ao abrir a porta.
– Carmen! — Corremos para abraça-la. — Estava com saudades. — Digo.
– Também estava, muito! — Ela diz colocando suas malas em sua cama.
– Aqui, é muito lindo. — Majô.
– Vou ter que concordar. Pensei que seria aquela coisinha colorida, igual a Escola Mundial... Mas não.
– Uma foto! — Exclamo.
Tiramos um conjunto de 4 fotos. Uma com biquinho; Duas de caretas; E Outra sorrindo.
– Arrasamos. — Majô.
– Yes. — Concordo.
– Bibi Of -
– Jorge On -
– Vai me perdoar, então ? — Pergunto na esperança.
– Não sei, acho que não. — Ela sorri.
– Não ? Então vem cá. — Puxo para mais um beijo. — E Agora ?
– Claro que sim. Eu fui muito idiota de ter pensado que estava me traindo. Me desculpa.
– Desculpo. Entendo que tem muito ciumes. Acho que se fosse comigo, estaria assim também. — Sorrio.
– Vamos sair daqui agora. — Ela diz já subindo.
– Clementina. — Falo de boca aberta. — Use menos saias curtas.
– Af, seu tarado. — Ela ri de vergonha.
– Posso fazer nada. Todo garoto repara nisso. — Rio.
Pegamos nossas malas na mão, e fomos em direção das escadas, rindo, para matar a saudade.
– Ué, voltaram ? — Valéria.
– Sim, voltamos. — Clementina. — Até piscina rolou.
– Hm, safadinhos. — Ela ri.
– Não aconteceu nada disso. — Falo rindo, também.
– É bom ver vocês sorrindo, desse jeito. — Ela para de rir, e fica com expressão triste. Logo sobe as escadas.
– O Que deu nela ? — Pergunto.
– Sei lá.
– Jorge Of -
– Valéria On -
A Manhã seguia calma, até que encontro Jorge e Clementina. Eles voltaram. É Muito bom ver seus amigos sorrindo novamente, como um casal. Mas vendo toda essa alegria, me lembro do Davi.
Caminhei magoada com a burrada que tinha feito com o Davizinho, até o quarto 23.
– Oi amiga! — Marcelina vem me abraçar.
– Oi. — Digo encarando o chão.
– O Que foi ? — Alícia pergunta.
– Vocês não ficaram sabendo ?
– Não. O Que ? — As duas.
– Pensei que o Davi iria falar para todos... — Falo baixo. — Bom, eu e o Davi...
– Não vai me dizer, que... — Marcelina.
– Aham, terminamos. — Concordo com a cabeça.
– Bem-vinda ao clube! — Alícia.
– ALÍCIA! — Marce chama sua atenção.
– Tá tudo bem. Sei que não falou por mal. Meu caso foi diferente do de vocês. — Falo ao sentar na minha cama.
– Conta. — Alícia, que sentou com a Marce em minha frente.
– Eu e o Davi, estávamos quase... Vocês sabem, aquela coisa para maiores de 18.
– Safadinhos. — Alícia sorri maliciosamente.
– Iria acontecer, porém... Eu comecei a gargalhar. Disse que não conseguia imaginar nós dois fazendo aquilo. Eu errei. Era algo muito importante, para ele...
– Wow! — As duas.
– Eu sei, peguei pesado. Queria tanto voltar no tempo.
– É, eu também. Assim, quando o Paulo tivesse me pedido em namoro, em vez de aceitar, socava sua cara. — Ela diz fazendo nós rirmos.
– Valéria Of -
– Davi On -
Finalmente, cheguei ao colégio. Desci do carro, e logo vejo meus amigos, Carmen e Daniel.
– Oi casal. — Falo.
– Oi Davi. — Os dois, sorrindo.
– Dani, já ficou sabendo em que quarto caiu ?
– Aham. Dormitório 37, com você e o Jorge.
– Sério ? Que top. — Dou uma pausa. — E Você, Carmen ?
– Dormitório 25, com a Majô e Bibi. Já arrumei minhas coisas, agora saí para dar uma volta.
– 13:00 temos uma reunião com a escola inteira. — Daniel.
– Vou arrumar minha coisas.
– Vamos com você. — Daniel.
Subimos até o dormitório 37. Daniel sentou em sua cama, e ficou com Carmen no seu colo, no maior love.
– Já rolaram, aquilo... Com vocês ? — Pergunto.
– Davi Of -
– Daniel On -
– Primeira vez ? AINDA não. — Dou ênfase em "Ainda". — Com você, quase né... Cirilo me contou.
– É... Prefiro não falar nisso.
– Tudo bem. — Falo voltando a beijar Carmen.
O Pior de todos os casais separados da turma, é que a maioria era tudo ciumes besta! Sim, a maioria. Davi... Tadinho. Valéria magoou muito ele.
– E Ai, moleques. — Jorge zomba.
– E ai, bixinha. — Falo no mesmo tom.
– Ui, sou mesmo. Me dá um beijo. — Ele fala com voz fina.
– Tontos. — Carmen e Davi.
– O Tontos que todos adoram. — Falo me levantando, também com voz fina.
– Agora a dança do patinho. Quá quá. — Jorge que começa a dançar que nem um louco. Não demorei muito, fiz o mesmo.
– Cara, eu tenho que gravar isso. — Davi que já começou a filmar.
– Daniel Of -
– Carmen On -
Enquanto Davi arrumava suas roupas, Jorge e meu namorado falavam com voz fina, e dançavam a tal "Dança do pato". Que dança é essa ? Imagina dois bocós, pulando, e fazendo passos super escrotos... Imaginou ? Então, isso mesmo.
– Não esquece de mandar no grupo do Wpp, esse vídeo. — Falo gargalhando.
– Pode deixar. — Davi, que também ria.
– Oi pess... — Clementina logo para, ficando de boca aberta. — O Que é isso ?
– A Dança do pato, Quá quá. — Jorge, ainda com voz fina.
– Carmen, acho que estamos perdendo nossos namorados. — Ela se senta ao meu lado.
– Pois é, também acho. — Falo já sem ar, de tanto rir.
– Carmen Of -
– Margarida On -
– Oi men... Ué, só tem você aqui ? — Pergunto ao abrir a porta do meu quarto.
– Aham. Clementina foi até o quarto do namorado. — Laura responde.
– Namorado ? — Fico sem entender.
– É. Ela voltou com o Jorge.
– Sabia que isso não duraria muito tempo. — Sorrio.
– Você devia fazer o mesmo com o Jaime, aquela garota não vai mais atormenta-lo.
– Vou falar com ele depois. — Digo confiante.
Mal via a hora, de conversar com Jaime, e pular em seus braços. Eu sei, eu sei. Fui eu que terminei com ele. Sim, mas aquela garota não saía de sua casa, isso me irritava.
– Caramba. — Laura começa a rir alto.
– O Que foi ?
– Vem cá.
Vou até ela, e vejo que Davi enviou um vídeo no grupo, do Daniel e Jorge dançando loucamente.
– Que porcaria. — Rio também.
– Que idiotas, cara. — Ela fala ainda se matando de rir.
– Margarida Of -
– Maria Joaquina On -
– Oi Amor. Oi Bibi. — Cirilo ao entrar no quarto.
– Amor! — Corro até ele. — Finalmente veio aqui.
– Estava arrumando minhas coisas. Vamos dar uma volta ?
– Claro. Quer vir conosco, Bibi ? — Pergunto.
– Não, valeu.
Saímos do dormitório, e começamos a andar sem rumo pelos corredores. Aquele colégio era perfeito. Super enorme, várias salas de aulas, uma piscina grande, uma biblioteca cheia de estantes.
– Ai, Cirilo. — Falo quando ele me encosta em uma das estantes. O Lugar parecia vazio.
– Maria Joaquina Of -
– Cirilo On -
– Por que "Ai" ? Te machuquei ?
– Não. — Ela ri. — Só fiquei assustada. Você mudou bastante dês de o 8º Ano.
– Isso é bom, ou ruim ? — Pergunto.
– É Bom.
– Mas bom... Em que sentido ?
– Você deixou de ser ingênuo. — Ela começa. — Agora está mais safado. — Sussurra, e logo ri.
– Com você por perto, não tem como.
Coloco minhas mãos em sua cintura, e ela coloca as suas, na minha nuca. Começamos a se beijar lentamente com medo de que alguém entrasse ali, mas pelo jeito, só iriam dar sinal de vista, depois do almoço.
– Cirilo Of -
– Jaime On -
– Fala ai, Adriano. — Entro em meu quarto.
– E ai. Já estou terminando aqui, se quiser ajuda.
– Olha que eu aceito. — Rimos.
– Ok, começa ai. Falta só meus sapatos...
Comecei a arrumar minhas bermudas e calças, quando a porta abre. Senti meu sorriso abrir na mesma da hora.
– Oi meninos. — Margarida.
– Oi. — Adriano.
– Posso falar, com você, Jaime ? — Ela pergunta meio que sem jeito.
– Ah, claro. Pode sim. Adriano, já volto. — Falo saindo do quarto.
– Então... Sabe aquela sua nova vizinha, que vivia indo na sua casa te encher o saco ?
– Ela não me enchia o saco. — Falo sem pensar.
– Quer dizer que gostava da visita dela ?
– Calma. Não foi nessa intenção que respondi.
– Estava pensando que eu era a errada da história, mas pelo visto... Argh! — Ela dá de costas.
– Não, espera! — Meio que grito, mas ela não olha para trás.
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