Carrossel - Aventura Jovem
6 Capítulo 6 - Banho de refrigerante
Notas iniciais
Banho de refrigerante.

– Marcelina On -
– Posso entrar ? — Alícia batendo na porta.
– Claro que pode! — Falo animada.
– Oi melhor ♥ — Ela, abrindo a porta.
– Melhor ♥ . Eai ? O Que aconteceu hoje na escola ?
– Bom, eu e seu irmão brigamos. Depois aula, aula e mais aula.
– Brigaram de novo ?
– Ele disse que como eu sou moleca, não te entenderia como você gostaria...
– O QUE ? Alícia isso tudo é mentira, Você é minha MELHOR AMIGA!
– Calma, já tá tudo resolvido. — Ela fala mais calma.
– Como assim ? — Pergunto, confusa.
– Ele insistiu tanto depois, que tive que perdoar, se não ele não iria parar! — Alícia cruzando os braços
– Aawn, que fofo! — Falo colocando as mãos em minhas bochechas.
– Ele falou coisas absurdas e você acha fofo ?
– Sei que ele passou dos limites, mas a parte de Desculpa foi sim fofa. Porque ele nunca pede desculpas quando zoa com alguém... Deve ter se arrependido mesmo.
– Ele disse que se arrependeu muito. E Não vou te contar o resto, porque se já zombou dizendo que foi fofo da parte de desculpas.
– NÃO! Começou, agora termina!
– Nem. — Ela fala virando o rosto.
– Anda logo!
– Ele me abraçou, e me deu um beijo na bochecha. Mas eu odiei tá ? Tá ! — Ela fala toda séria.
– Hmmm. — Falo rindo.
– Hm, nada! Quer que eu conte pro Mário aquele segredo é ? — Ela ameaça
– Não, por favor. — Digo desesperada
– Então não me zombe com seu irmão, por favor.
– Tá, tá.
Uma semana se passa, e eu fico melhor.
Na manhã de Terça.
– Aleluia, não aguentava mais ficar deitada todos os dias. — Falo pra mim mesma se trocando.
Vou pra sala, e vejo Paulo, deitado no sofá, cochilando.
– PAULO! Anda estamos atrasados pra escola! — Digo pegando minha mochila.
– Af, vou faltar... — Ele fala com uma voz mole.
– Anda logo! — Digo puxando ele pelo braço.
– Marcelina Of -
No meio da aula de Inglês.
– Jorge On -
A Professora tinha acabado de sair, e faltava apenas 1 minuto pro recreio.
– 8, 7, 6, 5, 4, 3 ,2... — Todos, quando Alícia sobe na mesa do professor, e para o relógio. — ALÍCIAAA! — Gritamos.
– Calma gente é rápido. — Alícia
– Então fala logo! — Jaime
– Bom, meu avô tem um acampamento chamado Panapaná, e ele nos convidou pra passarmos duas semanas lá. — Ela fala animada.
– Pana o que ? — Kokimoto
– Panapaná, é o conjunto de borboletas. — Carmen
– Não precisa explicar Carmen, era só repetir o nome. — Paulo
– Paulo, deixa ela em paz! — Daniel
– Ui, tá gostando dela é Daniel. — Paulo rindo
Daniel fica sem palavras.
– Espero que seus pais deixe vocês irem! Vai ser muito divertido, lá é muito bom! — Alícia.
Todos saímos pro recreio.
Ótimo, nesse acampamento poderei ficar mais perto da Clementina... Quer dizer, conheça-lá melhor.
Eu estava boiando no recreio, nem prestava atenção na conversa dos garotos. Quando só vi a Clementina passando com a Margarida. Corri até ela.
– Oi meninas! — Digo
– Oi. — As duas.
– Clementina, você vai para esse acampamento ?
– Ah, com certeza eu vou! — Ela diz sorrindo
– Ah, que bom.
– Por que, que bom ? — Pergunta confusa.
– Ah, não. Não é nada. — Sorrio e saio.
– Jorge Of -
– Margarida On -
– Uau! Acho que ele está gostando de você. — Digo pra Clementina
– Claro que não, mal se conhecemos. Ele só foi gentil! — Ela fala toda calma.
– Aham tá, eu conheço o Jorge. E Ele é muito gentil sim, mas até então não estava gostando de ninguém. E Pelo jeito... — Digo com um sorriso no rosto.
– Deixa isso pra lá.
– Margarida Of -
– Paulo On -
Eu vou até a cantina, e quando estou chegando na bancada, trombo com Alícia sem querer, deixando seu refrigerante cair sobre nós.
– Ai Meu Deus, Paulo! Olha o que você fez! — Ela diz meio brava
– Eu ? eu estava indo comprar um salgadinho, você que trombou comigo.
– Af, agora vamos ter que ficar melados com o açúcar do refri. — Ela fala, se agachando pra pegar a latinha. — E Agora ?
– Vamos tomar banho, ué.
– No que ? Na privada do banheiro ? — Ela diz brava e irônica
– O Firmino mora aqui esqueceu ? Pedimos pra ele deixar tomarmos um banho.
– E as roupas ? Não iria adiantar nada.
– É, Verdade... Então teremos que ficar assim.
– Você me paga, Paulo Guerra! — Ela sai irritada.
– ISSO É O QUE VAMOS VER GUSMAN! — Grito pra ela me escutar.
Eu compro uma latinha de refrigerante, e meu salgadinho.
Saio procurando pela Alícia.
– Toma, já que "derrubei" seu refri. — Entrego o refrigerante que comprei pra ela.
– Obrigada. Mas você ainda vai ver o que te espera. — Ela diz, e dá um sorriso irônico.
– Vamos ver então. — Digo e saio.
– Paulo Of -
– Carmen On -
– Hmm, tá rolando alguma coisa entre vocês dois ? — Pergunto
– Ai, isso é tão romântico! — Laura
– Não gente, ele só trombou comigo, e caiu refrigerante em nós. — Ela explica
– É, Bem que você tá cheirando coisa doce mesmo. — Marcelina
– Ele ainda vai ver só. — Alícia
– Mas amiga, não foi sem querer ? — Valéria
– Foi, mas... — Maria Joaquina interrompe Alícia
– Mas você viu o que ele fez com ela semana passada na frente de todos! — Majô
– É Verdade... Alícia falando nisso você já perdoo ele ? — Valéria
Alícia engole seco.
– Aquela hora, quando fomos expulsos da sala, ele me pediu várias desculpas. Se eu não aceitasse, ele não iria parar.
– Sei... — Falo
– É verdade... — Alícia
– Tá bom, vamos fingir que acreditamos. — Margarida.
– Gente, se eles não se gostam porque zoam tantos eles ? — Clementina
– Por isso mesmo, eles são muito iguais, e se odeiam! — Explico
– Mas até que formariam um lindo casal — Majô
– Não mesmo! — Alícia.
– Marcelina posso conversar com você ? — Mário pergunta chegando na nossa roda.
– Pode sim. — Ela fala se saindo.
– Carmen Of -
– Mário On -
– Só queria saber se você melhorou. — Pergunto segurando uma das suas mãos.
– Ah, melhorei sim, obrigada — Ela não se sente muito confortável e solta minha mão.
Pronto! Aí estava minha resposta, eu acho. Ela soltou minha mão. Ou sentiu muita vergonha, ou não gosta mesmo de mim.
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