Carrossel - Aventura Jovem

18 Capítulo 18 - Confusão


Notas iniciais
Gente, essa garota na foto do cap. É a Clementina, antes que perguntem, sim ela participou de carrossel, para os que não lembram. (Eu esqueci de avisar isso quando ela entrou na fanfic)

Confusão

– Daniel On -

Quando ela falou aquilo, eu me desesperei. Não queria ainda contar pra ela que á amo. Não tenho coragem ainda. E se ele descobrisse que esse garoto de mentira, na verdade, ERA EU ?

– Ah... Ah... Carmen, bom... Não, ele não disse mais nada. — Eu gaguejo no começo.

– Ah, sério ? — Ela faz cara de quem estava triste, mas logo deu um sorriso.

– É, Sério...

– Ah, que pena né. Dani, acho melhor voltarmos pra fogueira, o pessoal vai perceber que estamos demorando, e ai...

– E Ai... Eles iriam achar que estávamos se pegando. — Sorrio maliciosamente

– Ah, é... E Tipo, que sorriso malicioso é esse Zapata ? Você nunca foi tarado assim!

– Eu não sou tarado.

– Mas com esse sorriso...

– Meu sorriso é lindo, nada de mais. Não foi com segundas intenções que dei esse sorriso.

– Ata... Mas mesmo assim, vamos né. — Ela diz já dando de costas.

– Vamos. — Me coloco do lado dela, caminhando.

Chegamos na fogueira, e os garotos estavam parecendo entediados. Por que ? Porque as meninas estavam falando sobre a roupa do baile, ah, claro... Menos a Alícia.

– Eu vou com um vestido, super estiloso. — Bibi

– Eu também, vou ser uma das mais bem vestidas! — Majô.

– E você, Alícia ? — Carmen ao sentar do lado de suas amigas.

– Eu, o que ? — Ela fala com uma cara de desinteressada.

– Com que roupa vai pro baile ? — Carmen pergunta de novo.

– Sei lá, nem to afim disso ai, tem que dançar em pares. — Ela faz cara de nojo.

Quando Alícia fala isso sobre pares, todos, T-O-D-O-S fizeram uma cara de quem não estava entendendo mais nada.

– Mas Lícia, você e o Mário, não estava namorando ? — Valéria pergunta confusa.

– Ah, estamos sim! — Mário responde rápido.

– E Por que ela fez cara de nojo ? — Adriano

– Porque eu não gosto muito de dançar agarradinho, sabe... — Alícia responde, mas não convence ninguém.

– Hm... Então tá né. — Valéria com cara de quem não acredita.

– E Gente, pode parar com esse papinho viu! Esse baile é só depois de amanhã. Até lá, tem tanta coisa... — Alícia resmunga

– Sério ? Pensei que era amanhã. — Margarida meio triste.

– Fiquei sabendo que amanhã, o avô da Lícia, vai nos levar no borboletário. — Falo

– É, Verdade. Acho que ninguém foi ainda lá né ? — Alícia pergunta.

– Eu fui... E a Marcelina também. — Mário responde, mas nem se quer olha pra Marce, que estava tristinha.

– Daniel Of -

– Jaime On -

Esse povo... Só sabem falar sobre baile, roupas, namoro... Será que não sabem mudar a fita pelo menos uma vez na vida ?

– Ai, vamos dormir... Já cansei de ficar ouvindo esses blá blá. — Falo bocejando.

– Verdade... — Marcelina boceja também. — Vamos meninas ?

Ela mal acaba de falar, e todas levantam pra irem dormir.

– Ah, vamos né rapazes ? — Falo querendo dormir logo.

– Vamos. — Cirilo

Ao chegar no dormitório, não vi mais nada. Nem coloquei pijama... Só sei que fui direto pra minha cama... E o sono estava tão grande, que...

– Jaime Of -

– Cirilo On -

– É, O Jaime dormiu... — Daniel pegando sua calça de moletom.

– Pelo visto, não estava mais aguentando aquela conversa das meninas sobre roupas. — Kokimoto

– Nem mesmo eu estava aguentando. — Mário que deita em sua cama.

Estava com sono, nem tanto que nem os outros... Mas um pouco sim.

Eu pulo pra cima da minha cama, e vejo que Paulo, que deita na cama da frente, estava bem triste...

– Que milagre é esse que você tá triste, Paulo ? — Pergunto

– Não to triste, Choco. — Ele fala enquanto joga em seu celular.

– Não é o que parece. — Digo, mas dessa vez sem resposta.

Todos nós dormimos, e a noite vai passando, uma noite de calor, muito calor.

– Cirilo Of -

– Maria Joaquina On -

– Argh! — Resmungo ao me espreguiçar. — Ué, todas dormindo ? Eu acordei primeiro ? Que milagre é esse ? — Fico sem entender. — ACORDEEEEEM! — Grito

– Aaaah! Você tá louca ? Quase morri de susto. — Valéria.

– Verdade, da próxima vez, não grita. — Marcelina fala com a mão no coração.

– Desculpinha. — Sorrio.

Todas haviam acordado, menos a Alícia; Essa ai tem um sono de pedra, não acorda por nada.

– Vamos assustar ela ? — Pergunto ao me referir à Alícia

– Vamos! — Todas, menos Marce.

– Não. — Marce

– Por que não ? — Margarida pergunta

– Porque não estou falando com ela, então eu fico de fora. — Ela fala ríspida.

– Ata... — Digo, e nisso Jorge entra no local.

– Sabia que poderíamos estar sem roupa ? — Carmen

– Não faria mal nenhum. — Ele responde, fazendo Clementina ficar com um "O" em sua boca.

– Tarado! Tarado! E Tarado! — Clementina exclama.

– E Você gosta. — Ele fala sorrindo, fazendo com que ela fique sem resposta.

– Sério, não entre mais assim. — Falo

– Pode deixar. — Ele fala. — Posso conversar com a Lícia ?

– Se conseguir acordar ela. — Falo apontando pra mesma.

– Lícia... Lícia... ALÍCIA! — Ele grita na última vez, fazendo ela cair da cama.

Todas rimos da situação.

– Ai, que susto Cavalieri! — Ela fala com cara de assustada.

– Foi mal, mas você não acordava.

– Af... — Ela reclama

– Vem preciso falar com você... — Ele pega ela pelo braço.

– Mas eu to de pijama! — Ela diz, mas não adiantou nada, Jorge levou ela pra fora do quarto.

– Alícia pegando geral em, Primeiro o Mário. — Nisso Marce olha pra baixo. — Agora o Jorge. — Digo rindo.

– Tem mais dois na lista... — Marce fala baixo, mas eu consigo escutar.

– Quem é, Marce ?

– O Paulo beijou ela duas vezes! E Tem aquele Isaac que ela estava andando. — Marce fala brava.

– Maria Joaquina Of -

– Alícia On -

– Ai Jorge, eu to de pijama, e você me trás pra cá!

Nós fomos para um canto do acampamento, que tinha uns banquinhos. E esse mesmo canto, liga ao corredor do dormitório feminino, e do outro lado o masculino... Ou seja: Toda hora passava algum menino da nossa turma por ali.

– Alícia, pode falar a verdade. — Jorge cruza os braços

– Que verdade ?

– Você não tá namorando o Mário, né ?

– To... Claro que to.

– Alícia Gusman. Te conheço, pode falar a verdade. Não conto pra ninguém, juro.

– É Que... Eu prometi que ninguém iria saber.

– Não confia mais em mim ? Beleza. — Ele fala ao se levantar.

– NÃO! Senta! — Puxo ele de volta. — É... Eu e o Mário, não estamos namorando de verdade.

– Então pra que fingiram ? Ele tá te ajudando com o Paulo ?

– Que ? Paulo ? NÃO! Eu to ajudando ele com a Marce. Ele insistiu muito, mas o pior é que eu e a Marcelina já estávamos brigadas por causa do Isaac, e agora isso... Acho que nossa amizade se foi...

– Não foi nada, ela te ama. Deixa só ela saber a verdade sobre vocês dois, que ela volta correndo. — Ele diz na certeza.

– Mas tipo, fica aqui isso, tá. Por que esse showzinho de namoro, parece que vai durar até amanhã... Então...

– Tá, não conto pra ninguém... Mas o Paulo tá bem magoado, sabia ?

– Eu vi ontem a cara que ele fez... Mas acho que era por causa que o Mário traiu a confiança dele, já que ele gostava da irmã dele.

– Sei não em Alícia... Bom, vou ali com os meninos tá, até depois. — Jorge saindo dali.

Eu vi todos os garotos passando por nós dois enquanto conversávamos, menos.... É, o Paulo!

Eu não aguentei, queria ver como ele estava, por isso fui até o dormitório.

– Alguém aqui ? — Digo ao entrar no dormitório.

Pelo jeito, ninguém estava ali... Quando viro as costas, e vou abrir a porta novamente...

– O Que tá fazendo aqui ? — Uma voz que eu conheço muito bem.

– Paulo ? — Me viro, e vejo que ele está só de toalha em volta de sua cintura. — Ah, ah...

– Melhor fechar a boca, e vira pra lá. Vou me trocar. — Ele manda,e assim faço.

– Pronto ? — Pergunto

– Aham. — Me viro de volta, e ele colocava uma camisa com um desenho de caveira.

– Não me respondeu... O Que faz aqui ? — Ele pergunta enquanto senta em sua cama. — E De pijama ainda.

– Eu queria ver como você estava. — Me sento em sua frente, na mesma cama.

– Alícia Of -

– Paulo On -

Em ? Ela disse que queria me ver ? Como assim ?

– Acho que errou em, seu namorado tá lá fora.

– Eu sei, mas fiquei sabendo que você estava bem triste... — Ela olha pra baixo, e eu fico sem responde-lá.

Parece que ele se sentia culpada, sei lá... Tá confuso sabe, primeiro ela namora o Mário, e agora quer me ver ?

– Paulo, me desculpa. — Ela fala enquanto me dá um abraço.

Ela me abraçou, e aquilo me deixou mais feliz... Mas eu não poderia mostrar ainda né... Por isso, eu não retribui o abraço, fiquei parado, até que ela me soltou.

– Desculpar pelo que ? — Pergunto

– Pelo meu namoro com o Mário.

– Alícia, eu to magoado um pouco... Mas, ele magoou muito minha irmã, principalmente ela. Ela gosta dele faz muito tempo.

– Eu sei...

– Ela era sua melhor amiga, e você fez isso com ela. Como vocês dois puderam fazer isso ?

– Eu não posso responder isso... — Ela fala com uma voz triste, ao olhar pra baixo. — Melhor eu ir... Antes que eu faça alguma coisa que não devo.

Ela sai do quarto, e confesso, que aquela visita me deixou feliz mesmo, mas ao mesmo tempo, triste...

Por que eu tinha que estar me apaixonando agora ? Só queria saber isso...

– Paulo Of -

– Clementina On -

Nós estávamos já quase prontas, quando Alícia volta pro quarto.

– Por que demorou muito ? — Majô pergunta

– Não posso falar. — Ela responde enquanto tira seu pijama.

– Tava pegando ele ? — Carmen ri. — Brincadeira, eu sei que você tá namorando.

– Ai Carmen, não né. — Ela ri também.

Eu deixei elas lá conversando, e sai do quarto. Acho que ninguém me reparou, estavam fofocando mesmo.

Eu avisto Jorge logo à frente caminhando, sozinho. Corro até ele, e tampo seus olhos sem ele me ver.

– Esse perfume... — Ele suspira. — Clementina.

– Como conhece meu perfume ? — Pergunto sorrindo, e ele se vira para mim.

– Seu perfume é diferente.

– Ai Meu Deus! Ele é ruim de mais ? — Digo se desesperando.

– Calma! — Ele ri de mim. — Não, pelo contrário, é muito bom...

– Ah, ufa! — Falo com alívio.

– To te devendo uma coisa. — Ele sorri de lado.

– Tá ? O Que ?

– Isso... — Ele acaba de falar, e se aproxima de mim.

– Jorge... — Falo, mas nisso ele me dá um beijo.

Ele me beijou! ELE ME BEIJOU! AH! Que felicidade!

– Por que estava devendo isso pra mim ? — Pergunto

– Porque você me mostrou a língua, e quem mostra... — Interrompo ele.

– Pede beijo.

– Exato. Quer outro ? — Ele pergunto, e antes mesmo que eu pudesse responder, ele me beija novamente.

– Para de me deixar sem graça! — Falo rindo.

– Deixei você sem graça ? Bom saber.

Caramba, dois beijos desse garoto. O Jorge é muito lindo! Muito educado, e eu acho que estou... Não... Sim, eu acho que estou se apaixonando...

– Preciso te falar uma coisa. — Ele fala com um sorriso maior que o anterior.

– AH! VOCÊ TÁ AI! FINALMENTE TE ENCONTREI. — Mário grita enquanto caminha até nós.

– Mário... — Ele fala e olha pra mim.

– Putz... Atrapalhei né ? Foi mal, é que é urgente, você precisa vir comigo, você vai ver uma cena que nunca viu na vida.

– Qual ? O Que foi ? — Ele pergunta pensando que era algo grave.

– Paulo Guerra... Está chorando! — Ele afirma.

– Ah não... — Ele fala baixo e fecha os olhos com forma de " Ferrou tudo! "

– Vem logo. — Mário começa a correr.

– Depois se falamos, Cleme. — Ele se despede me dando um beijo na bochecha.

– Que droga! — Digo pra mim mesma cruzando os braços.

– O Que foi Clementina ? — Margarida ao se aproximar com Carmen e Laura.

– O Mário! Estragou tudo... — Falo com decepção

– Tudo... O Que ? — Bibi

– O Jorge... Ele me deu um beijo, ia falar alguma coisa, mas o Mário chegou falando que o Paulo estava chorando, e blá blá.

– PAULO ? CHORANDO ? — Carmen altera o tom

– Isso nós temos que ver! — Margarida correndo até o dormitório masculino.

Chegamos no dormitório, estavam todos da nossa turma lá, exceto Alícia.

– Saiam daqui! Eu já disse que não quero falar com ninguém. — Paulo apontando pra porta.

– Mas, você nunca chorou. — Daniel estranhando aquilo

– E Dai ? Não devo satisfações pra nenhum de vocês! — Paulo fala nervoso. — Se vocês não saem, eu mesmo saio!

E Assim ele fez, ele saiu do quarto, chorando, e com muita raiva.

– Clementina Of -

– Marcelina On -

– Parabéns! — Me refiro à Alícia quando encontro ela no meio do acampamento

– Pelo que ? — Ela pergunta.

– Pelo que você fez!

– E o que eu fiz ?

– Como assim o que você fez ? Você tá fazendo o Paulo chorar, coisa que ele nunca fez. — Falo nervosa. — Você também traiu minha confiança, TÁ NAMORANDO O GAROTO QUE EU GOSTO! VOCÊ SABIA DISSO MUITO BEM! — Grito

– NÃO ALTERA O TOM DE VOZ COMIGO, PORQUE EU TAMBÉM NÃO ESTAVA GRITANDO COM VOCÊ, MAS SE QUER ASSIM.

Nisso, todos nossos amigos estavam em volta de nós, até mesmo o Paulo. Mas isso não importava, eu precisava falar umas pra aquela menina.

– VOCÊ É UMA FALSA! UMA FALSA! — Grito. — COMO PODE NAMORAR O GAROTO QUE EU SOU APAIXONADA A MAIS DE ANOS ?

– CHEGA! — Mário se mete no meio. — MARCELINA VOCÊ NÃO PERCEBEU QUE ESSE NOSSO NAMORO É DE MENTIRA ? PARA DE BRIGAR COM SUA AMIGA, ELA NÃO TEM CULPA DE NADA! — Ele começa a gritar.

– COMO NÃO ? — Jaime pergunta enquanto assiste à cena.

– Eu insisti muito pra Alícia me ajudar a fazer ciumes em você, Marce. Porque depois daquele beijinho que te dei, você não me procurou, queria te mostrar que você gostava de mim, e isso você descobriria através do ciumes... — Alícia me interrompe.

– Mas eu não queria, mas ele não parava de encher o saco. Eu não queria te magoar à esse ponto Marce... Nem você... E Nem seu irmão... — Ela olha pro Paulo, que estava limpando as lágrimas.

– Então vocês não estão namorando ? — Pergunto, e eles balançam a cabeça negativamente.

Notas finais
E agora ? Como será que vai ficar essa confusão toda ai em ? Espero vocês no próximo cap. ! Ah! Comentem. Quero saber se andam gostando ou não... Os comentários têm diminuido muito... :3