Narrador:

– Ocorreu algum erro sra. mcgonagall? — Perguntou Neville

– Creio que não senhor Longbottom, é impossível ocorrer um erro desses. Toda vez que nasce uma criança bruxa, em qualquer lugar do Reino Unido, aparece uma pena branca em algum lugar do castelo, e esta mesma pena escreve o nome do nascido no livro de registros da escola, então todo ano mandamos cartas para todas as crianças que completarão 11 anos.

–Mas se ela atravessou a passagem, uma bruxa ela é!

– Sim, uma bruxa ela é, mas a pena dela nunca de fato, esteve neste castelo.

–Então como eu fico?

–Você poderá ficar no castelo, estudando como uma bruxa, mas teremos que estudar o seu caso.

A menina só faltou dar piruetas no ar, de tão grande que era a sua felicidade, mas uma coisa ainda a intrigava, como a sua pena nunca apareceu no castelo, se ela estava ali, viva, em carne e osso. Como ela não foi registrada na escola?!

[...]

Lucy's POV

–Lucy Longbottom!

Era a minha vez!

Eu não sei direito se sou má ou boa, eu tenho medo de ser mandada para Sonserina. Sempre fui sinônimo de encrenca, mas nunca me senti uma pessoa má. A quem eu quero enganar, eu sou má, sempre fui, sempre briguei com a minha irmã, e agora não posso nem esconder o quanto estou feliz por ela não conseguir uma vaga em Hogwarts.

Subi os degraus que levavam até o banco, sentei-me e um homem alto, muito alto e gordo colocou o chapéu sobre a minha cabeça.

Senti minha cabeça latejar, e o chapéu começou a falar, eu só não conseguia distinguir se ele estava falando na minha mente ou para todos ouvirem.

– Então Lufa-Lufa são perdedores ao seu ver? Sonserina perdedores amargurados, Corvinal insignificantes, Grifinória santinhos. Menina difícil de entender, para onde você vai garota indecisa? — Ele sussurrou, como se fosse em meu ouvido, eu ainda não entendia se ele falava comigo ou com os outros.- A sua coragem engole seu medo, a sua inveja cobre sua compaixão, porém seu amor tapa todas as outras alternativas. Não existe casa melhor para você do que a Grifinória! — Então era isso? eu sou da Grifinória? mas eu não sou boa, meus pai não tem orgulho de mim. Eu não tenho nada à oferecer a Grifinória que não seja problemas.

Ouvi Gritos histéricos vindos da mesa da Grifinória. Caminhei com dificuldade até a mesa e sentei ao lado de um garoto aparentemente mais velho.

– Você viu um fantasma por acaso menina? Está pálida feito um! — Disse o garoto mais velho com um tom um tanto implicante.

–Tudo bem, só não esperava parar aqui. Qual o seu nome?

–James Sirius Potter, pode me chamar de James.

–Eu deveria ter notado pelos olhos claros e os cabelos extremamente pretos. — Disse dando de ombros.

–Não sabia que era tão fácil identificar um Potter. — Ele disse soltando uma risadinha que eu não sei porque mas me irritou.

– Olha quem vem lá, meu querido irmão. — Ele disse com certeza zombando a palavra "querido" — Parece que você não foi para a Sonserina né pirralho? Ou será que o chapéu se enganou? — Ele disse provocando o irmão que vinha sentar ao meu lado.

– Me deixe em paz James, nem você irá estragar minha felicidade hoje. — O menino respondeu sorrindo.

– Ei Carrie, o que houve para te deixarem ficar?

–Credo, eu sou Lucy, não me chame de Carrie novamente, a não ser que queira acabar como o Nick quase-sem-cabeça. — respondi sem ao menos olhar para seu rosto.

–Tem certeza que você deveria estar nessa mesa?

–Acredite, me faço a mesma pergunta! — Respondi ríspida

Eu não aguentava mais ficar sentada entre os irmãos idiotas Potter, James é realmente irritante, não deixava o irmão um segundo em paz. Não pude deixar de notar como eles pareciam comigo e com Carrie, brigamos o tempo todo, aquilo me fez perceber o quanto eu atormentava a garota.

– Calem a boca, agora, os dois são idiotas e eu não aguento mais os dois. E você James, que idade tem? 5 ? — Eu disse quase gritando com os dois.

– Calma pirralha. — Ele disse afagando meus cabelos , o que me irritou profundamente.

–Não me toca seu bárbaro.- Disse dando um tapa em sua mão.

–Quem tá mais para bárbaro aqui é você, monstrinha. — Ele disse rindo e virando para o outro lado para falar com um garoto ruivo que tinha uma cara de abobado, e ainda por cima era ruivo.

Desviei minha atenção a porta, na verdade todos desviaram a atenção a porta de entrada do salão, pois alguém estava abrindo a mesma, e um barulho horrível de porta rangendo invadiu meus tímpanos.

Lá estava ela, aquela garota abominável e asquerosa que tanto me irrita, simplesmente por existir, Carrie, a querida e amável Carrie. Com o maior sorriso no rosto, a idiota caminhou até onde estava o banco e o chapéu seletor, sentou-se no branco e o homem colocou o chapéu na sua cabeça.

Passaram-se minutos e nada do chapéu anunciar a sua casa, na verdade ele parecia estar em piripaque, ele soltava gritinhos histéricos e perguntava "Quem é essa menina?" gritou mais um pouco e quando finalmente se acalmou, disse por fim:

– Eu não vejo nada além de névoa, me sinto afogado por um mar de nada.

Todos olharam apreencivos para o chapéu, que não disse mais nada.

Então é isso, ela não é nada? Mas como assim não é nada? Primeiro não chamam ela para Hogwarts, depois ela atravessa a passagem, e agora ela é nada? Mas que coisa está acontecendo aqui?


Notas finais
O que acharam? Mereço Reviews ? *-*