Notas iniciais
Boa leitura.

''- Rúbia, você poderia buscar a sobremesa na geladeira por favor? — Meu pai pediu com seus olhos pedintes.

– Oukay.

Levantei-me e segui rumo a cozinha. Era bom estar sozinha agora.

Abri o freezer e encontrei uma enorme taça com sorvete de chocolate.

Quando virei-me, eu tive como posso dizer...Entrei em choque.

Era ele, estava perto demais, com seus olhos focados nos meus.''


O medo fez com que minhas mãos ficassem frouxas, deixando a enorme taça fugir de minhas mãos.


Ele segurou a taça com enorme rapidez. De forma inumana.

– O...O que está fazendo aqui? — Perguntei ofegante.

Ele simplesmente sorriu e nada disse, só continuou me encarando como se estivesse varrendo-me por dentro.

– Você não vai fugir de mim outra vez. — sussurrou enquanto acariciava meu rosto com as pontas dos dedos.

O que ele estava dizendo? Fugir outra vez?

Seus olhos azuis me fitavam de maneira obssessiva. Aquele olhar era insano demais.

Sem pensar duas vezes o empurrei, mas foi como tentar mover um muro de concreto. Ele sorriu irônico e segurou meu cabelo com força. Meu couro cabeludo ardeu com a força que ele puxava meus cabelos.

– Você agora vai fazer o que eu mandar, entendeu? — Sussurrou, seus lábios encostavam na minha orelha enquanto ele continuava a sussurrar. — Se disser algo sobre a nossa conversinha para alguém eu by Savings Sidekick\">juro que acabarei com a vida do seu querido papai. Quer isso? — continuou calmamente.

Senti lágrimas quentes descendo sobre meu rosto. Aonde eu tinha me metido?!

– Engula esse choro, querida Rúbia. Vamos voltar para a sala de jantar. — Ele soltou meu cabelo e se virou afastando-se de mim.

Respirei fundo e botei a mão sobre meu meu peito. Meu coração batia descompassado.

E naquele momento tive a consciência de que minha vida mudaria radicalmente para pior. Para um pior muito pior.

Voltei para a sala de jantar e sentei-me na cadeira com eles. Não tive coragem de levantar meu olhar. O medo de encontrar aquele par de olhos azuis gélidos era constante.

– O que houve Rubi? Está pálida. — Meu pai levantou-se e foi até mim.

– N...Nada pai, não se preocupe. — Falei tentando esboçar um sorriso, mas só consegui fazer uma careta. — Estou tendo vertigens, só isso. Você sabe que tenho pressão baixa. — Tentei inventar desculpas e mais desculpas, acho que ele enfim acreditou.

– Vá se deitar então, Rubi. — Ele sugeriu enquanto voltava para seu lugar.

Acenti e pedi licença a todos antes de subir as escadas para o meu quarto. Pensei que aquele monstro iria dizer alguma coisa, mas ele me ignorou por completo.

Deitei-me na cama e comecei a chorar...Era só o que eu podia fazer, e talvez a melhor coisa naquele momento.

''Você agora é minha Rúbia, entenda isso''

Me assustei de imediato...Aquela voz. Estava de novo me assombrando.

Tapei meus ouvidos e fechei meus olhos com força.

Eu suspeitava que essa voz era familiar...Mas eu não tinha certeza. Eu estava sugerindo a idéia de estar começando a ter leves indícios de escrisofenia.


06:30


– Acorde Rúbia! Tem escola hoje, sabia?! — Meu pai berrou na porta do meu quarto.



Grunhi. — Já entendi, pai!!


Levantei-me da cama e me arrumei o mais rápido possível. Desci as escadas ás pressas e peguei uma maçã.

– Tchau Pai! — Gritei.

– Tchau Rubi!

Sai de casa com passadas rápidas, já tinha se passado algumas quadras quando vi um carro parando abruptamente perto de mim.

A porta do motorista se abriu e não pude acreditar quem era.

De novo não, pensei.

– Olá, pensei que iria gostar de uma carona até a escola. — Seu tom de voz era calmo e autoritário.

– Não,obrigada. — Dei as costas à ele e continuei andando.

– Já se esqueceu da nossa conversa Rúbia?

Engoli em seco...E dei meia volta.


Notas da autora: Por favor assistam ao Book Trailer Oficial da fanfic. E eu gostaria de pedir para aqueles que leem a minha fic que comentem. Mesmo que seja para criticar. É horrível escrever para fantasmas e eu sei que muitos fazem idéia de como é isso.



Notas finais
Mereço reviews?