Carpatos
6 Insanidade
Notas iniciais
''- Rúbia, você poderia buscar a sobremesa na geladeira por favor? — Meu pai pediu com seus olhos pedintes.
– Oukay.
Levantei-me e segui rumo a cozinha. Era bom estar sozinha agora.
Abri o freezer e encontrei uma enorme taça com sorvete de chocolate.
Quando virei-me, eu tive como posso dizer...Entrei em choque.
Era ele, estava perto demais, com seus olhos focados nos meus.''
O medo fez com que minhas mãos ficassem frouxas, deixando a enorme taça fugir de minhas mãos.
Ele segurou a taça com enorme rapidez. De forma inumana.
– O...O que está fazendo aqui? — Perguntei ofegante.
Ele simplesmente sorriu e nada disse, só continuou me encarando como se estivesse varrendo-me por dentro.
– Você não vai fugir de mim outra vez. — sussurrou enquanto acariciava meu rosto com as pontas dos dedos.
O que ele estava dizendo? Fugir outra vez?
Seus olhos azuis me fitavam de maneira obssessiva. Aquele olhar era insano demais.
Sem pensar duas vezes o empurrei, mas foi como tentar mover um muro de concreto. Ele sorriu irônico e segurou meu cabelo com força. Meu couro cabeludo ardeu com a força que ele puxava meus cabelos.
– Você agora vai fazer o que eu mandar, entendeu? — Sussurrou, seus lábios encostavam na minha orelha enquanto ele continuava a sussurrar. — Se disser algo sobre a nossa conversinha para alguém eu by Savings Sidekick\">juro que acabarei com a vida do seu querido papai. Quer isso? — continuou calmamente.
Senti lágrimas quentes descendo sobre meu rosto. Aonde eu tinha me metido?!
– Engula esse choro, querida Rúbia. Vamos voltar para a sala de jantar. — Ele soltou meu cabelo e se virou afastando-se de mim.
Respirei fundo e botei a mão sobre meu meu peito. Meu coração batia descompassado.
E naquele momento tive a consciência de que minha vida mudaria radicalmente para pior. Para um pior muito pior.
Voltei para a sala de jantar e sentei-me na cadeira com eles. Não tive coragem de levantar meu olhar. O medo de encontrar aquele par de olhos azuis gélidos era constante.
– O que houve Rubi? Está pálida. — Meu pai levantou-se e foi até mim.
– N...Nada pai, não se preocupe. — Falei tentando esboçar um sorriso, mas só consegui fazer uma careta. — Estou tendo vertigens, só isso. Você sabe que tenho pressão baixa. — Tentei inventar desculpas e mais desculpas, acho que ele enfim acreditou.
– Vá se deitar então, Rubi. — Ele sugeriu enquanto voltava para seu lugar.
Acenti e pedi licença a todos antes de subir as escadas para o meu quarto. Pensei que aquele monstro iria dizer alguma coisa, mas ele me ignorou por completo.
Deitei-me na cama e comecei a chorar...Era só o que eu podia fazer, e talvez a melhor coisa naquele momento.
''Você agora é minha Rúbia, entenda isso''
Me assustei de imediato...Aquela voz. Estava de novo me assombrando.
Tapei meus ouvidos e fechei meus olhos com força.
Eu suspeitava que essa voz era familiar...Mas eu não tinha certeza. Eu estava sugerindo a idéia de estar começando a ter leves indícios de escrisofenia.
06:30
– Acorde Rúbia! Tem escola hoje, sabia?! — Meu pai berrou na porta do meu quarto.
Grunhi. — Já entendi, pai!!
Levantei-me da cama e me arrumei o mais rápido possível. Desci as escadas ás pressas e peguei uma maçã.
– Tchau Pai! — Gritei.
– Tchau Rubi!
Sai de casa com passadas rápidas, já tinha se passado algumas quadras quando vi um carro parando abruptamente perto de mim.
A porta do motorista se abriu e não pude acreditar quem era.
De novo não, pensei.
– Olá, pensei que iria gostar de uma carona até a escola. — Seu tom de voz era calmo e autoritário.
– Não,obrigada. — Dei as costas à ele e continuei andando.
– Já se esqueceu da nossa conversa Rúbia?
Engoli em seco...E dei meia volta.
Notas da autora: Por favor assistam ao Book Trailer Oficial da fanfic. E eu gostaria de pedir para aqueles que leem a minha fic que comentem. Mesmo que seja para criticar. É horrível escrever para fantasmas e eu sei que muitos fazem idéia de como é isso.
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