Notas iniciais
é apenas o prólogo.... o capitulo 1 logo chegará, sei que minha redação é informal demais, mas quero que todos se sintam à vontade para entrar no mundo de Carolina, que apesar de ter o mesmo nome que a "off" da autora é um personagem inteiramente fictício, como todos os outros da história.
Ela quase sempre falava com ele. Ele também era parte dela. Ela perguntava, e perguntava, e perguntava. Ele tinha mil respostas diferentes para a mesma pergunta. Dependia do humor de Carolina. Carolina há pouco tempo tinha galgado um cargo na empresa, e isso a deixava numa expectativa crescente. Mais sólida, confiante, desafiadora, e as cores em que seu mundo estava pintado ainda a confundia, a nublava. Hoje particularmente ela podia ganhar o mundo. Ela sentia que era extremamente aceita, não pelo resto do mundo, mas particularmente por si mesma. Bonita, não tão bonita quanto Alice, sua melhor amiga, Alice tinha uma beleza comum, e que chamava atenção de homens comuns. Ela se sentia apenas ela mesmo. Sua altura, estrutura óssea, o modo como andava e encarava o mundo, o seu tipo físico atlético e flexível, quase felina. Tudo refletia ela mesmo. E isso a fazia feliz. Cheia. Completa. De repente isso se devia ao monte de chocolate que ela comeu, ou com a disputa da equipe de promoção dela estar sendo tão emocionante contra o supervisor da outra equipe. Ela estava em um evento de comunicação onde estavam reunidos designers, jornalistas, publicitários em uma grande universidade. Ela estava maravilhada, ela estava a ponto de se formar e conseguia ver seu futuro claramente. Será que era efeito apenas do chocolate ou do desafio? Talvez tinha haver com hormônios também, ela estava no seu período fértil, ela nunca se sentiu tão pra frente na sua vida. Sem medo. Hoje ela não tinha medo de nada. Estava exatamente no lugar onde devia estar. Suas calças jeans e camiseta não escandalizavam ninguém. Todos andavam confortáveis, relaxados, e isso a agradava. Ela sentiu que aquele era o lugar certo. Ela encontrou seu lugar no mundo, pensamentos que convergiam, inteligência ao invés de aparência, e mesmo assim uma aparência aceitável. O evento estava acabando e ela tentava convencer Alice que a faculdade salvaria sua vida, meninos bonitos e inteligentes. Ela fez uma lobotomia em Alice, Carolina não se contentava que sua amiga tão querida perdesse tempo com rapazes que usavam estampas florais nas bermudas enquanto combinavam com suas horríveis camisas pólos listradas. Alice sem dúvida merecia mais. E Carolina a convenceu de iniciar juntas uma faculdade de Comunicação Social. A única dúvida era se iam cursar publicidade ou jornalismo, Carolina estava concluindo a faculdade de marketing e sabia que deveria era se especializar na sua área ao invés de ampliá-la, mas ela gostava de ter opções. Foram até ao estacionamento, riam e se tocavam muito. Hoje parecia o ápice da amizade delas, Alice se rendia facilmente à idéia de Carolina, Carolina se rendia ao encanto natural de Alice, elas eram verdadeiramente irmãs, e estavam resolvidas a continuarem o resto do caminho juntas, não importava quem aparecesse. Já fazia tempo que as duas não se sentiam tão saudáveis. Alice tentava juntar os cacos do seu relacionamento deteriorado e Carolina tentava fingir que não sofreu, mas particularmente hoje aquele tipo de mentira era mais convincente. Ela queria se divertir, não queria pensar e nem se arrepender de tudo que fez, ou nas frustrações que teve. Hoje particularmente ela estava feliz. Voltavam do estacionamento quando Carolina cruzou olhar com ele. Ele as encarava de uma forma provocativa e sensual e na mesma hora Carolina sabia que tinham de conhecê-lo. Ela via nos olhos dele que ele viria até elas, e ela se irritou com a demora. Ela falou pra Alice que finalmente iriam conhecer um cara legal. Alice não acreditava: “os caras legais nunca se interessam por mim”. Carolina discordou veemente: “não Alice, o problema são os lugares que você freqüenta, e hoje você está no lugar certo. Sabe aquele rapaz ali?” Carolina apontou em direção ao homem que estava na escada. “Ele praticamente te comeu com o olho”. Carolina e Alice passaram por ele mais umas duas vezes, até que Carolina decidiu que o esforço não valia ao desfecho de perder a mesa redonda no final, onde todos os palestrantes se reuniriam, debateriam e responderiam às questões do público. Ela e Alice seguiram de mãos dadas ao auditório, desceram as escadas e passaram pelo segurança, mostrando suas credenciais, quando Carolina viu que nenhum dos palestrantes tinha tomado seus lugares, ainda havia tempo para mais um chocolate. Subiram correndo as escadas. Deparou-se com ele. Ele a olhou e foi como se já se conhecessem. “Oi, meu nome é Pedro”.

E foi essa a frase que levou Carolina a procurar conselho com a irmandade.

Notas finais
Decidi usar o nome do meu off que é Carolina, apenas em falta de nome melhor, mas alerto que a personagem central da história é totalmente fictícia, assim como o avatar de yoruichi sawako, que por sinal assina este livro!!!