Caro Confidente
1 Primeiras palavras
Eu realmente preciso escrever. Nada como jogar para fora palavras que não podem ser ditas em voz alta. Nada como contar para as pessoas, coisas que vi, que sei, que vivi.
Meu mundo é realmente cheio... Do nada. Eu nunca tive amigos, nunca fui convidado para uma festa. Eu não tenho irmãos, meus pais são uns ricaços que, é claro, estão sempre ocupados demais.
Bem, você deve pensar que sou uma pessoa infeliz. Não sou particularmente um cara que sai por aí saltitando como louco, dando gargalhadas e me jogando de cara nas coisas caras que meu pai e minha mãe me dão.
Por favor, não pense que como a maioria dos ricos, eu não acredite em Deus, ou ponha minha fé Nele. Ao contrário disso, ele é meu melhor amigo. UAL, eu sempre tive um amigo, como não contei com isso antes.
Se formos contar as melhores coisas em minha vida, entre elas, está meus livros. Todos que leio, todos que escrevo, ou pelo menos os que tento escrever.
Passar horas me imaginando em um mundo completamente diferente do que vivo é espetacular. Se imaginar o principal, ter batalhas épicas para travar, reinos e dimensões para visitar, tesouros para buscar, estudar em uma escola na qual a maioria das crianças, adolescentes, jovens, e até mesmo adultos desejaram ter estudado.
É, acho que realmente tenho sido duro com as pessoas a minha volta. Como posso ter me esquecido Lâna a governanta da casa onde moro. Uma senhora que, sempre, cuidou de mim. E claro, Sr. Kinney, o motorista da família Geller. Os dois eram casados a quase 50 anos, estarão completando suas bodas de ouro em seis meses.
Eu não ouso reclamar de minha vida em nenhum segundo. A pessoas que passam muita dificuldade, e vivem coisas muito piores do que eu. E é claro, eu já ajudei muitas pessoas. Uma vez, quando milagrosamente meu pai estava prestando atenção em mim eu o dei a ideia de fazer uma instituição que ajudasse pessoas carentes, e que moram nas ruas, e crianças abandonadas.
É. Ele me ouviu e fez isso. Mas fez mais para beneficiar sua empresa gráfica, "A editora Geller", do que para ajudar os outros. Além de eu desconfiar que sua atenção a mim foi apenas uma fachada para a imprensa.
Pelo menos sua ambição mudou muitas vidas. Toda semana eu vou até a Instituição Vida, visitar as pessoas que ficam lá. Conto história para crianças, brinco com elas, levo presentes. Também converso com os mais velhos, e, se há uma coisa que amo neles, é que escutam minha vida e estão sempre dando conselhos, dando opinião. Eles me fazem rir.
Ei! Estou falando tantas coisas sobre mim, mas até agora nem me apresentei. "Muito Prazer, John Luke Geller".
Acho que me empolguei mesmo com essa coisa nova de escrever sobre mim. Durante toda minha vida sempre que tentei, escrevi sobre heróis aclamados, pessoas com super-poderes, etc, etc e etc...
É bom ter um confidente. "Isso não é um diário, por favor eu não sou uma garota". Apenas confidente. Eu sei que você não vai sair por aí gritando minha vida para todos escutarem. Você é apenas uma documento no meu notebook.
Eu sei, eu sei... Existem hackers! Mas quem em sã consciência iria querer ler isso?
Não a ninguém na escola que vá querer ler isso. Nunca conversei com praticamente quase ninguém em meu curso de inglês. E acho bem difícil que o pessoal do Instituto queria fazer isso, aliás, eles são meus verdadeiros confidentes, eles me ouvem de verdade, eles eu não tenho medo de dizer nada.
Amanhã volta as aulas. Dia 5 de fevereiro. Como as férias passaram rápido?
"Vamos lá... Controle-se. O que acha de mudar, um pouco, as coisas na escola! Se eu pelo menos tivesse a facilidade para falar com eles, como tenho com você..."
Ah qual é, existem pessoas como eu na escola. Tem um garoto chamado Joey. Ele é um nerd completo. Usa aparelho, não é muito alto, usa óculos. Ninguém senta perto dele na hora do intervalo.
Elizabeth também parece ser uma boa escolha para começo de amizades. Ela gosta de socializar com todos, não está nem aí se você é um nerd ou capitão do time de futebol da escola. Tanto faz se for uma líder de torcida, ou uma garota do decatlo acadêmico. Ou pode ser um zé não faz nada, "Na verdade não sou um , zé não faz nada, nos tempos livre na escola eu vou a biblioteca", e mesmo assim ela tem algo a dizer a você.
Axel? Como eu pude pensar em Axel contando como possíveis amizades. É claro, falar de Elizabeth nós faz lembrar de Axel, eles são irmãos. Ele é apenas o garoto mais popular da escola, atacante no time de futebol, e o mais desejado dos alunos.
Ah... Algumas outras pessoas... Se quer saber de uma coisa, amanhã, quando eu estiver frente a frente com a selva e seus bandos e tribos, posso resolver quem são minhas melhores opções.
É claro! Se quero ter amigos tenho de entrar para algum clube ou coisa do tipo. Futebol *Corta*, eu gosto de futebol, mas você acha mesmo que eu seria aceito na BH High School, "QUE NOME NÃO?", eu acho que não... Acho que é outra coisa que devo ver quando estiver presente. Sabe-se lá o que a escola pode ter cortado neste ano.
Eu queria tanto que o pessoal do Instituto estivesse aqui. Eles me ajudariam a escolher todas essas coisas quando eu desse a descrição de tudo. No momento eles estão aproveitando suas férias nas praias do nordeste.
"Desculpe mas não há como não rir ao pensar neles em suas longas roupas de banho caindo no mar. Sêu Eustáquio, um velhinho dos cabelos alvos dissera que nadaria mesmo com chuva, disse que tinha de visitar seus amigos marinhos!"
Estou feliz por eles estarem se divertindo. Não posso ser egoísta. Eles estão tendo o que nunca em sua juventude tiveram oportunidade de ter.
Bem... É melhor eu ir agora. tenho de acordar as seis da manhã.
NOTAS FINAIS:
-Não esquecer da coragem amanhã! "Isso é sério, me deseje boa sorte"
Música do dia: Endtapes — The Joy Formidable
Notas finais
Além disso quero saber se gostaram... John vai ficar feliz em saber sua opinião! haha Sério, valeu.
Até o próximo capítulo!!!!!
Fale com o autor