Carlent Pierving
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Boa leitura, críticas são bem-vindas e se puderem recomendem!! Beijos...
Sangue.
Era tudo o que se podia ver em volta da pequena criança, mais ainda havia outra saída, um corredor longo e escuro a psicopata não perdeu tempo tirou a faca do peito da criança e sorriu sombriamente vendo o sangue escorrer cada vez mais, olhou a frente e começou a caminhar lentamente com o seu longo vestido.
Pois bem, a psicopata da Rua Muncheri já havia de matar sua segunda vítima. Em sua segunda semana na antiga cidade, que agora se tornaria a nova moradia da moça sombria.
A criança se chamava Beca, Beca Martins tinha apenas um irmão mais velho e uma irmã de sete anos. Seus pais haviam morrido á quatro anos atrás, portanto moravam com sua avó Michelle e a psicopata sabia de tudo aquilo, ela teve de procurar a vida da garota por completo e com o prefeito como fiel defensor á ajudava sem saber o motivo, as vezes ele até perguntava para que, mais a psicopata apenas olhava para ele e sorria com os lábios, mostrando que não era nada demais que apenas queria conhecer mais a garota. Era interessante como o prefeito não se lembrava. Havia passado apenas dois meses de sua longa conversa com Carlent, na qual ela havia pedido a ficha da garota tímida.
Agora Carlent sorria ao caminhar pelo corredor escuro.
Haveria mais um nome em seu caderno. Mais uma morte.
Até que enxergou uma garota, uma garota baixa, de olhos azuis e cabelos negros, ela a olhava sombriamente os olhos já encharcados.
– O que faz aqui? – Perguntou Carlent, ela sentia medo da garota, afinal ela acabara de vê-la matando sua irmã. O que ela iria fazer?
A garota não respondeu.
– Diga-me menina. O que faz aqui? O que viu? – Carlent disse quando seu medo ficou maior pela ignorância da garota.
– Senhora... – Ela disse com sua voz trêmula, Carlent iria corrigi-la, pois era senhorita, mais o medo não permitiu. – Onde está minha irmã? Não é aquela, sim?
A psicopata deu uma gargalhada.
– Ah criança... Sua irmã já se foi. – Ela disse passando a mão sobre a garota enquanto via as lágrimas descerem por seu rosto.
– A senhora a matou? – Disse com medo. A psicopata a olhou.
– Digamos que eu a matei. Mas se você criança estragar meus planos, terei de acabar com você, e seria uma pena perder um rosto tão bonito como o seu, então pense bem nas suas decisões. – Ela respondeu lentamente.
A garota a olhou. Sem nenhuma reação andou até sua irmã e tocou seu sangue. As lágrimas escorreram por seu rosto.
– Não contarei nada a ninguém senhora... Mas meu irmão não está mais na cidade, então com isso, onde ficarei? – Ela disse com a voz trêmula novamente.
– Prometa. Prometa criança que não irá disser nada e eu a ajudarei.
– Sim. Eu prometo senhora, não direi nada a ninguém.
– Fico feliz com sua decisão. Quem sabe não pode me ajudar em alguma coisa... – Ela disse pensativa – Escute bem, não quero perguntas nem amolação, você irá morar comigo, não dirá nada, só quando estiver com fome, quem sabe eu não te sirva algo. Irá me obedecer, e fazer meus mandados sem reclamar. Entendeu? – Disse ela pausadamente.
A menina a olhou de cima a baixo lentamente, parecendo estar com medo e fez que sim com a cabeça, podia-se perceber seu medo, ela respirava lentamente olhando Carlent.
– Ande. Antes que alguém chegue. Acompanhe-me garota. – A psicopata dizia segurando com força o braço da menina. – Diga-me criança, qual o seu nome?
– Margareth senhora.
– Muito bem Margareth não pense que as coisas serão fáceis a partir daqui, terá de aprender a ver sangue, a gostar de ver sangue.
– Terei de ver sangue?
– Sim.
– Porque, minha senhora?
– Porque irá me ajudar a matar. Não fique com medo. Você verá o quanto bom é a satisfação de se sentir melhor.
– Tudo bem senhora.
– Não me chame de senhora criança! Meu nome é Carlent, Carlent Pierving.
– Desculpe. Não a chamarei assim mais dona Carlent.
– Dona? – Ela disse a encarando. – Diga apenas meu nome garota!
– Sim Carlent.
– Sim. É assim que devo ser chamada a partir de hoje.
A menina a olhou e concordou com a cabeça.
Então Carlent a levou até sua casa, e lhe mostrou o quarto, a psicopata havia lhe dado o quarto dos empregados da antiga moradora morta. A criança passara a noite chorando e observando o céu, as estrelas, ela olhava como se imaginasse contos e contos em sua cabeça como se viessem milhões de ideias como se o mundo fosse melhor, como se sua irmã ainda estivesse lá a olhando e trocando palavras. Sua irmã fazia piada para lhe deixar feliz a garota agora sorria, pensando em sua irmã esquecendo que agora ela estava morra e não voltaria como seu irmão, mais ela não se preocupava com isso ela sabia que a irmã estava lá. Estava em um lugar melhor. E seu irmão estava construindo sua vida. Seus pensamentos foram interrompidos quando a psicopata entrou em seu quarto.
– Irei sair, voltarei mais tarde. Fique ai. – Ela disse.
– Sim Carlent. Se me permite senhora, aonde vai?
A psicopata ignorou o fato de ser chamada de senhora outra vez e respondeu lentamente.
– Irei ali.
– Matar?
A psicopata parou. Olhou a garota e sorriu.
– Sim. Agora pare de tagarelar, vá dormir!
– Tudo bem. – Disse a garota enquanto Carlent ia embora.
A garota preparou-se para dormir, mas não conseguiu adormecer. Ela levantou e acendeu as luzes do pequeno quarto, voltou a observar o céu, mas não ficou por muito tempo. Foi andar pela casa, que era enorme, até que entrou em uma sala, uma sala grande e escura, tinha várias estantes, era uma biblioteca. Margareth sorriu a ver todos aqueles livros, de todos os tamanhos, mais tinha um problema. A garota não sabia ler, isso a deixou triste. Ela passou o dedo por cada ponto da sala até que encontrou, bem no fundo, um piano. Um piano velho e antigo, mas era lindo aos olhos dela, sentou-se e começou a tocar lentamente, ela tentava imitar sua mãe que já havia morrido tocando, lembrava-se de cada toque. Aos seus olhos tudo era tão fácil, sua mãe lhe ensinara a tocar a muito tempo, ela sentia saudades, saudades de sua mãe amada sentada na sala tocando para ela e seus irmãos. A garota estava ali a tocar lentamente, quando ouviu um barulho.
Notas finais
Beijos...
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