Capítulos extras de "Entre erros e escolhas"
2 Hey Brother
Notas iniciais
Quinn enrolou o cachecol no pescoço do filho e sorriu, lhe dando um beijo na bochecha.
— Mãe. – o garoto revirou os olhos e Quinn riu.
— Ok, homenzinho. Se já tá grande pra receber beijo, já tá grande pra ajudar seus avós a arrumarem a arvore, não?
— Não é como se eu tivesse alguém pra brincar. – reclamou, saindo do quarto.
Quinn empurrou sua cadeira de rodas até a cama que dividia com a esposa e respirou fundo, pegando o vestido que já tinha separado para aquele feriado.
***
— Presentes! – Charlie correu para baixo da arvore assim que Rachel o liberou, após a ceia.
Apesar de ser judia, a morena participava das comemorações natalinas com a família – já que Charlie sempre pareceu se adaptar mais a religião de sua esposa – assim como seus pais, mas sempre trazendo algo das tradições judias para a festa.
— E aí, cunhadinha. – Frannie brincou, andando ao lado da judia – Quinn tem dado muito trabalho?
— Não seria o Charlie? – brincou.
— Acho que não. A loira tá estranha. O que houve?
— Não é nada demais. Só... O Charlie tem reclamado de falta de companhia, ultimamente. Podia dar um primo pra ele, heim Frannie?
Frannie riu e deu um tapa de leve no ombro da cunhada, se afastando em direção ao sofá.
Tanto a família Berry como a Fabray tinha se reunido naquele ano, e a casa de Rachel e Quinn estava cheia.
Entre risadas e conversas, o grupo trocou presentes e felicitações à meia noite – o que arrancou reclamações de Charlie, por ter que esperar.
Fotos eram tiradas a todo instante, e as garotas deixaram a família por alguns minutos quando Santana e Dani apareceram com Blaine e Kurt.
Depois que os quatro entraram, cumprimentaram a todos e se acomodaram, Rachel respirou fundo, com um sorriso no rosto, e pegou o ultimo embrulho embaixo da arvore.
— Q, Char, esse é de vocês dois. – falou chamando a atenção de todos.
— Mas a senhora já deu presente pra gente. – o garoto falou, confuso.
— Hey, você vai recusar um presente? – Quinn brincou, colocando o garoto sentado em seu colo antes de se aproximar da judia.
Rachel entregou o embrulho aos dois, que soltaram o laço da caixa juntos.
— Você abre, campeão? – Quinn disse e Charlie sorriu, empurrando a tampa da caixa para longe.
O menino franziu a testa, enquanto Quinn abria e fechava a boca, olhando entre o presente e Rachel.
— Mamãe, isso não cabe em mim. – Charlie disse pegando o sapatinho de dentro da caixa e, automaticamente, Hiram levou as mãos a boca, sorrindo.
— O procedimento deu certo. – Quinn murmurou e Rachel acenou positivamente – Quando você descobriu?
— Tem duas semanas que o teste deu positivo.
Quinn puxou a esposa para perto, a beijando, arrancando reclamações de Charlie, que as empurrou para longe uma da outra, arrancando risadas de todos.
— Mamãe, é sério, isso não cabe em mim, nem na mãe. Isso caberia no máximo em um... – o garoto se interrompeu, arregalando os olhos – Você vai ter um bebe? – murmurou.
— E você, um irmãozinho. – Rachel concordou, sorrindo.
O garoto pulou do colo de Quinn, abraçando Rachel e, logo depois, passando as mãos pela barriga da judia.
Antes que ele pudesse conversar com o futuro irmão, os amigos e familiares das duas se aproximaram, as cumprimentando.
A festa durou pouco depois disso.
Quando todos que permaneceram na casa já estavam deitados, Charlie levantou, se esgueirando até o quarto das mães silenciosamente.
Abriu a porta e encontrou as duas dormindo. Quinn abraçava Rachel pela cintura, enquanto a judia estava de costas para ela.
Como cuidado, o garoto se abaixou ao lado da cama.
— Hey, irmão. Ou você é menina? Tanto faz. Eu só vim disser que eu amo você, tá bem? Eu vou cuidar de você, e nós vamos brincar muito juntos. – com cuidado, deu um beijo na barriga da mãe – Se cuida ai dentro enquanto eu não posso fazer isso aqui fora, tá bem?
— Charlie? – Rachel murmurou.
— Oi mamãe. Não precisa acordar.
— O que você tá fazendo?
— Só vim falar com o meu irmãozinho. Não tive tempo mais cedo. Mas já vou voltar pra cama.
Rachel sorriu, puxando o garoto para deitar no pouco espaço restante na cama.
— Não vai machucar o bebe? – o garoto sussurrou.
— Eu só quero te dar um beijo, Char. – disse – Você é perfeito, sabia?
— Será que o bebe vai parecer comigo?
— Eu não sei. Talvez sim.
— E você vai amar ele igual me ama?
— Sempre, garoto.
Charlie se aconchegou mais contra Rachel, dando um beijo na bochecha da mãe.
— Boa noite, mamãe.
— Boa noite, Char.
Rachel não demorou para dormir novamente, e Charlie se soltou dos braços da mãe, levantando com cuidado.
Deu um beijo na barriga de Rachel e saiu do quarto das mães, correndo de volta pro seu.
***8 messes depois***
— Aquela é sua irmã. – Quinn apontou pelo vidro e Charlie se aproximou, apoiando a mão no vidro e sorrindo para a irmã.
— Ela é tão... Pequena.
— É sim.
Os dois ficaram ali por alguns minutos, em silencio, observando a mais nova integrante da família, que dormia tranquilamente.
— Mãe?
— O que?
— E se ela se machucar?
Quinn sorriu para o filho.
— Então, você cuida dela, certo?
— Sempre. – concordou.
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