Capítulo - Zero
1 Único
Notas iniciais
E como Icáro,
minhas asas há de caírem.
Porque no fim deste inferno eu irei me despedir.
Afinal estas asas são o nada...
Uma mera mentira nesta escuridão. Porém sempre que tento escapar vejo apenas
labirintos.
Eu vejo tudo com tédio
pois a muito esqueci os sentimentos.
Errar é humano, mas qual o limite?
Todas as dores e todos os meus demônios são apenas a demonstração...
Do quão frágil e curta é uma vida mortal.
Dante vendeu sua alma
E eu espero por promessas vagas.
Porque no céu escuro da minha própria mente
estão tantas imagens,
e todas refletem apenas uma coisa:
Eu
E mesmo que eu me olhe
Já não consigo me reconhecer
E assim nesse espelho inútil eu tento lembrar
Todo o passado que há muito esqueci
por propósitos fúteis.
Mas já é tarde, nada mais posso fazer...
E assim minhas penas irão desaparecer E todos esquecerão o meu nome e a minha alma
Fale com o autor