Captive

1 Capítulo Único


Era uma manhã ensolarada em Nashville, e em um dos bairros nobres da cidade, Jack Tyler, um garoto de 16 anos, extremamente rebelde e problemático, se encontrava no chão de seu quarto. A noite passada participou de uma festa com vários amigos, e como era de costume, bebeu e se drogou, assim como os muitos outros adolescentes lá presentes.

Se acordou assustado, olhando para o teto do quarto, tentando lembrar o que tinha acontecido na noite passada. Tudo o que recordava era ter ido a uma festa e bebido umas. Levantou-se do chão e seguiu para o banheiro, parando na frente do espelho, se assustando ao ver seu estado. Estava com olheiras enormes, bastante magro, não era mais o garoto de antes, saudável, inteligente, alegre. Não sabia mais o que era alegria, havia esquecido o significado disso, quando começou a ser constantemente criticado pela família. Todos eram melhores que ele, em absolutamente tudo. E ele começou a se perder no mundo, primeiro começou a beber, pegava garrafas de vodka e whisky que pertenciam aos pais e bebia uma completa quase toda noite. Depois, começou a fumar, gastava quase toda sua mesada nisso. Já estava dependente, quando seu amigo lhe apresentou a maconha e logo depois, cocaína.

Isso era o paraíso para ele, bebidas, cigarros e drogas, tinha uma espécie de paz quando estava naquilo, se esquecia de todos os problemas, das criticas, dos xingamentos, era aliviador. Esqueceu de tudo aquilo, voltando para a realidade. Tomou um longo banho, trocou de roupa e se jogou na cama, lembrando que na segunda, teria um longo dia pela frente. Afinal, voltaria à escola após as férias de verão.

No dia seguinte, estava na frente da Nashville High School, seria seus últimos meses lá, depois se formaria e não sabia em que faculdade iria entrar. Não se importava tanto com isso, contanto que os pais continuassem a sustentar-lo. Jack estava junto com seus amigos Mike, Nick, Johnny e Taylor. Eles eram os “bad boys” da escola, jogavam no time de basquete, “pegavam” as garotas mais populares da escola, eram populares e bastante conhecidos não só na escola, mas também em toda Nashville. Mas tudo mudou para Jack naquele primeiro dia de aula, enquanto entrava na escola e avistou, de longe, uma garota muito bonita por acaso, mas que nunca tinha visto antes. “Deve ser novata”, ele concluiu mentalmente. Encarou a garota por alguns segundos, até que ela olhou de volta. Jack se sentiu estranho, como nunca havia se sentido antes, um sentimentos novo, mas ainda sim, bom. A garota sorriu de lado e ele sorriu de volta. Ficaram assim por alguns segundos, até que foi interrompido por um dos seus amigos.

- Que cara é essa, idiota? – Nick perguntou, batendo no braço do amigo.

- O que? – Jack perguntou, e Nick apontou para a garota, que já havia sumido em meio aos outros estudantes. – Que droga.

- Hm, o Jack está apaixonado – Nick gritou e os outros garotos riram – Está apaixonado por uma garota misteriosa.

- Calem a boca, seus idiotas – Jack bateu em Nick e saiu na frente, entrando na escola.

Tentou procurar a garota por entre os alunos, mas não achou. Se irritou, queria saber o seu nome, queria poder conhecê-la o mais rápido possível. Entrou na sala, aonde seria a primeira aula do dia. Seus amigos eram de turmas diferentes, e agradecia por isso. Eles eram legal, mas em certas vezes eram insuportáveis. Jack voltou a realidade e assim que entrou na sala, a viu conversando com um garoto. Se segurou para não atacar o garoto e se sentou em uma cadeira próximo da dela, espiando a conversar dos dois. Eles trocaram sorrisos, e Jack descobriu que ela se chamava Dani Hill. Ela se despediu do garoto e sentou-se ao lado de Jack.

- Olá Dani Hill – Jack se apresentou, sorrindo para Dani, que retribuiu o sorriso. – É um prazer conhece-lá.

- É um prazer conhecê-lo – ela falou, meio tímida. – Hm, qual é o seu nome?

- Me chamo Jack. Jack Tyler – ele respondeu.

- Prazer Jack – ela falou e sorriu.

Jack ficou encantado com o sorriso dela, era o sorriso mais bonito que já tinha visto em toda a sua vida, e ele simplesmente se apaixonou. No momento que iria falar isso, aprofessora entrou e começou a aula, pedindo que todos ficassem quietos. O restante do dia se passou assim, Jack mal falou com os amigos, passou boa parte do tempo conversando e conhecendo Dani Hill.

Na hora da saída, quando foram liberados, Jack deixou Dani e se dirigiu para trás da escola, onde se encontraria com um garoto que lhe vendia maconha.

— Aqui está – o garoto deu um pequeno pacote, contendo a droga dentro. – Foram 50 dólares.

. – Amanhã eu te pago – ele segurou o pacote. – Meus pais iram me dar a mesada hoje e amanhã o dinheiro estará com você.

- Amanhã quero meu dinheiro, caso contrário, você estará perdido – o garoto ameaçou e depois foi embora, como se nada tivesse acontecido.

Jack caminhou de volta para casa, e encontrou Dani Hill, que morava na casa da frente da sua. Ela conversava com o mesmo garoto de antes e Jack mais uma vez se irritou.“O que diabos ele queria com ela?”, ele pensou, bastante irritado. Esperou o garoto ir embora, e atravessou a rua, se aproximando de Dani, antes que ela entrasse em casa.

- Dani – ele à chamou e ela virou ao ouvir à voz dele.

- Oi Jack – ela falou e sorriu.

- Parece que somos visinhos, moro na casa da frente – ele explicou, meio envergonhado. – Então, não foi só por isso que eu vim aqui.

- Foi para o que então? – Dani perguntou.

- É que na escola, sempre na segunda semana de aulas, temos um baile de verão – ele falou. – E eu queria te convidar para ir comigo. Então, você aceita?

- Não sei Jack, talvez minha mãe não vá deixar eu ir, realmente não sei – ela respondeu e olhou para o chão, envergonhada.

- Okay, tudo bem – ele falou, querendo desabar e chorar ali mesmo, na frente dela. –Vou indo, até amanhã – ele tentou sorrir, mas foi em vão.

- Até amanha Jack – ela falou, enquanto ele dava as costas para ela e quando passava a rua, tudo o que conseguiu ouvir foi um “Me desculpe” baixo e abafado.

Entrou em casa, subiu para o quarto, batendo a porta com força, logo em seguida. Não acreditava que ela não aceitara ir para o baile com ele, logo ele, que era um dos mais populares da escola. Jogou a mochila no chão e bateu com raiva o pé na cama. Estava com muito ódio e precisava tirar aquilo de si.

Andou até o móvel que ficava próximo a cama e de lá dentro, tirou uma garrafa com vodka, o resto de cocaína, cigarros e uma seringa de heroína, presente de uma colega que ele conhecera. Começou bebendo a vodka e ligou o notebook, colocando Avenged Sevenfold para tocar. Acendeu o cigarro, e logo que acabou, acendeu outro, desta vez de maconha. Quando a vodka e o cigarro acabaram, passou para a cocaína. Fez várias fileiras e depois, inalou uma a uma. Logo a cocaína acabou e ele pegou a seringa, iria fechar com chave de ouro. Assim que a heroína entrou nas suas veias, ele caiu no chão, tudo começou a rodar ao seu redor e então, lentamente tudo começou a escurecer.

- Que.. droga – ele sussurrou.

Jack sabia que havia passado dos limites, havia ido longe demais. Ele se contorcia e gemia de dor, tudo ficando escuro, como se estivesse sendo sugado para a morte. “É uma overdose”, pensou brincando, mas pedindo que fosse o ultimo pensamento da vida dele.

Horas depois..

Jack abriu os olhos lentamente, já sabendo aonde estava. Tudo o que conseguiu fazer foi se amaldiçoar mentalmente e estaria completamente perdido agora. Viu sua mãe e seu pai entrarem no quarto, acompanhados por um medico.

- Que ótimo, Sr. Tyler já esta acordado – o medico falou, se aproximando do garoto. –Bom, você deve saber por que está aqui, então não irei explicar nada, apenas que só terá alta amanhã. – ele falou e saiu do quarto.

O silêncio era costume, encarou seus pais por algumas segundos e se arrumou na cama, para ficar mais confortável. Realmente não se importava com aquilo e estava achando graça do drama que os dois a sua frente faziam.

- Você é maluco Jack? – sua mãe Jessie, começou quebrando o silêncio. – Você não tem juízo? E se não tivéssemos chegado à tempo? Você estaria morto agora.

- Ótimo teatro, mamãe – Jack falou ironicamente, debochando do drama da mãe. –Mas eu não pedi para me tirarem de lá, preferia ter morrido do que aturar toda essa falsidade.

- Não fale assim com ela, seu moleque – seu pai, Andrew, se pronunciou. – Ela é sua mãe e você tem que respeitar ela, querendo ou não. E agora depois de descobrir que você anda comprando drogas, iremos suspender a sua mesada, até você aprender a dar valos à o que tem, e acabar de vez com essa sua rebeldia sem motivo – ele falou. – Agora vou embora com a sua mãe, voltaremos amanhã para levá-lo para casa.

E os dois saíram, deixando Jack com muita raiva. Queria tanto evaporar do mundo, não agüentava mais. Tudo o que desejava era deixar de respirar, preferia mil vezes sentir a dor de uma faca lhe atravessando o peito do que continuar vivendo e isso era deprimente. Ignorou todos os seus pensamentos absurdos, e se concentrou para dormir. Minutos depois, se encontrava em sono profundo.

E por isso, não havia percebido quando Dani entrou no quarto aonde estava. Ela deixou um bilhete sobre a cômoda, sorriu triste ao vê-lo dormido, deu-lhe um beijo na bochecha e saiu logo depois. Horas depois, ele se acorda e percebe sobre o bilhete, que dizia o seguinte:

“Jack Tyler, aqui é Dani Hill, sua vizinha. Fiquei assustada quando minha mãe falou que você estava no hospital. Sei que não é o melhor momento, nem o melhor local para dizer isso, mas infelizmente não poderei ir ao baile. Realmente sinto muito. Fique melhor.

Com amor, Dani.”

Jack colou o bilhete de volta na cômoda, agora sim se sentia realmente culpado. A mãe de Dani não deixou ela ir ao baile com ele, porque ele era um drogado, que bebia e fumava, e tinha tentado se matar. Ótimo, agora seria chamado de maluco, drogado e suicida.“Ah, não tinha como ficar melhor”, Jack ironizou. Se virou, voltando a dormindo, pedindo para que tudo aquilo passasse logo.

2 Semanas Depois

Era Sexta-Feira, duas semanas após o ocorrido e finalmente, o dia tão esperando.. O Baile de Verão. E Jack se arrumava em frente ao espelho. Dane-se se a garota que ele gostava não iria, ela não poderia perder essa festa por nada. Terminou de arrumar o cabelo e desceu.

Seu amigo Johnny havia chegado para levá-lo. Ao se aproximar da quadra da escola, já começou a ouvir a música alta. Adentrou o local e viu vários garotos e garotas fumando e bebendo. Deixou Johnny na entrada, e começou a procurar alguma garota, precisava esquecer Dani e teria que começar logo. E então, ele ficou em choque. Do outro lado da pista ele à viu, Dani Hill, acompanhada de um garoto.

— Como ela pode? – era tudo o que ele conseguia pensar.

E começou a andar em direção a Dani. Se aproximou com cuidado e quando o garoto a deixou só, ele a puxou delicadamente pelo braço, fazendo-a olhar para ele.

- Como pode fazer isso Dani? – ele perguntou. Não conseguia acreditar que ela havia feito isso.

- O que você está fazendo aqui? Pensei que não iria vir – ela respondeu, olhando para os pés, bastante envergonhada.

- Não fuja da minha pergunta Dani. Você me falou que não viria, que sua mãe não deixaria e agora você aparece aqui? Acompanhada com aquele garoto? – ele gritou e apertou mais o braço dela entre os dedos.

- Me desculpe – ela falou e puxou seu braço das mãos de Jack, se virando de costas. – Minha mãe não me deixou vir com você, disse que você já era bem mal falado, não só na escola, mas também em toda a cidade. Eu não poderia desobedecer ela, eu sinto muito.

- Sente muito? É apenas isso que você consegue falar? – ele gritou, a raiva lhe consumindo.

- Me desculpe – ela falou baixinho e começou a chorar.

Jack saiu da quadra, com muita raiva e com ódio de si mesmo, por ter feito ela chorar. Acendeu um cigarro e andou para longe da festa, o barulho cada vez mais distante. Até que ele ouviu passou atrás dele, pensando que era Dani, se virou, mas para sua surpresa, não era ela.

- Surpreso em me ver, Jack Tyler? – o garoto se pronunciou. Era o garoto que ele conhecia e que lhe vendia drogas, e agora estava com uma arma em punho, direcionada para Jack. – Não estava esquecendo-se de nada? Talvez 50 dólares?

- Foi mal cara, meus pais cortaram minha mesada e eu não tenho mais dinheiro – Jack falou, andando para trás e acabou tropeçando e caindo no chão.

- Não quero saber se você não tem dinheiro ou não, você pagara com a sua vida – ele falou.

Se aproximou mais de Jack, puxou o gatilho e apontou a arma para ele. Jack fechou os olhos, já esperando o pior. E então ele ouviu o alto barulho da arma, alguém gritando e um corpo caindo sobre ele.

Não havia dor, e não havia atingido. Abriu os olhos e viu a pior cena de toda sua vida. Caída sobre ele, estava Dani, com uma marca de bala próximo ao coração e muito sangue sobre ela e sobre Jack. Ele se levantou e gentilmente a colocou no chão, com muito cuidado para não machucá-la mais.

- Qual o seu problema Dani? Você não deveria ter pulado na minha frente – ele falou baixinho, tirando algumas mechas do rosto dela.

- Eu não deixaria você se machucar novamente, eu não me perdoaria por isso – ela falou lentamente, buscando ar.

Jack se apavorou ao ver mais sangue sair. Arrancou um pedaço da manga de sua blusa e colocou sobre o local, pressionando sobre o ferimento, fazendo Dani gritar de dor. Com a outra mão ligou para o 911, pedindo urgentemente uma ambulância para a escola.

- Por favor não morra, não me deixe Dani – ele falou, uma lagrima caindo dos olhos. –Eu te amo Dani, eu te amo demais, não me deixe sozinho aqui.

- Você.. me.. ama? – ela perguntou, sorrindo fraco.

- Sim, eu te amo, demais e eu quero que fique comigo, por favor não me abandone – ele falou, se aproximando dela, sentindo a fraca respiração dela.

- Eu não vou te abandonar, eu prometo.. Porque.. eu.. te.. amo – ela sussurrou, e puxou ar mais uma vez, fechando os olhos com a dor.

- Não me deixe Dani, não, por favor – Jack gritou e a abraçou delicadamente.

Permaneceram assim por alguns segundos, Jack chorava muito, não agüentaria ficar sem ela, e Dani aguentava a dor, tentando ser forte o suficiente para não morrer. Até que os dois ouviram o barulho da sirene da ambulância, e tudo ficaria bem. Colocou Dani no chão e correu para a direção da sirene, lhes mostrando onde Dani estava. Eles a levaram ao hospital e ao chegar lá, Dani foi levada ao centro cirúrgico.

Minutos depois o pai e a mãe da Dani chegaram ao hospital, e assim que o pai dela viu Jack, deu um soco nele, que caiu no chão e não se levantou.

- Você é o culpado por isso ter acontecido – ele gritava, tentando avançar mais uma vez sobre Jack.

- Não se preocupe, se algo acontecer a Dani, irei me culpar para o resto da minha vida– Jack falou, ainda caindo no chão, chorando. – Esse soco não chegará perto da dor que eu vou sentir caso perca ela.

A mãe de Dani se aproximou de Jack, e o ajudou a se sentar. Ela o abraçou e os dois choraram juntos.

- Me desculpe por tudo, não queria que isso tivesse acontecido – ele falou. – Ela não deveria estar ali, não naquela hora.

- Não foi culpa sua querido. Vai ficar tudo bem – ela falou, abraçando-o mais forte.

E então, o medico chegou na recepção e perguntou sobre os parentes de Dani Hill e todos se levantaram.

- A bala foi removida e agora ela esta dormindo. Já já ela pode receber visitas – o medico falou. – E por acaso, quem é Jack Tyler?

- Sou eu – Jack se pronunciou.

- Ela estava lhe chamando, caso os pais não se preocupem,acho que ele deveria entrar primeiro – ele disse.

- Claro – a mãe de Dani falou e o pai nada disse.

Alguns minutos se passaram e Jack entrou no quarto, onde Dani estava. Ela se acordou e Jack sorriu de orelha a orelha. Ele a abraçou e deu um beijo no rosto dela.

- Ainda bem que você não se machucou – ele falou, segurando o rosto dela, que sorria. – Não me perdoaria se algo acontecesse com você.

- Eu não iria te abandonar, eu.. te amo – ela falou sorrindo também.

Os dois se aproximaram e acabaram com o espaço entre eles, selando um beijo apaixonado. Foram interrompidos pelos pais de Dani, que entraram no quarto.

- Então eu queria falar uma coisa para vocês – ele falou, segurando a mão de Dani. –Eu quero pedir essa garota, linda, maravilhosa e perfeita em namoro. Prometo que vou amá-la, protegê-la e nunca mais farei mal a ela. Prometo que nunca mis vou beber, fumar ou usar drogas, eu prometo que vou me tratar, agora tudo o que eu peço é que me deixem namorar essa garota perfeita que é filha de vocês – ele falou e à cada palavra, o sorriso de Dani aumentava.

- Eu permito, com uma condição – o pai de Dani falou e se aproximou de Jack. – Se você a magoar ou a fizer sofrer, eu quebro a sua cara.

- Prometo por tudo o que é mais sagrado, que nunca vou machucar ela – Jack falou e apertou a mão do pai dela, selando o acordo.

Agora Jack tinha certeza, que conseguiria ser feliz na vida.

Notas finais
Bom pessoal, é isso. Espero que leiam, aproveitem e por favor comentem.. Deu trabalho passar essa one-shot toda pro computador, então eu queria um pouco de reconhecimento, apenas isso. Bom, até os próximos capítulos da minhas outras fics e outras one-shots. Bye!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!