Captain Swan - Quebrando barreiras
9 Rum - part 1
Notas iniciais
No outro dia.
– Bom dia filha, o que anda fazendo ultimante depois do trabalho? — perguntou meu pai.
– Nada de mais.
– Certo...
– Está saindo com alguém querida? — perguntou minha mãe, curiosa, como sempre e sempre.
– Como fazem questão de saber... a resposta é sim. Mas por hoje é só, depois conto mais, tudo bem?
–Ai ai, diz pelo menos o nome dele vai!
– Não não. Se tudo se acertar, vocês o conhecerão, prometo. Agora vou pra delegacia, tenho que arquivar um monte de papelada, beijos.
– Tudo bem então, amamos você querida.
Já na delegacia estava com pilhas de documentos para arquivar nos registros, até que meu telefone toca.
– Alô?
– Olá love.
– Ei capitão, por que me ligou?
– Não posso escutar a voz da minha namorada?
– Ta de brincadeira que você me ligou só pra isso?!
– haha, tô brincando. Foi só pra avisar que vou sair por poucos dias da cidade, preciso pegar algumas peças com minha fornecedora Úrsula pra concertar alguns barcos e lanchas particulares.
– Tudo bem, nem vou sentir sua falta querido.
– Duvido! Bom, beijos Swan.
– Beijos.
Eu e Killian não nos víamos todos os dias, afinal, o trabalho estava grande para ambos. Nossa "relação" estava a cada dia se tornando uma amizade que crescia.
– Emma! Preciso de uma ajudinha — disse Belle.
– Oi Belle, claro o que é?
– Sr. Gold tem uma loja de penhores como sabe, e algumas coisas pertencem a algumas pessoas na qual eu não conheço, preciso saber se moram aqui ou próximo aqui, algo assim, entende?
– Ah claro, deixe me ver.
– Fico feliz por você e Killian estar se dando bem.
– É, está tudo bem mesmo. O único problema é que tem uma tal de Zelena que parece gostar dele.
– Zelena? Meia irmã de Regina?
– Sim, a conhece?
– Mais do que você pensa, não se preocupe com ela, ela vive dando em cima de Gold também. Parece obcecada por ele também.
– Sério? Que mulher louca.
– Pois é! É um invejosa — rimos juntos.
Depois de acabar de ajudar Belle, continuei meu trabalho até o fim do dia e ajudei minha mãe com a organização do apartamento.
No outro dia, resolvi jantar com as mulheres no Granny's. Porém, tinha me esquecido que elas iriam me tolar de perguntas sobre meu "namoro".
– E ai Emma! Você o vê todos os dias? — perguntou Ruby.
– Um dia sim, outro não. Ninguém merece homem meloso, não é mesmo? — brinquei.
– Já avançaram o namoro, se é que me entende? — perguntou Tinker.
– haha, bom, deixe isso em off — dei uma piscada e fugi da resposta, a resposta era não, mas não adiantaria responder isso.
– hahaha, deixa o casal e suas intimidades, são adultos oras — brincou Regina.
– Por que não falamos mais de vocês agora hein? — eu disse.
– Certo. Pra quem vai a pergunta agora? — disse Ariel.
– Pra Ruby — respondeu Aurora.
– Ok, certo. Diga — ela disse.
– Como anda com o Dr. Whale hein...? — Mulan perguntou.
– Estamos saindo ainda, temos mais coisas em comum do que vocês imaginam — respondeu.
A noite foi assim até o final.
Já no outro dia, tudo estava conforme o normal, até que no final da tarde, enquanto eu andava pela floresta, percebo que alguém esta me seguindo. Pego minha arma calmamente, e pergunto alto:
– Quem está ai?!
– Ei ei, sou eu.
Era Neal.
– Mas que mania que as pessoas tem de me seguir, o que você quer hein? — fui curta e grossa.
– Baixa a bola ok? Não é nada de mais — respondeu grosso.
– Então... — fiz gestos com a mão para ele continuar.
– Quero falar sobre você. Nós.
Fiquei em silencio.
– Bom — continuou — nunca pensei que sentiria falta de alguém Emma, eu sinto a sua — dizia isso se aproximando de mim.
Continuei em silencio.
– Relembre tudo que passamos juntos, tudo que houve de bom.
– De bom. Ok. E o que eu passei de ruim, sozinha! Tenho que esquecer, e fingir que nada aconteceu? — respondi nervosa.
– Eu errei Emma. Só por você ter dito isso, prova que você me amou Emma, você me ama, sempre me amou.
Meus olhos estavam se enchendo de lagrimas, mas consegui responder:
– Sai daqui Neal! Eu tenho quem se importa comigo, que pensa em mim, fica do meu lado.
– Aquele peixeiro?! Fala sério! Não é homem pra você! — disse nervoso.
– E você é?! Um homem honesto, gentil, confiante e dentre outras qualidades né! Sai daqui, sai logo vadio.
– Quer saber, vai pro inferno tá. Só saiba que está enganando a sí mesma, você me ama, não se esqueça disso. Vou te provar — e saiu exaltado.
Montei no meu fusca. Estava completamente abalada. Ele estava certo, eu o amei, mas estou destruída. Não sei lidar com meus sentimentos. Estava devastada, não sabia oque fazer.
Minha solução foi ir a um bar próximo. Precisava de algo forte pra me fazer esquecer do que passei hoje. Comprei uma garrafa de rum.
Tomei ela inteirinha sozinha. Não sabia nem onde estava, mas também não me lembrava de nada, tudo se apagou de minha mente.
Killian [0N]
Cheguei para StoryBrook hoje a noite. Estava muito cansado, resolvi ir no bar pagar o que devia antes de ir pra casa tirar um boa noite de sono.
Chegando lá, encontro uma mulher loira e jaqueta vermelha debruçada no balcão.
– SWAN?!
– Hum? — respondeu mole.
– O que está fazendo aqui, nesse estado?
– Nada — respondeu mole.
Estava claro que bebeu de mais e não tinha menor consciência de se lembrar o que aconteceu.
– Preciso te levar pra casa, tomar um banho pra esfriar essa cabeça logo — disse pra mim mesmo.
Mas não conhecia seus pais direito e não sei qual seriam suas reações ao vê-la assim. A melhor decisão era leva-la pra minha pequena casa.
Chegando lá, levei ela para o banheiro, tirei sua jaqueta e suas botas. A coloquei debaixo do chuveiro de roupa mesmo.
Ela tirou sua camiseta branca e me puxou para debaixo da ducha. Me molhei todo quando ela me puxou. Ela segurou meu braço e tentou tirar minha camiseta.
O momento realmente era muita tentação pra mim, mas não podia fazer nada com ela, era errado.
– Qual é, to te esperado — ela disse, era claro que não sabia oque estava fazendo.
Me puxou pra perto dela e me selinho. Respondi com outro. Até que ela colocou seus braços em volta do meu pescoço, começou a descer uma das mãos por meu corpo, e me beijou mais intensamente. Nesse momento só consegui retribuir com outro beijo mais intenso debaixo do chuveiro.
– Aah... — ela disse.
– O que foi? — perguntei assustado.
– Eu gostei — e ria que nem boba.
Mas ai percebi a situação, sai lá de baixo antes que piorasse as coisas e dei uma toalha para ela. Ela conseguia ficar em pé pelo menos.
A coloquei em minha cama para dormir e fiquei na poltrona ao lado.
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