Captain Swan - Quebrando barreiras
5 Mão amiga
10 h 35 min. Despertador toca.
– Bom dia amores — disse sorridente.
– Bom dia querida — responderam de forma sincronizada.
– Hmm, está feliz, algum motivo especial? — perguntou minha mãe curiosa.
– Ér... não. Na verdade, sim.
– Então nos diga o que é, estamos curiosos.
– Estou mais próxima de saber ontem encontrar a garota Anna do que vocês imaginam.
– Ah... — disse minha mãe com tom de decepcionada.
– Esperava outra coisa?
– Sinceramente? Sim, haha.
Passado poucas horas, fui a delegacia e disse:
– Olha quem voltou.
– ANNA! Onde você estava?! Estava tão preocupada — disse Elsa.
– Me desculpa irmã de verdade, estava na cada da tia Ingrid...
– Mas ela me disse que não sabia de nada!
– Eu sei, eu sei, eu pedi pra ela guardar segredo. É que, Kristoff me pediu em casamento e eu precisava de um tempo sozinha para pensar.
– Ele o que?
– Pois é...
– Acho vocês precisam de um tempo para conversar — interrompeu meu pai.
– Sim, muito obrigada mesma!
Telefone da delegacia tocou. Mais problemas. Acabava-se resolver um, outro ocorre. Quem merece né?. Fui até o mercadinho que na rua principal.
– Um rapaz, ladrãozinho, fugiu naquele rumo! — apontou o dono do estabelecimento.
Corri naquela direção.
– Me solta!! — escutei a voz de um garoto falando alto.
– Procurando esse rapaz aqui, Swan?
– Você por aqui Capitão?
– Éh... acho que nossos caminhos estão traçados, não acha?
– Hm, acho que não viu.
Ele sorria pra mim.
– É... então você está roubando comida garoto? — perguntei para parar de olhar o sorriso dele.
– Não!
– Não minta, o que esconde aí dentro da jaqueta?
– Aff, ok. Mas foi só desta vez.
– Certo, qual seu nome e cade seus pais?
– Henry. Não tenho.
– Ah... — é..., não tenho experiencia com crianças e não sabia o que fazer no momento.
– Então ja sei para onde temos que leva-lo, garanta-nos que nunca mais vai se meter em problemas como esse, certo companheiro? — interrompeu Killian.
– Vão me levar para o orfanato?! — perguntava assutado.
– Não, mas alguém que pode lhe ajudar, eu prometo que não é tão ruim. Vou leva-lo para a assistente social aqui da região.
– Nessa cidade pequena tem uma? — perguntei
– Não, mas é bem próximo daqui, o problema é que não tenho carro, apenas barco...
– Eu tenho, vamos no meu.
Dirigimos por um bom tempo, Killian tem jeito com crianças, acalmou o garoto durante a viagem. Tudo tinha se resolvido, então falei:
– Obrigada por tudo, não sabia que tinha jeito com crianças.
– Pois é. Tem varias coisas que não sabe sobre mim, love.
– Tipo?
– Que eu estou afim de você.
Me assustei. Por mais que ele me de cantadas a todo instante e tals, dizer isso foi um impacto grande pra mim. Respirei, e disse:
– Sinto lhe dizer, mas não posso dizer o mesmo.
– Tudo bem, eu espero.
– Esperar oque?
– Você poxa.
– Wow. Ok. Será uma perca de tempo capitão.
– Gosta de alguém?
– Não.
– Então, posso te conquistar o tempo que for preciso. Se lembra do nosso beijo naquela festa?
– Sim, só um beijo.
– Pra você. Pra mim, nunca pensei que esqueceria do meu primeiro amor, mas você Swan, fez isso.
Realmente estava fazendo pose de durona, mas no fundo estava sem saber o que fazer com o que ele dizia. Apenas fiquei em silencio.
– Chegamos.
– É... obrigado, love.
– Pelo o que? Eu que agradeço sua ajuda por hoje.
– Por isso...!
E me beijou. Colocou uma das mão na minha cabeça, outra segurando minha mão. No instante pensei em afastar do beijo, mas não resisti e continuei.
– Emma, você está ai? — perguntou meu pai quando avistou meu fusca.
Nos separamos rapidamente, mas não a tempo suficiente.
– Ah, é, ah. Me desculpe, não quis atrapalhar.
Killian passou a mão ma cabeça e depois cumprimentou meu pai.
– Killian Jones senhor.
– David.
– Bom, acho que já esta na hora de eu ir... — disse Killian dando uma piscadinha pra mim e um sorrisinho, enquanto eu só estava associando o que acabava de ocorrer.
– Esse é seu motivo de chegar tarde a noite e acordar sorrindo, mocinha? — perguntou meu pai de forma irônica.
– Não, isso não foi nada, eu juro.
– hahah, pensou que eu ia dar uma de pai durão? Fico feliz por você querida.
– Eu sei. Mas não foi nada como já disse.
– Bom, já que é assim, vou pra casa, já vem?
– Tudo bem, pode indo, vou resolver uma ultima coisa e já vou, obrigada.
Fui até o porto falar com Killian, ele estava arrumando uma vela do seu barco, tal Jolly Roger.
– Não sabia que esperar significava roubar um beijo na frente do pai de alguém — disse de forma irônica.
– Você gostou Swan! Veio até atrás de mim pedir outro, olha só — disse isso com o maior sorriso que já vi.
– Claro que não.
– Então por que está aqui?
– É... porque... — não sabia também — perdi meu telefone particular ontem a noite, pensei que estaria aqui. — menti.
– Hum... trabalhei aqui hoje, não vi nada love, desculpe.
– Tudo bem então, obrigada — me virei rapidamente e já ia saindo.
– Swan, espera!
– Oi?
– Me desculpe se não gostou, é que não resisti, você fica tão se.. bonita, quando não briga comigo — disse dando um sorrisinho de lado.
– Ah ok. Não faça mais isso por enquanto.
– Por enquanto?!
– Não, quer dizer, nunca mais. — aargh que raiva, não podia ter dito aquilo.
Ela ria e disse: — Tudo bem, até mais Swan.
E me deu um beijo no canto de minha boca. Fiz cara de "mereço" pra ele, mas no fundo, gostei.
Chegando em casa, a primeira coisa que escuto é:
– Então você está realmente tendo um caso com aquele tal de Killian?! — perguntou minha mãe empolgada.
– Porque Mary Margaret? Eles já tiveram algo antes? — perguntou meu pai, perdido no assunto.
– Claro que não. Não foi nada e tem é nada. O jantar está pronto? Quer ajuda? — disfarcei. E a noite terminou assim.
Killian é um homem diferente, atraente e sedutor, porém simpático, alegre e legal, assim posso dizer. Aquele beijo foi... tão bom, diferente...
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