Capricho e Fantasia irreal
2 Capitulo 2.
Notas iniciais
Desde de pequeno tive problemas para me adaptar, a sociedade machista reprimia meu sonho de ser um bailarino profissional. No colégio, recebia apelidos como ''baitola'', ''viado'', 'barbie'', ''bambi'' e afins. Quem mais sofria com isso era minha mãe, uma vez que ela era a professora da classe aonde eu estudava e sempre iria parar na direção para reclamar com um cargo mais alto, sobre os alunos em relação a mim. Agradeço até hoje a essa mulher batalhadora e é por isso que hoje estou a procura de um emprego, para ajudar com as finanças tidas pelos remédios caríssimos que minha avó precisava.
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– Mãe! — chamei a atenção dela.
– Hm? — Ela levantou os olhos sob o livro que lia.
– A VOGUE vai abrir uma franquia aqui em Chicago. — anunciei. — e o melhor... estão precisando de funcionários! — me empolguei.
– Andrew, tem certeza? — ela me observou cautelosa e eu já sabia do que a mesma se referia e era exatamente sobre o maldito preconceito que sofria.
– Tenho, até porque não tenho muitas opções. — respondi decidido.
– Tudo bem, você já sabe o que faz. — ela sorriu torto e voltou a ler seu livro.
Levantei da cadeira para ligar para Mary, não dava nenhum passo sem consultar aquela mulher justamente por ela ser uma irmã que eu nunca tive. Quando finalmente atendeu, falei:
– Ei, linda. — dava pra saber o sorriso dela do outro lado da linha.
– Eii! você disse que ia me ligar ontem mas não ligou! O que aconteceu? — reclamou.
– Eu acabei pegando no sono, desculpa. Mas eu tenho uma notícia e preciso que você me oriente. — disse seriamente.
– Sou todos ouvidos. — falou.
– Então... Estou precisando mesmo de uma grana e não tenho muita possibilidades por aqui, mas surgiu uma... A VOGUE vai abrir uma franquia em Chicago e eu estava pensando em me candidatar já que minha avó precisa urgentemente dos remédios e tá faltando verba aqui em casa. O que acha?
– É.... Bem, se você está realmente precisando de dinheiro no momento, acho que essa chance não deve ser desperdiçada,
– Valeu, gata. Vou desligar agora, se cuida e vê se volta logo da Inglaterra.
– Beijos.. eu te... — desliguei na cara dela.
Peguei o notebook e me mandei pro quarto, na descrição da reportagem haviam sidos claros sobre mandar o currículo pelo e-mail que haviam deixado e a essa hora devia tá chovendo gente para as vagas, tinha que ser rápido. Depois de algumas tentativas frustadas de enviar o currículo, enfim, minha internet cooperou e enviou. Encontrava-me tenso (e isso era um perigo) e precisava relaxar o mais depressa possível então fui para meu único refúgio, que era a pequena sala espelhada de ballet onde eu me perdia na dança.
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