Caos Irresistível
16 Capitulo 16
Notas iniciais
DESCULPEM A DEMORA!!!!
Capitulo 16
Seria até engraçado que com os amigos de Adam fosse diferente, mas sem chance, pois quando Diana saiu do bar — soltando a respiração de alívio — e seguiu o amigo de Adam, ela notou a enorme moto de laterais laranja e outras um vermelho vinho. Era duas vezes maior que a preta mortífera de Adam. Isso soava como o aviso da morte. Diana tentou manter a calma, era corajosa... Ou gostava de pensar.Teria que jogar aquela lista de Perigosidade que Evitaria Sobre Qualquer Circunstância no lixo, com sua vida cruzando a de Adam, mais pontos seriam riscados e aquele papel não valeria mais de nada. Ela bufou. Tinha que organizar sua vida antes que Hans bagunçasse ela de vez. E talvez até sem volta.Diana olhou para frente, dando um sorriso amarelo quando Karl se virou para ela.– Só tenho um capacete. — ele disse, a voz grave. Gentilmente, ele a ofereceu. — Não andaremos muito. Ela concordou. Por que era mesmo que estava indo atrás do Adam? Ah, tinha que lembrá-lo nunca mais meter seu nariz gigante na sua vida outra vez. Era sua vida, não dele.– Obrigada. — Diana sorriu. Ela destravou o pino e o moveu para a cabeça.– Você é mesmo forasteira. — Karl deixou escapar, as bochechas alargando-se num sorriso quase infantil. Ela pausou no ato, voltando a segurar o capacete.– O que isso quer dizer?– Que não é daqui, você é educada, não é oferecida, sem contar que se posta como uma garota que vai a aula de etiqueta todos os dias. — Diana corou. — não é um defeito. Assim... Tento entender o que chamou sua atenção no Hans. Ou vice e versa.– Não eu. Ele me perseguiu. — ela disse muito rapidamente, sem parar para processar as palavras, talvez porque Karl facilitasse tudo, era fácil de falar com ele.Karl riu.– É a cara dele. — ele passou a perna por cima da moto e sentou, olhando para Diana. — Apesar disso, acredite que ele não é maluco, ele só não sabe ser paciente, quando gosta de algo ele normalmente corre atrás.Ela corou novamente. Ele estava querendo dizer que Adam a queria? Por mais que tentasse não pensar sobre isso, no fundo ela já se questionou, mas mudou logo de ideia. Havia muitas garotas bonitas e sensuais no Five, ou na sua faculdade, ou mesmo na cidade inteira. Diana era... Comum. Adam parecia ter outros tipos de desejos, outros sentimentos de atração, procurava coisas diferentes nas garotas e ela não parecia se encaixar em nenhuma dessas categorias.– Não sei o que seu amigo fala de mim para você, mas ele não... Gosta de mim. — Diana se moveu para se sentar. — Apenas dou muitos "não" a ele. Karl achou graça, mas sua expressão ficou séria.– Ninguém realmente nunca chegou perto do Hans para conhecê-lo realmente. Então, — Karl virou parcialmente o rosto para que ela pudesse vê-lo — desculpe, não conheço a jogada dele, mas se Hans fez algo de errado para você, espero que o faça pagar. Você parece ser legal, forasteira. Diana riu. Segurou firmemente na sua cintura, sem medo algum de piadinhas ou de se sentir desconfortável, ele era diferente. Amigável, divertido, não era intimidador e intenso como Hans, ou desprezível como Scott. Karl era um homem bastante alto, mais alto que Adam alguns bons centímetros, sua pele morena em contraste com seu físico magro e malhado era muito atraente, mas não foi exatamente o que chamou a atenção de Diana. Karl era legal e gentil. E como se ela não pudesse achar nenhum ponto positivo na vida de Adam, o destino lhe esbofeteou na cara e mostrou que ele tinha seus amigos. Sven e Karl, ambos pareciam distorcer toda a ideia preconceituosa de Diana com os nativos do Five Points, os dois eram melhores, como ela havia pensado, legais.Em alguns segundos, deixaram a rua do bar e seguiram pelo caminho que ela normalmente pegava para a escolinha. Só que, em vez de pegar a rua direta ou a direita, eles foram em frente e dobraram a esquerda. Foi bastante rapido, apesar de que Karl já havia lhe avisado que não demorariam muito. Ele estacionou a moto em frente a uma pousada, ou parecia com uma. Era um prédio de quatro andares, laranja, com vários alpendres, na porta de madeira dois pilares que seguravam uma harpa de material plástico cor areia. Era ali a casa de Adam? Ela já havia passado por ali várias vezes, depois que Natasha lhe mostrou um novo caminho direto para o metrô, ela deixou de pegar a rua do bar e passou a escolher esta rua. A rua do Hans. Era estranhamente engraçado. – Chegamos. — Karl desceu depois de Diana. — Ele deve estar em casa. É o horário. — ele olhou para o relógio de pulso. É o horário para o que? Diana quis perguntar, mas não teve tempo para rodeios, teve que apressar os passos e seguir o Karl.Atravessaram a rua e pararam em frente à porta de madeira. Chambre des Fourrié estava escrito a tinta branca numa placa de madeira no alto da porta. Era francês. – Vamos. — Karl a despertou, abrindo a porta para sua passagem e entrando logo depois.Era uma pousada diferente. Dentro, as paredes cor areia eram cobertas de quadros diversos, a maioria era, pelo pouco conhecimento de Diana, pintura sobre a própria França. Muito simples, rústica, cheia de flores espalhadas em jarros feito à mão, pintados com cores vivas e quente. À direita, um sofá acobreado e retangular, além de algumas cadeiras, um lustre antigo e mesas quadradas de madeira bege, artesanal, com flores decorando em jarros transparentes. À esquerda, um balcão de madeira, um sol astral pintado sobre o material, tornando todo o conjunto muito aconchegante. Mais à frente, após um extenso espaço com mais mesas, cadeiras, e um minibar, um corredor levava para alguma parte mais particular dos hóspedes. Somente agora Diana percebeu a escada de várias dobras para dentro da parede a sua esquerda.
Quando despertou, Karl estava andando até o balcão, sorrindo para uma mulher branca, cabelo castanho, miúda e rechonchuda, de uma certa idade e com um sorriso nada americano. Era francesa, certamente, e por sorte poderia chutar parisiense. – Karl, querido! — a senhora abriu seu largo sorriso francês para sua chegada.– Boa noite Danielle. – Oh, não, não! — a senhora tinha sotaque típico. Era maravilhoso. — Dire as palavras, Karl.Karl bufou, virando-se envergonhado para Diana, o rosto vermelho. O que ela perdeu?– Está bem. — Karl encolhi os olhos e olhou para a senhora, inclinando-se para mais perto. — Bonne Soirée, Danielle! Diana abriu a boca, chocada. Era melhor do que esperava, Karl falava muito bem francês, talvez melhor do que qualquer pessoa que conhecesse que falasse francês — na verdade só conhecia uma -, embora não conhecesse muito sobre a pronúncia, sempre fora seu sonho viajar para a França e aprender a língua. Karl olhou para ela por cima do ombro, pegando-a rindo para si mesma. Ele havia ficado vermelho. Diana espremeu a boca, tentou abafar sua risada, e tentou por ele, sabia que estava envergonhado.– Muito bien. — a senhora, Danielle, deu palminhas leves para encorajá-lo, isso a fazia feliz pelo jeito. — Agora me diga o que deseja? Normalmente você nunca vem aqui em dia de semana. Diana abraçou o corpo, dessa vez já não tinha certeza se queria ir atrás de Adam.– Negócios, tia. — Diana enrugou a testa, eles eram parentes? A mulher rapidamente notou Diana e arqueou a sobrancelha, acenando para ela, mas fazendo uma cara feia para Karl. Diana corou.– Olha, Karl, eu não aceito esses joguinhos, não chame a garota de negócio, se está com ela, está com ela. — a senhora apontou para Diana. — Venha aqui, querida. Não fique encabulada. Ele não é uma tremenda encrenca e nenhum idiota, só as vezes, mas não fique com raiva, aos poucos ele vai melhorando.Diana riu-se, um pouco vergonhosa, aproximando-se do balcão e tentando não manter contato visual com Karl.– Eu não estou com ela, tia. — ele revirou os olhos. — Estou apenas trazendo ela até o Hans.Diana parou no balcão e a senhora, Danielle, a encarou, a bochecha quente.– Que diabos estava pensando? Isso suou como qualquer coisa, menos o que Diana estava esperando. Por que ela ficou zangada?– Tia...– Leve-a para casa agora, Karl.– Deixe-me explicar.– Não diga nada. Oh, Meu Deus! — Danielle botou as mãos em volta do rosto. — Pobrezinha. Outra que terei que cuidar! – Outra? — dessa vez foi Diana quem perguntou, confusa. O que ela havia perdido?– Fique tranquila, eu ajeito resolvo com ela! — Karl sussurrou para Diana, parecia ser um assunto particular. Depois virou sua atenção para sua tia . — Ela não veio pelo Hans, Danielle. É diferente.– Tenho uma conversa pendente com ele, senhora. — Diana o interrompeu. – É o que todas dizem. Depois saem gritando por aquele corredor, batendo em tudo, quebrando meus vasos, jogando meus quadros... — a mulher disse, ainda segurando o rosto com as mãos, um pouco frustrada. — Você parece doce demais para estar com alguém como o Hans, querida. Sinto muito dizer.Diana quase riu. Embora achasse que desse ficar zangada por acharem que ela estava com Adam, ela não conseguiu achar isso engraçado. A fama dele era tão péssima quanto ela imaginava.– Está tudo bem. Não estou aqui pelos mesmos motivos das outras garotas, senhora. É apenas uma conversa.Danielle livrou um olho das mãos, aos poucos encarando Diana com curiosidade.– E não? — parecia um tom de surpresa. — Bem, se é assim...– Só diga aonde ele está, tia.Danielle primeiramente bufou.– Adivinha! — depois fez uma careta. – Outro apartamento?– Ou ele quer um negócio com apartamentos ou ele está muito empenhando em sair daqui para morar em outro lugar bem longe. Karl resmungou alguma coisa.– Obrigado, Tia. — ele se virou para Diana, ainda confusa com toda a situação. Ela sabia que Adam fazia apostas, mas por que tanto interesse em apartamentos? — É por aqui.O corredor que havia notado era o mesmo que Karl havia apontado. Era lá então que acontecia as apostas? – Tchau querida! — Danielle acenou gentilmente sorridente. Diana retribuiu, havia gostado da senhora. Após os primeiros passos, algo atingiu o corpo de Diana. Era incrivelmente estranho, mas Diana sentia a adrenalina correr por suas veias e eletrizar cada parte do seu corpo. Seria divertido ver a reação de Hans quando a visse. Acreditou que fosse por isso, somente a surpresa e não idéia de vê-lo depois do que acontecera no seu apartamento.Mais à frente, mais quadros e cores fortes, a direita outro mini bar, dessa vez com um mixólogo profissional oferecendo bebidas a todo instante, e a esquerda cinco mesas de sinuca, uma postada ao lado da outra com espaço suficiente para caber os jogadores. E no fim do espaço, sofás retangulares e um enorme espelho por onde ela pode se ver nitidamente, e dar-se conta também de Adam. Ela o encontrou, olhando para seu rosto através do espelho enquanto ele se inclinava para frente, para uma breve tacada de costas para ela. Seu corpo era muito sensual, a imagem fazia toda a compostura de Diana esvair como açúcar derretendo-se no contato com água. Ele vestia a mesma regata branca que mostrava com muito mais afinco — e sensualidade — sua pele e seus músculos. Ele usava um boné azul escuro, calças pretas e tênis. Ele estava muito ocupado concentrado na tacada para notá-la. Mas, logo na vitoria do seu lance, na levantada de sua cabeça, podendo ver vislumbre de um sorriso vitorioso, ele notou o espelho. E posteriormente Diana. Com muita dificuldade de alternar o olhar, ele viu Karl. Foi o bastante para Adam se virar e encará-los de frente.– O que está acontecendo? — foi o que ele disse. A voz dele demorou a chegar nos ouvidos de Diana, ela primeiramente quis admirar a elevação de seus lábios enquanto dizia. Que maníaca. Era como se seu corpo tivesse sido sugada por uma alma maníaca, poetisa e erótica ao mesmo tempo. Era uma loucura.– Ela queria falar com você. — Karl se aproximou de Adam, cumprimentando com um aperto de mão e depois um abraço. — Quanto que ta o jogo? Adam não tirou os olhos de Diana um segundo, e isso dificultava sua linha de raciocínio. Ela não se lembrava mais o que estava fazendo ali. Agora parecia muito estupido ter vindo atrás dele por um motivo ridículo. – Estou vencendo. — foi sua única resposta. Ele deixou Karl para trás e se aproximou de Diana, com aquelas pernas longas o que ela faria em seis passadas, ele fez em três. — Diana! — ele sussurrou seu nome. — Isso é uma surpresa.– Precisava falar com você. – Eu iria vê-la hoje depois do jogo. — ele apontou para a mesa. – Não. — ela disse. Ele arqueou a sobrancelha. — Não devia.– E não? Eu achei que...– Por que você estava na minha casa hoje? — ela resolveu não adiar as perguntas. Mais rápido as respostas, mais rápido chegaria em casa.– Hm, fui te ver. — sua feição era bem confusa. – E precisava invadi-la? Adam uniu as sobrancelhas, criando um vinco de irritação na testa.– É com isso que está preocupada? Em eu ter invadido? — sua feição era dura. — Não se preocupe, os móveis, a decoração, suas economias, tudo está da mesma forma como você deixou.Diana corou, vermelha de vergonha. Não era disso que ela estava falando, longe disso.– Adam, — ela suspirou. — não, por favor, confunda as coisas. Não era disso que eu estava falando. Eu não duvido de você.Ele bufou.– OK, Diana. Faça o seguinte, não me dê explicações, dê a alguém que se importe. — e saiu. Puxou seu taco e se ajeitou ao lado de um dos seus concorrentes, a luz fraca do estabelecimento deixando sua feição mais obscura, contrária a lâmpada. Ele não demonstrou nenhuma hesitação, nem que voltaria a falar com ela. Isso a irritou de uma forma sem precedentes. Queria bater em alguma coisa e de preferencia nele, mas ao invés de fazer uma cena, ela engoliu sua ira, apertou os nós dos dedos e fechou o pulso.– Obrigada pela carona, Karl. Foi muito bom te conhecer. — Karl a olhou, um pouco confuso, mas sorriu gentilmente, trocando olhares com seu amigo "idiota.Diana disse as palavras e saiu, sem demonstrar nenhuma emoção, sem demonstrar que queria gritar, arrancar seu próprio coração, ou melhor, arrancar alguns órgãos do corpo de Adam e vê-lo entrar no estágio final da vida. Era muito ruim desejar a morte de alguém tão intenso assim? Diana achava que era, mas a sensação de planejar sua morte era até prazerosa, se arrependeria em alguns minutos, mas até lá ficaria melhor inventando formas do que praticando.
Quando Diana saiu do corredor, ouviu alguém chamá-la e ela percebeu que era a senhora do balcão. Diana apenas acenou, sibilando que estava tudo bem. Não precisava envolver ninguém na sua raiva, embora fosse melhor ainda generalizar seu ódio por Adam para mais pessoas. No entanto, quando havia passado a primeira linha da escada para a saída, alguém a segurou, chamando sua atenção.– Venha. — foi o que Adam disse. Sem desculpas ou sinto muito ou "vou te levar para casa". Apenas uma palavra de cinco letras, num tom gélido.– O único lugar que eu quero ir é para minha casa, Adam. – Eu não vou para sua casa, Diana.– Não estou te chamando. E além do mais, o único lugar que eu quero você vá é a pu...– Não diga as palavras. — ele a olhou firmemente, seus olhos mais negros que o normal por causa do boné. — Eu posso adivinhar só pelo ódio nos seus olhos.– Otimo. — ela deu um meio sorriso. — Agora solte meu braço. – Não. Vamos para meu quarto. – Eu não vou para seu quarto.– Claro que vai. Você chega aqui cheia de ego e não espera que eu me revolte?– Quer saber? Guarde seu desabafo para quem se importa.Adam bufou. Ele olhou para o alto e fechou os olhos.– Deus, eu sei que ando afastado nesses últimos anos, mas te peço que envie uma mensagem para dentro da cabeça dessa garota porque se ela não me acompanhar eu a carrego no colo. Obrigado.Diana abriu a boca, sem fala.– Agora vamos? — Adam abaixou os olhos para ela.– Você não ousaria...– Não pague para ver... Sempre ganho!Diana bufou, afastou seu braço com muita força e se moveu para a escada.
Notas finais
Eu quase desisti realmente dessa fic gente, mas espero me redimir e que vocês continuem lendo!!!
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