Notas iniciais
boa leitura >

– a esquerda, por favor. — Adam disse baixinho, acenando para um segundo corredor. Seu tom de voz estava muito mais diferente do que estava há alguns minutos. Sua irritação tinha se esvaído em pouco menos de cinco minutos de lances de escada.

Diana acreditou que ele estava tentando ser educado com ela numa forma de pedir desculpas sobre o que acontecera lá embaixo. Mas, mesmo se fosse apenas uma forma de pedir desculpas, — e ela cedesse a esse lado gentil dele mesmo contra sua vontade — Diana não iria vacilar. Ela tinha suas razões e havia vindo para cá para tirar satisfação com Adam, mesmo que ele não quisesse dá-la.

– É aqui! — sua voz a pegou desprevenida, talvez porque estivesse com os pensamentos sobrevoando sua cabeça fazendo-a desligar do mundo por alguns segundos. E a culpa era totalmente dele.

À direita, uma porta de um laranja avermelhado indicava a entrada para o quarto de Adam. Era engraçado pensar sobre isso. Ela finalmente conheceria alguma coisa concreta na vida dele, nada de motos, encrencas e apostas. Diana havia se questionado tanto sobre não conhecê-lo que o destino veio e estapeou sua face outra vez. Ela podia morder a língua agora.

– O que foi? — Adam olhou para ela, baixou o rosto e os olhos para vê-la, demonstrando que mesmo a altura generosa dela devido a boa genética do seu pai não era suficientemente sequer comparada aos quase dois metros dele. — Alguma coisa errada? — ele a olhou como se soubesse o que estivesse passando pela sua cabeça. Mas não sabia. Ela não ia fugir como ele esperava.

– Estou pensando.

– Voce faz muito isso, Diana. — ele entortou a boca. — Pensa demais e esquece de viver a vida.

Ela corou, talvez de irritação. Odiava ouvi-lo lhe dar sermões. Ou pelo menos sermões que comprovassem que estava certo.

– De qual filme você tirou essa?

Ele quase sorriu. Quase.

– Não foi de um de terror. Fique tranquila, não verá pás ensangüentas nem correntes. Alguns móveis antigos, roupas espalhadas certamente. Nada de monstros.

Diana escondeu o sorriso.

– Acho que sobrevivo a isso. — ela se aproximou da porta para entrar, mas não era sobre isso que havia pensado.

A ideia de intimidade com Adam era maravilhosa, mas também assustadora. Ela estava pronta para conhecê-lo?

Adam não leu seus pensamentos e não descobriu seus tormentos, abriu a porta e disse "primeiro as damas" no seu sotaque "ironizado". Diana o obedeceu e deu o primeiro passo, olhando para um tapete cinza com "Bem-vindo ao Caos". Que instigador e divisor de águas, ela pensou. Diana entrou para dentro de um corredor escuro, o quarto estava total breu e seu único sentido apurado depois da audição era o olfato. Mistura de cheiros. Era muito masculino, suor, colônia, uma leve brisa de algo que tinha passado do ponto na frigideira e algo mais que ela não sabia o que era.

– Ah, desculpe. — Adam se intrometeu a sua frente e ligou as luzes.

Ele ficou para trás para fechar a porta e ela no lugar de sempre para observar o cômodo dessa vez em claro. Um sofá branco encostado na parede de frente para uma TV a direita, uma mesa de madeira, e como ele havia alertado, tinha sim roupas espalhadas, mas por ela, não pelo chão. Um casaco e um moletom. A esquerda um balcão para a cozinha que era muito pequena. La na frente, na última parte do seu canto particular, duas portas uma de frente para a outra. Talvez dois quartos ou seu quarto e um banheiro. Diana não teve certeza e não quis pensar na possibilidade de conhecer um deles para saber. Uma parte quase inconsciente gritou que preferia o quarto primeiro. Diana balançou a cabeça e espantou o pensamento.

– E aí? O que achou? — finalmente ela se lembrou que ele ainda estava ali, parado e olhando para ela o tempo todo.

Ela não soube responder, talvez porque não tivesse nada formado em sua mente. Não havia estado em outros quartos que não fossem o seu próprio — e infelizmente de sua (ex) melhor amiga — e de Brieene e Annie. Nenhum masculino, nunca, jamais.

Adam esperou uma resposta, mas pela sua demora, Diana acreditou que tivesse passado a ideia oposta. Ele se mexeu, a feição um pouco dura e ao mesmo tempo em confusão, sua confusão, não para ela.

– Ele é simples. Comum. Não é... — ele passou por ela. Adam balançou a cabeça como se quisesse interromper a si mesmo de continuar.

– É intimidador. Mas eu gostei. — Diana tomou coragem e disse. Por incrível que parecesse admitir, eles já possuíam intimidade o suficiente para sair das frases não ditas e presas em pensamento por algum pudor idiota.

– Isso é bom. — disse. O silêncio que se prosseguiu depois foi desconfortável. Diana não queria estar ali olhando para ele como se fosse uma garota no quarto do seu namorado pela primeira vez. Ele nem era seu namorado. Nem tratado como tal ou parecido. Diana desviou os olhos.

– Você mora sozinho então.

Não foi uma pergunta. Ela andou até a sala.

– Sozinho. Quero dizer... Tem a constante aparição da minha tia todos os dias.

Adam tinha uma tia. Diana ficou feliz de saber e com dificuldade tirou o sorriso dos lábios. Espere... Se ele falou sobre a tia, sobre ela estar perto o suficiente para visitas constantes... Aonde se encontrava seus pais? Ela se virou para ele, a pergunta presa na sua garganta, mas o medo a impedia de continuar. Diria ou não diria? Diria ou não diria? Diria ou...

– Sua tia mora no prédio? — ela tentou sorrir. Covarde. Chamou a si mesmo.

– É... — ele tocou a linha dura do encosto sofá, encostando-se na parede e olhando para ela. Vale lembrar que sua posição e a forma como ele se endireitava para olhá-la era bastante sensual. — Você deve ter a conhecido. Ela fala demais. E tem aquele sotaque irritante de Paris.

Diana abriu a boca. Tentou endireitá-la para não parecer idiota.

– Oh, não! A Danielle é sua tia? — isso era muito mais surpreendente do que o resto.

– É. — ele ergueu as sobrancelhas. — Por que esta me olhando assim?

Os pequenos detalhes perdidos pelo caminho pareciam agora se juntar numa pista gigantesca dentro da cabeça de Diana. Não uma pista. Uma descoberta.

– Adam... O prédio é francês. Sua tia é francesa...

Ele cruzou os braços, mas dessa vez sorriu, os lábios selados, sem mostrar os dentes.

– Faça a pergunta.

– Por favor... — aproximou-se. — Qual seu sobrenome?

– Hanson.

– O que mais? — mais um passo.

Ele abriu a boca, mas não disse nada, soltou um arfar parecido com uma risada curta. Depois olhou para ela.

– Fourrié. Hanson Fourrié.

– Você é francês? — disse muito surpresa, quase incrédula, até tinha suas suspeitas mas ouvi-lo falar era diferente. Outra lâmpada se ascendeu em cima da sua cabeça. — Sua família é dona desse prédio?

– Não e sim. — ele respondeu pacientemente. — Sou americano. Minha mãe, minha tia e meus avós são. Por que está com esse sorriso no rosto?

– Oh, nada. — ela se recompôs. Tinha que se controlar. — Apenas gosto da França.

– É, ela é legal. — legal? Diana repetiu em mente. França é fantástica e empolgante. — Só não me obrigue a falar francês.

– E por que não? — Diana juntou as sobrancelhas, perdida.

– Porque é... — ele abriu a boca, a encarando perfeitamente bem de cima. Levou um eterno segundo para ele respondê-la. — porque é brochante, Diana.

Isso a fez rir. Não soube porque, mas caiu numa gargalhada alta e quase sem fim.

– Não tem graça. Por favor. Ei! — Adam fez uma cara feia, mas prendia bem os lábios entre si para não rir também.

– Desculpe. — ela tentou se recompor, — Foi engraçado ouvi-lo dizer isso. Desculpe.

– Por que?

– Porque francês é a língua mais sexy do mundo para mim, — disse. Depois entendeu o que disse. Os olhos negros dele faiscaram com a sua resposta e foi o momento que ela compreendeu o que havia dito. — quero dizer, li em uma pesquisa qualquer. Sem interesse.

Adam não esboçou nenhuma mudança de feição. Aquela maldita combinação de admiração e prazer, açoitando uma leve maliciosidade no canto daqueles lábios carnudos.

– Você acha sexy, é?

– Não eu. A pesquisa. — consertou. Ele não parou de olhá-la e seu coração desconcertou com isso, precisava mudar o rumo de sua mente e a dele. — Então. Sua tia é muito simpática. — ela se virou para a estante perto da TV de tela plana.

Houve uma longa pausa silenciosa para ela ouvi-lo falar. Talvez ele estivesse se recuperando da situação passada.

– Danielle é estranhamente extrovertida. Ela gosta de americanos e isso é raro.

Diana sorriu.

– Ela é muito simpática. Eu a adorei. — Diana se moveu para o primeiro lance da estante, passando pelos livros que não sabia se ele já havia lido, mesmo com 88% de chances de acreditar que não.

– Ela a adorou também.

– Como sabe?

– Impossível não te adorar. — Diana não se mexeu por dois segundos. O tom dele, a segurança, como se fosse verdade, com veemência, com carinho. Ela não queria acreditar que ele estivesse falando a verdade. Uma outra verdade, de outro sentido.

Para isso, passou para a segunda parte da estante e observou um retrato. Um garoto parecido com Adam, cabelos negros, sem camisa e apenas de moletom, ao lado uma mulher de cabelo ondulado, enorme, negro, admiravelmente jovem e muito bonita, abraçando uma criança minúscula em seu colo maternal. O Adam jovial sorria abertamente, alegre, como nunca houvesse sentido tristeza em sua vida, sem oscilação, sem irregularidade. Ele parecia feliz plenamente.

– Esta é sua mãe, Adam? — o sussurro de Diana não o pegou desprevenido. Enquanto ela olhava o retrato ele havia se aproximado o suficiente para tocar seu ombro no dela.

– É. Isabel. — disse-lhe.

– Ela é tão linda. — Diana sorriu. — O garoto é seu irmão?

Ele fez que sim para Diana quando ela o olhou.

– O outro garoto é você então. — não precisou olhá-lo para saber que sim. — Faz muito tempo?

Adam encarou o retrato.

– Quatro anos. Eu tinha dezessete nessa foto. Meu irmão um ano.

– Você era muito bonito.

Ele sorriu.

– Não mais?

Diana corou.

– Acho que mais convencido. — ela sorriu para ele. — Mas mais bonito ainda.

Seus olhos se chocaram, no mesmo segundo, um virado para o outro, esquecendo completamente o que havia se passado lá trás, no andar de embaixo. Adam moveu-se muito pouco, tocou uma mecha do cabelo de Diana e a encarou. Inalou seu perfume e não quis esconder isso dela, queria que Diana soubesse perfeitamente sua admiração, seu desejo. Os olhos negros dele se foram, as pálpebras se fecharam e ela pode sentir sua respiração irregular se chocar na sua face.

– Adam... — ela o acordou. Ele abriu lentamente os olhos por contra vontade. — me conte. Eu quero saber.

Houve uma pausa.

– O que quer saber? — sua voz era limpa, suave.

– O que houve com ela?

Silêncio. Por um momento, achou que tinha ido longe demais, profundo demais, íntimo demais. Cada um tinha seus pesadelos internos e ela não esperou que o dele fosse tão profundo e doloroso. Seu pesadelo era sua mãe.

– Foi há um ano. — disse entre pausas. — Eu quero que você saiba. Quero mesmo.

– Não precisa se esforçar. Eu entendo. Eu não deveria...

– Eu sei. Mas eu quero. — Adam a interrompeu. Ele a olhou docemente. — Foi numa noite, tínhamos uma casa mais para oeste. Mike estava chorando e ela me fez prometer que ficaria com ele a noite toda, cuidando dele. Eu fiquei. Fui burro. Deveria ter seguido ela... — sua expressão foi dolorosa. A parte que Diana reprimia sentir por ele queria abraçá-lo, tomá-lo nos braços. Protegê-lo. — então... Algumas horas depois... Danielle bateu a nossa porta, de roupão e soluçando. Mike já tinha dormido, não foi muito difícil, ele só precisava de um pouco de atenção. Mas eu estava lá ainda acordado e minha tia a minha porta. Ela disse que não puderam fazer nada... Eu não compreendi, demorou para cair a ficha. — ele tremeu. — Minha mãe tinha ido embora, Diana. De vez. Para sempre. Ela morreu.

Houve silêncio.

– Adam... Eu... — ela soluçou, impedida de segurar as lágrimas. Sem saber como falar, o puxou pelos braços e o abraçou, forte, prometeu a si mesmo que o protegeria e nem sabia como. — Sinto muito. Sinto muito.

Ele agarrou suas costas e a abraçou também, parecia sugar toda a frustração que lhe atormentava o peito por tantos anos.

– A culpa foi dele.

– Quem?

– Eu não posso... — foi a única coisa que ele disse.

Ela deixou assim. Diana o abraçou ainda mais forte, pousando seu rosto no peito dele, acariciando sua nuca e os fios grossos de seu cabelo. Ele tinha uma mancha vermelha gigantesca em seu passado. Não era como perder a mãe por um acidente ou uma doença fatal. Ele tinha um culpado, alguém que lhe atormentava mais, alguém que o impedia de falar inconscientemente. Sua vida estava manchada e Diana não sabia como limpá-la. Queria que ele voltasse a sorrir como na foto, nunca havia visto Adam daquele jeito, exceto pelos olhos. Ela se acostumou com a confusão estrelar no céu negro dos seus olhos, sempre brilhantes, admiravelmente sedutores e instigantes. Adam podia manter o mesmo brilho em como olhar, mas sorrir como naquele retrato não mais. E isso a machucava. Havia se dado ao trabalho de não sentir nada que agora sentia tudo. Tentou até confundir tudo isso com sentimentalismo, pensou em "pena", compaixão, mas nenhuma das palavras eram auto suficiente. Tinha vergonha até de pensar sobre elas. Diana não sentia pena dele, ela sentia sua dor. Diana não compactuava com ele por causa de sua compaixão. Diana não era sentimentalmente mais sensível por ele. Diana o adorava. Gostava dele. Diana estava.. De forma confusa... Estranhamente confusa... Sem chances de escapar... Beirando o abismo. Estava se apaixonando por ele.

– Eu sinto muito, eu sinto muito... — ela sussurrava.

Adam se afastou, o rosto um pouco vermelho, mas não havia chorado. Ela sabia que com a reputação que ele tinha, Adam já havia controlado suas emoções muito bem.

– Está tudo bem. — ele a confortou. Diana tinha os cílios úmidos, havia chorado por ele, talvez estivesse até vermelha. Não era uma visão muito bonita para logo ele estar olhando-a.

Ela enxugou as lágrimas.

– Eu queria... Antes, — ele começou. — pedir desculpas. Eu não deveria ter entrado na sua casa daquela forma. Eu nem sei porque eu fiz aquilo. Eu não faço essas coisas. Eu não entro nos lugares. Não nesses lugares. Talvez eu tenha achado que... Bem, não vem ao caso. E sobre sua amiga... Ah, fiquei muito puto. Se eu não tivesse estado com você? Ela não se preocupou com você? Amigos tomam conta de amigos. Ela devia tomar conta de você porque... Você é diferente. Você precisa de cuidado.

– Eu não preciso que tomem conta de mim, Adam.

Ele passou as mãos pelo rosto e entrelaçou os dedos no cabelo, penteando os fios para trás.

– Verdade. Você é independente. Esqueço disso as vezes. Desculpe.

– Não precisa pedir mais desculpas.

Ele a encarou. Tão doce, leve e algumas confusões particulares já comuns dentro dele. Ele a olhou novamente, talvez esperando que ela desviasse, mas não o fez. Quer saber... Ela pensou... Estava cansada demais de esconder. Adam ficou surpreso, a olhou agora questionando.

O que ela queria?

– Adam... Vamos.

– Vamos? — ele ergueu as sobrancelhas. — Para onde quer ir?

– Não eu. Você. Eu quero que você se mexa.

– Aonde você quer que eu vá, Diana? — ele sorriu, achando graça de toda as palavras sem um sentido completo.

– Quero que venha até aqui, — ela apontou para sua frente. — e não me faça implorar.

Adam se silenciou. Pensou no que havia acabado de ouvir e se mexeu, tão rápido que quase foi possível sentir o baque do seu corpo no dela.

– O que você quer? — ele sussurrou.

– Eu quero ouvi-lo dizer agora. Eu quero que você diga.

Ele sorriu.

– Você está mandona. — moveu os lábios num sussurro.

– O que você quer, Adam Hanson?

– O que eu quero? — ele passou o braço pelas costas de Diana e a puxou. — Eu quero você.

Ele a beijou. Moveu os lábios famintos, procurando pela realização de todos seus desejos. Diana segurou seus braços e subiu para seu ombro, acariciando sua pele nua e quente, enquanto ele mordia a ponta do seu lábio e puxava, para beijá-la de novo, passando a língua pelos contornos de sua boca e adentrando. Diana segurou sua nuca e o abraçou forte. Adam a pressionou contra a parede, juntando mais seus corpos e entrelaçando seus lábios. Ela gemeu de prazer. Se houvessem limites, ela não queria os conhecer agora.

Adam passou a mão por debaixo de sua blusa e alcançou sua barriga, arrepiando-a. Ela segurou fortemente suas costas e soprou sílabas de desejo. Adam beijou seu pescoço e subiu os lábios, mordendo sua pele e sugando ali. Diana arranhou suas costas com força e abriu bem os olhos e o encarou

– Tire sua camisa. Todo esse pano está atrapalhando minhas unhas.

Ele não pensou duas vezes. Afastou suas mãos dela por alguns segundos ligeiros e arrancou a blusa pela cabeça, jogando para o alto e não se importando aonde ela pousaria, só queria suas mãos em volta daquele corpo quente e frágil. Adam a tomou pelos braços novamente, Diana envolveu seu quadril com suas longas pernas e o apertou. Seu corpo deslizou pelo dele e a sensação foi a mais perigosa possível. Ela o sentiu, o símbolo do prazer ereto, excitado. Adam estava excitado por ela e ela sentiu no fundo do seu ventre. Ele a queria tanto que alguns segundos aproveitando os beijos ele já estava descontrolado. Diana nem se conhecia, só queria persistir e voltar a sentir isso novamente.

Adam a beijou, lambeu a ponta de seus lábios e ela perfurou suas unhas nos seus braços longos e desenhou um caminho sedutor nas suas costas. Ela queria marcá-lo para que ele não se esquecesse tão cedo. Adam gemeu seu nome em resposta e isso foi música para seus ouvidos. Ele passeou seus lábios pelo seu maxilar até a mandíbula, o corpo de Diana tremendo e esquentando a cada segundo. Ela queria mais. Adam a segurou firmemente nos seus braços e a levou para seu sofá. Ele a deitou ali, totalmente inundada numa atmosfera de prazer e desejo. Adam se inclinou para cima dela, mas não a tocando.

– O que... Está fazendo? — ela lhe perguntou entre pausas de fôlego.

– Estou pensando.

– Por favor... Não me torture.

– Baby... — ele tocou sua face, acariciando com os nós do seus dedos sua pele suave. — Eu quero transar com você. Eu quero fazer amor com você a noite toda até que despenque em meus braços e possamos passar a noite juntos.

As palavras em sua voz surgiu com intensidade em seu corpo. Ela não esperou que ficasse tão inconstante assim so por ouvi-lo confessar que queria transar com ela. Mas Diana não se controlou.

– Mas antes... — ele beijou seu queixo. — Eu quero te dar prazer. Você precisa ir com calma.

– Eu não sou virgem, Adam. — ela disse num sopro.

Ele ficou surpreso. Ergueu o rosto e a encarou.

– Você acabou de destruir minha fantasia sexual, Diana. — ele não parecida zangado.

– Desculpe. — ela corou. — Foi uma vez. Foi horrível pra falar a verdade.

Adam lhe deu um selinho demorado.

– Não se preocupe. Farei você esquecer isso assim — ele estalou os dedos. -, mas precisamos ir com calma.

– Oh, Deus. O que você quer? — ela demonstrou um rápido sorriso.

– Lhe dar prazer. — e a beijou.

Desceu os lábios pelo seu corpo, lambendo sua pele quente e arrepiada pela extensão do seu pescoço. Diana suspirou. Adam segurou seus braços para cima da sua cabeça, para poder puxar a barra de sua blusa para o alto. Ele se ergueu um pouco, apoiando o joelho no lugar vago entre as pernas de Diana. Adam segurou a barra de sua blusa e puxou para cima, passando-a para cima de sua cabeça e a tirando, deixando livre a parte superior do seu corpo, seus belos seios cheios e redondos, maravilhosos, apertados dentro de um sutiã de renda rosa. Adam tinha que se controlar para o que estava querendo fazer. Havia imaginado muito como faria amor com Diana, mas não tão rápido, não combinava com ela. Ele queria fazer algo que ela nunca tivesse feito, queria dar o prazer que ela não teve. Adam beijou a pele de sua barriga e subiu, os lábios molhados de desejo. Ele acariciou seus braços e desceu suas mãos pelo seu corpo, fazendo-a estremecer ali, perdida, mas totalmente anestesiada de prazer.

– Farei com cuidado. — ele prometeu.

Adam tocou seus seios e o massageou por cima do tecido. Beijou sua pele ali e sentiu a excitação deles. Ele queria vê-los sem o sutiã. Adam a segurou um pouco para desabotoa-lo, dando as coordenadas. Diana o obedeceu. Quando estavam livres, ele a admirou.

– Você é perfeita. — ele sussurrou, devorando-a com os olhos. Adam se inclinou e beijou o caminho entre os dois, subindo e depois devorando seu seio direito, apertando o esquerdo.

O prazer foi alucinante, parecia que seu corpo havia sido tomado por alguém, algo de outro mundo. Diana não se controlou e gemeu alto, rouca, incontrolável. Moveu o quadril para cima e tocou o íntimo dele, perfurando a entrada da sua intimidade. Adam não agüentou a tensão e gemeu novamente, inebriado. Ele gostou.

– Ótimo. A farei gritar pelo nome agora. — ele disse, seus olhos sobre os dela, fervendo, desejosos.

Ele a segurou por ali, massageando seus seios até descer seus lábios para baixo, para sua barriga, descendo, acariciando e pairando sobre o cós de sua calça. Diana ergueu a cabeça e o viu, ele olhou para cima e encontrou seus olhos.

– Não tenha medo. — disse. — Eu não a machucarei.

Ela não estava preocupada com isso. Estava com medo dele. Não havia estado numa situação assim, de intimidade, não havia estado nua para um homem admirá-la. Isso a assustava muito. Ela não era... Perfeita.

– Baby... — Adam pareceu ler seus pensamentos. — Não fique envergonhada por mim. — ele se levantou até ela, beijando seus lábios com doçura. — Você é tudo que eu quero.

Ela suspirou. Sentiu-se um pouco mais confiante.

– Confie em mim.

– Eu confio.

Adam sorriu. Desceu cuidadosamente para o cós de sua calça, abriu lentamente os botões e depois o zíper, muito devagar, com cuidado. Ele baixou o tecido e no ato Diana moveu o quadril para a calça descer mais rápido. Adam encarou sua calcinha de renda e suspirou. Ele estava sobrevoando por uma atmosfera que podia muito bem ser confundida com o paraíso, um sonho. Ele colocou seus dedos pelas laterais do tecido e o baixou aos poucos, lhe mostrando a visão perfeita. Diana gemeu, mas estava mais nervosa do que tranquila. Estava se borrando de medo. E Adam sabia disso. Ele se moveu para cima de novo. Encarando seus olhos com intensidade, impedindo que ela desviasse.

– Olhe para mim. Só para mim. E deixe o prazer lhe tomar o corpo, baby. — ela fez que sim, ainda temerosa.

Num espaço curto de tempo, seu dedos a tocaram intimamente. Ela soprou. Ele foi mais afundo, no ponto certo do prazer. Ela gemeu. Moveu o quadril para cima e Adam sorriu. A visão de vê-la excitada e com prazer era muito melhor. Ele queria vê-la mais, muito mais.

– Olhe para mim. — ele afundou um pouco mais. Diana o olhou. — Olhe para mim. — ela continuou. Quando ela estremeceu em seus braços, Adam procurando seu ponto de clímax, Diana gemeu alto seu nome. Ele acelerou os movimentos e ela tremeu, definitivamente. Gritou novamente. No ápice, liberando seu prazer para ele.

Adam inclinou seu corpo para frente e a beijou, tomou seus lábios e a inundou com a sua língua, sugando sua boca para a dele, livrando Diana de seus dedos. Ele segurou seu corpo e abraçou, a beijando-a fortemente, enquanto ela ainda se recuperava da tensão. Ele se moveu para o lado e a abraçou novamente, puxando seu corpo para o dele, cobrindo sua pele nua com a dele. Diana estava exausta, mas havia sido a melhor noite de sua vida.

– Você é minha agora, baby.

Ela adormeceu em seus braços depois.

Notas finais
AGRADEÇO DE CORAÇÃO todos os comentários maravilhosos que recebi esses dias, fico feliz que não tenham desistido da fic, isso é muito importante para mim!!!! OBRIGADA MESMO, espero que tenham gostado desse >
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.