Caos

1 O sol brilha para todos


A guerra! Uma imensa explosão de barulhos, mortos por toda parte, braços jogados pelo caminho de casa, muros pichados com sangue humano, crianças com fome e sede. A expansão! Dinheiro e mais dinheiro. Um mundo sombrio que só restam quem é imundo, a guerra acabou com todos nós, com toda família, com toda bondade, com toda compaixão, já estamos mortos bem antes dela começar e foi por isso que ela começo, dinheiro e mais dinheiro, a guerra é um papel comercializado que como um tumor cresceu em nós mesmo mais nunca percebemos.

O sol brilhava para todos, os pássaros com suas melodias encantavam o dia e a brisa soprava sobre meus longos cabelos castanhos claros antes da primeira explosão, o som ecoou e logo em seguida o som da voz do meu pai apareceu no fim de todo barulho me chamando em desespero. Todo dia e praticamente todo o momento havia estouros, rajadas de luzes e barulho de explosões, já tinha virado rotina, até aquele dia, aquela explosão mudou tudo e todos, mas desta vez o que não tinha que piorar, piorou!

A rua toda estava uma enorme confusão, todos gritava e corriam sem rumo, carros por todo os lados tentando sair da cidade, crianças chorando e os mendigos sorrindo, o que tinha tudo para ser um dia "bom" acabou se tornando o começo de algo que nunca tinha-nos imaginado. Corri de volta para casa, esbarrando em todos que passavam na minha frente, depois de um pouco a única coisa que eu conseguia ouvir era a voz de desespero do meu pai a me chamar, parrei de correr e comecei a olhar em volta, e o que mais me assustavam era a expressão facial das pessoas, eu já vi o que a guerra traz, já vi famílias perdendo seus entes queridos e ficarem aterrorizadas com isso, mas em toda minha vida, em toda a guerra, eu nunca vi um olhar desse, as pessoas apesar de tudo o que passavam, sempre que me olhavam remetia esperança mas os de agora, tudo que eu conseguia pensar em uma palavra para descrever ele era: Estamos todos fodidos.

Ao chegar em casa vi meu pai arrumando a mala correndo e me perguntou a onde eu estava, ele estava correndo de um cômodo para o outro e seu semblante era pior do que os das pessoas na rua.

—Eu estava no antigo forte desativado até ouvir a bomba explodindo. O que está acontecendo?

—Não era uma bomba. Vá e pegue toda a comida que está no galpão.

—Tá

Estava indo até ao galpão e no meio do caminho vi a minha irmã mais velha gritando e abanando as mãos como se estivessem querendo avisar que algo horrível fosse acontecer, e foi quando eu olhei para a floresta que ficava ao alto da montanha que tinha atrás do nosso galpão, uns 500 metros da minha casa, todos os pássaros voaram das copas das árvores e fez um enorme som, em seguida veio um trovão, mas não do céu e sim da terra, olhei para baixo e senti um pequeno tremor, minha irmã passando por mim, pegou minha mão e gritou:

—Mas que porra você está fazendo ai parado seu idiota, corre porra, corre.

Me soltei da mão dela e olhei para trás novamente, foi quando vi, todos os animais que habitavam na floresta corriam em nossa direção como se tivesse algo maior na floresta e eles estivessem com medo do que havia lá. Corri o máximo que pude, minha irmã olhou para mim e gritou que não daria tempo de chegar até em casa e olhou em seguida para uma pequena gruta que tinha ali, e mudou de direção e foi até ela, eu a segui.

—Mas que merda é essa, por que você parou? A gente precisa avisar o papai. Eles vão passar por cima de nossa casa.

—Fica aqui, o papai vai ficar bem, não dá tempo de chegar até ele.

—Emily, o que está acontecendo?

—Eu não sei, o papai tava vendo teve e de repente começou agir estranho e me pediu pra ir até o galpão para pegar comida e foi quando eu vi uma cobra e depois mais 5 e quando fui pegar o feijão enlatado vi um ninho cheio delas, e quando fui pra fora eu percebi que tinha algo de errado, então veio a explosão, e eu voltei pra dentro com medo, achei que eram os SOC nas quando eu olhei para a janela, eu vi uma raio caindo no meio da floresta.

—Eu to com medo Emily.

—Porra...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.