Caos
1 Capítulo 1 - Louca ou estérica?
Notas iniciais
Era fim de tarde, a chuva finalmente daria uma trégua, mas o frio fazia questão de continuar a reinar, a garota de cabelos negros e cacheados, andava com os olhos fixo ao horizonte, esboçava um pequeno sorriso no canto de seus carnudos lábios incrementados de um leve batom roxo. Chegará a seu apartamento, cansada, recolheu as correspondências deixadas debaixo da porta e entrou. Fez uma higiene, colocou um pijama, e sentou-se para comer um sanduíche comprado na padaria da esquina. Mesmo feito tudo isso não conseguia parar de pensar como poderia resolver toda a crise da Libert Tatto’s, essa não era a maior de todas, mas era ainda mais dificil do imaginado.
- Flashback on. -
Há quatro anos atrás, tudo se repetirá, mais uma vez eu perdi tudo, exatamente tudo!
- Alex! Fique comigo, eu imploro, por favor, por favor! — eu chorava tanto que já estava vermelha — eu te amo tanto...
Alex fora morto, em meu colo, as minhas vistas e as de Luíza, que estava amarrada a mim, chorava tanto que só conseguia gritar não.
- Por mim, lute por mim, amor! Preciso de você!
- C-cuida da L-lu e se cuida. — ele reabriu os olhos, tentou sorrir pela última vez — amo você.
- Não, não, mil vezes não!
Berramos juntas, e Alex infelizmente fechou os olhos, dizendo que me amava por uma ultima vez, enquanto os gritos de Luíza ecoavam, na minha mente passava um filme, o pior de todos, a morte dos meus pais. Instantes depois Luíza calou-se, olhei-a e percebi que ela dormia, ou estava desmaiada.
- Não repita-se filme, por favor.
Choramingando vi os sequestradores atirarem no coração de Luíza, logo depois na cabeça, e eu apenas balbuciei um " cuida do meu Alex, minha Lu. Amo vocês. " Ouvi sirenes, gritos, pedidos de entrega e simplesmente senti uma dor forte na cabeça, acho que uma paulada e apaguei.
- Flashback of. -
Interrompendo o pensamento, as mensagens chegaram a mil por hora. Eram apenas uns empresários que queriam patrocinar a Libert Tatto's, lembraram-na da reunião e disseram que o motorista deles viria busca-lá, vestindo um vestido azul, batom nude e maquiagem leve, ela não queria passar má impressão, ajeitava os cabelos enquanto os esperava.
- Boa noite, senhorita Blast.
- Boa noite, Luiz! Podemos ir? — adentrei ao carro, olhei-o e sorri — qual o restaurante mesmo?
- Mudanças de plano, iremos a um lugar onde meu chefe a espera.
Não exitei, apenas deixei me levar, 20 minutos depois lá estava Luiz abrindo a porta do carro me estendendo a mão, joguei fora a formalidade e sai do carro, entrei numa porta na qual um segurança estava de pé na porta. O lugar era aceitável, pintado de tons claros me lembrava…
- ...Alex? Não, eu estou louca, isso não está acontecendo… — de olhos arregalados, sentei na cadeira para qual ele apontava. — me diga que eu não estou louca, please.
- Não minha querida, não está louca. — ele sorria descaradamente, e me olhava de um jeito sacana. — Eu não sou seu Alex, eu sou seu ex cunhadinho. A proposito, ele tinha um bom, que dizer ótimo gosto.
Bufei. Como o Alex poderia ter ficado daquele jeito, que dizer, como o irmão do Alex poderia ser daquele jeito. O meu menino era tão meigo e batalhador, não tinha essa cara sacana, misteriosa, odiava isto.
- Não faça esta carinha amor — ele levantou e tentou acariciar meu rosto.- Desculpe-me, prazer eu sou Tomás, André Tomas.
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