Com um machado de guerra em mãos

E com a espada afiada em sua boca

O guerreiro errante viaja

Com ideais de sua mente nada oca.

Dragões, demônios, cães infernais...

Harpias, sereias, monstros abissais...

Com usa força derrubou até a maior besta,

Mas a praga, a peste e a fome não saem de sua cabeça.

Nenhuma arma pode destruir todo esse mal

Seu povo morre, sem envelhecer no final.

O rei é tirano, seu sangue profano

Se banha em ouro e o povo em mal agouro

O guerreiro torna-se inimigo real

Antes um cavaleiro, agora um ladino.

O ouro saqueado não é para seu uso banal

É para salvar o povo do rei bandido.

Sua cabeça é a maior das recompensas

Do reino coberto em decadências

O guerreiro não teme e não pragueja, apenas espera e continua na certeza.

Morra rei do caos, esvaeça praga do mal

O povo agradece pelo seu ouro e vangloria seu retorno

Salve guerreiro do povo, anjo do ouro...

A paz acaba com o guerreiro capturado

Sua sentença é a morte. Morrer enforcado.

O herói nada teme. Sabe, será salvo!

Os dias se passam e nada acontece.

A sentença está próxima e ninguém está ao seu lado.

Onde está seu povo de que nunca se esquece?

Ferido, torturado, abandonado...

Seu tão amado povo se calou para seu presente estado

Covardes, pobres diabos.

Vidas vazias, vidas enfermas.

Morrerão na desgraça, sem dignidade nas veias.

De que vale viver sem honra? Inaceitável para o guerreiro

Mas para os covardes, um meio de se manterem inteiros.

Chora de raiva, não do povo ingrato.

Mas da doença da carne, que se aprofundou em suas almas.

Sente pensa, sente tristeza.

Serão vermes. Até que lutem contra suas fraquezas.

Pobres diabos, vermes, bastardos!

Com muito orgulho morrerá enforcado

Pois não será mais um dentre esses coitados.

O dia chega, sua corda no pescoço

O ar lhe some, sua vida se apaga num preto fosco...

Seu povo doente, continua o mesmo,

Pior do que antes, suportando maior peso.

Fome, injustiça, doenças e demais mazelas imperam no reino.

Mas a covardia é o maior de seus erros.

O guerreiro morto, lembrado nos tempos dourados

Só vive na memória dos covardes velhacos.

Canto esta canção com todo meu coração

Não desejo esse ideal de justiça esvaecido

Não agüento mais esta aflição

De suportas mais um herói esquecido...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.