Canção da Sereia

64 Extra 03 - Derrubando Obstáculos


Notas iniciais
Aproveitem '-' Boa leitura!

Nora

Não podemos transar aqui?

Foda-se o lugar. Ele não vai me deixar de novo na mão.

Meus seios estão em fogo. Eles ardem, mas é uma ardência prazerosa, que aquece meu corpo e me deixa encharcada.

Lancey deixa meus seios e levanta, tirando a bermuda e cueca. Meu corpo está em chamas e eu o desejo. Preciso dele dentro de mim. Mas, ele tem outros planos. Se ajoelha a minha frente e puxa minha calcinha. Mal tenho tempo de raciocinar. Quando dou por mim, já estou gemendo e o arranhando, quando sua boca trabalha incessantemente em meu clítoris. Minhas pernas tremem. Meu corpo todo treme. É difícil respirar, difícil falar, difícil me mover. Mas é tão gostoso. Suas mãos pressionam minhas coxas abertas.

Quando sua língua deslisa pra dentro de mim, sei que estou completamente perdida. A cada movimento seu meu corpo ameaça explodir. Sua boca se afasta por um momento e quando abro os olhos encontro o rosto dele perto do meu e sinto seu pênis entrando, com força e precisão, dentro de mim. Suas mãos encontram as minhas e entrelaçamos os dedos. Seus olhos fixos nos meus, enquanto seu corpo se esfrega no meu com estocadas profundas. Meu corpo está agitado e perdido no prazer. O auge se aproxima, eu posso sentir em cada célula do meu corpo. A sensação crescente que vem do meu centro e se arrasta para o resto do meu corpo. É como uma chama se expandido, ou uma bomba detonando.

– Oh... Lan...– Sinto contrações dentro de mim. Posso ver estrelas até. Estrelas que emolduram o rosto de Lancey. Ele fecha os olhos e um som rouco deixa seu lábios. Sons que se juntam aos meus. Nos apertamos um ao outro quando alcançamos o que estamos buscando.

Não nos movemos por um momento, apenas respiramos ofegantes e trocamos olhares.

Lancey se deixa cair em cima de mim e logo vira e me puxa para cima dele. Rodeia minha cintura com seus braços e descanso minha cabeça em seu peito. Por sorte é uma noite quente, o vento vindo do mar causa alivio a minha pele acalorada.

As mãos de Lancey sobem e descem pelas minhas costas. E nossos corações batem forte e rápido, no mesmo ritmo. Me sinto mais conectada a ele do que em qualquer outro momento dessa nossa caminhada juntos. E pela primeira vez... eu não quero fugir.

– Temos que fazer uma coisa. — Ele me diz animado. Levanto meu rosto para olhá-lo. Ele sorri e me empurra. Não sou muito fã dessa mania dele de me empurrar ao invés de me pedir, gentilmente, para sair. Se bem que pedir gentilmente é algo completamente oposto a ele. Pelo menos comigo. E isso não é exatamente ruim. Estamos tão acostumados um com o outro que essas coisas são naturais e... certas.

– O quê?

– Vem – Ele me estende a mão, dou uma olhada em seu corpo antes. Todo esse tempo com ele ao meu lado e nunca havia notado... tudo isso.

Aceito sua mão e ele me ajuda a ficar pé. Rápido que só ele, me pega no colo e corre em direção do mar. Quando percebo sua intenção, começo a entrar em pânico.

– Não faz isso! — Me agarro a seu pescoço. — Lancey...

Tarde demais. Ele se lança na água fria comigo. Meu corpo fica todo arrepiado.

Tento escapar dele e sair, mas ele me segura com força e nos empurra para a parte mais funda. Quando estamos longe da praia, ele fica em pé e me ergue, para que eu fique com a cabeça fora.

– Seu maldito, o que há de errado com você? — Fecho minhas mãos e o soco, ele me solta pra se defender e eu afundo. Quando volto a superfície, não o vejo em lugar nenhum.

– Isso não tem graça! — Grito.

Olho a volta e nada dele.

Droga, droga. Por que é que ele tem que ser tão imaturo?

– Lancey! — Sinto algo quente escorrer pelo meu rosto frio. Lágrimas.

Sou puxada de encontro ao corpo dele e grito pelo susto.

– Relaxa, Nora...– Suas mãos estão ao meu redor. Minhas costas colada em seu peito e sua ereção cutucando minha bunda. Seus lábios estão grudados ao meu ouvido e eu posso sentir sua respiração quente. – Não há nada a temer aqui.

– Eu nunca vou namorar um cara como você! — Grito pra ele.

Poxa, isso é coisa que se faça com uma pessoa que desenvolveu pânico pelo mar?

– Assim você me magoa, chatinha.

Meu ombro é arranhado pelos dentes dele, em seguida ele beija. As mãos na minha cintura começam a subir para meus seios, os espalmando.

– Eu quero sair daqui. Por favor, Lancey. — Tento me soltar dele, não consigo.

– Ainda não. Não tem nada a temer aqui, Noralys. Você sempre amou estar aqui...

Suas mãos me viram com precisão. Me deixando de frente pra ele.

– Não gosto daqui. — Digo o encarando. — Estou com medo...

E estou mesmo. A quela famosa sensação, de que algo vai me puxar e que dessa vez não haverá salvação, continua me perseguindo.

Não vou deixar nada te fazer mal.– Ele finalmente solta meu corpo, segura meu rosto entre suas mãos. - Confia em mim, Nora. Não há nada a temer.

Suas mãos longe de mim me deixam ansiosa. Minutos atrás as queria longe, para que eu pudesse fugir. Mas agora, sinto falta. O abraço com força e enrosco minhas pernas em sua cintura. Seu pênis fica apertado entre minha barriga e ele geme em meu ouvido.

– Caramba!– Lancey respira rápido e parece um pouco nervoso agora. O que é bem engraçado se levar em conta o que acabamos de fazer na areia, onde qualquer um poderia ter visto, ele estava relaxado como se apenas tomasse um banho de sol.

– Você parece uma garotinha virgem, Lancey!

Ele joga a cabeça pra trás e ri deliciosamente.

Segura minha cintura e afasta meu quadril um pouco, quando volta a puxar-me a seu encontro, sou penetrada pelo membro duro. Mordo seu ombro no processo.

É difícil conseguir um ritmo na água, então ele segura firme meu quadril, me guiando.

– Maldito...– Sussurro em seu ouvido em meio a sons roucos que escapam de minha boca.

– Olha pra mim...

O obedeço e sou surpreendida por seus lábios famintos. Sua língua invade minha boca. Lancey sempre faminto, sempre querendo mais. Como foi que eu deixei esse seu lado tão apaixonado passar? Por que é que eu demorei tanto a me entregar?

Coração apressado, acompanhando as batidas do dele, pernas bambas, mais as dele que as minha. Cinto que estamos tombando algumas vezes, então ele recupera o equilíbrio. Ou é apenas minha mente que gira. Minhas pernas se prendem mais a ele a cada movimento. Meu corpo treme. Estou perdida nas mãos desse homem.

– Ainda... esta – Ele para por um momento, a respiração rápida e o corpo tremendo – Com medo?

Filho da puta!

Como se fosse possível me lembrar de alguma coisa com ele dentro de mim.

– Eu te odeio. — Digo com raiva. Mas ele afasta o rosto e me olha. A luz da lua é a única coisa que nos ilumina ali e ele fica lindo sob ela, mas seu rosto é claramente um retrato da decepção.

Mesmo assim, ele volta a me abraçar. Claro que as coisas não continuam tão animadas. Eu consegui estragar o momento. De novo. E não sei o que dizer para consertar. Ou talvez eu saiba, mas será que seria realmente verdadeiro nesse momento?

Depois de algum tempo parados em um abraço, ele começa a se movimentar em direção a praia. Desenrosco minhas pernas de seu redor e nos separamos. Ele segura minha mão me arrastando para onde deixamos nossas coisas.

A primeira coisa que Lancey faz é sacudir sua camiseta e então passar pelo meu pescoço. Depois me ajuda com a calcinha e me passa a ganga. Ele coloca a cueca e bermuda e então pega a parte de cima do meu biquíni em uma mão e entrelaça meus dedos com a outra. Nós caminhamos em silêncio até o prédio. Quando chegamos, ele solta a minha mão. Sorri pra mim, mas não diz nada. Caminha para seu apartamento. Me pergunto se soltar minha mão é uma mensagem tipo “Você não pode vir comigo” ou “Você escolhe se quer vir”.

Lancey não é como os outros caras, ele não me abandonaria depois do que houve entre nós. Então, eu levo isso como a segunda opção e eu escolho ir com ele. Paro ao seu lado enquanto ele encontra a chave no bolso. Quando ele abre a porta, me dá espaço pra entrar

Me surpreendo com a casa limpa.

– Uau... — Olho cada canto. Até parece um apartamento diferente do que estive hoje de manhã. Na mesa tem um prato de panquecas e um plastico transparente o cobre.

Adoro panquecas. Mas não qualquer uma, as dele. Ele sempre fazia nos fins de semana e me levava, antes da ilha.

– São pra mim? — Me viro pra trás e o encontro sentado no sofá com Sardinha no colo.

– São sim. — Ele fica em pé. — Olha – Quando ele começa a falar já imagino o pior. — Você precisa tomar um banho, agora mesmo. Antes que pegue um resfriado.

Para alguns centímetros de mim.

– Resfriado? Sério? Ta tão quente que eu já tô seca.

O sorriso bonito volta, no entanto não está 100% ali. Eu o magoei. Sei disso.

– Eu vou comer e então banho. — Digo.

Me viro pro prato na mesa. E recebo um apertão na bunda, então ele some no corredor quando vou reclamar.

Vou pra cozinha com o prato e me assusto com a sujeita. Tem farinha por todos os lados. Suspiro. Pelo menos ele cozinha bem.

Esquento as panquecas e como, depois limpo a cozinha. Se passa quase uma hora desde que chegamos e encontro um Lancey completamente apagado na cama. Tipo, bem do meio da cama. Deitado de barriga pra baixo e os braços e pernas bem esticadas. Ele usa uma box branca e o cabelo louro cai sobre o rosto. Tem cheiro de sabonete e loção pós barba. Meu bilhete ainda está no mesmo lugar.

Me lembro da praia e sorrio.

Vou pro banho. Dou alguma atenção aos meus cabelos, o que torna o banho demorado. Nesse tempo fico pensando sobre essa noite. Ainda posso senti-lo me tocando com tanta vontade e ao mesmo tempo cheio de gentilezas. Seus momentos totalmente sem noção de constrangimento. Estou apaixonada por Lancey. Perdidamente. Tudo que eu quero nesse momento, é dizer isso a ele.

Desligo o chuveiro e alcanço a toalha. Me enrolo nela e pego uma segunda pro cabelo, o secando o quanto dá. Então vou pro quarto. Ele continua apagado, na mesma posição. Deixo as toalhas caírem no chão e apago a luz. Então vou pra cama, engatinho sobre ele, tocando meus seios na pele das suas costas. Afasto um pouco o cabelo, para deixar sua orelha livre. Umedeço meus lábios e seguro o lóbulo entre eles, depois dou uma mordida de leve. Ele se move abaixo de mim, mas continua dormindo.

– Lancey...– Sussurro.

– Humm...– Ainda esta adormecido. Mordisco de novo o lóbulo e mordo, pressiono meus seios em suas costas. — Nora...?

A luz da lua, vinda pela janela, volta a ser nossa única iluminação, e a partir dela, eu consigo ver quando Lancey abre os olhos e também o sorriso bobo que nasce nos lábios. Ele move os braços, tentando me alcançar.

Me deixo escorregar do lado dele, que fica de lado e apoia a cabeça na mão, me estuda nua na cama.

– Fiz mal em te acordar...?

Lancey senta pega minha mão e leva aos lábios.

– Teria feito se não me acordasse.– Ele segura minha mão com as dele e leva meu dedo indicador para dentro dos lábios dele. Sinto meu corpo aquecer no mesmo instante. Ele repete isso com o dedo seguinte, então beija a costa da minha mão e a deixa sobre minha barriga. Levando o próprio dedo aos lábios. Eu gosto disso. Quero fazer eu mesma.

Me sento, ficando de frente pra ele e levando o seu dedo para dentro de minha boca. Ele fecha os olhos por um momento e sorri. Me aproximo de seu rosto e beijo seus lábios de leve. Ele apenas sorri, então se aproxima por conta própria, mordendo meu lábios, o sugando e então...

Oh... seu dedo úmido está entre minhas pernas.

Eu tinha algo pra dizer a ele. O que era mesmo?

O dedo entra em mim, sua língua invade minha boca e seja o que for que eu decidi dizer, vai ficar pra depois. Nesse momento, eu estou perdida.

Ele me empurra para deitar sobre seu travesseiro. Assim que descanso minha cabeça ali, ele se inclina sobre mim e toma o bico do meu seio entre os lábios. Seu dedo indicador continua dentro de mim, enquanto o polegar esfrega meu clitóris, fazendo meu corpo todo contorcer. Sem dor, sem medo. É exatamente aqui que eu preciso estar. Me sentir segura e viva de novo. E não apenas no quesito sexo. Isso não é importante se não houver mais...

As sensações ficam mais intensas e algo sobe do meu centro e se expande para o resto do meu corpo, me enchendo, completando...

Os lábios deixam de brincar com meu seio e sobem pelo meu pescoço, se prendendo por instantes no meu queixo e então encontrando meus lábios, num beijo cheio de paixão e promessas. O empurro e ele tomba, de barriga pra cima na cama. Fico deitada de lado o observando. Toco seu peitoral com a ponta dos dedos, descendo em direção a sua barriga.

– Está esquentando... — Ele diz brincalhão.

– Cala boca, Lan. — O sorriso fica mais largo quando ultrapasso o umbigo.

– Quente, quase pegando fogo...

Rio.

– Shiiii – Insisto.

Alcanço a cueca e passo a mão por cima do volume duro ali.

– E temos uma vencedora....

– Seu maldito, cala essa boca.– Digo rindo e me lançando pra cima dele, o beijando. Parece que é a única forma de manter esse crianção calado.

Ele pega minha mão e a leva pra cima de sua cueca de novo, segura minha nuca e me força a aprofundar o beijo.

Acaricio o volume com a minha mão, subindo e descendo meus dedos por cima do tecido por um tempo, então, puxo a borda da cueca e acaricio diretamente seu membro.

– Muito... — Ele tenta dizer, mas não deixo. Sugo sua língua e mordo seu lábio.

Ele finalmente cala a boca e se concentra em minhas caricias. Seu corpo vai se tornando tenso conforme se aproxima da liberação.

Quando ele está prestes a gozar, ele tira minha mão de sua cueca, como se fosse uma criança tentando esconder algo errado.

Me sento e então deito do lado oposto, ficando de cara para a cueca dele. Ele começa a respirar com dificuldade antes mesmo que eu o toque. Levo minha mão pra borda da cueca e baixo a peça, deixando seu membro livre. Fecho minha mão em torno dele e passo a língua sobre a cabeça. Lancey praticamente uiva nesse momento e isso só me anima mais. Coloco minha boca e me vejo pensando como ele apreciaria mais, mas então minha perna é puxada com força, me levando pra perto de sua boca. Ele passa minha perna por cima de seu braço e leva sua boca a minha vagina já molhada. Cada vez que ele me chupa, sugo seu membro com mais força, retribuindo todo o prazer que ele me proporciona.

Seu corpo treme e ele tenta se afastar, mas o seguro. Ele goza na minha boca e eu engulo. Aparentemente isso é algo novo pra ele. Se não, por que corre tanto?

Minha linha de raciocínio é mandada pro espaço quando sua língua se torna mais exigente e eu alcanço meu orgasmo.

***

Depois da expedição que fizemos no corpo um do outro, é necessário outro banho. Dessa vez não há apelo sexual. Apena duas pessoas cansadas se limpando. Embora, eu o tenha pego olhando pra minha bunda, com evidente malicia, algumas vezes.

Depois do banho rápido, caímos na cama. Sem roupas, mas dessa vez vamos pra baixo das cobertas. Lancey me acomoda sobre seu braço, com meu rosto em seu peito e acaricia minhas costas, quanto a outra mão brinca com a minha. Entrelaçando dedos e os levando aos lábios enquanto morde e beija as vezes.

Estou cansada, parece que corri o dia inteiro. Meu corpo está dolorido, no entanto, eu não trocaria nenhum dos momento que tivemos hoje.

Tento lutar contra o cansaço, ficar um pouco mais com ele, recebendo seu carinho, mas estou prestes a ser vencida. Mas antes, tem algo que eu preciso fazer.

Me levanto um pouco e beijo os lábios dele.

– Mais uma Nora, sério? Acha que sou um robô?

Ele está tão cansado quando eu, posso ver isso por seus movimentos lentos e voz sonolenta.

– Lancey...

Ele tem os olhos quase fechados, mas abre a ouvir seu nome.

– Hum?

Beijo seus lábios de novo.

– Eu te amo.

Por um segundo não há reação, então ele arregala os olhos e o sorriso cresce em seus lábios. Sua mão solta a minha e pousa na minha bochecha.

– Diz de novo...– Ele pede manhoso.

– Eu... te amo, Lancey.

A segunda vez sai mais fácil.

– Te amo, te amo, te amo. — Continuo repetindo, com uma facilidade inacreditável. Como pode sair tão facilmente agora?

– Eu também te amo, Nora.

Ele está rindo, me abraça com força.

– Se eu não estivesse tão quebrado, faria amor com você. De novo e de novo.

– Não, por favor! — Digo rindo. — Você me desmontaria.

Ele me beija, então me acomoda de novo em seu peito.

– Diz de novo.

Rio. Mas repito. Uma, duas, três vezes. Até ele dormir.

– Eu te amo...

Eu o amo, mais que a mim mesma. E não vou mais perder tempo escondendo meus sentimentos. Lancey foi minha salvação. Foi a luz que me tirou da escuridão de Andrew. E mais uma vez está me salvando. Eu devo a ele todos os passos que consegui dar esse ano. E eu vou mostrar a ele o quanto sou grata e o quanto o amo. E dessa vez... sem medo.

Notas finais
E fim o/ Vejo vocês nas outras fics? Bj bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!