Cantos de primvera
13 Morte.
Era para ser uma rápida viagem de duas semanas, no total. Nem mais nem menos.
E a princípio tudo ocorrerá bem.
Fora um lindo casamento.
Quem diria que depois de anos Rapunzel, a princesa perdida de Corona voltaria ? E apaixonada por um ex bandoleiro que a ajudou a fugir.
E agora lá estavam eles fazendo seus votos.
Mas agora. Naquele pleno outono de 1832 o mar mudará de repente. O que antes estava calmo logo ficará revolto.
30 de setembro de 1832
Uma nuvem negra cobria léguas e léguas toda aquela extensão de mar. E a chuva era intensa.
Logo o pior aconteceu.
O navio virou. Partindo se ao meio com a força das ondas que trazem a embarcação mar adentro.
Nenhum sobrevivente.
Apenas no dia seguinte foram achados os destroços flutuando no mar agora calmo.
O telegrafista trabalhava continuamente naquela manhã. Ele estava confuso.
Não, não podia ser verdade.
Não DEVIA ser verdade !
Precisava transmitir aquela notícia desastrosa o mais rápido possível. E com muito pesar.
Gritos de pânico de uma Anna em prantos ecoavam por todo o castelo de Arendelle.
Seus pais estavam mortos.
Agora era somente ela é Elsa. Mas poderia contar com a sua irmã ? A anos Elsa a ignorava aparentemente sem motivo.
A anos que não tinham qualquer tipo de contato físico e mal também contato verbal.
A final tudo o que ouvia por detrás daquela porta fria era : Vai embora Anna.
Sabia que realmente não poderia contar com Elsa nesse momento. Mas esperava que ao menos esse terrível acontecimento amolece se o coração de gelo de sua irmã.
— Elsa.…. Por favor me escuta. -
Nada era ouvido do outro lado da porta.
— Não me deixe sozinha…. Só temos uma a outra…. —
Ainda sem respostas. Mas Anna não sabia que Elsa estava sentada no outro lado daquela porta.
— Elsa. Por favor. Não me ignore.… eu preciso de você. —
O tom de voz de Anna aumentava e a tristeza era nítida em sua voz.
— Enterrei nossos pais sozinha Elsa !!!!! Você acha isso certo ? Não estar lá ! -
— Aliás.….. O que eu estou falando ? E claro que você não ia estar….. Você nunca está ao meu lado….-
A voz da princesa então ficava cada vez mais baixa e embargada pela dor.
— Eu sabia que não podia contar com você.…. Obrigada Elsa. —
Anna então se afastava da porta de sua irmã deixando do outro lado da porta uma Elsa que chorava silenciosamente.
3 de outubro
Precisava escrever para ela.
Mas o que dizer além do óbvio ?
: Meus pêsames. PS. Ainda te amo. Não me ignore !
Claro que além de ridículo seria um tanto desrespeitoso aquele tipo de mensagem.
Ou quem sabe : Meus pêsames e…..
Ideias lhe faltavam. A verdade é que não queria escrever carta alguma.
Queria estar lá para consolá-la. Queria dizer que estava tudo bem.
Que estaria lá por ela.
Aconchegá-la em seus braços.
Mas não podia.
Pedirá ao seu pai para ir a Arendelle. Permissão essa que lhe foi negada.
— Sè for para mandar alguém. Você seria a última pessoa que iria. Prefiro levar os restos de lixo das ilhas até lá do que você. —
Quanto mais o rei envelhecia mais senil e cruel ele ficava. E Hans era o que mais sofria das ofensas de seu pai.
Então restava lhe apenas escrever para ela e torcer para que ao menos aquela carta ela responde se. E depois de longas horas pensando no que escrever ele conseguia.
Mas antes de sequer levantar da cadeira de sua escrivaninha ele ouvia barulhos na porta.
Ele então abria e olhava para baixo na direção que vinha a voz.
Era o jovem Elrich que agora tinha 2 anos e atrás dele sua mãe, a futura rainha das ilhas do sul.
— Triste ??? —
balbuciava o pequeno menino com seus bracinhos estendidos querendo abraçar seu padrinho.
Hans achava engraçado o quanto uma criança tão pequena entendia tanto quanto aos sentimentos alheios.
Hans então pegava o pequeno no colo e o abraçava.
— Estou melhor só de te ver Elrich. -
Hans adorava o seu sobrinho e prometera a si mesmo que não o deixaria passar pelo que ele passou graças a grande parte de sua família.
O pequeno então abraçava Hans até onde seus bracinhos chegavam e encostava sua cabeça nos ombros do mesmo.
Ele então acabava por mandar a carta pelo correio marítimo com Elrich que dormira em seus braços.
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