Cantos de primvera
35 Epílogo
Notas iniciais
30 de março de 1839
Mais uma vez era primavera
O fresco vento que batia no vidro anunciava isto. Outro que também batia era Kay; ele batia na porta da princesa Anna.
— Princesa Anna, já está na hora. Só falta você acordar. -
Anna como sempre encontrava se totalmente bagunçada, como todas as manhãs.
Ela se sentava na beirada da cama e olhava o quarto levemente escuro por causa das cortinas fechadas, ainda tentava se situar.
Até que outra batida na porta chamava a sua atenção.
Isso fazia ela se lembrar o motivo pelo qual havia sido acordada tão cedo.
virando-se para o lado contrário ela se ajoelhava no colchão da cama e balançava o homem que dormia ao lado que modo enérgico.
Com essa forma nada sutil Kristoff acordava assustado, quase saltando daquela cama.
Mas logo percebia que não se tratava de nada que fosse muito sério, apenas a Anna na mais contagiante alegria.
Finalmente chegou o dia.
7:37
A capital estava lotada.
Todos os hotéis estavam cheios e havia pessoas para todos os lados.
Nunca vira tanta gente assim desde o dia da coroação.
Anna olhava animada pela janela o ir e vir de gente dos mais diferenciados lugares.
Muitos haviam sido convidados, outros tantos estavam ali pela simples curiosidade.
Neste dia de festejos ela andava animada, corria pelos corredores vendo toda a movimentação no castelo.
A prataria estava sendo limpa, comidas sendo entregues, flores para decorar todos os cantos.
Então encontrava Gerda.
— Anna, estou te procurando. Seu vestido já está pronto, vai se banhar que depois lhe ajudarei a se vestir. -
Anna então sem dizer nada corria em êxtase pelo castelo até ao banheiro reservado a ela.
8:08
A grande carruagem verde escura andava pela cidade, ou ao menos tentava pois era um contínuo ir e vir de gente passando para todos os lados além de outras diversas carruagens que também tentavam passar pelas vielas que levam a rua central da capital e que provavelmente estaria ainda mais congestionada.
Mas mesmo com o trânsito não tirava a animação dos ocupantes daquela carruagem.
— Estou tão ansiosa. -
Isso poderia ser percebido pela expressão de alegria de Charlotte que apertava fortemente o braço de seu marido que sempre parecia estar de bom humor.
Já no outro canto havia Dagmar e seu marido.
Dagmar sorria com carinho para sua irmã enquanto tinha em seus braços a sua pequena Ingrid.
Ingrid nascerá a cinco meses.
Durante uma simples visita a Elsa e Anna no castelo de Arendelle do qual sempre frequentava.
Mas durante o chá da manhã as dores começaram.
Apesar de ser antes do previsto e a correria além da apreensão de todos o parto foi tranquilo.
Coincidentemente alguns dias depois acabará por nascer também o filho de Charlotte.
O príncipe Guilherme de Vestëria.
O mesmo dormia nos braços do pai, abrindo levemente seus olhos entorpecido de sono quando sua mãe falava alto, mas logo fechando.
Ele se acostumou rápido com o jeito animado e um tanto escandaloso de sua mãe.
E teria mesmo que se acostumar não só com o jeito de sua mãe como a de sua família.
Foi complicado vir de Vestëria até Arendelle, mas precisava estar ali naquele dia tão importante.
E também não fora a única da família que também estava naquele trânsito infernal pós logo atrás vinha outras diversas carruagens com seus familiares.
Cerca de 26 minutos de correria as carruagens chegavam ao seu destino.
Os portões que se encontravam fechados para o começo daquele dia abria para aquela carruagem e mais algumas que vinham logo atrás.
E lá estavam os Westegaards a frente do castelo de Arendelle novamente.
E os mesmos eram recebidos por alguns guardas que os guiavam até onde deveriam ir.
8:40
— Há! eles estão tão lindos! -
Todas aquelas mulheres no enorme salão de recepção encontravam se encantadas com os pequenos.
Anna não era a única a exclamar coisas como essa.
— Não vejo a hora de ter também. -
A jovem grávida de cabelos castanhos repicado na altura dos ombros brincava com as crianças que sorriam entretidos.
— Senhoritas, e melhor se vestirem. O tempo está passando. -
A rainha de Corona entrava e ainda via todas as mulheres ainda não arrumadas para a cerimônia, incluindo sua filha Rapunzel que estava a brincar com as crianças.
E logo atrás vinha a rainha mãe das Ilhas do Sul, as duas já devidamente arrumadas.
Todas aquelas mulheres olhavam para elas e depois para um relógio de pêndulo na parede.
Foi questão de segundos até cada se instalar a correria para se arrumar.
Princesas, duquesa, condessa e as mais diversas damas que foram convidadas dos mais diversos reinos.
Enquanto todas elas se arrumavam no terceiro andar do castelo o segundo era reservado aos homens que estavam igualmente agitados.
Principalmente Hans que tremia tanto ao ponto de não conseguir colocar direito as abotoaduras da vestimenta.
— Calma. Nada vai dar errado. -
Søren tentava tranquilizar seu irmão sem muito sucesso.
E logo mais um dos Westegaards se juntava eles.
— Até porque tudo o que podia dar errado já deu nesses últimos anos não é mesmo? -
O olhar de repressão que Søren dera logo fez o sorrisos brincalhões de Haroldo e seu novo amigo Eugenie de Corona se desmancharam.
15:21
Estava quase na hora.
Elsa olhava para fora pela janela vendo os mais variados tipos de pessoas se dirigindo a capela.
Ouvia se uma batida na porta e logo então via se Anna, Dagmar, Charlotte e Rapunzel entrarem naquele quarto do qual Gerda abrirá a porta.
Elas tinham a visão da rainha de gelo vestida num lindo vestido branco.
Ele cintilava com o brilho dos diamantes e cristais de gelo, além das joias que ela usava: o colar que Hans lhe dera.
— Você está linda minha irmã. —
Olhares felizes e emocionados eram trocados entre as irmãs de Arendelle enquanto davam as mãos.
Elas ajudavam a dar os últimos retoques na rainha.
A maquiagem, arrumar o volume do vestido.
E por último Gerda trazia o véu guardado a tantos anos com esmero.
O mesmo que a mãe das jovens, Iduna, usará quando se casou e tornou se rainha de Arendelle.
Todas se afastaram para ver Elsa em seu vestido de casamento.
Lágrimas não eram seguradas por elas.
Assim elas saiam deixando Elsa sozinha no quarto.
Todos já iam em direção a capela andares abaixo.
Ela aproximava da janela, olha para fora.
O fluxo de pessoas estava menor, pelo jeito a maioria já estava dentro do castelo.
Mas sua mente não se concentrava nesse detalhe.
O céu azul límpido resplandecia ainda mais com aquele sol que a fazia pensar em toda sua vida.
Nascerá em um inverno.
Mas o verão e a primavera sempre tiveram uma importância em sua vida.
Fora no verão de 1817 que nascerá Anna.
Fora na primavera de 1824 que conhecerá Hans.
Fora no verão de 1836 que foi coroada como rainha de Arendelle e os diversos problemas subsequentes daquele dia.
E fora na última primavera que Hans voltou a sua vida.
E agora se casaria com o décimo terceiro príncipe das Ilhas do Sul naquele ensolarado final de dia.
Repentinamente a porta se abria e o pequeno boneco de neve surgia de trás da madeira maciça.
— Elsa, você está linda!
Quer dizer, não que você não seja; mas você está ainda mais bonita hoje.
Quer dizer, você sempre está muito linda. -
Ao vê lo se aproximar Elsa abaixava se um pouco ficando na altura do boneco sempre tão acolhedor.
— Obrigada Olaf, você também está ótimo. -
Elsa sorria ao ver que ele tinha uma pequena gravata e colarinho a onde devia ser seu pescoço.
— E, o Kristoff arranjou isso aqui para mim, não sei exatamente o que é, mas achei muito bonito. -
A rainha após acariciar o boneco na cabeça se levantava e voltava olhar pela janela.
— O que é casamento ? —
Aquela pergunta chamou atenção de vossa majestade fazendo ela novamente voltar a atenção a Olaf.
— Bem, casamento e quando duas pessoas que se amam decidem viver juntas. -
— Então ele vai viver aqui em Arendelle com a gente ? —
Elsa achou a pergunta um tanto intrigante, talvez ele ainda estivesse incerto quanto ao fato de Hans amar a sua criadora.
— Não se preocupe Olaf, nada de mal irá acontecer. -
Ela sentia uma das mãozinhas de graveto tocar as suas enquanto ele dava um sorriso.
— Eu sei que não, vocês gostam um do outro, Charlotte me disse que o amor pode nos fazer cometer erros mas também pode ainda mais ajudar a se recompor, porque o amor é forte e supera a tudo.
Por falar nisso, ele pediu para entregar isto a você. -
Olaf lhe mostrava uma carta que segurava em um de seus gravetos logo entrega do a Elsa que abria o envelope.
A data era de ontem, havia escrito para ela ler antes da cerimônia, já que não poderiam se ver antes, decidiu escrever e pediu para Olaf entregar já que o boneco de neve era um dos únicos que teria a chance de estar com Elsa antes do casamento.
— Não existem palavras suficientes pra expressar a sensação de paz que invade todo o meu ser ao te ter ao meu lado.
Tudo me leva a ti.
Este sentimento é legítimo, me abraza e durará para sempre; e qualquer reencontro, será como a primavera. -
Versos simples escritas por ele mas que faziam a rainha suspirar emocionada.
16:00
Era a hora.
Olaf, Anna e Elrich esperavam do outro lado da porta junto com Kai.
E logo a porta se abria mostrando Elsa com um sorriso no rosto.
Kai levaria a rainha até o altar, Elsa o escolherá para levá la no lugar de seu falecido pai, a final ele sempre a tratou como uma filha.
Já Elrich e Olaf seriam pajens.
Logo a frente de todos iria Anna como dama de honra.
E assim tomavam o caminho até a capela do castelo.
16:32
Como era de praxe das noivas, Elsa demorava a chegar.
A grande maioria das pessoas ali parecia calma.
Mas Hans era uma exceção.
Ele estava visivelmente nervoso, agitado, tremido e muito, muito ansioso.
A final ia casar com a mulher de sua vida.
Seus irmãos estavam começando a ficar preocupados.
Achavam que a qualquer momento ele poderia desmaiar ou algo assim.
Mas logo a música começava a tocar anunciando que ela estava chegando.
— Concerto para flauta, harpa e orquestra in C, K.299 andantino — Mozart
Aos 14 segundos da música a porta se abriu e então via se Elsa entrar junto com Kai, Olaf, Anna e Elrich.
Mas naquele momento Hans não via nada a não ser sua rainha.
O mesmo arregalou os olhos e ficará estupefato ao vê la entrar.
Era como um sonho.
A quanto tempo não desejou isso ?
A quanto tempo queria casar com ela ?
Talvez muito tempo antes que ele tenha se dado conta de tal desejo.
Mas agora ela estava ali, ao seu lado.
Sorrindo por baixo daquele véu que cobria seu rosto.
Os dois não tinham palavras naquele momento.
Não havia palavras para descrever o que sentiam.
Mas em seus olhos estavam escritos.
Tanto nos pares de esmeraldas dele quando nos de safira dela.
E assim começava a cerimônia.
Todos os convidados se sentavam.
Nem Elsa, nem Hans prestava realmente atenção no que era dito pelo religioso que os casava.
E isso se tornou óbvio quando Hans teve a sua atenção desviada de sua rainha ao ser cutucado por Lars que estava como um dos padrinhos junto com Søren e Kristoff.
Era hora dos votos.
Eles viravam um de frente para o outro e Hans tomou as mãos de Elsa olhando profundamente em seus olhos azuis.
— Elsa, quando vim a Arendelle a primeira vez eu não sabia o que esperar.
Mas estava ansioso, sentia que havia um grande destino a frente.
E quando pus os olhos em você eu soube que havia algo.
Eu passei observá-la sem saber o porquê, não entendia o sentimento que crescia em mim aquela semana.
Alguns diriam que éramos muito crianças mas hoje sei o que aquele sentimento significa. E ele nunca mudou, ainda sinto pois em sua visão como um anjo me seguiu toda minha vida.
Seu sorriso e a esperança de que você esperava por mim me deu forças para continuar.
Você salvou de mim mesmo.
E quero andar ao seu lado para sempre Elsa, quero que continue me mostrando o caminho certo como sempre foi para mim, uma deusa, uma estrela a guiar me.
Eu amo você e viverei para você. -
Elsa ao ouvir tais palavras sorria para ele.
Já conseguia ouvir pequenos choros de algumas pessoas na capela.
Entre elas Anna que estava visivelmente emocionada.
— Nunca mais quero voltar a olhar o meu passado triste e solitário.
Um passado do qual eu me tranquei por temor.
Mas naquela noite de primavera anos atrás algo também mudou.
Você conseguiu de um modo que não entendo quebrar mesmo que por pouco tempo a barreira que havia imposto.
Você foi o primeiro que me fez crer que não havia um monstro em mim.
Você é meu primeiro e único amor Hans.
Aquele passado que nós dois sofremos já não importa mais.
Mas sim o futuro que construiremos juntos. -
Elrich trazia as alianças que eram trocadas entre os dois e depois de serem declarados era a hora mais esperada.
Hans então levantava a grinalda de Elsa devolvendo o sorriso dela que também o olhava diretamente.
E assim os lábios se juntaram selando aquela união tão esperada.
E a partir dali as irmãs Westergaards começaram a chorar.
— Finalmente. -
A rainha Sofia das Ilhas do Sul suspirava aliviada enquanto dava a mão a Lars.
Durante anos ela acompanhou junto com Lars toda a história do amor que seu cunhado tinha pela rainha de Arendelle e sempre torceu por ele.
Era um alívio saber que agora ele estava oficialmente com quem sempre amou.
18:00
A cidade de Arendelle estava em polvorosa.
Havia festa não somente dentro do castelo mas também pelas ruas e praças.
Todos comemoravam o casamento real.
Bandeiras de Arendelle e das Ilhas do Sul estavam por todos os cantos.
Até mesmo nas roupas dos súditos naquele dia.
Muitas pessoas vieram para a capital apenas para o casamento real.
As ruas encontravam-se apinhadas de gente de todos os lugares.
E muitos se juntavam na área do castelo onde a rainha e o novo rei de Arendelle apareceriam para comprimentar os súditos.
As três sacadas estava ornado com as flores e gelo que reluziam com a luz do sol.
Mesmo com o sol diretamente nos cristais o gelo que Elsa fazia sempre demorava mais para descongelar do que um gelo normal.
O relógio batia 18:00 e logo tocavam-se cornetas anunciando o aparecer da família real de Arendelle que ficava visível em uma das escadas assim que as portas pesadas de madeira eram abertas.
Em uma encontrava-se a família real das Ilhas do Sul em outra a família real de Corona e na sacada ao meio a família real de Arendelle. Elsa,Anna Hans, Kristoff e até mesmo Olaf que acenavam a multidão abaixo que se encontrava empolgada com diversas bandeiras tremulantes. E gritos de euforia.
— Cidadãos de Arendelle e convidados. Queremos agradecer a todos que puderam estar aqui presentes neste dia tão importante para mim e consequentemente um dos mais felizes de minha vida.
Eu e Hans nós conhecemos a anos atrás. Éramos apenas crianças mas algo dentro de nós nasceu naquele momento.
Houve separação e diversos outros problemas no decorrer dos anos mas a vida nos juntou novamente.
E o que ocorreu ano passado fez notar que o amor que sentimos nunca morreu.
E é ótimo compartilhar um momento como esse com todos vocês pois fazem parte da minha vida também. -
Após o discurso real as portas das escadas se fechavam e o povo se dispersava.
Estava na hora da festa tanto fora quanto dentro do castelo.
— Anna, Anna, olha !
Elrich entrava animado vendo a grande decoração do salão ricamente honrado.
O príncipe ainda por ser novo não costumava a participar das festas que eram dadas nas Ilhas de vez em quando.
E era a primeira vez que participação de um evento tão importante como um casamento já que Hans fora seu primeiro tio; e o único; que se casaria
Anna encontrava-se igualmente encantada olhando para todos os lados até sentir uma mão em seu ombro.
Kristoff olhava para Anna com um sereno sorriso mas antes que qualquer um dos dois pudesse dizer algo a atenção de todos era chamado.
— Senhora e senhores. Rainha Elsa e rei Hans de Arendelle. -
Logo após o anúncio de Kai o casal real entrava cerimoniosamente no salão onde era a festa.
Indo para o centro eles começaram a dançar a primeira vez como casados.
A felicidade estava estampada na cara de todos os presentes mas sem dúvida era mais evidente nos rostos da rainha e seu rei que olhavam diretamente um para o outro durante aquela dança.
Outro que também tinha a atenção roubada era Olaf.
Mas sua atenção era desviada para o grande bolo de glacê branco em uma das mesas.
O belíssima obra de arte comestível rodeada por chocolates e doces de Arendelle era algo tentador até mesmo para o boneco de neve.
Seus bracinhos de gravetos pareciam ser atraídos pelo doce.
Olaf, o que está fazendo? —
Olhando para trás Olaf via Elrich.
O príncipe estava muito diferente do que seu amigo estava acostumado.
Sempre via o príncipe com trajes mais comuns.
Os trajes reais das Ilhas do sul realmente deixavam o parecendo o príncipe que era.
— O bolo não é para agora Olaf. —
Pensei que sempre era hora de bolo. -
Aquelas palavras faziam todo o sentido mundo para uma criança.
Mas Elrich não se deixava levar tão fácil assim.
— Não Olaf, agora na…. -
Olaf estranhou a alteração no rosto do jovem de serenidade para o desespero além da interrupção na própria fala.
Olhando novamente para trás onde se encontrava a mesa ele percebeu o porquê de Elrich ficar daquele jeito.
E a única reação que Olaf teve naquele momento foi dar um gritinho de desespero.
O enorme bolo de seis andares havia desaparecido como mágica.
Mas não havia nenhuma mágica envolvida no desaparecimento do bolo.
Ao menos não diretamente.
Em um canto podia ser visto o topo do bolo andar até uma porta aberta.
Os outros convidados nem mesmo perceberam pois estavam muito distraídos com a dança do casal real.
Mas ao ver o bolo passar por detrás de toda aquela gente Elrich sabia que definitivamente tinha algo muito errado.
— Olaf, vem comigo. -
O príncipe puxa um dos braços de Olaf esquecendo-se que o membro do boneco de neve se desprendia do corpo do mesmo.
Meu braço Elrich ! -
O príncipe acabava por perceber o erro quando via Olaf correr atrás dele sem um dos braços.
Pondo o braço no lugar certo os dois caminhavam atrás do bolo andante.
E não demorou para descobrir quem estava causado essa confusão.
Ou no caso, o grupo.
No corredor que dava para o salão de festas encontrava-se o bolo.
E a sua volta estavam os geladinhos que olhavam com fascínio para sua nova aquisição.
Elrich não tinha nem ideia de como pegaria aquele enorme bolo mas teria que tentar.
Botando o dedo sobre os lábios ele sinalizava para o boneco de neve ficar quieto e logo após isso andava sorrateiramente atrás dos geladinhos.
Mas Olaf não sabia o significado daqueles gestos.
Porque está andando assim Elrich? -
Aquelas palavras chamavam atenção não somente do príncipe como a dos geladinhos.
Com isso eles levaram novamente o bolo, fugindo.
Elrich não tinha outra reação além de bufar estressado com a inocência de seu amigo.
E assim os dois puseram a correr para recuperar o bolo.
Foi uma intensa corrida por todos os cantos do castelo de Arendelle.
Os diversos salões, quartos, passando por empregados confusos e assustados ao ver o bolo andar “sozinho".
Passando até pelo pelo telhado.
Mas no final chegaram onde tudo começou.
O corredor agora lúgubre, vazio que dava para a animada festa atrás da pesada porta.
Os geladinhos estavam encurralados.
Mas repentinamente a porta se abria.
E como isso os geladinhos entravam em pânico e o bolo era jogado para cima no susto caindo não somente no chão mas em Elrich, Olaf os próprios geladinhos e a pessoa que abriu a porta.
21:41
Olaf !!!!!!!!!!!!! -
O grito de raiva de Anna reverbera por todo o castelo.
Ela estava suja da cabeça aos pés de restos de bolo que acabou por cair nela depois que a mesma abriu a porta.
A sua frente Elrich e Olaf encontravam-se no mesmo estado, sujos.
Não com raiva mas sim assustados.
Elrich tinha os seus olhos arregalados e estava completamente sem reação.
Mas logo ele via se aproximar as mais diversas pessoas ao seu redor.
E ao ver Seu pais e Hans o menino desabava em choro.
Me perdoem. -
Mas nem mesmo foi ouvido.
Logo sua mãe se ajoelhava assustada o segurando pela cabeça.
— Você está bem ? -
— Sim mamãe. -
O pobre Elrich tinha seus olhos brilhantes em lágrimas.
Ela abraça o pequeno que tremia nervoso assim como ela.
E após serem amparado por seus familiares Anna e Elrich iam tomar um banho.
22:28
O príncipe novamente encontrava-se no salão de festas.
Olhava para todos os cantos a procura de alguém logo a achando.
— Anna, me desculpe pelo que aconteceu anteriormente. -
O pequeno se curvava diante a princesa que dava um sorriso.
— Tudo bem Elrich, acidentes acontecem. -
Elrich era surpreendido com um beijo em sua testa dado por Anna o deixando corado e Kristoff enciumado.
Logo após isso ele saia envergonhado.
Anna virando-se para o lado via Kristoff com a cara fechada.
— A por favor não vai me dizer que está com ciúmes de um menino de oito anos ? -
Enquanto ela ria Kristoff ficou vermelho tomando noção do ridículo daquela situação.
Já havia falado com Anna agora era hora de ir de encontro a Elsa e Hans.
Mas passando pela mesa de doces ele via nada mais nada menos do que outro bolo.
Completamente igual, sendo entregue.
Aquilo lhe arrancou um leve sorriso bobo.
A festa não estava arruinada a final.
Mas ainda precisava falar com seu padrinho.
Elsa sentia uma pequena mão segurar-lhe o braço.
Ao se virar via o futuro rei das Ilhas do sul ajoelhado diante dela.
Naquele mesmo momento ela cutuca Hans que também se virava e via Elrich a sua frente.
— Vim pedir desculpa a vossa majestade. Pelo bolo. -
Ele humildemente abaixou a cabeça mas logo tinha a atenção chamada.
— Tudo bem Elrich, não estamos bravos, não é mesmo Hans ? -
Não, claro que não. O bom e que você não tenha se machucado. -
Não me machuquei. Estou bem. -
Eles então se ajoelhar-se ficando na altura do príncipe.
Então estamos felizes. -
As palavras de seu padrinho faziam o pequeno sorrir.
E Elrich, não precisa dessa formalidade toda para falar conosco. Continuo sendo Elsa e Hans o seu tio.
Para você somos muito mais do que rei e rainha, somos amigos, somos uma família. —
Elsa se surpreendida ao ser repentinamente abraçada pelo pequeno, mas logo retribuia o terno abraço.
— Estou com ciúmes. -
O rei brincava com seu sobrinho que logo também o abraçava.
Assim Elsa e Hans abraçavam em conjunto o pequeno.
— Senhoras senhores, hora do buquê ! —
Ouvindo Kai, Elsa se levantava e caminhava até uma ponta do salão.
E assim um amontoado de mulheres vinham logo atrás da rainha empurrando uma as outras.
E no momento em que o buquê foi ao ar Anna pulava o mais alto que conseguia.
E realmente conseguiu; conseguiu pegar o buquê.
Não se importando com nenhuma convenção social ela corria diretamente para Kristoff quase o jogando no chão.
Era ótimo para a rainha ver sua irmã igualmente feliz naquele dia tão importante.
O medo que tinha de Anna tomar alguma atitude contra aquele casamento se dissipou durante os meses e aquele dia era a demonstração final de que o futuro proporciona paz e felicidade para as todos.
O passado triste parecia cada vez mais distante, como se nunca tivesse acontecido.
E nunca teve tanta certeza de que conhecia a plena felicidade.
Todos conheciam.
23:00
A festa acabava naquele momento para o rei ea rainha de Arendelle.
— Muito obrigada a todos por esse dia maravilhoso.
Foi ótimo compartilhar a plena felicidade e igualmente importante a presença de todos. -
Após tais palavras Elsa começava a sair com o seu rei até o corredor que levava ao restante do castelo.
Ouvindo as portas se fecharem atrás de si como um forte brando Hans se dava conta.
Era agora rei de Arendelle.
Um título que no fundo nunca pensou alcançar.
Um título que muitos desejariam.
Que ele mesmo desejou por breve período de loucura a anos atrás.
Mas olhando para frente, a alguns passos estava lá o motivo de todo o desejo que tinha por aquele reino.
Ela era o maior motivo. Mas importante do que qualquer trono, era somente ela que importava.
Ela era seu desígnio.
— Hans ? Está tudo bem ? —
Ao perceber que ainda se encontrava no mesmo lugar olhando para ela como um idiota apaixonado que era, começava a andar em direção a sua mulher.
— vem, vamos dormir. -
Próximo a ela o rei a pegava no colo e começava a andar,até o quarto real.
— Dormir ? Você só pode estar brincando comigo Elsa. Não vou deixar você dormir. —
Com os risos sugestivos de seu rei, Elsa também ria.
Risos esses que ecoavam pelos corredores até o bater da porta do quarto real.
A porta do quarto podia fechar-se a qualquer momento para a privacidade do casal.
Mas o amor abriu todas as outras portas para o rei desejado e a rainha que não mais se escondia.
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