Cantos de primvera
10 A volta
Não queria, por tudo que é mais sagrado voltar a sua terra natal.
Mas lá estava ele, chegando no porto das Ilhas do Sul depois de quase 3 meses de viagem.
Teria de voltar a rotina da humilhação e abandono.
Ao saltar do navio eles não eram recebidos por quase ninguém.
Havia poucos servos e somente um dos seus irmãos ali a esperá-los: Haakon, Olavo e Cristian, além da noiva de Lars.
Os três eram completamente opostos.
Cristian era o quarto na linha de sucessão, já Haakon o sétimo e Olavo o décimo.
Mas Cristian não se importava nem um pouco com sua sucessão, o que ele apenas parecia se interessar na vida era comida.
O jovem não passava de um glutão um tanto inocente e manipulável.
E quem o manipulava ? Haakon.
Haakon também tinha Olavo na palma de sua mão. Não tinha vergonha nenhuma em demonstrar o quanto os seus irmãos se submetiam aos seus caprichos.
Haakon era um jovem muito bonito e inteligente.
Mas a verdade é que ele não passava de um sociopata.
Diziam as más línguas pelo reino que o jovem já matará mais de uma pessoa, mas que sua família encobriu.
Haakon seria no futuro a perdição do jovem décimo terceiro, totalmente manipulado assim como eram muitos de seus irmãos.
Quando Lars saltava do navio era recebido por um grande abraço de sua noiva que quase o jogara no chão.
Ela depois se dando conta, cumprimentara suas cunhadas e o seu pequeno cunhado do qual tinha sincera simpatia.
— Como é bom vê lo novamente Lars. -
Naquele momento ele percebera que o seu mais problemático irmão estava ali com seu "capachos/irmãos" Ele ficará alguns segundos sem responder até que Haakon ouve Charlotte.
— Nós não poderíamos dizer o mesmo. -
Sempre houvera muita tensão entre aquela família.
Alguns deles não escondiam o quanto não suportavam uns aos outros.
E Haakon sem dúvida era o mais controverso deles. Nunca fizera nada em que a família pudesse se orgulhar, muito pelo contrário.
Talvez ainda só não estava preso pelo simples fato de que era um dos preferidos de seus pais.
Após Lars e Charlotte, Dagmar descia com Hans que ao ver Haakon, Olavo e Cristian sentia suar frio.
A verdade que tinha um medo mórbido de Haakon.
— Vejam só, não sabiam que trouxeram consigo o rato do navio. -
As palavras de Olavo sempre feriram Hans. Mas não era o único que se dava ao capricho de maltratar seu irmão mais novo.
A verdade é que quase todos eles não tinham o menor pingo de compaixão nem respeito pelo príncipe.
— Já chega Olavo. —
Dizia Dagmar com sua imponência.
Apesar de ser uma das irmãs do meio, ela sem dúvida era a mais adulta. E defendia seu pequeno irmão como uma leoa que defende seus filhotes.
— Se há alguém aqui que poderia set comparado a ratos, estes seriam vocês três. -
As bagagens eram todas postar no palácio que ficava em cima de um linda montanha, suas grandes escadas de acesso exterior davam uma bela vista para o mar límpido abaixo onde dava para ver nitidamente muitos animais marinhos, e cercados por uma abundância de árvores lindas e flores, sempre parecia verão.
Seria tudo maravilhoso se o príncipe realmente gosta se de sua condição, se ele não considera se esta terra a jaula do qual ele era trancafiado junto com todas suas angústias e sofrimento.
Se ao menos não tivesse eles…
Se ao menos considerássemos sua vida feliz e próspera.
A verdade era que em bem matérias nada lhe faltava, mas não era isso o que ele queria. Ele queria respeito, e amor de seus pais e irmãos.
O jovem estava no pátio acima daquela montanha que era ligada ao acesso das escadas do palácio.
Aquele chão de alvenaria ouvia os passos ocos do jovem príncipe que se aproximava na borda do precipício.
Só uma cerca de pedras brancas o separava do mar revolto e cheio de pedras abaixo.
Ele ali olhava para baixo e depois o horizonte. Concentrado ele mal ouvia seu irmão chamar por trás dele.
Até que é acordado de seus pensamentos funestos por Søren. O décimo segundo.
Os dois jovens tinham apenas um ano e meio de diferença de idade.
Søren era muito parecido com Hans, quem não soube se poderiam dizer que eram gêmeos. A maior diferença entre eles era de que Hans era um pouco mais baixo.
Mas apesar disso não eram tão próximos.
— Está tudo bem ??? -
O pré adolescente botava a mão no ombro de seu irmão mais novo que ainda não direcionava o olhar a ele.
— Não. —
Era apenas o que dizia o príncipe antes de ouvirem atrás deles o pior pesadelo de Hans.
— Vocês dois pirralhos. —
Hans olhava para trás e via Haakon se aproximar.
Tinha certeza: Haakon aproveitaria e jogaria ele lá em baixo, aproveitando se do fato de ele já estar tão próximo do despenhadeiro.
Mas aquela certeza fora estranhamente por água abaixo quando na verdade sentia que Haakon os pegavam pelas golas de suas camisas e os tirando da beirada.
No chão Hans e Søren olhavam incrédulos para Haakon frente a eles.
— Não entendi -
Realmente Søren estava muito confuso.
— Ora, não quero que vocês caiam, vocês são meus irmãozinhos . -
Haakon dava um sorriso gentil, ou ao menos tentava, pois seus sorrisos sempre soavam psicóticos.
— E desde quando você se importa !? -
Dizia um Hans alterado levantando se do chão sozinho apesar de Haakon e Søren estenderem a mão para ajudá lo.
Mas era a mais pura verdade, não se importava, nem um pouco. Mas também não planejava perder os seus irmãos mais novos, não por enquanto, pois tinha muitos planos de como poderia usá-los e depois dar cabo deles.
Fale com o autor